“Disse-lhes
outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou
e escondeu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.” Mateus 13.33
Anatote
Lopes da Silva
A
parábola do fermento e da farinha revela a verdade sobre a dinâmica espiritual
no mundo. O ensino de Jesus Cristo nesta parábola nos ajuda a compreender
adequadamente a corrupção mundana; mas esta parábola não somente denuncia a
corrupção no contexto sociocultural e político, pois por meio dela nosso Senhor
faz uma severa advertência para os nossos dias: a infiltração sutil e
progressiva do mal dentro da igreja é simbolizada pelo enigma do fermento, que
alguns interpretam como sendo algo bom — por exemplo, a expansão e o avanço do
Evangelho.
Diferente
da leitura otimista comum, a herança bíblica e reformada nos ensina que o
fermento simboliza invariavelmente a impureza, a hipocrisia e a falsa doutrina.
Ao longo da história, falsos profetas que se apresentam como pastores, mas são
lobos em pele de ovelha, revelam-se agentes ocultos que introduzem no interior
da igreja, disfarçadamente, ensinamentos estranhos à Palavra de Deus:
filosofias e ideologias mundanas que fazem concessões morais em nome do amor. Essa
ação sutil, operada nas sombras, não permanece isolada; seu alcance é total,
afetando gradualmente toda a massa se não houver um retorno às Escrituras.
Diante
desse cenário de corrupção política e religiosa, somos convocados a um
despertar espiritual profundo, a um retorno às Escrituras. O Senhor nos adverte
a vigiar nossos corações, testar os espíritos e rejeitar todo fermento
doutrinário: o engano e o mundanismo. Que possamos permanecer firmes, guardando
pura a nossa fé e a sã doutrina, vivendo com inteira fidelidade a Cristo, o Pão
vivo que nos alcançou, até o Seu glorioso retorno. Amém!

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