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quinta-feira, 12 de junho de 2014

VOCÊ PODE CRER OU NÃO CRER NO EVANGELHO

Por Anatote Lopes

Os incrédulos dizem que só acreditariam em Deus se de fato ele aparecesse para eles hoje, mas isso não vai acontecer, não como eles querem; no entanto, verão a Jesus, quando ele vier com poder e muita glória para o Juízo Final. Por que: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” (João 1:18).

Deus veio ao mundo, o Filho de Deus encarnado, Emanuel, que quer dizer: Deus conosco. Crer em Deus é crer em Jesus Cristo, crer em Jesus Cristo é crer no Evangelho, crer no Evangelho é crer na Palavra de Deus, crer na Palavra de Deus é crer na Bíblia.

Deus criou o ser humano livre para ser santo, mas ele se deixou enganar e caiu em pecado, tornando-se escravo de suas corrupções e malícias, Deus enviou o seu Filho Jesus Cristo a nascer de uma virgem para salvar o seu povo dos pecados deles. (Mateus 1:21).

Jesus disse: “Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (João 14:9). Deus se comunicou pessoalmente em o Corpo de Jesus Cristo, aquele que é ao mesmo tempo o seu Filho, sendo ele a Palavra encarnada de Deus: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hebreus 1:1-2).

O Filho veio cumprir a vontade do Pai; cumprida a sua missão, soprou sobre os seus discípulos dizendo: “Recebei o Espírito Santo”, e, concluiu com essa ordem: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus 28:19-20).

Os discípulos, revestidos de poder do alto, após Jesus Cristo ter aspergido sobre eles o Espírito Santo no dia de Pentecostes, saíram pelo mundo pregando o Evangelho de Cristo e ensinando a sua doutrina.

Alguns homens e mulheres ouvem ao Evangelho e recebem-no com muita fé em Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, o qual é um só Deus, Criador de todas as coisas, Salvador dos seres humanos e Santificador dos que o seguem.

Muitas pessoas têm os seus corações endurecidos em arrogante incredulidade e soberba rebeldia, rejeitam ao Criador e preferem acreditar numa teoria nunca provada de que sejam descendentes de um macaco, que são uma espécie animal que desenvolveu algumas habilidades e melhorou a sua aparência, negam que a humanidade foi feita por Deus para expressar a Sua imagem e representá-lO com o seu domínio, sendo a imagem é semelhança de Deus.

É com muita fé e alegria que o crente vai à igreja adorar a Deus e ouvir ao fim dos cultos a impetração da bênção feita pelo ministro: Que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus o nosso Pai e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos, agora e para sempre... Para você que leu até aqui: Que a bênção do Deus Onipotente: Pai, Filho e Espírito Santo sejam convosco e convosco habite eternamente. Amém.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

O CRESCIMENTO DA IGREJA EM ATOS


Por Anatote Lopes

1. O Segredo do Crescimento da Igreja de Atos 

Deus determina a estratégia para promover o crescimento da sua Igreja em Atos. Não poderia ter escolhido outro dia para começar o testemunho de Cristo: o dia de pentecostes; uma grande festa trazendo peregrinos à Jerusalém. O milagre da linguagem compreendida por todos em sua própria língua materna. Grande ideia! Espetacular. Sinaliza a universalidade da graça e o cumprimento da expansão anunciada na promessa de salvação aos gentios pelos profetas do Antigo Testamento.

Não podemos pensar em nada fora disso: a Igreja crescia no poder do Espírito Santo pelo qual Cristo, acrescentava-lhes os salvos. É isso mesmo que nos diz Lucas no seu segundo livro: “louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (At 2:47). Mas podemos pensar na dinâmica do crescimento da Igreja em Atos? Podemos pensar...

2. O Vertiginoso Crescimento da Igreja em Atos

Certamente contemplamos uma explosão de crescimento que começou antes com os discípulos caminhando com o mestre, arrastando multidões atrás deles. De uns poucos discípulos, aproximadamente 120 pessoas, reunidos com uma preocupação: a vacância de uma cadeira dos 12 apóstolos, antes ocupada por Judas Escariotes, para a qual escolheram Matias (pois ele tinha, segundo os critérios descritos, os atributos de um verdadeiro apóstolo), a milhares de cristão em Jerusalém, Samaria e até nos confins da terra. Mas foi no cenáculo (sala superior) em um domingo de manhã, a inauguração do crescimento da Igreja de Atos (ERDMAN, 1960, p. 29).

Cumpriu-se o que eles esperavam: a promessa de Jesus do revestimento de poder, como informa em detalhes o Capítulo 2:1-13 do livro de Atos dos Apóstolos. Portando o crescimento da Igreja é um mistério, de dimensão cósmica, com elementos tanto naturais e objetivos como o Evangelho, seu conteúdo e a ação missionária, mas também, com elementos totalmente sobrenaturais: o poder do Espírito Santo. Ele vem pela eficácia da pregação do Evangelho, a qual é o poder de Deus, como escreve Paulo: “Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” (Rm 1:16).

Depois do cumprimento da promessa (At 1:8), a qual eles esperaram obedientemente, o crescimento ganhou números expressivos: três mil são registrados ainda no Capitulo 2, seguido de quase cinco mil no Capítulo 3! Ainda que em números menores, a Igreja continua a crescer, causando novamente demandas administrativa, beneficentes, teológicas e disciplinares sobrecarregando os apóstolos, levando-os no poder do Espírito à instituição, primeiro do diaconato e posteriormente de presbiterado.

3. Como a Igreja Administra o Seu Crescimento em Atos

Foi propositadamente que eu apresentei a escolha de Matias, e, posteriormente as instituições ou ordens de diáconos e presbíteros que deram continuidade ao trabalho apostólico.

O explosivo crescimento da Igreja não era ensinado e nem o seu desejo alimentado pelo Mestre quando os discípulos caminhavam com Ele, arrastando multidões atrás deles, mas a pregação fiel do Evangelho a obediência e a oração.

Cabe destacar a vida intensa de oração, a diligente pregação, e a própria vida da comunidade dos santos, aprendendo e expressando o Evangelho, celebrando a comunhão, vivendo o Evangelho diante de todo o povo, o qual a considerava, simpática: “Eles se dedicavam ao ensino dos Apóstolos, a Comunhão, ao Partir do Pão e às Orações.” (At 2.42).

A Igreja não trabalhava o seu crescimento, mas ele é produzido sobrenaturalmente, no entanto ela administrava as demandas deste crescimento para a sua continuidade com ordem e doutrina. Por exemplo, para evitar o envolvimento dos apóstolos na demanda material e para suprir as necessidades das viúvas foram constituídos diáconos (At 6:1-7), para que os apóstolos pudessem se dedicar a oração e ao ministério da Palavra. E para por as coisas em ordem se elegeram presbíteros em todas as Igrejas (Tt 1:5), e, os presbíteros que presidissem e dedicassem à Palavra (Pastores ou Ministros da Palavra) receberiam distinção e assistência especial da Igreja (I Tm 5:17).

Com a conversão de Saulo o crescimento da Igreja recebe um novo impulso e expansão (At 9:31); a partir do capítulo 10 mais uma aparente ameaça também se torna em uma benção para o crescimento e expansão da Igreja: a perseguição e dispersão dos cristãos faz com que o Evangelho alcance ainda mais cidades e povos com a mensagem evangélica; seguido das viagens missionárias de Paulo, segundo o propósito de Deus para o crescimento e expansão de sua Igreja: “Mas ele me disse: Vai, porque eu te enviarei para longe, aos gentios.” (At 22:21).

4. Conclusão 

Para o crescimento da Igreja pós Atos podemos considerar os elementos do modelo orientado pela Escritura:

1. a Igreja obedece a Palavra de Cristo;
2. a doutrina dos apóstolos é ensinada;
3. os sacramentos são ministrados;
4. a comunhão em amor e o culto são comunitários;
5. a Igreja de Cristo é simpática e graciosa;
6. a Igreja se reúne no templo, nas sinagogas dos judeus e nas casas;
7. o poder de Deus impulsiona o crescimento da Igreja;
8. a Igreja manifesta a sua natureza missionária e organizada.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

HOMENS DA GALILÉIA, POR QUE VOCÊS ESTÃO OLHANDO PARA O CÉU?



Jesus foi elevado aos céus diante dos olhos de seus discípulos, e eles ficaram olhando para cima. Então um anjo lhes perguntou o porquê, chamando-os à realidade deste mundo. (Atos 1.1-11). 

Esse momento histórico nos desafia a viver uma espiritualidade engajada, olhando para a humanidade e compreendendo a Grande Comissão de nosso Senhor (Mateus 28.18-20), enquanto se espera o cumprimento da promessa da volta do salvador. (Atos 1.11).

Não existe lugar para o pessimismo e para o desânimo no Evangelho, mas uma promessa de poder (Lucas 24.49), das nossas orações serem ouvidas pelo Pai (Mateus 7.7), da nossa pregação e o nosso testemunho serem poderosos para salvação e para a condenação (Atos 1.8); por causa do nome de Jesus Cristo vivemos também a expectativa do ódio do mundo (Lucas 21.17), com a vitória de Cristo para fortalecer a nossa perseverança e fé, mesmo em circunstâncias difíceis (João 16.33).

O Mestre não desistiu diante da cruz, deixou-nos o Seu exemplo de persistência e de obediência até a morte (Filipenses 2.8).

Viveu fazendo o bem e não se deixou vencer pelo mal, nem se entregou à corrupção do mundo (Romanos 12.21). 

O Messias, Jesus Cristo, ressuscitou dentre os mortos, e, não deixou duvida desta ressurreição. Primeiro esteve com seus discípulos, comendo com eles, humanamente falando, e, também, não deixou duvidas da Sua glorificação e divindade, ascendendo aos céus de forma maravilhosa diante dos olhos da multidão.

Jesus subiu ao céu, mas vive entre nós pelo Seu Espírito Santo como foi prometido (João 16), e, Ele é servido nos pobres que, ficaram conosco no mundo (12.5-8). Pois nestes seus pequeninos que ele está presente corporalmente e fisicamente.

Cultuamos o Cristo vivo, presente entre nós, espiritualmente; celebramos a Sua ascensão quando anunciamos a Sua morte no cálice e no partir do pão com ações de graças até que Ele venha. (I Co 11.26). Já vivendo a realidade e os valores do Reino em nós, dentro dos nossos corações (Lucas 17.21). Pregamos como Jesus Cristo mesmo pregou: “Arrependei-vos e crede no evangelho.” (Marcos 1.14-15).

Anatote Lopes, IPD.



sábado, 24 de maio de 2014

O PASTOR TRABALHA FORA DA IGREJA E FALA SOBRE ARTE, CULTURA, POLÍTICA E FUTEBOL; ISSO É CERTO?



Os posicionamentos quanto à missão e agenda do Ministro da Palavra e dos Sacramentos são produzidos por, no mínimo, dois grupos de pessoas com opiniões diferentes: 

1. O grupo que pensa que os pastores não devem se ocupar com questões administrativas da igreja e atividades seculares de forma alguma, e, até mesmo, principalmente, não opinar sobre assuntos como política, economia, arte, cultura, esporte, etc.. 

2. O outro que pensa que os pastores não devem se dedicar somente ao púlpito, a oração e às atividades pastorais, mas devem trabalhar em qualquer outra atividade secular e tirar dela o seu sustento e de sua família, desonerando a igreja e contribuindo com ela.

Esses posicionamentos, geralmente, não são coerentes entre si mesmos, quanto ao estabelecimento da agenda pastoral, o sustento material dos ministros e a importância da teologia e da abrangência do caráter docente do trabalho pastoral do Ministério da Palavra de Deus. 

É uma ignorância ou precipitação querer isolar o pastor numa "neutralidade" quanto aos assuntos que falam tão perto às necessidades do ser humano ou pensar que, assuntos “sagrados”, como a reflexão bíblica, não sejam respostas para serem dadas às questões de ética, política e cultura seculares!

Existe certa crendice que, pastores sejam sustentados pela Igreja para não se envolverem em outros assuntos e atividades. Mas, também existe, por parte de alguns, até a ideia de proibição de que o pastor receba da Igreja qualquer investimento financeiro e sejam circunscritos ou alienados ao ambiente eclesiástico, o que não tem base bíblica e nem fundamento lógico. 

O fato é que, a dedicação a qualquer atividade acarreta ônus de alguma forma; sendo justo que, atendendo-se às necessidades dos outros se obtenha dos outros o suprimento de suas próprias necessidades. 

Os abusos nesta relação não são o foco deste artigo. Penso que o equilíbrio destas duas posições é o ideal, pois ninguém deve pensar que a atividade pastoral, a qual é totalmente dependente da ação do Espírito Santo para o seu êxito, não exija integração do pastor na sociedade.

Habilidades seculares como a ampla cultura do pregador, a boa didática e o aprimoramento do discurso, a atualização e o aperfeiçoamento educacional e metodológico, o acesso à literatura, aos conhecimentos científicos multidisciplinares, além do aprofundamento teológico bem embasado são imprescindíveis, bem como, requer tempo, dedicação, investimento e oração.

O pastor deve, sempre, dedicar-se ao jejum, a oração e à Bíblia, mas ele vai ter as suas necessidades físicas próprias e de sua família, e, realmente, será útil para o desempenho do ministério da Palavra o sustento para uma dedicação ainda maior, no entanto, se for necessário, o pastor poderá exercer outras atividades remuneradas, o que acontece, não raramente.

Essas atividades exigem uma gestão mais rigorosa do tempo do ministro; quase sempre atrapalham, mas, podem resultar numa maior inserção do ministro na formação educacional e cultural da cidade, nas áreas da beneficência ou da cadeia produtiva promovendo a desoneração da igreja e o acréscimo e crescimento do saber do ministro e da igreja e do serviço cristão à sociedade.

Podemos observar na tradição apostólica descrita em Atos e nas Epístolas exemplos de irmãos que, dedicavam-se à Palavra e a oração e se afastavam de outras atividades e recebiam das comunidades o seu sustento, bem como outros irmãos que, trabalhavam em outras atividades, e aliviavam o peso das igrejas. 

Existe base bíblica para os dois modelos, mas não para proibições e restrições severas impondo um dos modelos. Também não existe base bíblica para a exploração financeira e nem para a avareza. 

As Escrituras não sugerem dois pontos de vista, mas apontam duas circunstancias a serem favorecidas pelo modelo que for mais conveniente adotar, em cada uma dessas situações numa comunidade local. Sendo sempre imprescindível a contribuição da teologia, oficio e reflexão pastoral sobre todos os temas urgentes da comunidade de fé e em todas as áreas de interesse da sociedade.


Rev. Anatote Lopes, IPD, 2014


sexta-feira, 16 de maio de 2014

"SEJA FEITA A TUA VONTADE"

Há alguns anos, assisti a um documentário sobre os mosteiros no Brasil e me chamou a atenção a conversa entre o repórter e um jovem monge. O repórter perguntou qual era a maior dificuldade que ele frequentava no dia a dia dentro de um mosteiro. O jovem respondeu que não era o voto de castidade, como muitos pensavam, mas o voto de obediência.

Jesus nos ensina a suplicar dizendo: “Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu”. Essa súplica implica o reconhecimento e a aceitação da revelação de Deus nas Escrituras, uma vez que a vontade de Deus é o conteúdo daquilo que nos foi revelado na Palavra dele. Não se trata de saber se é a vontade de Deus que eu faça este ou aquele curso, ou se devo mudar para esta ou para aquela cidade. Trata-se do conteúdo moral, ético e espiritual dos mandamentos e dos propósitos de Deus que constituem a norma de vida e conduta.

Quando oramos com essa súplica em mente, entramos num conflito entre a nossa velha e corrompida natureza, com suas vontades e caprichos, de um lado, e a vontade boa, perfeita e agradável de Deus, de outro. A aventura da oração é o longo caminho que nos leva a submeter a nossa vontade à de Deus. Nesse caminho, aprendemos a dizer sim para Deus e não para nós. É a aceitação de que Deus é quem tem a iniciativa para a nossa vida. É a abertura do coração e da mente para a entrada do céu na terra.

Quando oramos assim, em vez de virar as costas para o mundo, voltamos nosso rosto para ele. Essa oração nos ajuda a ver a vida com grande realismo. Aprendemos a olhar para o mundo e o ser humano como o Criador olha para eles. Sem essa oração, o que vemos é apenas um mosaico de desejos e escolhas de indivíduos voluntariosos e rebeldes. O pecado é a grande realidade que nos mantém cegos. Quando negamos o pecado, nós nos tornamos vítimas de um otimismo frágil, inconsistente e, muitas vezes, desesperador em relação ao ser humano, à sociedade e à vida.

Jesus certa vez disse: “Não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou”. Por que era tão decisivo para Jesus compreender e realizar a vontade do Pai? A resposta está na oração do jardim do Getsêmani: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero e sim como tu queres”. A vontade de Deus trouxe grande sofrimento e, finalmente, a morte ao Filho de Deus que trouxeram ao mundo a grande verdade do propósito divino.

Santo Agostinho dizia que “Deus é como o médico: não atende aos desejos do doente; atende apenas às exigências da saúde”. Para ele, a vontade de Deus é a força por meio da qual se erra, ou se vive em retidão. Submeter-se à vontade de Deus é viver a partir da realidade do mundo de Deus, um mundo de justiça, verdade e amor.

Por isso, o jovem monge reconheceu que a obediência é a virtude mais difícil. Porém, é por meio dela que nos tornamos verdadeiros. Nas palavras de C. S. Lewis, “Só há duas espécies de pessoas no final: as que dizem a Deus: ‘Seja feita a tua vontade’, e aquelas a quem Deus diz: ‘A tua vontade seja feita’”.


Rev. Ricardo Barbosa de Sousa, Ministro Presbiteriano (IPP/DF) para Ultimato: p. 31. Março e Abril, 2014.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

JESUS E A BÍBLIA: O QUE DEUS FALOU ESTÁ FALADO



Por Anatote Lopes
Os incrédulos e os idolatras exigem algo mais para crerem no Evangelho; alguns uma experiência de sensação de choque elétrico ou de fogo a queimar os pés, outros, uma argumentação fundamentada com os seus próprios referencias e fontes de autoridade dentro da sua própria tradição filosófica ou religiosa. Enganados pela confusão religiosa e pela incredulidade dos falsos profetas e falsos intelectuais, uns exigem sinais miraculosos e outros sabedoria humana para crerem no puro e simples Evangelho (1 Co 1:22).

A autoridade da Bíblia é importante? Ora! Ela é única! Toda autoridade no mundo deve se submeter a ela. Pois é a autoridade do Deus Todo-Poderoso. Se eu relativizar a autoridade bíblica e fortalecer a minha fé em Cristo por outra fonte, tal como na experiência de encontro pessoal com Cristo ou nas sensações de alegria individuais ou comunitários eu não posso ter a segurança de que essa experiência é realmente válida, sequer que seja real, pois pode ser facilmente reproduzida psicológica e culturalmente.

Cristo não poderia ser descrito sem a Bíblia, não poderíamos crer nele como ele é, cada um de nós poderíamos fazer um Cristo pessoal segundo as nossas próprias imaginações e necessidades, mas, temos o Cristo biblicamente apresentado, e a fonte de crédito para apresentar o Cristo histórico será sempre a Bíblia, a princípio os evangelhos canônicos e as epístolas de seus primeiros discípulos.

Já existe um consenso cientifico que reafirma: “os evangelhos canônicos são a fonte de maior crédito para se conhecer o Cristo histórico” publicado pela equipe cientifica que estudou o Codex Tchacos na edição do Evangelho de Judas da National Geographic, mesmo assim, a despeito das inúmeras descobertas da arqueologia, inclusive dos Manuscritos do Mar Morto, muitas pessoas não conseguem crer na existência de Cristo.

Não podemos ter outra confirmação para a nossa consciência, nem podemos pedir um sinal do céu ou um anjo, sensação de choque elétrico ou de fogo a nos queimar, nem mesmo nos assegurar nas nossas fontes, razão ou tradição, não podemos nos admitir a pensar escrever, falar ou fazer, à parte das Escrituras Sagradas, acreditando que não precisemos do fundamento e da autoridade da Bíblia. Nós estaríamos loucos se não déssemos ouvido à voz de Deus.

Se fossemos a Cristo, por outro caminho, que não fosse à pregação deste evangelho bíblico, não nos dirigiríamos ao Cristo verdadeiro, mas a um ídolo criado por nós mesmos. O verdadeiro Cristo é o Jesus bíblico. É impossível pregar o Evangelho Verdadeiro sem essa autoridade bíblica, e se alguém ousar pregar outro evangelho que seja anátema (Gl 1:9).

Se a verdade da Bíblia não fosse suficiente para crermos e ainda precisássemos de uma experiência de sensação de levar um choque ou de ter os pés queimando, seria o mesmo que enfiar o dedo numa tomada ou passar descalço numa fogueira, pois a experiência de poder do Espírito Santo que importa é sermos realmente alcançados para a salvação pela graça mediante o dom da fé (Ef 2:8-9).

Nós cremos no Evangelho somente pelas Escrituras Sagradas. A experiência religiosa e a tradição não são nada sem a confirmação da Palavra de Deus no Velho e Novo Testamento. Neste tempo de ultraje a fé e assalto a autoridade bíblica, afirmamos, reforçamos e não nos permitimos relativizar a autoridade bíblica, o que não é uma opção, opinião ou tradição, mas é a nossa própria fidelidade a Deus.

Sempre foi e sempre será o que Deus diz na sua Palavra que deve ser crido e obedecido. Deus mesmo se encarrega de cumprir a sua Palavra, não dependendo da nossa adesão ou submissão a ela, pois quando o homem a obedece, ele simplesmente cumpre os desígnios de Deus. No cumprimento da missão de Cristo foi assim, e, assim seja a nossa missão realizada em adesão e submissão à Bíblia Sagrada. O que Deus falou na Bíblia Sagrada está falado!

A morte de Jesus numa Cruz e a sua ressurreição não foram eventos do acaso, mas foram cumprimentos da Bíblia Sagrada; Cristo não permaneceu na morte, mas ressuscitou também em cumprimento da Palavra de Deus. Do começo ao final da Bíblia Deus age poderosamente cumprindo a Sua Palavra. Desde a criação ele diz: Haja Luz e houve luz (Gn 1:3); Jesus diz a um morto para que ele saia da sua sepultura e ele obedece (Jo 11:43). Podemos crer na sua Palavra, pois ainda que estivéssemos mortos viveríamos pelo mesmo poder que ressuscitou a Jesus dentre os mortos (Jo 11:25-26).

Os discípulos se tornaram testemunhas do cumprimento da Palavra de Deus: “Depois de cumprirem tudo o que a respeito dele estava escrito, tirando-o do madeiro, puseram-no em um túmulo. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos; e foi visto muitos dias pelos que, com ele, subiram da Galiléia para Jerusalém, os quais são agora testemunhas perante o povo.” (At 13:29-31). A nossa maior motivação deve ser o fato de Deus ser fiel e cumprir a sua Palavra, por isso podemos ter certeza que, pela morte e ressurreição de Cristo, usufruímos a alegria da nossa salvação, em obediente espera pela volta do nosso Senhor, conforme a Bíblia Sagrada afirma (Ap 1:5-8) .



quarta-feira, 30 de abril de 2014

CRISTIANISMO NÃO É COMUNISMO
















Anatote Lopes


Essa é a diferença do cristianismo para o comunismo: O comunismo ou marxismo é uma teoria dialética que explica econômica e sociologicamente a pobreza e a sua aplicação concluiu o paraíso utópico construído das cinzas das instituições conservadoras, começando pela tradição cristã; porém, o cristianismo verdadeiro é a força transformadora da sociedade, quanto maior a sua influencia, em escala crescente, proporciona uma melhor distribuição das riquezas, ao contrário da utopia do paraíso comunista, o Reino de Deus cristão ou paraíso é futuro e escatológico, mas também é presente e ético, a sua aplicação se dá pela transformação do homem interior, para que o novo homem se torne um cidadão do céu e um agente transformador do mundo enquanto visa o paraíso futuro e espiritual, o lugar celestial, a vida eterna.

No cristianismo o Reino de Deus está dentro de nós, dentro de nossos corações (Lucas 17:20). O ser humano sem essa renovação interior não pode sequer ajudar aos seus semelhantes, nem por força do Estado totalitário do comunismo e nem por qualquer uma de suas vertentes de base marxista, quer seja o estalinismo, o leninismo, trotskismo, etc.; todas as suas vertentes condenam a religião como opressora e exclui Deus, o mesmo acontece com o neoliberalismo (teoria hibrida, com forte influencia marxista, tentativa de nova formulação do liberalismo). O reino humano que, pretenda a construção de uma sociedade mais justa, torna-se tirano e opressor sem o Reino de Deus dentro do coração de seus idealizadores e gestores. Prova-se pelas Escrituras e pela experiência mundial. “Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme.” (Provérbios 29:2).

terça-feira, 29 de abril de 2014

A CANONIZAÇÃO DOS SANTOS DA IGREJA CATÓLICA


Anatote Lopes























A vida santa é muito desejável e ordenada por Deus. Só existe um sentido para a santidade depois da morte: os salvos pela graça de Deus, distintos na piedade e justiça no mundo, foram separados por Deus dos mundanos e reprováveis, estando ainda no mundo; depois de mortos, eles são à priori santos, porque já eram separados para o Senhor e aguardavam a sua volta, agora aguardam no paraíso a ressurreição do corpo para a vida eterna com Cristo. Hoje os santos, também os que estão vivos têm essa expectativa, e pela graça de Deus vivem ou ainda viverão uma vida em santificação do Espírito e obediência a Deus, sendo purificados pelo sangue de Jesus Cristo e justificados somente pela fé (I Pe 1:1, 2; Rm 5:1; Ef 2.8-9).

Quem é verdadeiramente santo depois da morte aguarda a ressurreição em glória, numa condição muito melhor (Lc 16:19-31). Comparada a vida humana: "O que é incomparavelmente melhor" (Fl 1:21). A fé verdadeira entende que os mandamentos de Deus devem ser obedecidos, a caridade para com o próximo e toda justiça não pode ser negligenciada. Teologicamente, dentro da verdadeira Igreja de Cristo, o contrário de santo é hipócrita. Isto é, aquele que honra o Senhor com os lábios, mas o seu coração está longe dele, porque não lhe obedece a Palavra. (Mt 15:8).

Não é mais responsabilidade dos santos mortos o serviço da verdadeira santidade que implica em piedade e justiça, mas é dos santos vivos o dever de socorrer aos necessitados com toda generosidade "orando no Espírito Santo" e realizar a obra de Jesus Cristo enquanto aguardam a sua volta  (Jd 20, 21; At 20:35). A santidade é responsabilidade ordenada por Deus para ser vivida e não para ser sepultada ou transformada em um memorial. Por essa razão afirmo a verdade: ninguém pode ser santo depois da morte no sentido da santidade útil ao povo devoto como acreditam os papistas.

Quando uma tradição cristã diz que uns são santos e os outros não, está dizendo que uns são verdadeiros e os outros são falsos cristãos, uns são santos no mundo e os outros não vivem em santidade, conseguintemente e infelizmente endeusam os que julgam ser obedientes, por terem conseguido algo que não é para todas as pessoas. Assim, aplacam a sua culpa na prática de uma religião hipócrita, não se arrependem verdadeiramente de seus pecados, entregam-se às suas inclinações idolátricas e ao fracasso de toda a comunidade. 

A canonização de um santo não tem base bíblica e nem lógica, primeiro porque sabemos que ela não tem autoridade para tornar uma pessoa santa, pois ou ela é ou não é. Se por um lado reconhecer que uma pessoa viveu em santificação é necessário, é bom para nos lembrar do mandamento do Senhor, para nos estimularmos a nós mesmos a viver em santidade como os santos que são exemplos que, apontam para Cristo (Fl 3:17; I Co 11:1; Ef 5:1), por outro lado, as canonizações se fundamentam em estórias, lendas e crendices do povo que, faz dos santos deuses ou semideuses, atribuem-lhes poderes exclusivamente divino como por exemplo: o poder de conhecer todas as coisas (onisciência); o poder de fazer o que bem quiserem e atender às súplicas do povo e de indivíduos por milagres (onipotência) e estarem presentes nos diversos continentes ouvindo e socorrendo às orações do mundo católico (onipresença).

A maneira própria distorcida e contrária à Bíblia de ver a santidade do catolicismo romano afetou o nosso compromisso e segurança da graça maravilhosa de uma vida em santidade. A santidade não pode ser transformada em uma instituição, oficio, honraria ou qualquer coisa distante da piedade popular, do povo comum, apresentada como um sacrifício humano e uma exceção ou que se faça com ela uma confusão e distorção do verdadeiro culto que deve ser prestado somente a Deus. O único Deus vivo, verdadeiro, santo e eterno nos ordena: "Sede santos como eu sou santo". A santidade está na graça de obedecer a Deus vivendo o aperfeiçoamento em santidade. Ser um santo não é uma benção realizada por um ato canônico político religioso de um colegiado de políticos eclesiástico, mas, se trata de uma benção do céu, concedida pela graça de Deus Pai no Poder do Espírito Santo, pelos merecimentos de Deus Filho e pela purificação no seu sangue derramado na cruz.


sábado, 26 de abril de 2014

LUPILA: CONFLITO DE ESTILO DE VIDA E DE RAÇA
























Vida santa é aprender a viver segundo a Palavra de Deus a perfeita Lei do Amor. 
Anatote Lopes



A Bíblia e a beleza da mulher negra: “Sulamita é distinta das demais mulheres do harém por causa de sua tez morena. Ela afirma e exalta sua beleza negra e assume com orgulho a sua raça (Ct 1.5). As filhas de Jerusalém estão visivelmente admiradas de sua pele (Ct 1.6). Ela é morena, em contraste com as moças do harém, que são brancas. A menina era negra, “como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão” (Ct 1.5). As tendas de Quedar eram nômades, enegrecidas com o tempo e o uso, e também feitas de pele de cabras negras que tinham pelo escuro e brilhante.” Joaquim Beato, conhecido exegeta, pastor presbiteriano e negro da cidade de Vitória, ES, fez uma observação curiosa sobre esse texto. Para ele, a afirmação: “Eu sou morena e formosa” (Ct 1.5) reafirma o orgulho que ela tem da sua cor negra. Algumas traduções mais antigas carregavam um preconceito sutil ao traduzir: “Estou morena, porém formosa”. “Porém” é uma conjugação adversativa, expressa oposição, dando a impressão de que negra é bela são excludentes. Outra observação que ele fez é que a palavra “morena” revela novamente uma forma de preconceito, quando a intenção seria afirmar a sua raça e que ela ser negra e formosa não são coisas incompatíveis. Por isso sugeriu a seguinte tradução: “Eu sou negra e bonita”. Portanto, o conflito de estilo e raça é outro ponto de controvérsia que podemos encontrar.” (VIEIRA, Samuel. Teologia do Afeto: Como afetividade e espiritualidade se relacionam. São José dos Campos. SV Books, 2013, p. 75). 
Lupila Niong’o (A atriz vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante no filme “12 anos de escravidão”; nasceu no México, filha de quenianos - Quênia/Africa). Nesta foto Lupila é badalada nas redes sociais como a mulher mais bonita do mundo.

Anatote Lopes

quinta-feira, 24 de abril de 2014

COMO É IMPORTANTE OBEDECER A DEUS


Por Anatote Lopes


Nós obedecemos antes a Deus do que as pessoas? A resposta a esta pergunta é ouvida em palavras, mas a verdade é evidenciada nas nossas atitudes. Embora não reconheçamos, obedecemos muito mais as pessoas. Quando dizemos “para mim em primeiro lugar está Deus, em segundo a minha família e depois a igreja”; ignoramos que a igreja é a comunidade e família dos salvos a serviço de Deus. O discurso citado acompanha o abandono da igreja e consequentemente do serviço a Deus. Demonstra que nossa prioridade é a nossa satisfação. Saímos da igreja por causa das pessoas, por decepção e porque elas não corresponderam às nossas expectativas.

A questão sobre a quem obedecemos não pressupõe uma ordem objetiva, mas, uma motivação que nos impele ou que nos impede. O nosso guia será o nosso próprio espírito humano ou o Espírito Santo? Portanto, se a nossa motivação está nos elogios das pessoas e no prestigio de nossa posição, certamente obedecemos a nossa velha natureza, não estamos motivados pela glória de Deus, seguindo a Jesus Cristo no poder do Espírito Santo, mas fazemos o que bem nos agrada, por isso estamos seguindo pessoas, a nós mesmos em primeiro lugar e não a Deus.

Os discípulos de Jesus afirmaram que estavam dispostos a obedecer a Deus e não a homens com o risco de serem mortos. (At 5:29). O que aconteceu em Atos pode acontecer conosco também: nossas motivações não podem depender da nossa satisfação, mas devem depender do poder do Espírito para enfrentar quaisquer reveses. Disse Jesus: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte não tereis galardão junto de vosso pai celeste.” (Mt 6:1). A religião hipócrita e inoperante é obviamente condenada. Os pensamentos ímpios ocultos e motivações perversas dos corações são revelados, quando deixamos de servir uns aos outros em amor para servirmos àqueles de quem esperamos uma compensação, conforme Tiago capítulo 2.

Cristo morreu por nós pecadores (Rm 5:8); devemos então pedir ao Senhor que nos conceda manifestar à nova vida em Jesus Cristo (Ef 2:1). Voltemos sempre para Cristo a fim de vivermos a graça de seu perdão servindo aos nossos irmãos por quem ele também morreu na cruz, como está escrito: “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (II Co 5:14-15).