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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

HEBREUS 6.4-6: PERIGOS ESPIRITUAIS


“(4) É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, (5) e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, (6) e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia.”


Quando no versículo 4 o texto descreve pessoas, diz que: “é impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo,” não está falando da obra de salvação como se pudesse ser perdida, mas da iluminação, e do próprio conhecimento da revelação da Verdade (A PALAVRA DE DEUS), àquele dom do Espírito dado para a compreensão das verdades divinas, do qual, o Senhor contempla a muitos dos homens na sua graça comum, pois é certo que, desvendados os olhos de uma alma, iluminada para o entendimento do plano de salvação, também, tornam-se participantes do Espírito Santo.

No versículo 5 diz: “e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro,” obtiveram o conhecimento dos sinais miraculosos presentes em Cristo e na era apostólica ( do escritor de Hebreus aos patrícios que viveram nestes dias), sinais da chegada do Reino de Deus, do cumprimento da Promessa, evidencias e credenciais da revelação, sinais apostólicos, ou seja, foram beneficiados com a iluminação do Espírito, vivenciaram sinais e milagres, “poderes do mundo vindouro”, porém rejeitaram a verdade “e caíram”.

Este “caíram”, no versículo 6 significa que, tornaram-se blasfemos, como alguns dos judeus (escribas e fariseus), os quais, mesmo reconhecendo notórios os sinais diante deles e do povo, operados por Jesus e pelos apóstolos (João 11.47; Atos 4.16), rejeitaram-no como Messias, crucificando-O pelas mãos dos romanos. (Atos 2.23).

Certo é que não rejeitaram a pregação e os sinais porque lhes pareciam inacreditáveis, mas por causa de seus interesses políticos partidários, da sua vaidade religiosa e da sua carnalidade (amor pelos prazeres passageiros do pecado), não foi por falta de ser a eles convincente a mensagem, mas por não ser conveniente a eles aceitarem.

Esta descrição de apostasia, abandono da fé, em Hebreus 6.4-6, trata-se dos perdidos que, estando entre os eleitos saíram do meio deles, mas não eram dos eleitos (I João 2.19). A realidade dos que são verdadeiramente eleitos de Deus é diferente; eles são os filhos amados de Deus, os quais são imperfeitos no mundo, mas são assistidos de forma especial pelo Espírito Santo, não apenas para compreender, mas também para serem salvos; os eleitos são santos lutando contra o pecado.

Este texto não está falando de irmãos que caíram em algum pecado, não resistiram alguma tentação, não diz que os tais não podem se reerguer pelo arrependimento mais uma vez, pois acontece que os fieis às vezes caíram, me refiro, a ceder às tentações dos prazeres por fraqueza. Eles têm assistência especial do Espírito, e, também, de Jesus Cristo, pois Ele é o advogado destes (I João 2.1-2), certamente que o coração abatido e contrito não o desprezará o Senhor nosso Deus! (Salmo 51.17; Isaías 57.15). Pois aquele que nos ensinou a perdoar não lhes negará o perdão.

Alguns questionam se essa doutrina seria um pretexto para se viver deliberadamente no pecado. Este questionamento, muitas vezes carnal. Não trata de uma postura espiritual, mas igualmente partidarista e condenada pelas Escrituras, pois este é o caso de alguns que, tomaram a graça como pretexto para a libertinagem (Judas 4). Sendo o caso, também estes, cometem uma grande rejeição a Jesus Cristo, também estes estão crucificando a Cristo de novo.

Os caídos, sendo eleitos, serão tratados pela disciplina amorosa que vem de Deus, para não receberem a condenação do mundo pela sua desobediência, se é que são eleitos. Pois, vivendo deliberadamente em pecado, isto é pecando voluntariamente, de propósito, estão pisando no sangue de Jesus, calcando aos pés o Filho de Deus, profanando o sangue da aliança, ultrajando o Espírito da Graça (Hebreus 10.29).

Mas, quando os judeus tendo recebido o pleno conhecimento desta verdade, rejeitam novamente o Evangelho, mas também, principalmente, àqueles que tendo sido contado entre os irmãos abandonaram a fé e voltaram à iniquidade dos principais dos judeus, mais uma vez O crucificaram, pois novamente O rejeitaram. Sendo assim “impossível outra vez renová-los para arrependimento”. (versículo 6). Triste destino o dos judeus que rejeitam o enviado do Deus de Israel! A parte deles será no juízo com todos os que não O conheceram e com todos os filhos da desobediência. II Tessalonicenses 1.8-10.

O pior pecado do ser humano para a sua condenação ainda é a repudia ao nome do Senhor Jesus Cristo como Salvador e Senhor, “expondo-O a ignomínia”, ou seja, infâmia, desonra ou no mínimo desprezo; quem faz isso deliberadamente, está perdido. Esta condição extrema não é a condição daqueles leitores hebreus, mas, daqueles que já haviam se apostatado, ou seja, abandonado a fé. A nós veio à boa Palavra de Deus, mediante o Espírito Santo para que crêssemos. Àquele, pois que é poderoso para nos salvar, sendo o nosso salvador, é poderoso para nos santificar até o Dia do Senhor. O Senhor Jesus Voltará, prepara-te.


Anatote Lopes