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quarta-feira, 16 de outubro de 2024

A VIDA E A MÚSICA AFINADAS

A VIDA E A MÚSICA AFINADAS

“Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras.” Amós 5.23
Anatote Lopes da Silva

A música é uma bênção de Deus para toda humanidade. Encontramos seu uso diário e na adoração a Deus, de Gênesis a Apocalipse. Ela expressa a cultura de indivíduos e comunidades. Quando ela é produzida em uma comunidade e introduzida em outra, a cultura de onde ela foi produzida transpassa de uma para outra. Cada indivíduo é influenciado pela música que ouve; seja secular ou cristã. A influência da música é poderosa por si mesma, com seu ritmo e harmonia. Imagina, esse poder intencionalmente associado à letra! A música se torna o fluido condutor da palavra que forma uma mentalidade e uma visão de Deus e do mundo. A música secular é imediatamente rejeitada pela igreja por seu conteúdo óbvio. Mas, as músicas das seitas têm sua influência subestimada.

O avanço das novas tecnologias e mídias sociais promoveu nossa interconexão com comunidades que falharam em reconhecer a importância das Escrituras. Precisamos, como nunca antes, conservar nossas canções antigas. O conteúdo bíblico tem mantido a posição elevada da hinologia do povo de Deus ao longo da história. Contudo, precisamos cantar a uma nova geração com novas letras e canções; cantar um novo cântico ao Senhor que seja bíblico, o que o Senhor “pôs nos nossos lábios” (Sl 40.3). O conteúdo bíblico cantado no contexto apropriado é a Palavra de Deus. Devemos descartar algumas músicas pela letra, porque, a maioria não canta a Palavra de Deus e avaliar, cuidadosamente, a instrumentalização, o ritmo e a harmonia das músicas.

Observe a história de cada um dos nossos hinos; foram escritos por cristãos piedosos que ao longo dos tempos têm sido uma bênção para a igreja. Logo, os músicos que conduzem o cântico devem ser antes cristãos piedosos que afinam sua vida e obediência às palavras de fé e compromisso que professaram e que, vivam o que cantam. Como pregadores que vivem o que pregam. Se não estarão diante de Deus e dos irmãos mentindo, ainda que cantem uma verdade bíblica. Portanto, todos os cristãos e líderes da igreja devem ser escrupulosos, não somente quanto ao cântico sagrado, mas pelas suas vidas consagradas e pelo testemunho fiel.

Os músicos devem submeter-se à supervisão do pastor que tem o dever de examinar as músicas e garantir que sejam fiéis à Bíblia e atendam ao propósito adequado na adoração. Não raro, a impureza vem disfarçada de ajuda, a fim de alcançarmos melhores resultados e tornarmos o culto mais espiritual ou atraente. Mas, Deus despreza o canto e a suposta adoração se não vierem de um coração verdadeiramente humilde, obediente à Palavra de Deus e dedicado ao Seu serviço. Deus disse aos filhos desobedientes de Israel que rejeitou seus sacrifícios. Ele ainda disse: “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras.” Am 5.23. Quer dizer: Deus rejeita o canto e o som dos instrumentos de uma geração infiel e desobediente.

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

CADA VEZ MAIS SOZINHO

CADA VEZ MAIS SOZINHO

“perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?” Jo 6.67

Anatote Lopes da Silva


Acredito que não preciso repetir a pergunta de Jesus: Quem quer ir embora? (Jo 6.67). Continuarei a pregar e ficarão os que se identificarem com a pregação bíblica, com as palavras de Cristo, as quais são “as palavras da vida eterna” (68). Nos dias de hoje, algumas igrejas crescem muito. A nossa igreja cresce, mas em número bem menor. Ainda que em número de membros a igreja cresça, o número daqueles que caminham no mesmo evangelho, o qual gera a vida eterna com quem posso ter comunhão, diminui.

Não sou o único vivenciando a experiencia de se ver cada vez mais sozinho; não está acontecendo somente no círculo dos membros das igrejas. Igualmente quanto ao círculo de pastores, o número de pregadores cresce, mas o número daqueles com quem posso ter comunhão está diminuindo. Será que mudei e estou dividindo a igreja? Muito pelo contrário. Continuo o mesmo, não aceito todos os tipos de mudanças, permaneço fiel à Bíblia e aos padrões confessionais que subscrevi no começo do meu ministério. Portanto, não foi minha a decisão de romper com a pregação e o culto bíblicos.

Pastores e membros de igrejas descaracterizaram totalmente suas igrejas; sim, suas, pois tomaram de assalto a igreja de Cristo. Essas igrejas abandonaram a Bíblia, consequentemente, a teologia e liturgia bíblicas e as pessoas passaram a sustentar um estilo de vida diferente do qual aprendi desde a minha infância. Elas são contra o Dia do Senhor e o Dízimo, mas gastam seu tempo e dinheiro com cerveja, tatuagens, ostentações e orgias. Elas se dizem preocupadas com os animais, o meio ambiente e bem estar social, enquanto apoiam pautas antibíblicas como casamento homossexual, descriminalização do aborto e tráfico de drogas, etc.; tornaram-se tão diferentes que já não posso mais manter comunhão com elas.

Não me julgo digno de tomar as palavras do Mestre, como se pudesse imitar à Cristo ou aos mártires, então, nas minhas próprias palavras digo: Deixem-me em paz com minha fé; deixem-me viver com meus princípios e valores; deixem minha família em paz, e se não querem mais a Bíblia, deixem-na para mim. Adeus.

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

O ÚLTIMO A CHEGAR... NÃO PERDE NADA

O ÚLTIMO A CHEGAR... NÃO PERDE NADA

“Toma o que é teu e vai-te; pois quero dar a este último tanto quanto a ti” Mt 20.14

Anatote Lopes da Silva

Irmãos, quando o Senhor, sob cuja autoridade estamos, falar a cada um de nós, obedeçamos sem olhar para a vida dos outros. Os nossos deveres são iguais, em certo sentido; mas, os nossos dons são muito diferentes. Deus é quem distribui os dons, como bem lhe apraz. Sabemos que, nosso Senhor é mais sábio do que nós. Fomos chamados, a fim de que, cada um cumpra seu próprio dever, e, assim, coopere com o outro, quando estiver no cumprimento de seu dever.

Não reclame como os trabalhadores na vinha que, murmuraram contra o seu dono; quando viram aqueles que chegaram por último receberem o mesmo tanto. Parecia razoável a queixa, pois chegaram primeiro e trabalharam o dia inteiro, durante o sol de todo um dia, enquanto aqueles chegaram na última hora, quando a temperatura do dia já estava esfriando (Mt 20.1-16). Afinal, seria injusto se recebessem o mesmo tanto? Mas, qual foi a resposta de Jesus?

Suponho que você tenha parado a leitura dessa pastoral e lido a resposta de Jesus; então, guarde bem a sua língua, antes de murmurar. Essa passagem nos ensina que, toda murmuração desse tipo é contra o Senhor da vinha; nosso Senhor Jesus Cristo. Pois, a vinha é uma figura da igreja e o seu dono é uma figura do nosso Senhor. Como alguém pode achar que nosso Senhor comete injustiça ao honrar quem está chegando agora?

Você acha que, pessoas recém chegadas na nossa igreja, não devem ter os mesmos direitos, deveres e privilégios que os membros mais antigos? Então, você ainda não conheceu o evangelho de Jesus Cristo; ainda não aprendeu que Jesus honra aqueles que, buscam aprender e envergonha os sabichões; honra os pequeninos e os humildes e envergonha os grandões: “Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos (Mt 20.16).

quinta-feira, 11 de julho de 2024

A COLHEITA COMPARTILHADA

A COLHEITA COMPARTILHADA


Não aborrecerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado.” 

Levíticos 19.17


Anatote Lopes da Silva

O pecado é a causa de sofrimentos, fome, enfermidades, conflitos entre irmãos, guerras entre nações, e de tudo que gera morte. A Lei da Semeadura é implacável: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.” (Gl 6.7). Pecados sempre têm consequências. A semeadura do pecado quase sempre é feita em segredo, mas o seu fruto é sempre colhido em escândalo público. Inevitavelmente, ainda que a semeadura seja individual a colheita será sempre compartilhada; ninguém colhe sozinho o fruto do pecado. A nação colhe o fruto dos pecados dos governantes; os membros da igreja dos seus oficiais; os filhos dos pecados dos pais, etc.; mas, infelizmente, o pecado dentro da igreja tem sido tratado como um problema pessoal de cada indivíduo e não de toda igreja. Quando os membros descobrem que alguém está vivendo em pecado agem como se isso fosse indiferente para nós. Agimos como se não houvesse nada de errado com a igreja. Mas não é isso que a Bíblia ensina.

Deus nos ensina em Levíticos 19.17 que, devemos repreender com franqueza o nosso próximo para que, por causa dele não soframos as consequências de um pecado. Moisés tinha consciência da depravação total e suas consequências; no entanto, este conhecimento resultou em resistência e não acomodação ao pecado. Quando Acã, filho de Zera, cometeu pecado de infidelidade no tocante as coisas condenadas, e a ira de Deus se acendeu contra os filhos de Israel, aquele homem não morreu sozinho na sua iniquidade (Js 7.1, 19). Essa passagem nos ensina muito sobre as consequências coletivas dos nossos atos pecaminosos.

Cada um de nós deve se arrepender dos seus próprios pecados e ajudar aos outros; os escolhidos de Deus resistem o pecado e apoiam-se mutuamente na lutam contra o pecado. Todos os verdadeiros cristãos estão engajados nessa luta e podem ajudar uns aos outros com esperança na graça de Deus: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” (Fp 1.6). Devemos fazer a coisa certa e ajudar uns aos outros; mostrar com amor aos nossos irmãos que, o que eles estão fazendo é errado e precisam mudar; e, que nós estamos prontos para ajuda-los. A nossa disposição de ajudar é muito importante para toda igreja e para cada um de nós.

sábado, 6 de julho de 2024

O PODER LIBERTADOR DA PALAVRA DIRETA E SINCERA

O PODER LIBERTADOR DA  PALAVRA DIRETA E SINCERA


Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou todos os que estavam doentes;” Mt 8.16

Anatote Lopes

Jesus com a palavra libertou os endemoninhados e curou os enfermos (Mt 8.16). Chamando os doze, “deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades” (10.1). Todos nós estamos sujeitos ao sofrimento por algum tempo ou até o final de nossas vidas, mas “Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1Jo 5.18). Existe uma condição espe-cial na qual se encontram aqueles que pertencem a Deus; não sofrerão eternamente: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca.” (1Jo 5.19). Eles nascem de Deus e se distinguem do mundo inteiro, porque não vivem em pecado. Porque Cristo é “Aquele” com letra maiúscula, que é nascido de Deus, quem guarda do Maligno todo “aquele” que é nascido de Deus. Logo, vive para Deus e não estará sob o poder e escravidão do pecado e do diabo.

A Bíblia não precisa ser mudada em nada, nós é que precisamos mudar. Ela ensina que o evangelho não é segundo o homem (Gl 1.11), porque não se conforma aos pensamentos dos homens para acomodar o pecado (1Pd 1.25). O pecado nos afasta de Deus (Is 59.2); consequentemente vêm sobre nós muitas perturbações, terrores, medo e culpa. Tornamo-nos presas fáceis dos charlatões que exploram nossos medos e fragilidades oferecendo “libertação” como mais um produto no mercado. Por isso não evitamos falar a verdade sobre o diabo e o pecado: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus.” (2Co 2.17).

Os espíritos malignos existem e devem ser enfrentados pela oração e pelo jejum (Mt 17.21). Eles escravizam as pessoas com o engano de falsos profetas e mestres (Mt 21.11), com confusão, opressão e possessão. Sabemos que o poder para vencê-los não está em nós como ensinam os coaches. Muitos têm se afastado da igreja e trocado o Evangelho que pregamos por ensinos de homens. O que a Bíblia ensina que é o poder de Deus para nos salvar? Como está escrito: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16). Como imitadores de Cristo, nosso maior ato de amor é pregarmos de forma direta e sincera, assim como Jesus e os apóstolos: “dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.” (Mc 1.15).

sexta-feira, 8 de março de 2024

SOLA SCRIPTURA

Anatote Lopes


Sola Scriptura é a principal bandeira que nos identifica com o Cristianismo Bíblico, o Evangelho de Cristo e a Reforma Protestante. É uma expressão latina que, em português quer dizer: Somente a Escritura; isto é, somente a Palavra de Deus ou Sagrada Escritura; a Bíblia Sagrada e nada mais. Todo crente deve concordar com esta regra: “O ponto único de aferição de nossa fé e conduta, do nosso culto e doutrina, é a Palavra de Deus” (Semanário Nº 520). A Reforma Protestante resgatou este princípio que é a essência e o cerne do Evangelho de Cristo, o qual a igreja perdera durante a Idade Média.

A Bíblia Sagrada é a nossa única regra de fé e prática; dela procede a revelação da parte de Deus. Tudo que Deus quis revelar para regulamentação das vidas dos indivíduos, comunidades e igrejas está registrado na Sagrada Escritura. A igreja e o papa, o magistério da igreja e a tradição cristã não podem ser postos ao lado da Sagrada Escritura, como ensina a igreja católica romana. Ela chegou a afirmar o absurdo de que criou a Bíblia e está acima dela, negando abertamente o princípio Sola Scriptura. Obviamente, não concordamos, pois a igreja somente reconheceu a inspiração dos livros sagrados que foram reunidos, mas o autor da Bíblia é o Espírito Santo falando por meio da Sagrada Escritura.

Nada pode ser acrescentado a esta regra perfeita, ou, posto ao lado da Sagrada Escritura, nem supostas novas revelações do Espírito Santo, como creem os pentecostais. A Bíblia é a nossa única fonte divina de revelação que deve guiar a fé e a prática da igreja, a qual deve ensinar obediência e apreço à Sagrada Escritura; ou seja, a autoridade máxima na igreja não é o papa e nenhum outro que se proclamar pai, apóstolo ou profeta, mas o Espírito Santo falando unicamente por meio da Sagrada Escritura. O princípio Sola Scriptura não é apenas uma bandeira que nos distingue como protestantes; não existe cristianismo bíblico sem este princípio.

Quão distantes vão da doutrina de Cristo e de seus apóstolos muitos que se dizem cristãos! A despeito de terem sido batizados, não obedecem aos seus mandamentos. Quão distantes vão do verdadeiro Evangelho de Cristo muitos dos que se dizem evangélicos! Muitos que professam, mas não vivem o evangelho. Quão distantes vão da Reforma Protestante muitos dos que se dizem protestantes! E, contradizem as mesmas doutrinas que subscrevem.

sábado, 3 de fevereiro de 2024

ESTÁ NA HORA DE AMADURECER

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.” 1 Co 13.11

Anatote Lopes

Paulo escreve de Éfeso aos crentes de Corinto no século I, em resposta às consultas sobre questões muito atuais (1Co 7.1). Embora esta carta receba o nome de primeira Paulo faz referência a outra: “Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros;” 1Co 5.9). Os problemas eclesiásticos e de ordem moral que, a igreja já enfrentava no século I, são os mesmos de hoje.

Paulo escreve para ajudar a refrear a depravação e a corrupção, e pôr em ordem a igreja: litúrgica, teológica e moralmente. Os coríntios estavam vivendo em desacordo com seu ensino, demonstrando que não eram adultos na fé, por suas atitudes infantis que deveriam ser deixadas para trás.

Uma criança espiritual não aceita correção, murmura e critica, constantemente, não busca fortalecimento espiritual para se tornar exemplo de maturidade e influenciar os novos na fé, na Palavra de Deus, na oração e nas boas obras. Isto significa que, maturidade espiritual não tem a ver com o tempo de igreja, mas com os bons exemplos de pessoa madura que influencia outras pessoas.

Paulo declara aos crentes imaturos a sua estatura espiritual; dizendo: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” (1Co 11.1). Devemos nos tornar imitadores de Cristo, permanecendo firmes na fé, quando o mundo nos seduz para abandonar a pureza do evangelho; e, devemos perseverar quando enfrentarmos as lutas da vida, com fé e confiança. 

quarta-feira, 28 de junho de 2023

POR ONDE ANDA O CRENTE NO DIA DO SENHOR

 

Por onde anda o crente no dia do Senhor

 “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.” Êx 20.8-11

Anatote Lopes

De novo o quarto mandamento. O qual começa com: “Lembra-te”. Deus sabe que nos esquecemos. Êxodo 20.8-11: Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.  Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou.”

Nos arraiais presbiterianos, como interpretamos e guardamos o quarto mandamento está bem firmado nos nossos símbolos de fé e na nossa Confissão de Fé, a qual subscrevemos. Nós membros recebidos, ministros do evangelho e oficiais ordenados sabemos que devemos guardar esse dia como ordenado na Sagrada Escritura como estatuto perpétuo.

O que mais é necessário lembrar? Lembrem-se que, Jesus nos deu o Seu exemplo e não aprova a nossa negligência quanto ao culto. Jesus no dia do Senhor com regularidade estava adorando na sinagoga (p. ex., em Lc 4.16); Ele também observava as festas no templo em Jerusalém (p. ex. em Jo 2.13; 5.1; 7.10; 10.10.) Se alguém quisesse matar Jesus, sabia muito bem onde encontra-lo: no sábado na sinagoga ou nas festas do templo. Assim nos ensina: quem quiser encontrar um crente, sabe onde procurá-lo. No dia do Senhor ele estará reunido com seus irmãos para adorar a Deus.

 

 

terça-feira, 13 de junho de 2023

NÃO EXISTE CULTO SEM COMUNHÃO

 

Anatote Lopes


Se você é um religioso que, vai a um templo para assistir ao culto e depois sair do modo como entrou, sem viver a unidade cristã como igreja e comunidade de fé; você ofende à santidade de Deus e faz profanação e idolatria. Porque o seu exercício de culto está contradizendo o Espírito de comunhão. Imagina, que absurdo conceber uma espiritualidade isolada da igreja e da comunidade de fé! A igreja é o meio de Cristo promover a glória de Deus pela adoração conjunta do seu povo, reunido com um único propósito, e, como um só corpo, o qual Ele chama de “Meu Corpo”. Deus ordena e aceita o culto público e comunitário no corpo de Cristo, o qual é a igreja: “a comunhão dos santos” e “a santa assembleia”.

Na igreja encontramos o pastoreio mútuo, as consolações do Espírito Santo e o apoio necessário para o peregrino. A igreja recomenda o exercício particular dos meios de graça; tais como da oração, dos jejuns e da leitura bíblica, etc.; mas, eles não substituem o culto público e comunitário ordenado por Deus, sob a supervisão dos presbíteros. O que nos torna aceitáveis é o sacrifício de Cristo e não a perfeição do nosso culto ou a nossa própria perfeição, porque não existem pessoas e cultos perfeitos. Mas, o culto comunitário é a expressão correta da fé, em sentido contrário à religião do prazer e do deleite egoísta da maioria dos religiosos faltosos e desviados do culto, hoje chamados de desigrejados.

Portanto, enquanto existir um crente, o culto comunitário não vai parar. O crente se reunirá com os seus irmãos com o propósito de adorar a Deus; isto é, em igreja. Quem defende uma espiritualidade individualista e anti-institucionalista, seguindo o curso do mundo moderno, peca contra a unidade da igreja. Os maiores e mais abomináveis pecados são àqueles cometidos contra a unidade do corpo de Cristo! A adoração comunitária é ensinada em toda Bíblia e a unidade dos cristãos é um tema explícito no Novo Testamento; Jesus ora pela unidade da igreja e nos ordena preservá-la em Sua Palavra (Jo17; Ef 4.3; Hb 10.25).

sábado, 20 de maio de 2023

NENHUM DOS DEZ MANDAMENTO FOI REVOGADO


 “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.” João 9.4


Anatote Lopes

 

Devemos tomar cuidado para não cair no erro de supor que, Jesus tirou a obrigatoriedade de obedecer ao quarto mandamento. Este é um grande erro, da raiz de um grande mal; da relativização de toda Palavra de Deus. O sábado é um princípio moral e litúrgico, absoluto e perpétuo. Nenhum dos dez mandamentos foi revogado e nenhum deles pode ser posto de lado. Deus quer que seja mantido sagrado, enquanto o mundo existir; o sábado é um dia em sete para fazer a obra de Deus e não as nossas.

Nosso Senhor nunca disse que o sábado seria um dia de indolência, ociosidade e absenteísmo ou mesmo de prazer, negócios, viagens. Discutir como vamos guardar o mandamento, ainda é tolerável, mas, justificar a quebra do mandamento é inadmissível. Cristo fez obras de misericórdia, ministrou aos enfermos e socorreu os aflitos no sábado; e, foi acusado, injustamente, de quebrar o mandamento. Passar o dia em visitas, banquetes e autoindulgência é algo muito diferente do que Cristo fez, e de fazer a obra de Deus. Quem assim procede não pode dizer que está seguindo a Jesus, quem disse que, “É lícito, no sábado, fazer o bem” (Lc 6.9), e, “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17).

Quem dera, todos pudéssemos abandonar todas as coisas, com as quais não glorificamos a Deus, todos os dias, ou, as obras com as quais não podemos oferecer culto a Deus! Mas, deixar de congregar-nos (Hb 10.25) e fazer nossas próprias obras, segundo nosso próprio interesse, é flagrante rebelião contra o Senhor do Sábado (Mt 12.8).

Não seria inútil listar todas as referências ao quarto mandamento; mas não temos espaço. “Lembra-te” (Êx 20.8)! A desobediência, por ignorância ou rebelião, ainda persiste, mesmo nas igrejas que observam a Palavra de Deus interpretada pelos padrões de Westminster. Mas, mesmo nessas igrejas consiste em um grande pecado e ofensa a Deus.

sábado, 13 de maio de 2023

DIA DAS MÃES

“Mulher virtuosa, quem a achará?
O seu valor muito excede o de finas joias.” Pv 31.10

Anatote Lopes


Quando lemos estas palavras, logo nos lembramos de nossas boas mães e de seu amor. Temos aprendido desde a nossa mocidade valorizar o que Deus valoriza. Não à enganosa aparência exterior, mas, às virtudes da mulher que teme ao Senhor (Pv 31.30). Esse conceito incompatível com a cultura mundana é o padrão de Deus para nós, o qual um dia se confirmará superior.


No ventre de nossas mães fomos formados e preservados pelo Senhor; pois, Dele somos; mas, fomos confiados ao cuidado materno. A despeito da queda, elas foram abençoadas com essa sublime missão: “Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso.” (1 Tm 2.15).


Os filhos abençoados com mães crentes, amorosas e santas devem seguir sua instrução (Pv 1.8); pois receberam uma promessa de longevidade; com um “se”: se... honrá-las; não abandonando esta instrução, guardando-a no coração (Êx 20.12; Dt 5.16; Pv 6.20-21).


Suas vozes foram instrumentos de Deus e estarão sempre conosco, falando através da Sagrada Escritura: “Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo.” (Pv.6.22). Pois esse é o propósito do mandamento do Senhor: iluminar nosso caminho (Sl 119.105).


O mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as repreensões da disciplina são o caminho da vida. Se andarmos nesse caminho, certamente, nossas mães se alegrarão. Mas, principalmente nos encontraremos no lugar onde Deus reúne as mães que cumpriram sua missão e permaneceram em fé, amor e santificação.


Deixo aqui a minha homenagem às mães, em forma de louvor a Deus por suas exortações aos filhos. Pois sei bem que, as mães crentes muito se alegrarão desse estilo de homenagem; a qual, reconhece seu papel, agradece e pede bênçãos sobre a vida delas e de seus filhos. Mas, que mãe não se alegrará que seu filho acerte com o Caminho do Senhor?





sábado, 6 de maio de 2023

QUEM SERÁ SALVO

“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.” Mt 24.13

Anatote Lopes



Essa não é uma pastoral para explicar como serão salvos os Eleitos; mas, para refletir quem é “esse”. De quem nosso Senhor Jesus Cristo disse, em Mateus 24.13: “esse será salvo”. Como evidencio se sou “esse” quem será salvo, se não perseverar na primeira provação?

Facilmente, fazemos algum tipo de arrazoado, a fim de justificar nossa negligência ou indolência; às vezes, não nos importamos de deixar tudo e não avançar um nível de espiritualidade ou de qualidade de vida. Porque não fazer nada é mais fácil, não carece conhecimento ou capacitação.

Pode ser mais fácil, mas, não é correto retroceder ou desistir, quando somos desafiados... É uma vergonha! Quando os crentes se esforçam e investem tão pouco no Reino de Deus, enquanto os maus se esforçam e investem tanto, a fim de enganar o maior número possível de pessoas.

Vivendo na carne, somos mais atraídos por descanso e festa do que por nossa missão. É inadmissível que, o verdadeiro discípulo desista diante das dificuldades! Será que não sabe que as trevas sempre vão se lhe opor? Que é seu dever resistir e perseverar até o fim, como todos que vão herdar a vida eterna?

Ainda na zona de conforto somos provados, não na frequência ao culto dominical, nos eventos ou festas, na folha de serviços ou nas nossas contribuições financeiras. Essas coisas foram ordenadas, mas, somos provados em nossa perseverança até o fim, na adversidade e na tribulação.

Não podemos viver assombrados e desanimados como aqueles que não tem esperança, mas perseverar até diante de ameaças. Somos provados na peste, na fome, na guerra e na perseguição. Logo, não podemos nos desincumbir de nossos deveres na igreja, porque isso seria uma ofensa contra Deus.

Quer dizer, se mesmo diante da violência e da morte devemos perseverar, quanto mais devemos sacrificar nossos desejos, necessidades e vontades para servir nosso Senhor; porque, Ele é quem prometeu: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.” Mt 24.13.

sexta-feira, 21 de abril de 2023

COMO PRODUZIR EM TEMPO DE ESCASSEZ


“O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano.” Salmo 92.12



 
Anatote Lopes

Uma grande parte da população, talvez a maioria está insatisfeita com o governo; os pessimistas dizem que as coisas ainda vão piorar. Muita gente espera ajuda do governo, mas, a ajuda não vem. Não é por isso que, a gente deve acreditar que está tudo acabado. Seria melhor se o governo fizesse sua parte e não atrapalhasse, não se intrometesse, não aumentasse impostos, não criminalizasse quem produz: o extrativismo, a indústria, a agricultura e a agropecuária, e, não se intrometesse na vida privada do cidadão; na sua família e na sua religião.

Depois de abolida a escravidão pela Princesa Isabel, a elite aristocrática escravista deu um golpe de estado no Império do Brasil e fundou a República; inchou o Estado, aumentou impostos, cresceu a corrupção e a exploração dos libertos. Hoje, empresários, investidores e trabalhadores, na cidade e no campo, sustentam cerca de 12 milhões de funcionários públicos em função da arrecadação, da fiscalização e da gestão dos impostos, etc.; produzindo oneração, burocracia e embaraço ao setor produtivo, e, não conseguem garantir a segurança da população e segurança jurídica para quem produz. 

A solução continua sendo trabalhar independentemente de quem está no governo; e, orar pelo crescimento do país com disposição renovada, fé em Deus e esperança, por um futuro melhor de florescimento e crescimento! A confiança em Deus do justo é promissora e suscita esperança, pois Deus é fiel e poderoso para garantir. Os justos não dependem de condições confortáveis ou circunstâncias favoráveis; florescem em todos os lugares como palmeira no vale, na seca ou no deserto. Crescem como cedro nas montanhas, onde os dias são de calor escaldante e as noites de frio cortante.

O significado dessas duas árvores é grandioso; aplica-se à vida espiritual. O justo pode produzir em tempo de escassez; florescer como a palmeira e crescer como o cedro no Líbano. Essas duas árvores permanecem verdes sob todas as circunstâncias. O salmista afirma: Assim são os justos: “plantados na Casa do Senhor,” (Sl 92.13a). Não se espera que deixem de congregar, pois “florescerão nos átrios do nosso Deus” (Sl 92.13b). Como uma planta, se não for cortada receberá a seiva (os Sacramentos, o Dia do Senhor, a Pregação da Palavra, etc.;) que garante o seu verdor. As expectativas dos servos de Deus, mesmo em idade mais avançada é de não se cansarem ou aposentarem do culto e do serviço cristão; então, “na velhice darão ainda frutos” (Sl 92.14a). A bênção prometida aqui é que, “serão cheios de seiva e de verdor” (Sl 92.14b). Cheios da seiva da vida abundante de Cristo: “Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15.5).

sábado, 15 de abril de 2023

GRANDE E PROFUNDO DEMAIS PARA SER COMPREENDIDO

“Quão grandes, Senhor, são as tuas obras!
Os teus pensamentos, que profundos!” Salmos 92.5

Anatote Lopes

A humanidade enfrenta seus limites e supera grandes obstá-culos. Alcançou o topo de montanhas outrora inescaláveis e profundezas antes inalcan-çáveis. A despeito de ainda não conhecer toda face da terra como as densas florestas inexploradas e as profundezas insondáveis do oceano. A humanidade se dispôs, a investigar, ainda que de longe, a imensidão do universo. 

Quando o tempo de utilização do Telescópio Espacial Hubble, o mais potente já construído, era muito disputado, o Dr. Robert Willian usou seu tempo para fazer uma foto do nada. Surpreendentemente, a imagem ao lado foi por muito tempo considerada a foto mais importante da história da humanidade; a mais profunda captação de imagem do Universo. Com foco no imenso vazio escuro na direção da constelação Ursa Maior revelou mais de 3 mil galáxias. Após a modernização do Hubble em 2004 foi obtida outra imagem, ainda mais profunda, na direção da constelação Órion, a qual revelou mais de 10 mil galáxias, distantes 13 bilhões de anos luz da terra. Algumas menores, outras maiores do que a nossa.

Muita gente se põe a imaginar se existe alguém lá em cima também observando a gente de longe com tecnologia mais avançada, em um mundo com formas de vida mais evoluídas. O que podemos dizer sobre isso? “Quão grandes, Senhor, são as tuas obras!” As obras e os pensamentos de Deus estão além da nossa compreensão. Como diz a Escritura: “Os teus pensamentos, que profundos!” O belíssimo pôr do sol sobre os rios, planícies e montes; cada paisagem que nos encanta, não é diferente da imensidão celeste. Quando olhamos a lua cantada em canções e mencionada em poesias, nossa alma sabe muito bem que, tem mais do que estrelas lá no céu...

Alguém nos olha lá de cima e se importa conosco. Isso é motivo para gratidão, de dia e de noite. Porque tudo que há nas mais altas montanhas e profundezas da terra e do mar, e, na imensidão do espaço sideral são obras das mãos de Deus. “O inepto não compreende, e o estulto não percebe isto” (Sl 92.6)”. Fica intrigado que, em algum lugar em outro mundo na imensidão do Universo exista vida inteligente; mas, despreza a vida ao seu lado. Às vezes penso que falta vida inteligente aqui na Terra! Quando o ser humano nega que existe o Deus Altíssimo a olhar para nós cá em baixo. Quando tanta gente sem juízo se volta contra seus irmãos e contra o Senhor do Universo: Jesus Cristo, o Rei da Terra e dos céus... Se você não crer, não muda nada; porque, Deus continua sendo o mesmo. Tudo que há na terra e no céu pertence a Deus. Ele é o Senhor de todo Universo. E, se tiver mais algum além desse, que venham a descobrir ou que venha a existir, o Senhor nos dirá: “Vê, isto é, Meu”.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

O EVANGELHO COMPLETO

“Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente.” João 8.51


Anatote Lopes

A pregação do evangelho completo não é a exposição completa de um dos evangelhos bíblicos; o evangelho completo põe em evidência, tanto as promessas, quanto as ameaças do evangelho.

Os salvos, em resposta à palavra de Cristo, entregam-lhe seus corações, pronta e sinceramente, por obediência e fé, com sincero arrependimento de pecados e confiança na promessa de vida eterna.

Cristo faz uma promessa explicita e uma ameaça implícita: “Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente.” (Jo 8.51). O Senhor promete vida eterna a quem guardar sua palavra. Logo, reprova os hipócritas e anuncia a doutrina da salvação.

Cristo sabe quem são os perdidos e os salvos; informa-nos que o salvo é alguém que guarda a sua palavra. O evangelho alcança a todos, mas, não produz salvação em todos; porquê, alguns ouvintes estão espiritualmente mortos.

Somente os regenerados pelo Espírito Santo recebem vida espiritual e deles é removido o aguilhão da morte. Ouvindo-o, guardam a sua palavra. Isto é, creem: arrependem-se dos seus pecados e seguem a Cristo.

Quem diz "creio" e não se arrepende está espiritualmente morto e sua fé é morta. Cristo consola os salvos com essa promessa que, aqueles que de coração guardam a palavra viverão eternamente. Por essa promessa Cristo ameaça os hipócritas. O salvador reprova aqueles que conhecem e não guardam a palavra no coração.

O morto espiritual não pode crer nas promessas e ser atraído a Cristo, e não se abala com essa ameaça. Aquele que vive e crê não está morto e viverá eternamente; enquanto, o infiel ou incrédulo, ainda que esteja vivo está morto espiritualmente (1Pe 1.23; Rm 8.10).

A salvação é uma graça de Deus que vai muito além da percepção humana; os salvos recebem uma nova identidade em Cristo, não vivem sem esperança como os que se encontram mortos.