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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

COISAS NOVAS E COISAS VELHAS: CONHEÇA O JESUS VERDADEIRO

COISAS NOVAS E COISAS VELHAS: CONHEÇA O JESUS VERDADEIRO: É possível conhecer alguém pelo nome, aparência física e pensamentos; obter informações básicas sobre suas atividades, família, profissão...

quinta-feira, 21 de julho de 2016

QUEM É O MEU PRÓXIMO?

Por Rev. Guilherme Luz, ministro anglicano

Os doutores ou intérpretes da lei, fariseus, escribas, sacerdotes etc, formavam verdadeiras castas em Israel; eram ávidos de poder, orgulhosos, inacessíveis, hipócritas e falsos defensores da lei moral que eles não cumpriam, mas exigiam que a comunidade cumprisse.
Certa vez Jesus os repreendeu dizendo: “Ai de vós, que gostais da primeira cadeira nas sinagogas e das saudações nas praças. Ai de vós, intérpretes da lei, porque sobrecarregais as pessoas com fardos superiores às suas forças, mas vós mesmos nem com um dedo as tocais” (Lucas 11:44 e 46).
   Outra vez Jesus, ao se referir a eles, disse a seus discípulos e às multidões que os seguiam: “Eles atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros das pessoas, mas nem êles mesmos os querem movê-los; praticam suas obras para serem elogiados; alargam as franjas de suas vestes e aumentam os seus filactérios”. (Mat.23:4-5)
    Os filactérios eram os mandamentos da lei escritos e colocados nas mangas das vestes perto das mãos para serem tocados pelos dedos e recitados. (Deut. 6.8 Prov.3:3 e 7:3)Eles deram origem aos escapulários: faixas de tecido contendo orações, usadas por frades e freiras de algumas ordens religiosas e lembram o uso do rosário, com orações repetidas e também condenadas por Jesus.(Mat. 6:7).
O rosário romano é uma enfiada de cento e sessenta e cinco contas, que correspondem a cento e cinquenta ave-marias e quinze padre-nossos para serem rezados como prática religiosa. O terço é a terça parte do rosário.
Aqueles homens, que constituíam o corpo docente das sinagogas, onde o povo se reunia para aprender a lei de Deus, que antes de ensinar deviam dar exemplo, praticando o que ensinavam, são a imagem e semelhança de muitos mestres e líderes de nossas igrejas cristãs de hoje.
Não são poucos os bispos, presbíteros, diáconos, apóstolos e pastores, cujos nomes desfilam na imprensa e em outros meios de comunicação de massas, como detentores de fortunas adquiridas ilicitamente, oriundas das contribuições dos fiéis.
Um daqueles doutores, intérpretes da lei. Querendo apanhar Jesus em alguma falha teológica, foi fazer-lhe uma pergunta elementar, que qualquer estudante israelita sabia na ponta da língua: “o que fazer para herdar a vida eterna?”
Jesus, sabendo a intenção dele, que não era a de aprender, mas de pô-lo à prova, retrucou com outra pergunta à altura, como quem diz: tu não és um exegeta da lei? O que está escrito nela a respeito? Como a interpretas?
Aí veio a resposta que não podia ser outra: “amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças, de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo”.
“Muito bem, respondeu Jesus: faze isso e terás a vida eterna!”.
Não satisfeito e um pouco desapontado por não ter conseguido o seu intento, formulou nova pergunta: ”Quem é o meu próximo?”.
Jesus costumava não responder às perguntas que lhe faziam, mesmo que fossem de boa fé, ele usava o método socrático ou maiêutico, que consistia em usar uma ilustração para fazer o aluno raciocinar e ele mesmo responder à pergunta.
Então Jesus criou uma parábola envolvendo: um desconhecido que viajava por um caminho perigoso, entre Jerusalém e Jericó, um sacerdote, um levita e um samaritano.
Tanto os sacerdotes quanto os levitas eram tidos como homens santos: os sacerdotes porque ofereciam sacrifícios no altar e os levitas porque prestavam serviços no templo. Ambas as funções tinham que ser exercidas por israelitas legítimos, descendentes das doze tribos de Israel.
Os samaritanos eram mestiços de israelitas com assírios e babilônios que após se libertarem do cativeiro habitaram a cidade de Samaria. Eles criaram uma seita que seguia o Pentateuco e só acreditava nele, rejeitando o restante do Antigo Testamento. Considerados hereges, eram, por isso excluído pelos judeus ortodoxos, que não se comunicavam com os samaritanos.
O viajante desconhecido foi assaltado, roubado, ferido e deixado semimorto à beira do caminho. O sacerdote, ao vê-lo, passou de longe; o levita fez o mesmo. O samaritano, porém, lhe prestou socorro, levou-o a um lugar seguro, pagou uma pessoa para tratar dele, e garantiu pagar o que fosse gasto a mais quando voltasse.
Ao terminar a ilustração Jesus perguntou ao intérprete da lei: “Qual destes três parece  ter sido o próximo?” O que usou de misericórdia, respondeu o intérprete.
“Vai, e procede de igual modo”. Disse Jesus.
Nossa reflexão deve se concentrar no nosso modo de ser, como cristãos.
Como qual desses três personagens eu me comporto diante de situações semelhantes na vida real? Como o sacerdote? Como o levita ou como o samaritano?                      


sábado, 2 de julho de 2016

AS BESTAS DO APOCALIPSE

Por Anatote Lopes


O Apocalipse é o livro das revelações escrito por João durante o seu exílio na ilha chamada Patmos.

Este apóstolo de Cristo descreve a visão das bestas com figuras simbólicas apavorantes, de feras e monstros terríveis!

Duas bestas são apresentadas no capitulo 13 de Apocalipse: uma que emerge do mar e outra da terra. Como uma besta é um animal híbrido que se pode cavalgar, a ideia é que o seu cavaleiro é o próprio satanás ou diabo.

Uma atua na instabilidade do mundo em guerra e confusão, como um mar instável e revoltoso; e, a outra, na estabilidade da paz  e da ordem, como a terra estável e firme.

Alguns afirmam que elas agem juntas e na mesma época; outros, que se revelam em tempos diferentes. 

Que sejam indivíduos concentrando o poder do Estado e da Religião, como o Império Romano, no princípio, aliado do paganismo e posteriormente do papado.

Outros ainda afirmam tratar-se de um confronto ético, o qual se dá nos corações dos seres humanos. 

Não duvido que os corações humanos sejam um dos alvos dessa batalha de dimensões cósmicas, com o propósito de afrontar a Deus, mas que se materializa e se desdobra historicamente.

Os símbolos apocalípticos trazem o consolo da esperança de glória futura para a Igreja, a qual sofre perseguição e martírio, advertências e ameaças aos pecadores para que se arrependam.

O livro de Apocalipse revela os perseguidores da Igreja, como oposição contra Cristo; indica o juízo de Deus na presente era e o juízo final contra seus opositores.

As bestas são ditaduras e democracias religiosas e antirreligiosas; utilizam-se das religiões e dos falsos profetas, atacam pessoas com violência sanguinária e também com enganos fatais às suas almas.

Esses poderes arrastam os seres humanos para a imoralidade e a idolatria, relativizando a moral e negando a natureza de Cristo, sua divindade e humanidade.

A besta ou as bestas exigem obediência e veneração; sujeitam os povos amedrontados e dominados com mentiras e superstições, arrastando-os para a escravidão do pecado.

A rebeldia dos povos contra a lei de Deus, as superstições politeístas e universalistas são sinais do domínio da besta.

O Apocalipse descreve a quem João dá o nome de “anticristo” e Paulo de “homem da iniquidade”, a personificação da oposição contra Cristo e a Igreja.

Ele foi identificado por alguns autores cristãos nos primeiros séculos com o imperador e por autores reformados nos séculos XVI e XVII com o Papa.

Pode ser difícil identificar, embora seja menos importante saber, quem foi ou quem seja a besta e o anticristo. Antes, importa não nos rendermos ao seu poder, não nos entregarmos ao pecado, especialmente, à incredulidade, idolatria e imoralidade.

Nos nossos dias, ainda age o poder diabólico do dragão e da antiga serpente que é satanás, para desviar os seres humanos, enganando-os para se rebelarem contra Deus e viverem na iniquidade.

No final, Cristo, o Rei que esteve morto, mas ressuscitou, voltará e destronará aqueles que corromperam os povos.

Serão condenados o diabo, a besta, o anticristo e o falso profeta com todos os que se rebelaram contra Cristo.

No entanto, o Apocalipse está repleto de sinais e símbolos maravilhosos, os quais, evidenciam a graça de Deus pela qual os eleitos são finalmente salvos.

Todos quantos crerem no Evangelho e se arrependerem de seus pecados, e forem perdoados e purificados pelo sangue de Cristo derramado na cruz, serão salvos pela graça mediante a fé. Então, os salvos viverão para sempre com Cristo num novo céu e numa nova terra.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A CELEBRAÇÃO DA ALEGRIA (PARTE 3)

Por Anatote Lopes

“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.” (Filipenses 4:4-5).

Até aqui aprendemos que a moderação é recomendada para uma convivência saudável e a satisfação no Senhor promove grande alegria e paz.

Estes versículos da Bíblia nos abençoaram com três recomendações:

1. A moderação diante das outras pessoas;

2. A satisfação em Deus; e,

3. A alegria e a paz na presença de Deus.

Moderação, satisfação e alegria no Senhor!

Se de fato, “Perto está o Senhor”. O que implica essa afirmação?

A alegria e a moderação confirmam a presença de Deus e a ausência delas é consequência ou sintoma do nosso afastamento de Deus.

“Perto está o Senhor” nos expressa que Jesus está próximo.
Jesus voltará como Rei. Conforme nos ensinou na oração do Senhor: “Vem a nós o vosso reino”.

Oramos a Ele; a quem nunca se afasta de nós pelo Espírito Santo, mas tendo prometido uma segunda vinda corpórea, assim nós O aguardamos.

Significa que, nós cristãos “já” e “ainda não” desfrutamos a realidade do Reino de Deus; porque aguardamos sua manifestação futura; mas já temos o Reino de Deus dentro de nós. (Lucas 17:21).

O vazio do coração da maioria dos seres humanos é enorme. Vivemos num mundo em grande confusão; isso indica que o reino de Deus não está dentro dos corações de todos; mas, a presença do Reino de Deus é evidenciada na vida daqueles que têm alegria e paz no Espírito Santo.

A confusão generalizada no mundo surge da falta de Deus, e consequentemente da paz. As posições extremadas, ao contrário da moderação, perturbam a convivência saudável dos indivíduos gerando rupturas de amizade e de cooperação fraternas.

A expressão de “alegria” triunfalista e a ostentação na esfera pública, às vezes ocultam a realidade e disfarça as frustrações, insatisfações e tristezas profundas da vida privada.

As pessoas culpam as circunstâncias pelos seus conflitos e tristezas. Mas, na verdade, as pessoas podem ser alegres sem nada, e podem viver uma vida deprimente tendo tudo, mas espiritualmente desprovidas da graça de Deus.

Buscamos alivio e sublimação para o nosso sofrimento e insatisfação interior comprando, comendo, bebendo e usufruindo dos prazeres do corpo. Mas, o homem que não tem Deus dentro de si, vive infeliz; não pode viver a alegria e a paz espiritual.

O segredo da moderação, satisfação e alegria no Senhor está revelado: “Pois o Reino de Deus não é uma questão de comida ou de bebida, mas de viver corretamente, em paz e com a alegria que o Espírito Santo dá” (Romanos 14:17).

A alegria e a paz não resultam de uma vida sem sofrimentos e privações, mas da nossa união com Cristo.

"Perto está o Senhor"! Quem nos concede o arrependimento dos nossos pecados e nos alcança com a graça e o perdão. “E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus”. (Filipenses 4.7).

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A CELEBRAÇÃO DA ALEGRIA (PARTE 2)

Por Anatote Lopes

“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.” (Filipenses 4:4-5).

Nossa alegria é compartilhada com muitos amigos e os nossos momentos de tristeza são vividos solitariamente. O Senhor é o motivo da nossa alegria; mas, reafirmamos: o ser humano não foi criado para viver sozinho. 

A primeira recomendação que vimos foi a “Moderação diante das outras pessoas”. A ‘moderação’ é recomendada para uma convivência saudável. 

Destacamos três recomendações da Escritura para uma boa convivência. agora vamos à segunda recomendação: 

A Satisfação diante de Deus. 

A “satisfação” está recomendada entre duas afirmações do mesmo imperativo: “Alegrai-vos”. Enfaticamente afirmado e reafirmado. Tal recomendação não está tão explicita como no caso da “moderação” e da “alegria”. 

“Alegrai-vos” resulta de estarmos sempre satisfeitos Nele: “sempre no Senhor”. Está implícito no texto a ‘satisfação’ em Jesus Cristo; não pelas circunstancias, mas por Ele mesmo.

Quando as circunstancias nos entristecem demonstramos a falta de Deus dentro de nós. Estar “no Senhor” significa estar na Sua Presença ou ter a presença do Espírito Santo dentro de nossos corações. 

Minha amiga Mary Kessler escreveu: "A melhor forma de louvor a Deus é sorrindo”. Concordo, pois é possível alegrar-se “sempre no Senhor” por Jesus Cristo. 

Afirma o apóstolo Pedro: “a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória”. (1 Pe 1:8). 

Temos em Deus tão grande satisfação que não precisamos de pessoas ou coisas para ficar alegres. A nossa alegria está sobre o fundamento do ser e não do ter. Entristecemo-nos brevemente por algumas perdas, mas, sem demora, a satisfação em Deus promove uma grande alegria. 

O que tem dentro de você determina os seus sentimentos e expressões. Por exemplo: se você é uma pessoa enfezada ou entusiasmada. 

A palavra “enfezada” expressa o humor da pessoa irritada, raivosa e impaciente. Ainda que a etimologia desta palavra seja obscura: “faeces” (do latim) pode significar fezes; mas, também, pode significar raquítico, pequeno ou pouco desenvolvido (Dicionário Michaelis). 

Quando afirmamos que uma pessoa está ‘enfezada’, expressamos que a sua aparência é de uma pessoa com prisão de ventre ou pequena.

Enquanto a palavra “entusiasmada” (do grego en + theos, literalmente ‘em Deus’) expressa o humor da pessoa alegre e disposta. 'Entusiasmo' significa originalmente que, a pessoa está sob a influência de uma divindade (Dicionário Michaelis).

Literalmente, essa pessoa está na presença de Deus ou tem Deus dentro dela. Portanto, recebam estas palavras, escritas primeiramente para consolar nossos irmãos atribulados e perseguidos, como um estímulo e não como uma repreensão.

“Alegrai-vos”. Se você diz ter Deus dentro de si expresse isso sorrindo: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos”.

[Se deseja ler a parte 1, vai fundo...]

segunda-feira, 13 de junho de 2016

A CELEBRAÇÃO DA ALEGRIA (PARTE 1)

Por Anatote Lopes


“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.” (Filipenses 4:4-5).

Nós estamos sempre alegres? 

Algumas pessoas têm momentos de tristeza... Especialmente quando estão sozinhas.

Estes versículos da Escritura Sagrada fazem pelo menos três recomendações para uma boa convivência. Agora meditaremos em uma delas: 

A Moderação diante das outras pessoas.

Nossa alegria está no Senhor? 

Tão perto estar o Senhor é o motivo da nossa alegria?

A “moderação” está recomendada entre o imperativo da alegria e a afirmação da proximidade de Deus. Logo, esta moderação é recomendada como um comportamento social: “Diante dos homens”. 

Quer dizer que, o Motivo da nossa alegria: “Deus conosco” (Mt 1:23) exige de nós uma aproximação moderada. Recomenda-nos respeito ao direito que as pessoas têm de não aceitar a nossa aproximação.

Se mantivermos nossa fé em Deus não nos sentiremos abandonados e nem diremos que não somos amados, quando respeitarmos o tempo, o espaço e a agenda dos outros. 

Mesmo que as pessoas nos amem, não podemos ser prepotentes e egoístas nos impondo sobre elas quando bem entendermos. 

As pessoas podem não ser desrespeitosas ou mal-educadas, mas podem não ter interesse pela nossa história, sabedoria, crítica ou conselho. 

Bons conselhos são muito caros para quem não tem interesse em ouvir. Espere que sejam pedidos; aguarde uma boa oportunidade.

Quando as respostas são pedidas por alguém preparado para recebê-las, vale a pena investir. 

A nossa alegria nos libera para falar demasiadamente diante das pessoas, as quais, sem palavras, parecem que estão dizendo: “menos Anatote, menos...”. 

A Palavra de Deus nos recomenda moderação, caso as pessoas não queiram nos ouvir. Afinal de contas, as pessoas têm os interesses delas.

Ninguém deve se sentir ofendido quando não for ouvido ou perder o interesse em ouvir alguém ou um assunto; nesses casos, ninguém se sinta culpado. 

Por mais importante que seja a nossa opinião e a nossa liberdade de expressão, não devemos ser prepotentes; só porque essa seja a nossa opinião e estamos com vontade de falar. Isso é egoísta e desrespeitoso, ainda que tenhamos em mente a salvação das almas, da pátria ou do mundo inteiro.

Moderação é agir de modo adequado ou de acordo com um limite; e, compartilhar o mesmo espaço com os outros, sem complicar a convivência no cotidiano. 

Acredito que a Escritura prevê nossa inclinação para abusar da liberdade e do direito legítimo de falar, abraçar e conviver com outra pessoa, a ponto de nos esquecermos de tal moderação que, deve ser “conhecida de todos os homens”.

Perto está o Senhor, a fonte da nossa alegria. A presença de Deus é motivadora, mas, também é uma lembrança do juiz das relações humanas. 

Não basta temer a Deus, é preciso aprender com a Palavra de Deus a não magoar gratuitamente os outros. Evitar agressões, mesmo involuntárias.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

"CULTURA DO ESTUPRO" OU CULTURA DO PECADO?


Por Anatote Lopes











A sociedade que cultiva o pecado colhe dos seus frutos. O que é narrado pela história e relato bíblico revela que o estupro acontece desde a antiguidade. “Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós.” (Eclesiastes 1:10). Estupro não se justifica; bem como não é justificável ter sido ignorado por tanto tempo.

Não vivemos um tempo de confusão de ideias, porque o nosso tempo não é de racionalismo e reflexão, mas de sentimentalismo e politização. Como chegamos nesse ponto? As utopias sociais e modelos econômicos do século XIX fracassaram e deixaram muitas magoas. Essas ideologias fósseis vêm se desintegrando; mas, a agenda política do novo século ainda mantém os resquícios da estratégia do modelo fracassado.

Os herdeiros das bandeiras derrotadas no século XX tentam sobreviver estabelecendo uma nova agenda para o século XXI. Reunindo o que sobrou: ódio, fracasso, loucura e melancolia; eles encamparam sob a bandeira no niilismo a humanidade sem Deus, pátria e família... Perdida, agora, sem uma ideologia e com uma falsa esperança.

Honestos incautos e desonestos aproveitadores buscam uma grande força para um novo movimento nos dissidentes, ovelhas desgarradas, caçadores de discos voadores, adeptos de teorias da conspiração, gurus religiosos terapêuticos, comerciantes insolventes, profetas impostores, e um exército de oprimidos e marginalizados.

Os articuladores dessa agenda para o novo milênio consideram mais suscetíveis ao engano os negros, os pobres, os homossexuais e as feministas. Mas, todos os insatisfeitos que cultivarem a sensação de privação de direitos e o sentimento de exclusão e injustiça social são bem vindos à “causa”. Assim, todas as ‘vítimas’ se refugiarão na política, como no passado buscaram na igreja o acolhimento, o refúgio e a esperança do paraíso.

O problema da humanidade continua o mesmo. A mensagem do evangelho sobrevive em meio aos falsos evangelhos e propostas utópicas de um paraíso no mundo; mas, com as novas tecnologias, cresceu a velocidade da informação dos acontecimentos, aparentemente imprevisíveis e desconexos, e intensificaram as propagandas política e religiosa.

A Bíblia sobreviveu em meio ao caos, e a sua mensagem continua atual! Alguns consideram a sua mensagem desatualizada para a cultura do mundo novo, mas o que há de novo nessa “cultura”? Nada! Senão uma nova definição de termos para dar nome às coisas velhas.

Em pauta, a “Cultura do Estupro”, uma forma de violência na maioria das vezes contra a mulher; não é uma novidade ou nova cultura. Não existe uma cultura de violência específica, como se denomina. O que se repercute com tanta ênfase, infelizmente se repercute por interesses políticos.

A massa que está sendo mobilizada pelos políticos segue insuflada para destruir uma moral considerada opositora, antes mesmo de conservadora, a qual, embora condene o estupro, está se lhe imputando a culpa, para aliviar a (in) consciência coletiva da culpa do pecado e de suas consequências.

Os flagelos da humanidade são consequências, pelos quais ela está sendo castigada por causa do pecado. A violência e a imoralidade, ainda que sejam pecados de indivíduos e coletivos, devem ser identificadas como consequência do pecado. Tudo é ‘Cultura do Pecado’, e contra a corrupção e a violência do estupro ou do roubo, etc., só nos resta uma alternativa: a ‘Cultura da Santidade’: amor, justiça e paz em Deus.

Os que são da “luta” se justificam por suas “causas”, mas todas essas causas são falsas. Identificam com novos nomes os seus opressores, mas a luta dos perdidos é contra o seu Senhor. Porque não aceitam que Deus reine sobre eles. Como afirma o Pregador: “A tudo quanto há de vir já se lhe deu o nome, e sabe-se o que é o homem, e que não pode contender com quem é mais forte do que ele.” (Eclesiastes 6.10).

A mensagem do evangelho confronta a nossa geração. Paulo afirmou que a depravação da elite romana não passava de castigo pela idolatria. Qual é a pior coisa que pode nos acontecer? Deus entregar-nos a nós mesmos: “Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações intimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.” (Romanos 1:26-27).

Ninguém deve pensar que não há nada a se fazer. Muito pelo contrário! Cada um de nós é chamado para viver uma nova vida segundo Deus. Rejeitando a ‘Cultura do Pecado’, de qualquer pecado. Antes mesmo de tentar mudar o mundo, mude a si mesmo. O mundo vai melhorar um pouco mais, quando você mudar. O chamado de Jesus aos seus discípulos exige arrependimento, o que significa 'mudança de mente e de atitude'. Disse Jesus: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”. (Mateus 3:2).

terça-feira, 24 de maio de 2016

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE ZAQUEU



Leia Lucas 18:18-23 e 19:1-10

Por Anatote Lopes

Essa história revela a graça pela qual Jesus salvou um homem perdido. O Evangelho é a história da salvação pela graça. Zaqueu, o publicano, não merecia a salvação. Ele não foi salvo porque subiu numa árvore o mais alto que pode. Jesus não chamou a Zaqueu por ter se esforçado ao subir numa árvore para chamar atenção para si.

Zaqueu não convenceu Jesus de que ele era bom para que fosse salvo. Então, por que Zaqueu foi salvo? Primeiro: porque Jesus, a salvação, entrou em sua casa. Segundo: porque ele era um eleito, filho de Abraão. Mas, afinal, qual é a prova de que Zaqueu foi chamado para a salvação? O que evidenciou a sua eleição? O que significava ele ser filho de Abraão?

Podemos ler este texto de forma mais pessoal. Fazer perguntas que não se calam em nossos corações: Eu preciso de salvação? Como posso ser salvo? Por que alguns seres humanos são salvos? Ora! Todos os seres humanos precisam de salvação. Só Jesus Cristo salva e muitos podem ser salvos, a saber, os que crerem no Evangelho.

Esta passagem foi muito popularizada por uma música do cantor gospel Regis Danese, mas, a música dele não interpreta corretamente o texto bíblico. O foco da música é a pessoa de Zaqueu e sua busca por Jesus, enquanto o foco da Bíblia é a obra salvadora de Jesus, àquele que veio buscar e salvar ao perdido.

Fica claro nesta passagem que, A SALVAÇÃO ENTROU NA SUA CASA. A salvação de Zaqueu no capitulo 19 de Lucas contrasta com as palavras de Jesus no capitulo 18, versículo 24: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!”. Zaqueu era um homem de posição e rico; mas, Jesus pode buscar e salvar alguém, mesmo assim, ainda que pareça impossível.

A posição e a riqueza não é sinal da graça e não traz qualquer vantagem espiritual. Portanto, ninguém pode pensar que a vida bem sucedida seja um sinal de prosperidade espiritual e que, as pessoas materialmente pobres sejam inferiores espiritualmente; mas, independente de sua condição, o homem pode estar perdido.

Zaqueu era um homem de posição e rico; isso não significava nada, pois ainda era um homem perdido. Assim como àquele jovem rico do capítulo 18 que, ouvindo as palavras de Jesus muito se entristeceu, pois amava a sua posição e riqueza, Zaqueu não estava disposto a abrir mão da sua posição e riqueza para ser salvo.

Jesus foi ao seu encontro, convidando-se para entrar em sua casa. Jesus mudou a vida de Zaqueu sem que ele lhe pedisse. Zaqueu não podia imaginar o que aconteceria em seguida; não desejava chamar atenção de Jesus para si; isto não está na Bíblia. Ele desejava, tão somente, ver Jesus de longe, pois a fama do Mestre o antecedia. Subiu numa árvore por ser baixinho, para ver por cima da multidão; ele teve uma boa ideia simplesmente para satisfazer sua curiosidade.

Zaqueu não esperava que Jesus se convidasse para entrar em sua casa. Por causa de sua posição como publicano. Ele servia ao governo tirano e corrupto de Roma, por isso era discriminado pelos judeus como um pecador; não esperava que um mestre renomado entrasse na casa de um homem indigno. Jesus ter ido até ele foi uma grande surpresa para todos.

Jesus nos ensina que não existe qualquer vantagem espiritual nas riquezas de origem material. As tentações dos seres humanos amarem as riquezas, os prazeres e a posição social e desprezarem as promessas de salvação e os tesouros da vida eterna são muito grandes. Assim o que pode ser visto como uma vantagem espiritual consiste um grande perigo.

Nesse dia Zaqueu entregou-se à liderança espiritual e moral do Grande Mestre. Arrependeu-se de seus pecados, o que se prova pela voluntária reparação do mal que tivesse feito. O ato de Zaqueu restituir quatro vezes mais aos defraudados superou a exigência da lei que era de reparação em dobro.

Fica claro, também que ELE ERA UM ELEITO, FILHO DE ABRAÃO. Os salvos são àqueles seres humanos predestinados para Deus. Os judeus acreditavam que fosse exclusivamente deles este privilégio; mas, Paulo explica em suas cartas que, todos os que creem são filhos de Abraão, o pai da fé.

A salvação de Zaqueu foi realizada por Jesus e confirmada pela sua disposição para praticar o bem. Os eleitos de Deus são vivificados pelo Espirito Santo. Assim, podem atender ao chamado para a salvação e se tornarem frutíferos em boas obras. Zaqueu demonstrou ter sido verdadeiramente salvo pela sua disposição de viver uma nova vida; começando pela reparação de seus erros.

O jovem de posição e rico do capitulo 18 acreditou que merecia a salvação por cumprir os mandamentos. Mas, o seu coração estava em sua riqueza e posição. Após Jesus ter se convidado e entrado na casa de Zaqueu, o publicano transformado abriu mão de suas riquezas, sem que Jesus lhe exigisse.

Afinal, somos salvos pela graça, mediante a fé, mas mostramos a nossa salvação com nossas atitudes. De fato, muitos estão perdidos, apegam-se a posição e riqueza terrena e desprezam a Jesus, o grande tesouro da salvação. Somente quem Jesus veio buscar e salvar se desapegará de seus méritos e de sua posição e riqueza terrena, dependerá da graça, amará e desejará os bens e as riquezas espirituais em Jesus Cristo.

terça-feira, 10 de maio de 2016

VENCEMOS JUNTOS OU FRACASSAMOS SEPARADOS


Por Anatote Lopes
Na minha experiência pastoral tenho sido abençoado enquanto sirvo a outras pessoas. Mas, nem sempre é possível servir a todos por causa do “distanciamento”. Luto contra muitos pecados, e, também deste, não me excluo. Não estou falando do distanciamento geográfico e nem de divergências teológicas e ideológicas, mas do preconceito, da reserva no relacionamento e da rejeição.

Tenho muito para agradecer às pessoas que convivo; às vezes ouço palavras de gratidão por algo que, acontece tão naturalmente entre nós: edificação, consolação e fortalecimento mútuo. Vivemos os mesmos dramas, além de termos as mesmas necessidades; temos muito mais em comum do que sabemos. Considerando a necessidade que temos uns dos outros, aprendemos a desprezar as nossas diferenças.

Nossas necessidades espirituais são supridas por Deus na Igreja, onde estão disponíveis os meios de graça. As pessoas enfrentam conflitos e se afastam da igreja por falta de perdão, alegando a substituição do culto público pelas devocionais particulares. São as pessoas que sempre tem razão, criticam e rejeitam os outros, mas nunca fazem autocritica; quando mais precisam de comunhão sofrem sozinhas, sem a consolação da graça cantada no Salmo 133.

Esforcemo-nos “diligentemente por preservar a unidade do espirito no vinculo da paz” (Ef 4.3). As pessoas que caminham juntas e seguem a Cristo em pastoreio mútuo são mutuamente alimentadas na comunidade de fé. As solitárias seguem alienadas e são como ovelhas desgarradas, caminham na direção errada e ficam privadas do cuidado e nutrição adequados. Ouvir a Palavra e orar uns pelos outros é tão importante, quanto ler a Bíblia particularmente e orar secretamente.


sábado, 7 de maio de 2016

A ORAÇÃO CRISTÃ E A PAGÃ


Por Anatote Lopes
Para os cristãos “orar” significa falar com Deus e louvar a Deus, agradecer ou lhe pedir algo. Assim, uma grande diferença entre a oração cristã e a oração pagã é a racionalidade da oração cristã. O cristão deve orar com fé e amor; primeiramente, deve ter fé em Deus e amar ao próximo, e não simplesmente “tagarelar”.

Rudolf Otto (teólogo protestante alemão) denomina “moinhos de oração” as orações pagãs. A expressão “moinhos de oração” aponta para uma direção oposta ao ponto de vista protestante da oração. Moinhos trituram mecanicamente, movidos por água ou vento, mas não pela mente.

Essa expressão denota uma pratica de oração completamente diferente. Rudolf Otto observa como os tibetanos utilizam a oração movimentando cilindros ruidosos e repetindo mantras. Ele afirma que os tibetanos pretendem enganar os seus deuses. Para oração na religião tibetana pesquisada não é necessário ter fé, pois não é a divindade o centro da religião, mas o homem.

Esses religiosos não invocam um poder externo, mas, pretendem despertam energias em seu próprio interior, o que difere dos cristãos, cuja motivação é pedir algo por meio de uma “intercessão” a Deus e não alcançar o êxtase. Devemos repensar nossa vida prática de oração, se oramos como cristãos ou pagãos.

A oração pagã não exige conhecimento de Deus e racionalidade; não atende ao objetivo da mente, mas, possibilita a experiência religiosa sensorial e a satisfação pessoal. Outro objetivo da espiritualidade pagã é enganar os deuses e aplacar a ira divina contra os homens. Na tradição cristã, o que se crê sobre Deus, nosso relacionamento e confiança nele são imprescindíveis à oração.

A Bíblia afirma que, “sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (Hb 11:6). Quando oramos sem pensar, ignorando o significado das palavras ou floreando nossas orações não oramos de fato a Deus, nem alcançamos a eficácia da oração.

O que significa que ao orar é necessário o entendimento para proveito próprio. “Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto”. (I Co 14:14). Mas o cristão também se preocupa com os outros ao orar.

O cristão compartilha do proveito da sua oração para edificação comunitária, portanto, “Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento;” (15). E, “De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes?” (16).

Somos, portanto, exortados a orar sempre, em nossos lares, em todos os lugares, sozinhos ou em família e comunitariamente, mas nunca sem entendimento. Por isso, oremos e nos empenhemos por nosso crescimento e conhecimento espiritual para orarmos proveitosamente.

sábado, 30 de abril de 2016

SAIA DA ZONA DE CONFORTO


Por Anatote Lopes
Faz dois anos que escrevo minhas opiniões e compartilho outras publicações sobre política (e outros assuntos); a internet é um espaço legítimo para a manifestação da opinião pública. Sempre defendi que, a partir das redes sociais um movimento popular influenciaria as decisões importantes na política. 

Fui atacado como quem “posta o que não edifica”, fui considerado irrelevante e inútil por muitas pessoas, as quais faziam questão de mencionar que sou pastor, como se estivesse pecando por não escrever só textos religiosos (a despeito de tanta coisa inútil que publicavam sobre suas vidas privadas, entretenimentos, comidas, animais domésticos, preferencias pessoais, etc., cada um tem o direito de postar o que quiser). Mas, agora, quase todo mundo escreve e compartilha alguma coisa sobre política na internet. 

A crise política cresceu e você foi enganado; a sua conta de energia duplicou e seu dinheiro não é suficiente para encher o seu carrinho de compras. A preocupação é geral. Para constar, os movimentos sociais começados a cerca de dois a três anos nas redes sociais se consolidaram. 

A crise mexeu com quem estava acomodado na sua bolha gospel ou no seu “país das maravilhas”. Mas, se todos tivessem acordado para a realidade quando o país estava ainda caminhando para o buraco, acredito que não chegaríamos aonde chegamos. 

O mal se alastrou, principalmente, por causa da tua alienação, omissão e conivência. Claro que, também, por causa do comprometimento de alguns com benefícios pessoais. Quem não sabe que tem muita gente levando vantagem da corrupção. Infelizmente... 

Ainda tem muita gente alienada, omissa e conivente, mas é hora de acordar. Mas, se você acha que isso é coisa do mundo perdido e o cristão não deve se preocupar você é um alienado incorrigível. Então não se case, não trabalhe e não coma, nem use internet ou TV e ascenda ao céu. 

Somos responsáveis. O que fizermos ou não fizermos têm consequências. Manifeste sua opinião e vá pra rua. Saia da zona de conforto.

sábado, 2 de abril de 2016

O QUE FAZER ENTRE A PRIMEIRA E A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

Jesus veio ao mundo corporalmente para nos salvar; prometeu estar conosco espiritualmente para nos guiar e que um dia novamente voltará. Como devemos viver e esperar a Sua volta? O que devemos fazer entre a primeira e a segunda vinda do nosso Senhor?

Todos nós estamos sujeitos à morte, mas, Jesus nos anima e consola para o trabalho e a esperança. A nossa esperança, no entanto, está no futuro, na implantação visível e gloriosa do Reino de Deus inaugurado na encarnação de Jesus.

O consolo que recebemos está baseado na obediência de Cristo, na Sua vitória sobre o pecado e a morte pela sua ressurreição. Cristo vive e reina para sempre! Jesus subiu ao céu de onde virá para julgar e reinar sobre todas as nações e todos os povos.

Nosso Senhor prometeu participação no Reino que veio inaugurar, mas somente àqueles, em cujos corações Ele reinar. O seu Reino é gracioso e discreto; segue silenciosamente, está presente dentro de nossos corações.

Atualmente o Reino de Deus não é político e nem terreno, mas espiritual e celestial, promovendo a percepção da Sua graça e a preparação dos que são Dele para a segunda vinda gloriosa de Jesus.

Nós viveremos, morreremos e ressuscitaremos em Cristo para a glória de Deus Pai no poder do Espírito Santo. Este tempo, entre a primeira e a segunda vinda de nosso Senhor é um tempo de humilhação, arrependimento de pecados e de perdão.

Quando o Senhor voltar com poder e glória, todo olho O verá. Mas, por enquanto, os problemas não terminarão, pois Ele não nos prometeu o fim dos problemas e sofrimentos terrenos, senão no Reino por vir.

Jesus ascendeu ao céu e nos deixou o Espírito Santo, o Consolador, para que esteja conosco todos os dias enquanto estivermos aguardando a Sua volta. Por isso, não depositamos a nossa esperança nos reis deste mundo.

Estamos sujeitos às dores e aos sofrimentos do mundo. Mas, Jesus disse que, não desanimássemos, porque Ele venceu o mundo, que fossemos seus imitadores no trabalho e na esperança, vivendo como Ele viveu, anunciando o evangelho e fazendo o bem.

Anatote Lopes

quarta-feira, 23 de março de 2016

A IGREJA PRECISA SE ARREPENDER E VOLTAR AO EVANGELHO

Na história recente da igreja encontramos os movimentos religiosos e seus efeitos colaterais na principal denominação do presbiterianismo. Nas outras denominações, nem precisamos mencionar. Incrivelmente, vêm de fora tais influencias.

A igreja presbiteriana ainda é uma das denominações onde é possível encontrar fieis e a verdadeira doutrina, em muitas de suas igrejas, as quais sobrevivem como ilhas cercadas pelo besteirol do movimento gospel e pelas heresias dos movimentos religiosos.

Movimentos que conspurcaram a igreja presbiteriana brasileira nos últimos anos com conceitos assimilados não das Escrituras, mas do marketing empresarial, das ciências sociais e da psicologia: O Movimento Avivalista; o Movimento de Evangelismo; o Movimento de Crescimento de Igrejas, o Movimento de Missão Integral, o Movimento de Igrejas Emergentes e o Movimento de Igrejas Simples; e, outros que, talvez eu não conheça, ou possam ser incluídos nestes.

Esses movimentos abandonaram a teologia reformada e a hermenêutica gramático-histórica; revisaram a estratégia de evangelização, a pregação bíblica e a liturgia reformada para amoldar o culto e a mensagem da igreja aos desejos infames dos homens e mulheres do mundo pós-modernos.

O que é observado: 1. Na liderança, pela mudança da prioridade à pregação fiel para a salvação, para o atendimento de seus próprios interesses financeiros e ambições, desejo de crescimento numérico e de Poder Político. 2. Nos membros pelo desalento, sentimentalismo e imoralidade.

Hoje a igreja precisa se arrepender da corrupção em seu interior, principalmente, àqueles que se alinham com a política mundana rasteira e suja, com os movimentos religiosos que desviam a igreja do evangelho puro e simples, promovem a aplicação de metodologias espúrias e seguem a agenda desses movimentos religiosos contemporâneos.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Vox Dei


Por Paulo Anglada

O conceito reformado de “palavra de Deus” é mais amplo do que aquele geralmente compreendido pela expressão. Ele inclui a “palavra escrita”: a Bíblia; a “palavra encarnada”: Cristo; “a palavra simbolizada” ou “representada”: os sacramentos do batismo e da ceia; e “a palavra proclamada”: a pregação. Na teologia reformada, portanto, a pregação da Palavra de Deus é palavra de Deus. Esta concepção de pregação é professada no primeiro capítulo da Segunda Confissão Helvética, de Büllinger, nestes termos: “A pregação da Palavra de Deus é palavra de Deus. Por isso, quando a Palavra de Deus é presentemente pregada na igreja por pregadores legitimamente chamados, cremos que a própria Palavra de Deus é proclamada, e recebida pelos fiéis; e que nenhuma outra palavra de Deus deve ser inventada nem esperada do céu...”

Esse conceito não implica em identificar a palavra pregada com a palavra escrita. A Escritura é definitiva, suprema e inerentemente autoritativa, enquanto a autoridade da pregação é sempre derivada da Escritura e a ela subordinada. Não implica também na inspiração ou inerrância da pregação. Por mais fiéis que os pregadores sejam em suas exposições da Bíblia, eles não são preservados do erro como foram os autores bíblicos. Muito menos significa que ministros da Palavra sejam instrumentos de novas revelações do Espírito. O próprio documento reformado citado repudia essa ideia, ao afirma que “nenhuma outra palavra de Deus deve ser inventada nem esperada do céu”.

A pregação da Palavra de Deus é palavra de Deus, primeiro porque é na condição de porta-voz, de embaixador, de representante comissionado por Deus, que o pregador fala: “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2 Co 5:20). “A natureza da obra do pregador”, observa Dabney, “é determinada pela palavra empregada para descrevê-la pelo Espírito Santo. O pregador é um arauto.” A pregação é a palavra de Deus porque é entregue em nome de Deus, e debaixo da sua autoridade. Em segundo lugar, a pregação é palavra de Deus em virtude do seu conteúdo. Parker observa que a pregação recebe o status de palavra de Deus das Escrituras. A pregação “é palavra de Deus, porque transmite a mensagem bíblica que é a mensagem ou palavra de Deus”. Aprouve a Deus, não apenas revelar a sua vontade, em primeira mão, aos profetas e apóstolos, e fazê-la registrar nas Escrituras, mas também comunicá-la ordinariamente ao homem através da pregação, pela instrumentalidade de ministros comissionados. Enquanto a pregação refletir fielmente a Palavra de Deus, ela tem a mesma autoridade e requer dos ouvintes a mesma obediência.

Dabney observa que o uso de termo arauto para descrever o ofício do pregador, encerra duas implicações. Primeiro, que não lhe compete inventar sua mensagem, mas transmiti-la e explicá-la. Ele lembra, por outro lado, que o arauto “não transmite a mensagem como mero instrumento sonoro, como uma trombeta ou tambor; ele é um meio inteligente de comunicação... ele tem um cérebro, além de uma língua; e espera-se que ele entregue e explique de tal maneira a mente do seu Senhor, que os ouvintes recebam, não apenas os sons mecânicos, mas o verdadeiro significado da mensagem”. Phillips Brooks define pregação como comunicação da verdade de Deus através da personalidade do pregador. Assim como a palavra inspirada é de Deus, apesar de escrita por autores humanos em pleno uso de suas peculiaridades humanas, assim também a palavra pregada é de Deus, embora mediada pela personalidade do pregado.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A ESPADA AFIADA

Uma espada afiada não é um instrumento de acalentar ou divertir as pessoas, mas, uma arma de guerra para dar combate a seus inimigos.

A capacidade que a palavra de Deus tem de penetrar, cortar e confrontar a alma é comparada com a lâmina de uma “espada afiada de dois gumes”.

Como está escrito em Hebreus 4.12: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.”.

Uma nova geração de cristãos sentimentalistas buscou na religião aplacar a sua culpa e não confrontar o seu verdadeiro inimigo: o pecado.

A corrupção da pregação fez com que muitos membros de igreja não conhecessem a Palavra de Deus, porém um discurso antropocêntrico, empirista, pragmático e motivacional fabricado pela psicologia e pelo marketing religioso.

Paulo compara a palavra de Deus com uma espada de dois gumes, quando exorta aos fieis que se esforçassem para não caírem na desobediência de seus antepassados que não entraram no descanso do Senhor (Hb 3.11).

O autor sagrado demonstra o poder que a palavra de Deus tem de revelar nossas motivações, confrontando interiormente os pecados ocultos da alma.

O ser humano mascara o que tem no intimo; o que expressa pode parecer bondade e amor, mas, sua intenção é esconder o que realmente está no seu interior. A palavra de Deus nos revela que pecamos com ações, palavras e pensamentos.

A humildade fingida pode esconder o desejo de reconhecimento, aplauso e glória. A esmola pública pode disfarçar a cobiça e a avareza. O moralismo pode ocultar uma mente impura e viciada em pornografia. No entanto, a pregação da Palavra de Deus expõe o que realmente há nos nossos corações. 

A Palavra de Deus penetra a nossa alma e nos revira interiormente. Diante dela não podemos ficar indiferentes. Depois de cortados pela espada afiada e nossas entranhas serem expostas, nos submetemos a uma assepsia da alma, pelo arrependimento e perdão, nascemos para uma nova vida ou caímos mortos na desobediência.

O Senhor Jesus se apresenta como aquele que tem “a espada afiada de dois gumes” que sai da sua boca (Ap 1.16). Quando Jesus fala à igreja menciona o Seu conhecimento do lugar, do que conservam em seus corações e de como se comportam (2.12-17).

Portanto, nos adverte e faz promessa de alimento para a vida eterna e de um nome limpo: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito Santo diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que recebe.” (Ap 2.17).

Anatote Lopes

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

PARA QUEM BUSCA A FELICIDADE

O pecado tornou o ser humano infeliz. Todo ser humano pode admitir que não está o tempo todo ou plenamente feliz, exceto o hipócrita.
O ser humano jamais encontrará qualquer benefício espiritual na riqueza material ou nos prazeres do corpo, e jamais encontrará paz neste mundo.
Você pode não crer no Evangelho para sua salvação, mas não terá outra escolha, nem poderá dizer que, não foi advertido quanto a sua condenação.
Deus será sua infelicidade para sempre ou sua felicidade futura. Hoje, você deve crer no Evangelho e se arrepender de seus pecados.
A sua salvação dependerá do perdão de Deus, possibilitado por tudo quanto o nosso Senhor já fez na cruz para nossa redenção.
A evidencia primeira da sua salvação será a sua fé no Evangelho de Jesus Cristo. Disse Jesus: "Arrependei-vos e crede no Evangelho".

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

AS TRÊS CASAS

O presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, o Rev. Roberto Brasileiro em seu breve discurso no Auditório da Escola Americana no campus da Universidade Mackenzie, por ocasião da outorga de graus do Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper, disse que:

Os pastores em sua peregrinação precisam encontrar três casas:

1) a casa de amigos;

2) a casa que os recebam como pastores;

3) a casa de cura; casa onde suas feridas são curadas.

Ele foi breve e profundo, e deu exemplos bíblicos que confirmam essa simples e objetiva mensagem.

Ouvi em outra ocasião, não me lembro onde e quem disse que, quando o homem não tem um amigo em um raio de 100 Km manifestará problemas emocionais por causa disso ou já demonstra problemas emocionais com isso.

"E se alguém lhe disser: Que feridas são estas nas tuas mãos? Dirá ele: São feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos." (Zacarias 13.6). 

Certamente, as perseguições dos falsos irmãos e os ataques inflamados dos nossos inimigos, de dentro e de fora da igreja, são terríveis! Mas, não podem ser evitados com o isolamento.

No entanto, uma mesma casa pode ser a casa de amigos, a casa que nos receba por causa da nossa santa vocação e a casa onde recebemos a cura de nossas feridas.

Somos tratados por Cristo, tanto pelos ataques e perseguições que, Ele também recebeu, quanto pelo acolhimento e cura que recebemos nas "três casas".

A experiência de quem tem um ministério de "casa em casa", quase sempre, literalmente de 'casa em casa', sempre é muito dolorosa, mas os Seus ministros não ficam sem uma "Casa de Cura".

Anatote Lopes