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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A ESPADA AFIADA

Uma espada afiada não é um instrumento de acalentar ou divertir as pessoas, mas, uma arma de guerra para dar combate a seus inimigos.

A capacidade que a palavra de Deus tem de penetrar, cortar e confrontar a alma é comparada com a lâmina de uma “espada afiada de dois gumes”.

Como está escrito em Hebreus 4.12: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.”.

Uma nova geração de cristãos sentimentalistas buscou na religião aplacar a sua culpa e não confrontar o seu verdadeiro inimigo: o pecado.

A corrupção da pregação fez com que muitos membros de igreja não conhecessem a Palavra de Deus, porém um discurso antropocêntrico, empirista, pragmático e motivacional fabricado pela psicologia e pelo marketing religioso.

Paulo compara a palavra de Deus com uma espada de dois gumes, quando exorta aos fieis que se esforçassem para não caírem na desobediência de seus antepassados que não entraram no descanso do Senhor (Hb 3.11).

O autor sagrado demonstra o poder que a palavra de Deus tem de revelar nossas motivações, confrontando interiormente os pecados ocultos da alma.

O ser humano mascara o que tem no intimo; o que expressa pode parecer bondade e amor, mas, sua intenção é esconder o que realmente está no seu interior. A palavra de Deus nos revela que pecamos com ações, palavras e pensamentos.

A humildade fingida pode esconder o desejo de reconhecimento, aplauso e glória. A esmola pública pode disfarçar a cobiça e a avareza. O moralismo pode ocultar uma mente impura e viciada em pornografia. No entanto, a pregação da Palavra de Deus expõe o que realmente há nos nossos corações. 

A Palavra de Deus penetra a nossa alma e nos revira interiormente. Diante dela não podemos ficar indiferentes. Depois de cortados pela espada afiada e nossas entranhas serem expostas, nos submetemos a uma assepsia da alma, pelo arrependimento e perdão, nascemos para uma nova vida ou caímos mortos na desobediência.

O Senhor Jesus se apresenta como aquele que tem “a espada afiada de dois gumes” que sai da sua boca (Ap 1.16). Quando Jesus fala à igreja menciona o Seu conhecimento do lugar, do que conservam em seus corações e de como se comportam (2.12-17).

Portanto, nos adverte e faz promessa de alimento para a vida eterna e de um nome limpo: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito Santo diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que recebe.” (Ap 2.17).

Anatote Lopes

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

PARA QUEM BUSCA A FELICIDADE

O pecado tornou o ser humano infeliz. Todo ser humano pode admitir que não está o tempo todo ou plenamente feliz, exceto o hipócrita.
O ser humano jamais encontrará qualquer benefício espiritual na riqueza material ou nos prazeres do corpo, e jamais encontrará paz neste mundo.
Você pode não crer no Evangelho para sua salvação, mas não terá outra escolha, nem poderá dizer que, não foi advertido quanto a sua condenação.
Deus será sua infelicidade para sempre ou sua felicidade futura. Hoje, você deve crer no Evangelho e se arrepender de seus pecados.
A sua salvação dependerá do perdão de Deus, possibilitado por tudo quanto o nosso Senhor já fez na cruz para nossa redenção.
A evidencia primeira da sua salvação será a sua fé no Evangelho de Jesus Cristo. Disse Jesus: "Arrependei-vos e crede no Evangelho".

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

AS TRÊS CASAS

O presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, o Rev. Roberto Brasileiro em seu breve discurso no Auditório da Escola Americana no campus da Universidade Mackenzie, por ocasião da outorga de graus do Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper, disse que:

Os pastores em sua peregrinação precisam encontrar três casas:

1) a casa de amigos;

2) a casa que os recebam como pastores;

3) a casa de cura; casa onde suas feridas são curadas.

Ele foi breve e profundo, e deu exemplos bíblicos que confirmam essa simples e objetiva mensagem.

Ouvi em outra ocasião, não me lembro onde e quem disse que, quando o homem não tem um amigo em um raio de 100 Km manifestará problemas emocionais por causa disso ou já demonstra problemas emocionais com isso.

"E se alguém lhe disser: Que feridas são estas nas tuas mãos? Dirá ele: São feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos." (Zacarias 13.6). 

Certamente, as perseguições dos falsos irmãos e os ataques inflamados dos nossos inimigos, de dentro e de fora da igreja, são terríveis! Mas, não podem ser evitados com o isolamento.

No entanto, uma mesma casa pode ser a casa de amigos, a casa que nos receba por causa da nossa santa vocação e a casa onde recebemos a cura de nossas feridas.

Somos tratados por Cristo, tanto pelos ataques e perseguições que, Ele também recebeu, quanto pelo acolhimento e cura que recebemos nas "três casas".

A experiência de quem tem um ministério de "casa em casa", quase sempre, literalmente de 'casa em casa', sempre é muito dolorosa, mas os Seus ministros não ficam sem uma "Casa de Cura".

Anatote Lopes

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

SE NÃO OUVEM A MOISÉS E AOS PROFETAS

(O rico e Lazaro)
Lucas 16.19-31

O entendimento e o conhecimento de Deus para a Salvação é concedido somente pela leitura e pregação bíblica.

A Bíblia que Jesus lia e por ela pregava o Evangelho era o Velho Testamento ou Moisés e os profetas.

Disse o Senhor: “Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos”.

Nenhum milagre, nem mesmo a ressurreição é o meio de Deus alcançar o coração do pecador com a Sua graça. Mas, as Escrituras contêm tudo o que precisamos saber para sermos salvos.

O Evangelho é o poder de Deus para salvação de todo o que nele crer (Rm 1.16). Se os mortos voltassem, eles não poderiam nos dizer mais do que nas Escrituras está revelado. 

Os vivos não devem utilizar mais do que a Bíblia para levar os pecadores ao arrependimento.

Pela graça sois salvos mediante a fé (Ef 2.2). A fé vem pelo ouvir a pregação, e a pregação pela palavra de Deus (Rm 10, 9-18). Mas, “se não ouvem a Moisés e aos profetas”...

Mesmo se fosse possível vir um mensageiro do além, ele não poderia acrescentar nada à pregação fiel da Palavra de Deus. Por isso um pregador de outro “evangelho” ou “boas novas” que não esteja na Bíblia, mesmo que seja um anjo, é amaldiçoado pelas Escrituras (Gl 1.8).

A condição de vida temporária da pessoa no presente não prova o seu estado aos olhos de Deus. O que as pessoas sabem das Escrituras Sagradas é o seu maior tesouro.

A condição de vida eterna da pessoa no futuro é determinada pela Palavra de Deus. Jesus Cristo é a encarnação da Palavra de Deus e a sua obra é conhecida e aplicada pelo Espírito Santo, conforme está determinado, pela Palavra de Deus.

Nada mais do que as Escrituras é necessário para levar as pessoas ao arrependimento. Mas, “se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.”

Se após a morte os meus leitores estiverem em tormentos no inferno, isto aconteceu porque não creram no Evangelho, na única maneira de escapar da condenação; talvez, negligenciassem o perigo; certamente, ficaram indiferentes diante de quem lhes advertiu.

Fujamos desta ira a tempo, escondendo-nos no grande lugar de refúgio, o nosso Senhor Jesus Cristo. Temos nas Escrituras Sagradas o consolo e conforto que necessitamos. 

Conforme 2 Tessalonicenses 1.7,8: “e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus.”.


Anatote Lopes

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O MILAGRE

Por Anatote


A encarnação de Cristo deve ser lembrada no Natal; a Sua presença espiritual é uma realidade o ano inteiro, mas devemos anunciar que a Sua volta está próxima.

Nossos corações estão vivendo entre a realidade e a esperança. Sabemos que a Luz do Mundo já brilhou, porque a luz já veio ao mundo, por isso não andemos em trevas.

A presença de Jesus Cristo é real, misteriosa e maravilhosa, porém espiritual. Se crermos na Sua presença, teremos a esperança da Sua volta, não O procuraremos em elementos materiais.

Alguns foram enganados com as mentiras daqueles que dizem: “Eis aqui o Cristo” (Mateus 24.23). Muitos foram encontrados pelo Seu Espírito Santo, enquanto outros fogem, escondem-se, e, ainda são muitos o que O odeiam e rejeitam.

Cada um a seu modo O procura, mas, o Cristo já NÃO pode ser encontrado nas diversas tradições e caminhos, porque Ele mesmo é o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA.

Mateus 2.24 nos afirma que, as notícias a respeito Jesus se espalharam rapidamente. As pessoas O seguiam em busca de ajuda, pão, peixe, milagres e palavras de esperança, mas a tranquilidade do Seu ministério durou pouco.

O que aconteceu que a tranquilidade do Pregador das boas novas do Evangelho acabou?

Simplesmente, compreenderam a finalidade da Sua vinda e o sentido da Sua mensagem, mas não concordaram; simplesmente não o seguiram mais (João 6.66).

Acabou a fase romântica do ministério de Jesus; acabou o namoro, e iniciou uma relação de compromisso entre Cristo e Sua Igreja, o que exige renuncia muitas vezes, não raro passar por incompreensões, lutas e perseguições.

Imagina um Natal sem compras, presente, comida, bebida, luzes e enfeites. Se deixássemos somente a parte principal: JESUS CRISTO NOSSO SENHOR E REI, você iria embora ou ficaria com Ele? Enfrentaria o sofrimento, a perseguição e o martírio?

Agora é necessário perseverar com Ele diante do sofrimento, da perseguição e do martírio. Em Mateus 4.18-25 quatro discípulos abandonaram suas famílias, barcos e redes; deixaram tudo para seguir a Jesus.

Nem sempre é necessário desprezar nossa família e amigos para seguir a Jesus. Temos o dever de amar nossos familiares, amigos, e até os nossos inimigos, segundo o Evangelho de Jesus. Não é preciso deixar de comemorar o natal e fazer jejuns nesses dias de festa. Então? O que é preciso?

Saber o que mais importa: Seguir a Jesus, amá-lO acima de todos e de tudo.

Todos os dias é Natal (Páscoa também); isto é o que celebramos a cada Domingo, não somente uma vez por anos. Um verdadeiro Milagre de Natal deve acontecer dentro do seu coração todos os dias: Jesus Cristo cura a doença do pecado e salva.

Muitos comemoram e participam da alegria de um evento e de uma data, mas são poucos que recebem o benefício espiritual do Verdadeiro Natal: o perdão dos pecados e a vida eterna.

Nada de corações vazios neste Natal, sem o presente de Deus, sem o dom do arrependimento e do perdão para um novo começo.

São poucos que pensam na boa noticia do Natal: Jesus Cristo veio ao mundo em carne, morreu por nossos pecados, o Seu corpo foi sepultado, mas Ele ressuscitou glorificado. Ele venceu a morte e o pecado pelo seu poder para nos dar a vida eterna!

Não se esqueçam de festejar e anunciar o Milagre de Natal; não percam de vista o que mais importa: sejam verdadeiros discípulos e discípulas de Jesus. A verdade deve ser dita em alto e bom som: Jesus é o único e suficiente salvador, e, essa é a boa notícia do Natal. Chegou o Nosso Rei e Salvador!

sábado, 12 de dezembro de 2015

RESPLANDEÇA ESTA LUZ! – LEIA: JOÃO 5.30-47.


Por Anatote Lopes

Uma estrela apareceu no céu e iluminou o caminho daqueles magos para o encontro com o nosso Senhor. (Mateus 2.2).

Jesus Cristo é apresentado por João como a luz do mundo. Ele é a Palavra encarnada (João 1.14).

Curiosamente, a Bíblia ensina que, “a fé vem pelo ouvir” e não pelo experimentar, viver, ver ou ler, por isso algumas versões traduzem para “a fé vem pela pregação” (Romanos 10.17).

A pregação esparge luz! A luz da Palavra de Deus.

Quem dá ouvidos à pregação recebe luz para a salvação.

Crer na pregação do evangelho é crer em Deus e nas Escrituras, pois pregamos a Cristo, Emanuel, Deus conosco; “pois toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e orientar a maneira certa de viver” (2 Timóteo 3.16).

O pregador não procura agradar a homens, nem a si mesmo, mas busca ser fiel à Palavra de Deus. Assim ele obedece a Deus (30).

Neste texto Jesus nos ensina que, se você é bom, capaz e justo, deixe que outros digam (32), pois quando o testemunho sobre nós vem de nós mesmos, ele se torna duvidoso. Por isso João e o Pai vieram dar testemunho Dele (31-32).

O profeta é uma luz quando dá testemunho de Cristo. O seu testemunho é verdadeiro e Ele é como uma lâmpada que arde e ilumina, incomodando as trevas e dissipando a escuridão.

No primeiro momento se alegraram com a luz de Sua Palavra e depois se aborreceram dela.

A mesma experiência de João e de Cristo se repete. Com frequência o carisma dos pregadores é atrativo, mas o conteúdo da verdadeira profecia provoca fúria na mesma medida.

Se à Cristo assim fizeram, sendo o seu testemunho maior do que o nosso, não deveríamos esperar que nos aceitassem, pois Cristo é maior do que João, nós somos muito menores, no entanto, não é a nós que rejeitam, mas a Cristo (33-36).

O Pai dá testemunho do Filho. O desprezo pela Palavra de Deus desdenha o Pai e não Moisés e os profetas, Cristo e os apóstolos, e a todos os que pregam fielmente o Evangelho.

Examinais a Escritura! Exorta-nos o Senhor (41-42). Ela é o testemunho de Cristo e fonte de vida.

A glória do homem se apagará, porque não é luz verdadeira, e, quem busca a glória do homem perecerá. Quando as pessoas buscam a gloria deste mundo, de si mesmo ou de outros seres humanos, sinalizam que não tem o amor de Deus em seus corações, porque o que buscam é a glória dos homens (44).

Lembrem-se de que, rejeitaram a Cristo e também nos rejeitarão, porque o que buscam é a própria glória. Desde a antiguidade se buscavam falsos profetas,bajuladores e desprezavam a verdadeira Palavra de Deus, porque ela acusa e incomoda a consciência dos homens.

Sempre que a Palavra aborrecer o ouvinte nos rejeitará, assim como fizeram com João e com Jesus Cristo (45). Mas, felizmente, os filhos da luz receberão a luz, e, serão iluminados.

Aqueles que acolherem a Palavra se alegrarão com as promessas e aguardarão o Senhor com perseverança (46-47).

A leitura da Bíblia e a pregação fiel, com a ajuda do Espírito Santo nos revelam quem é o Cristo, o Caminho, a Verdade e a Vida.

Valorize os momentos de leitura e meditação na Palavra de Deus, individuais e coletivos, nos lares e nos templos, nos estudos bíblicos e na escola dominical; valorize os sermões que sejam verdadeira exposição bíblica.

Apeguem-se a Palavra de Deus, que é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.

PARA QUEM PRECISA DE ELOGIO E TAPINHA NA COSTA


Por Anatote Lopes

Não é bom saber o que pensam de ti. Da minha parte eu não me arrisco perguntar. Nem mesmo os martires tiveram a sua reputação poupada pelos seus inimigos: "Judeus e gentios chamam, impregnados de ódio evidentemente, a são Policarpo de Esmirna "o mestre da Ásia, mestre da impiedade? O pai dos cristãos" (mart. Polyc. 12,2)" (in Patrologia, ALTANER).

A sábia instrução da Palavra do Senhor é a seguinte: "Não apliques o coração a todas as palavras que se dizem, para que não venhas a ouvir o teu servo a amaldiçoar-te, pois tu sabes que muitas vezes tu mesmo tens amaldiçoado a outros." (Ecl 7.21, 22).

Não convém, a uma pessoa madura, certa ingenuidade de acreditar que não maldizem dela pelas costas. Todo mundo tem o direito de pensar o que quiser a teu respeito.

Não nos julguemos perfeitos e nem neguemos para nós mesmos que, nós falamos o que pensamento dos outros e nos queixamos dos nossos irmãos, no mínimo aos ouvidos de nossas mulheres!

Quem é muito estúpido consegue enganar a si mesmo.

Durmamos o nosso sono após a nossa confissão arrependidos e consolados com a promessa da graça do perdão em Jesus Cristo.

Agora, meu amigo, não se importe com a sua reputação, pois diante de seus inimigos, até mesmo Jesus foi acusado; pois Ele, por muito tempo, também carregou a reputação manchada pela maledicência.

Espero que Deus tenha me usado para o seu ensino, repreensão e correção, e também para a sua consolação com estas palavras. Se não recebestes estas palavras por indiferença, arrogância ou teimosia, então que continue na sua preocupação e investigação tola, sobre o que estão dizendo a seu respeito.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

ANUNCIE A BOA NOTÍCIA!


Por Anatote
Gostamos de receber boas notícias; mas, as más notícias parecem que são mais atraentes.

Uma má notícia agita e toma uma proporção incomparavelmente maior e corre numa velocidade impressionante!

Nos jornais e nas redes sociais as pessoas procuram más notícias; para exemplificar não é necessário enumerar as más noticias dos últimos dias.

Transmitimos a melhor notícia dentre todas as boas notícias: Jesus Cristo veio ao mundo para nos salvar!

Anunciamos na semana passada a segunda vinda de Jesus; essa boa notícia pode ter sido terrível para quem acreditou na mentira que o diabo contou.

O diabo espalhou que Jesus não passaria de um homem bom, um grande líder, apenas mais um na história, que todas as religiões são boas e que todos os caminhos levam à Deus.

Mas, o que Jesus diz de si mesmo? Ele diz “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14.6). Se não fosse verdade, Ele não seria bom e respeitável, mas se você acredita Nele, então deve crer que Jesus Cristo é Único e Suficiente.

Ele é o único Salvador e o Único Caminho. Você pode dispensar todas as outras religiões e tradições e ficar somente com Jesus.

Quem crer em Jesus está no caminho certo, mas quem não crer está perdido. Ele disse: “Quem, porém, não crer está condenado” (Marcos 16.16b).

A vinda de Jesus não é uma má notícia, mas uma maravilhosa notícia: Jesus nasceu Ele é o Cristo, cumpriu-se a promessa de salvação.

Muitos rejeitaram a Jesus, até mesmo muitos dos seus conterrâneos. Tornaram-nO em uma má notícia para si, como está escrito: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam,” (João 1.11) e uma boa notícia para muitos: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome;” (João 1.12).

A rejeição de muitos não o impediu de cumprir a Sua promessa de salvar a todo o que Nele crer. Jesus se tornou a única fonte de Salvação Eterna, como está escrito: “tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem.” (Hebreus 5.9).

Seja Jesus Cristo uma boa notícia para você. Seja essa boa notícia proclamada pelos teus lábios hoje! “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16.15).

Anuncie esta boa notícia.

O SENHOR VEM!

Por Anatote Lopes

Esta chegando o natal! 

Mesmo não estando de acordo com tudo o que se faz em nome do natal, eu não sou anti-natal.

O que devem fazer todos os dias pode ficar no esquecimento; logo, um dia para lembrar, ainda que seja pouco, pode trazer o arrependimento do desprezo e do esquecimento e trazer efeitos permanentes nas vidas das pessoas. 

Falta menos de um mês para o natal.

Pense no nascimento de Jesus e na sua encarnação no passado, mas, pense também no renascimento de Jesus no presente, dentro do nosso coração, trazendo-nos esperança para o futuro.

Fale do verdadeiro natal, do nascimento de Jesus no seu lar, em família, decorando a sala com cores e luzes, falando do Menino que recebeu por berço uma manjedoura, porque não achou hospedagem, mas tem lugar nos nossos corações e no nosso lar. 

Fale quem Ele é, o Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, de um Reino que chegou espiritualmente, dentro de nossos corações. 

Mas, fale que Ele voltará ao mundo no futuro com toda sua glória na ressurreição, em majestade e poder. 

Fale a todos os homens e mulheres que é tempo de nos tornarmos súditos deste Rei, porque quando Ele voltar sujeitará a todos e confirmará os Seus eleitos, mas julgará os desobedientes e incrédulos e os condenará com o diabo. 
Ele deve ser lembrado no lar, mas primeiro em nosso coração onde deve habitar. 

Todo domingo é dia de celebrar o natal na comunidade de Fé onde nos reunimos em Seu nome, em um Único Santuário e Templo que reúne todos os salvos, a Igreja, o corpo de Cristo, nosso Senhor e Salvador. 

No Natal, lembramos que o Senhor já cumpriu as promessas feitas pelos profetas. A primeira vinda do nosso Senhor. Não importam as datações dos eventos, as festas semelhantes no paganismo ou a aculturação de costumes, importa proclamar a Cristo: O Senhor vem! 

O Senhor vem hoje por meio de Sua Palavra e dos Sacramentos (Batismo e Santa Ceia), pois como podemos dizer que o recebemos como Rei em nossos corações se não cumprirmos o que Ele mandou que fizéssemos em seu Nome. 

Devemos continuar a cada domingo pregando, crendo, nos tornando discípulos, batizando e fazendo crescer o número dos discípulos, uma comunidade de discípulos batizados para celebrar a Ceia do Senhor em memória de Jesus Cristo até a Sua volta! 

O Senhor vem, hoje. Como veio no tempo de seu nascimento. 

Nós o acolhemos ou damos a ele uma manjedoura, um cocho de feno? O recebemos como Rei ou dizemos: “não há lugar”? 

Haverá uma segunda vinda no futuro, a qual requer de nós uma preparação no presente, conforme Mateus 24.42: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o nosso Senhor.” 

Neste primeiro domingo do advento anunciamos que o Senhor, vem. Destacamos a importância da fé, pois só pela fé recebemos Jesus e vigiamos corretamente, confiadamente na sua Palavra que diz que, Ele é o Senhor e Salvador. Ele vem hoje como salvador daqueles que o receberem e virá no futuro como juiz contra os que o rejeitarem, “Portanto, vigiai”.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A IGREJA CONTINUA, COMPANHEIRO!


Por Anatote Lopes

Quando eu estava no seminário ouvi dizer que a Igreja iria acabar; sucumbir à secularização. Porque a sociedade se libertava da tutela da religião; a igreja estava ultrapassada para o homem moderno, conectado, globalizado, tecnológico, individualista e anti-institucionalista.

Diziam que as pessoas não iriam mais às reuniões religiosas e alardeavam que as igrejas emergentes, mais simples, nos lares, sem templos, oficiais, teologias e liturgias venceriam o modelo tradicional. 

O que eu pude assistir nos últimos quinze anos foram o crescimento e a expansão das igrejas; o surgimento e a expansão dos seminários e o crescimento do interesse pela teologia.

O movimento que parecia prenunciar o fim da Igreja se esqueceu de, ou não sabia que, poderia se tornar um instrumento a favor da religião. Com o seu desprezo pelo passado, história e tradições, fez crescer o desejo de entender e descobrir as coisas que, já aconteceram e as que vão acontecer.

Deus colocou o “senso de religião no coração do homem” (João Calvino). Na tentativa de negar esse sentido da “eternidade” (Ec 3.11), o ateísmo se organizou contra a religião. Sem perceber que, esse sentido inerente a todos, era o que os impulsionava também; essa necessidade de se definir como “ateu” levou milhares de pessoas a encontrar o Deus verdadeiro, diferente do espantalho criado pelo ateísmo e pela decepção religiosa: o “Totalmente Outro” (Karl Barth).



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

COMO VOCÊ ESPERA O SEU SENHOR?

Por Anatote Lopes

A primeira pergunta a ser feita é quem é o seu Senhor?

Se o seu Senhor não for nosso Senhor Jesus Cristo, você não tem uma esperança, mas uma ilusão.

Confessá-lo com os lábios, “Senhor, Senhor, Senhor”, não basta.

A quem você serve, este é o seu Senhor; não importa o que você declara com os seus lábios, mas a realidade evidenciada nas suas atitudes.

Se você está sempre disponível para o Seu serviço, então você é um verdadeiro servo de Deus.

Se você tem um coração humilde e está sempre preparado para encontrar com o seu Senhor, você vive como um verdadeiro servo de Deus.

Saber que o Senhor virá muda a nossa maneira de viver a vida.

Primeiro, nós passamos a viver interessados pela sua vinda e priorizando a sua obra, dedicados no cumprimento dos nossos deveres e tendo sempre em mente um lugar à mesa do nosso Senhor.

Em segundo lugar, passamos a viver vigilantes para que o Senhor não nos encontre nos deleites da carne, negligenciando nossos deveres ou desobedientes, mas no exercício de nossa vocação e na prática de todo bem.

Não sabemos nem o dia e nem a hora em que o Senhor vem; portanto, reconciliemos com nosso Deus por meio de Seu Filho, para que a Sua volta não nos surpreenda, nem nos provoque terror.

E por ultimo, sabendo que o Senhor virá e tendo esta esperança vivamos com grande expectativa.

Não somente pelo temor das consequências que virão sobre os descuidados, os quais serão lançados à sorte com os ímpios. Mas, principalmente, pelo desejo da presença de nosso Senhor.

A convicção da nossa esperança nos enche da alegria de viver para Deus, de crescer no conhecimento da Palavra de Deus, e nos engajar no cumprimento da grande comissão recebida de nosso Senhor Jesus Cristo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A IGREJA NO CAMINHO CERTO

(Colossenses 3.8)

Por Anatote Lopes

Não se deixem enganar por “filosofias e vãs sutilezas”. Paulo não faz nesta exortação uma proibição ao estudo da filosofia em geral, mas recomenda não adotarmos filosofias mundanas “segundo a tradição dos homens”.

Em vez de buscar do mundo, como cantou Cazuza: “Ideologia! Eu quero uma pra viver”, o cristão deve buscar o conhecimento da verdadeira sabedoria de Deus.

Muitos cristãos são negligentes com o estudo da Bíblia e cativos das filosofias do mundo. Portanto, eles devem ter consciência de que tais “filosofias” induzem ao erro.

Algumas dessas filosofias são declaradamente anticristãs, perseguiram e ameaçaram destruir a igreja no passado, mas agora estão mais perigosas porque ganharam expoentes que se dizem cristãos.

Quando as filosofias anticristãs não atacam a consciência dos cristãos e os tiram da igreja, elas se infiltram nas igrejas e nos movimentos que não tem solidez doutrinária.

Essa situação ainda é pior do que os ataques dos que são declaradamente anticristãos, porque eles não negam a verdadeira sabedoria, mas permitem às filosofias mundanas tomarem o lugar dela e minarem a vitalidade espiritual da igreja.

Uma vez que as filosofias mundanas enfraqueceram a autoridade da Bíblia, tais igrejas e grupos deixaram de anunciar o verdadeiro evangelho e de viver de forma diferente do mundo.

Os que se reputaram por sábios à custa de suprimir as Escrituras deram lugar às tolices da secularização ou mundanização. Consequentemente, passaram a crer em um deus falso ou em deuses falsos, a praticar as mesmas abominações e a sofrer as consequências do abandono da Palavra de Deus com aqueles que nunca a receberam.

Paulo nos exorta a não adotarmos uma filosofia mundana cobiçando os aplausos do mundo, pois receberemos a reprovação de Jesus Cristo.

Roguemos a Deus para que sejamos dotados da sabedoria “segundo Cristo”, para não vivermos segundo o mundo. Caminhemos fieis à voz inconfundível de Deus falando pela Bíblia para vivermos segundo Jesus Cristo.

domingo, 30 de agosto de 2015

O DIA DO SENHOR E DA FAMÍLIA

Por Anatote Lopes

É na família que o evangelho começa a ser praticado para posteriormente ser vivido e anunciado no mundo pelos pais e filhos crentes.

Os pais crentes são o exemplo de fidelidade a Deus dos filhos, seus primeiros mestres da obediência a fé. Quando ensinam aos seus filhos, desde cedo, primeiramente, pelo exemplo, como convém guardar o Dia do Senhor, formam discípulos maduros de Cristo, ensinando-os ir à igreja de Deus para ouvir a sua Palavra e adorar o Criador.

Depois do quarto mandamento surge o dever de honrar aos pais, o quinto mandamento e o único com promessa. Pais fiéis ao quarto mandamento serão honrados por seus filhos obedientes a Deus. Pais que não concordam com a guarda do Dia do Senhor, quarto mandamento, não deveriam concordar também em serem honrados e respeitados por seus filhos, o quinto mandamento.

O ensino do quarto mandamento exige priorizar o espiritual em vez do material, o devocional em vez das diversões e jamais trocar um dia de culto por um dia de recreação ou de trabalho.

Enfim os filhos aprendem a honrar e respeitar a Deus. Mas, o afrouxamento deste princípio leva à consequente frouxidão da moralidade e a corrupção dos costumes, trazendo consequências sobre a família: crescimento do divórcio, êxodo dos filhos da igreja para as seitas e ateísmo, imoralidade e criminalidade. A crença no Deus de seus pais, a quem não vale a pena dedicar tempo, mais cedo ou mais tarde será abandonada.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A IMPARCIALIDADE DE JESUS


Jesus era um mestre imparcial. Ele confrontava a multidão que o seguia revelando o que estava escondido dentro de seu coração. Chamava os pecadores ao arrependimento e lhes oferecia o perdão divino. Jesus não hesitou em revelar que muitos o seguiam por causa da comida e dos milagres, mas não desejavam aprender a Sua doutrina. Muitos deixaram o Senhor por causa da forma sincera e imparcial com que denunciava o pecado em sua pregação; voltando-se aos que ficaram, perguntou-lhes: “Vocês não querem ir também?” Estes responderam: “Para onde iremos? Só tu tens as palavras de vida eterna.” (João 6.68).

Muitos se aborreceram com a pregação de Jesus e já não podiam suportar a Sua santidade. A multidão desejava um libertador político, mas não o libertador espiritual que veio para salvar o seu povo dos pecados deles. Reconheceram que se tratava do Messias, mas rejeitaram que Jesus reinasse sobre eles. São chamados de discípulos os que creram nele; àqueles que, verdadeiramente, querem conhecer e obedecer à Sua Palavra. Mas, muitos que se dizem discípulos seguem conosco para agradar a homens, ainda que seja a si mesmos, não se sujeitando à doutrina de Cristo e ao Seu Reino.

A causa da deserção de muitos dentre os discípulos se relaciona a uma ou mais, dessas exortações de Jesus em Lucas 12:

1ª “Acautelai-vos do fermento dos fariseus que é a hipocrisia.” – O hipócrita não persevera entre os discípulos porque onde há luz as suas obras são manifestas. Muitos exteriormente se mostram santos, mas interiormente são impuros, não demora a que se rendam ao pecado, mas, no final Deus julgará até mesmo os segredos dos corações dos homens.

2ª “Não temais os que matam o corpo”, mas, “temeis aquele que, depois de matar tem poder para lançar no inferno.” O temor a homens tem levado muitos a se tornarem amigos do mundo contaminado e inimigos de Deus; trocaram o evangelho, desprezaram o ensino de Cristo, por um discurso politicamente correto de filosofia e ciência humana, por temerem a perda da popularidade e da alegria de festas pecaminosas, esqueceu-se do temor do Senhor, o princípio da sabedoria.

3ª “Não vos preocupeis”. Muitos estão confusos e com medo, no entanto, também, precisam voltar ao Evangelho para serem instruídos e encorajados. Diante das provocações e zombarias, e até das perseguições contra os cristãos, devemos permanecer firmes na nossa fé bíblica, confiantes que não seremos ignorados por Deus quando Cristo voltar com os seus anjos no céu, com poder e muita glória.

Devemos viver o testemunho de Cristo conforme as Escrituras, como os seus fieis discípulos; sabendo que não seremos condenados no juízo com os imorais, incrédulos, idolatras e blasfemos, os quais receberão a consequência de suas atitudes: a perdição eterna. Os ensinamentos de Jesus são cultivados pelo estudo da Palavra de Deus e oração em nossas vidas para nossa santificação e não sermos surpreendidos. Confiemos na assistência de Deus pela Palavra da Escritura confirmando sempre que “Ele nos guiará a toda a verdade“ (Jo 16.13).

Anatote Lopes

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Aliança, memória e

Espiritualidade

Por Ricardo Barbosa de Sousa*

Muitos acreditam que aquilo que pode dar algum significado e alguma satisfação para a vida encontra-se no futuro, quando finalmente conseguirão realizar aquele sonho ou projeto ou, quem sabe, alcançar aquele nível de felicidade e paz tão desejadas. Olhamos sempre para frente, nunca para trás. Assim a humanidade caminha ansiosa e insegura, na esperança de que alguma coisa que ainda não aconteceu nos traga aquela felicidade e realização tão sonhadas. No entanto, a segurança e a felicidade dependem muito mais do passado do que imaginamos.

Os primeiros três capítulos da Carta de Paulo aos Efésios apresentam uma longa lista de “bênçãos já realizadas”. Todos os verbos estão no passado: “Nos tem abençoado”; “nos escolheu”; “nos predestinou”; “nos concedeu”; “nos deu vida”; “nos ressuscitou” etc. Paulo lembra seus leitores daquilo que já aconteceu. A resposta ao que eles buscavam não estava no futuro, mas no passado.

O problema é que agimos como se tudo o que importa estivesse por vir. Nossa experiência espiritual é frágil porque não tem memória. Por isso, os profetas e escritores bíblicos procuravam sempre lembrar o povo do passado, porque, como disse C. S. Lewis, “é mais fácil refrescar a memória das pessoas do que enchê-las com novidades”. O conceito de aliança na Bíblia apresenta um princípio de relacionamento em que o presente e o futuro são definidos pelo passado. Aliança não diz respeito a algo novo que podemos receber, mas à certeza daquilo que já recebemos.

O princípio da aliança que Deus fez com o seu povo no Sinai é resumido na declaração divina: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão”. Este é o fato, o princípio. Isso não pode ser esquecido. Tudo o mais é construído sobre este fato. Jesus disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue”. Algo foi realizado na cruz de uma vez por todas. Todo o relacionamento com Deus e com o próximo nasce e se sustenta sobre este alicerce.

Toda vez em que celebramos a eucaristia reafirmamos um fato e vivemos a partir dele. Não criamos nada, não há nada a acrescentar. A iniciativa é de Deus e sustentada por ele. Deus não nos impõe condições para entrarmos nessa vida abençoada. Precisamos apenas crer nela, aceitá-la e participar da realidade para a qual ela nos convida.

A memória preserva a aliança. A memória que tenho no dia do meu casamento e das promessas que fizemos a Deus, como expressão do nosso amor, definiram o nosso futuro. Nossa identidade conjugal foi definida ali. Passamos por momentos difíceis, crises, ajustes, mudanças, mas nunca duvidamos de que a aliança que fizemos foi para toda a vida. Éramos jovens, não tínhamos a menor ideia do que ia acontecer conosco no futuro. No entanto, não olhávamos para o futuro com ansiedade. Nossa aliança não dependia dele. Ela já estava feita. Foi ela que nos ofereceu um ambiente seguro para vivermos nossas experiências e crescermos juntos.

A experiência espiritual não é diferente. Paulo não tinha a menor ideia do que iria acontecer com ele depois que ouviu a voz de Cristo no caminho para Damasco. No entanto, ele nunca deixou de se lembrar daquela voz. O que Cristo fez na cruz o trouxe para dentro de uma realidade completamente nova. A vida, os interesses, os valores e os projetos de Paulo foram reorientados a partir dessa nova realidade. O futuro dele estava seguro. Pouco antes de morrer ele escreveu a Timóteo, seu filho na fé: “Porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia”.


*pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de, entre outros, A Espiritualidade, o Evangelho e a Igreja. (in ULTIMATO - Novembro-Dezembro, 2014, p. 32).