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sábado, 31 de março de 2018

COISAS NOVAS E COISAS VELHAS: DEPOIS DAS TREVAS A LUZ

COISAS NOVAS E COISAS VELHAS: DEPOIS DAS TREVAS A LUZ: Por Anatote Lopes Tecnicamente, qual é o dia de celebrar a PÁSCOA? Todo dia. A forma bíblica de celebrar a páscoa é nos reunirmos na ...

sexta-feira, 30 de março de 2018

quarta-feira, 21 de março de 2018

O ÚNICO CAMINHO PARA O EXCLUÍDO

Por Anatote Lopes


O individualismo é uma característica do mundo atual. O EU se tornou o centro do universo. O indivíduo se insurgiu contra as autoridades, pôs a opinião particular acima das vozes da razão, do saber e das tradições milenares das instituições humanas.

Na modernidade, o indivíduo conquistou a liberdade de consciência e expressão; o respeito ao livre pensamento. Na pós-modernidade, impôs a valorização do sentimento; mas, continuou dependente emocional e economicamente.

Os poderes constituídos e a retórica coletivista das instituições foram enfraquecidos. A anarquia ameaça abalar os pilares da sociedade. Anuncia o caos na ordem social: a desintegração das instituições e o crescimento da violência.

Nesse tempo de confusão e instabilidade, o indivíduo emocionalmente imerso na contenda global bebe o mais nocivo veneno que já produziu: o isolamento. O ser humano, espiritual e socialmente, sofre a dor do banimento.

Na sua oração sacerdotal, Jesus Cristo nos instou à prática da oração e atitudes contrárias ao isolamento. Ele quer a inclusão de todos aqueles que creem na sua encarnação, no seu sacrifício voluntário na cruz e na sua vitória pela ressurreição.

Todas as pessoas são chamadas a engrossar essa fileira na caminhada da fé, compondo o terceiro lado do triângulo: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17.21).

A Igreja é uma instituição criada por Jesus para testemunho da glória de Deus na peregrinação; a fim de reunir os salvos para a caminhada da fé tomou a forma de organismo institucional, a qual melhor atende à necessidade humana de ordem e comunhão.

A Igreja é a expressão visível do reino de Deus e existirá para sempre, porque o sacrifício voluntário de Cristo, sua morte e ressurreição selaram a nossa inclusão no Reino e abriram o caminho para a eternidade. Em Cristo as pessoas excluídas tem esperança.

A Igreja trabalha pela inclusão dessas pessoas excluídas e continuidade da peregrinação rumo à eternidade, com muitos irmãos em comunhão, os quais se arrependeram de seus pecados, foram perdoados e creram que, Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14.6).


 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

A IGREJA PRESBITERIANA DE DRACENA COMEMORA 58 ANOS DE ORGANIZAÇÃO (parte 2)




Convidamos nossos parentes, amigos, autoridades e todo povo da cidade de Dracena para as comemorações do 58º aniversário da igreja nos dias 28 (20 horas) e 29 (19:30 horas).

Ilustres dracenenses cultuaram e cultuam nesta igreja que está completando 58 anos de história; aqui, seria impossível citar seus nomes e contribuições. Mas, destacamos que, no ano de 2003 a igreja concedeu o título de Presbítero Emérito aos presbíteros José Barbosa e Levi Bravo Nogueira, os quais exerceram o oficialato durante décadas, e foram honrados em vida e agora descansam no Senhor.

A igreja é mantenedora da Associação Projeto Esperança que, assiste crianças oferecendo alimentação, informática, fortalecimento de vínculo e outras atividades sociais, recreativas e educativas. O Projeto Esperança completou este ano 22 anos de organização. Todos os anos nós comemoramos os aniversários da Igreja e do Projeto.

Celebramos a Ceia do Senhor (Eucaristia) mensalmente. Segundo o pastor: “a igreja vive o desafio de manter viva a sua história e teologia; mas, principalmente, a sua pregação da fé em Cristo Jesus nosso Senhor, no perdão dos pecados para todos que se arrependerem e crerem no Evangelho, e de perseverar na missão de anunciar em Jesus Cristo a ressurreição e a vida eterna”.

Estamos prontos para acolher àqueles que vierem adorar ao Senhor conosco a cada Domingo (Dia do Senhor) 9:00 e 19:30 horas e ouvir a pregação da Palavra de Deus. A cada terça-feira nos reunimos às 20 horas para orar e quinta-feira para estudar a Bíblia, também às 20 horas.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

A IGREJA PRESBITERIANA DE DRACENA COMEMORA 58 ANOS DE ORGANIZAÇÃO



A história da Igreja Presbiteriana de Dracena sediada na Av. Rui Barbosa, 1207, Centro começou em 1943 quando o Rev. Oscar Chaves começou o trabalho missionário nas terras de Dracena. O campo missionário da Junta de Missões Nacionais – JMN, da Igreja Presbiteriana do Brasil era sediado em Lucélia; sua missão era realizada de Adamantina até às margens do Rio Paraná (Panorama). O Rev. Orlando Rosa construiu em 1954 um templo de madeira na Rua Tomé de Souza, 255, onde hoje está construído o salão social da igreja e funciona a sede da Associação Projeto Esperança.

Sobre sua liturgia e doutrinas “A igreja é confessante do cristianismo puro e simples dos reformadores, dos pais da igreja, dos apóstolos e do nosso Senhor Jesus Cristo”, descreve o pastor da igreja atualmente: Rev. Anatote Lopes. Esta igreja firma sua identidade histórica como herdeira da Reforma Protestante do Século XVI e como uma igreja “autentica, reformada, moderna e transformadora” afirma o reverendo.

Os pioneiros desbravadores da Alta Paulista conheceram o trabalho dos presbíteros entre os pioneiros nas terras de Dracena. Neste tempo Antônio Ferreira da Silva destacou-se como evangelizador solidário aos sofrimentos dos necessitados e educador cristão de adultos e crianças; cooperando com o Rev. Osvaldo Dias de Lacerda na administração, e motivando irmãos presbiterianos a abraçarem a organização da igreja presbiteriana na cidade de Dracena. Figuraram na liderança pioneira os presbíteros Ferreira, José Teixeira de Lima, José de Souza Lima e José Barbosa, e os diáconos Jovino Silveira Martins, Natanael Bernardino, Gentil Rother e Daniel Alvarenga; eleitos em assembleia presidida pelo Rev. Wilson Nobrega Lício, executivo da JMN, no dia 25/10/1959.

sábado, 30 de setembro de 2017

ACEITAÇÃO DE DEUS



Por Anatote Lopes


O título de entendimento dúbio: “aceitação de Deus” foi posto de propósito para desfazermos as dúvidas sobre quem aceita quem na relação entre Deus e os seres humanos.

Cada ser humano sente a necessidade de ser aceito, querido e amado. Por isso, as pessoas se esforçam para desempenharem bem o seu trabalho. Fazem o possível para serem bem vistas.

Perante Deus é diferente. Somos aceitos por Ele independente do nosso desempenho, mas por causa do Seu amor. Isso mesmo, não somos nós que O aceitamos, mas Ele que nos aceita, unicamente mediante a fé.

1. Somos aceitos somente pela graça; isto é, gratuitamente por Deus. Somos aceitos e amados. Tudo que recebemos da graça é presente de Deus: arrependimento, perdão e salvação.

2. Somos aceitos mediante a fé em Jesus Cristo somente; pela fé, a qual se expressa por meio do nosso arrependimento e súplica como resposta do nosso coração à aceitação amorosa do Pai.

3. Somente Cristo pode satisfazer a justiça para nossa salvação a fim de que Deus nos aceite assim como somos: crianças e adultos, jovens e idosos, patrões e empregados, pobres e ricos, todos os povos, tribos e raças.

A única resposta diante de tanto amor só poderá ser: atender ao chamado do Senhor para que todos se arrependam e sejam perdoados, batizados e salvos! Não temos alternativa senão caminhar com Deus, honrar, seguir e adorar somente a Ele. Servir obedientemente na causa do Senhor é a nossa decisão diante de tamanha aceitação amorosa, libertadora e gratuita.

sábado, 22 de abril de 2017

PASTORAL SOLIDÁRIA PARA O ENFRENTAMENTO DA DEPRESSÃO


Por Anatote Lopes


Carl Gustav Jung em sua psicologia analítica esclarece que a religião é mais que “uma das primeiras tentativas terapêuticas humanas no combate aos males da alma” e afirma que ela precisa ser considerada:

“A religião é uma terapêutica revelada por Deus”. Jung considerava a depressão como uma defesa da mente contra os sofrimentos da realidade. Isto é, a depressão é o melhor estado da mente frente ao sofrimento imposto pela realidade. De qualquer modo, a espiritualidade do paciente precisa ser considerada em qualquer estratégia de abordagem para um melhor prognóstico." (GOMES, 2014, p. 315).

Antônio Máspoli de Araújo Gomes no livro “Eclipse da Alma” propõe textos bíblicos para serem utilizados no aconselhamento da depressão:

"Gn 4:6; Pv 17:22; 18:14; Pv 15:13; Sl 42:11; 147:3; 38; 119:28; Ef 3:13; Hb 12:3; 1 Co 10:12-13. Muitos personagens bíblicos também experimentaram aquilo que hoje seria classificado como “depressão”. Vejamos nos textos seguintes: Gn 4:7; Sl 34:19; 37:23-24; 119:143; 147:6; 2 Co 12:9-10; Fp 2:3-8; 4:13: 19; Tg 1:19." (Gomes, 2014, Apud Hurding, 1995).

Gomes inclui algumas recomendações para “uma pastoral de solidariedade no acolhimento da depressão por guias espirituais”. Devido ao fato, que cada vez mais os religiosos “se aventuram no tratamento de pessoas com sintomas de depressão”. Recorre à Johnson para recomendar estes princípios:

"Primeiro princípio: As pessoas adoecem, sofrem e deprimem porque são humanas (Gomes, 2014, Apud Johnson, 1953, p. 15-16). Todas as pessoas são passíveis de adoecer porque estão sujeitas às mudanças e adaptações da vida adulta ou da vida longa." (p. 316).

Segundo princípio: A depressão deve ser compreendida em uma perspectiva bíblica holística: quando o homem adoece seu corpo, sua mente e seu espírito também sofrem. Que considere o homem totalmente: corpo e alma, um único ser, o ser humano integral. “O homem deve ser visto como uma totalidade, na qual o todo é maior do que a soma das partes”. (p. 320).

Terceiro princípio: Nada pode nos separar do amor de Deus. (p. 321). Gomes cita Rm 8:38-39:

"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."

Gomes afirma que muitas pessoas de variados sexos e faixas etárias lograram êxito no tratamento da depressão e que, “O amor incondicional de Deus consiste no fundamento para o acolhimento do deprimido” (p. 322).

Quarto princípio: A graça de Deus como base para a saúde humana e uma possível superação da depressão. “Tournier apontou a graça de Deus como a melhor solução que se conhece para o problema da culpa” (p. 193).

Quinto princípio: O perdão incondicional de Deus como suporte para mente do deprimido. O teólogo calvinista brasileiro Samuel Vieira em seu livro “Teologia do Afeto” afirma que a concepção do “pecado” causa desarmonia na “área psicológica”:

"Desestrutura interior. A queda trouxe graves consequências psicológicas como angústia, medo, fuga (Gn 3.10), culpa (Gn 3.9) e isso resultou em distanciamento de Deus. O homem desequilibra seu mundo interior, perdendo a referência do Sagrado e de si mesmo; outrora harmônico e integrado torna-se errante. A pergunta que Deus faz ao homem: “Adão, onde estás?”, não é uma questão geográfica, mas existencial." (VIEIRA, 2013, p. 20).

O perdão incondicional de Deus restaura a harmonia e equilíbrio interior; reconcilia o “inconsciente espiritual” com o Sagrado e o reintegra existencialmente. “Agora, pois, já nenhuma condenação há para o que está em Cristo Jesus” (Rm 8.1).

Sexto princípio: Saúde e qualidade de vida como resultado da comunhão com Deus e da caminhada com o seu povo. A pessoa deprimida precisa da comunhão na sua comunidade de fé.

Sétimo princípio: O acolhimento familiar e comunitário. Gomes demonstra que o deprimido não colaborará com o tratamento sem estimulo de outras pessoas; sozinho o deprimido não se reerguerá, precisará do apoio dos seus familiares.

Finalmente, Gomes afirma que a depressão pode ser considerada o mal do século XXI. O Brasil apresenta um dos maiores crescimentos do consumo de antidepressivos do mundo.

Infelizmente, no universo religioso, a depressão é representada socialmente como na medicina mágico-religiosa: “um problema de natureza espiritual” (p. 443). Esta concepção primitiva da enfermidade retarda a sua compreensão essencial para busca por tratamento e cura.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

LIBERTE-SE DOS ÍDOLOS DO SEU CORAÇÃO

Por Anatote Lopes


Tenhamos cuidado com pessoas boas demais, perfeitas demais e amorosas demais. Tem um ditado que diz: “a mão que afaga é a mesma que apedreja”. Não é uma regra, mas, muitas vezes acontece: As pessoas ganham nosso coração e não demoram machuca-lo.

Sempre nos decepcionamos quando mantemos expectativas erradas sobre as pessoas; quando acreditamos em uma pessoa que faz propaganda de seu “bom” caráter e sua competência; de fato, essa pessoa não está à altura do ídolo que levanta de si mesma. No entanto, quase sempre somos nós que acalentamos os nossos ídolos, dentro de nossos corações, porque estamos, quase sempre, esperando mais das pessoas do que de Deus.

A pessoa enganada não sabe que está sendo enganada. Descobrir o engano provoca decepção e causa um tipo de dor na alma, mas liberta do engano. Devemos agradecer a Deus pela decepção. 

Através da decepção nosso Senhor nos liberta de muitos pecados como a idolatria e a rebelião; porque o ídolo faz discípulos para si e induz ao erro. Não importa o quanto o nome de Deus seja invocado para legitimar o ídolo e justificar a rebelião. 

O engano sempre se impõe convincentemente invocando a autoridade que não tem e justificativas falsas. Graças a Deus por ter sofrido decepção para aprender a confiar somente em Deus.

A decepção em todo caso nos liberta de algum tipo de idolatria. Pensamos que o outro é bom e confiável, acima de qualquer suspeita e que não pode nos decepcionar. 

Quando a decepção acontece, independente de qual seja, e como aconteça, avaliamos assim: "eu não acredito que ele foi capaz de fazer isso" ou "eu nunca imaginaria que isso fosse acontecer um dia"... Ali construímos um ídolo e precisávamos ser libertos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

COISAS NOVAS E COISAS VELHAS: CONHEÇA O JESUS VERDADEIRO

COISAS NOVAS E COISAS VELHAS: CONHEÇA O JESUS VERDADEIRO: É possível conhecer alguém pelo nome, aparência física e pensamentos; obter informações básicas sobre suas atividades, família, profissão...

quinta-feira, 21 de julho de 2016

QUEM É O MEU PRÓXIMO?

Por Rev. Guilherme Luz, ministro anglicano

Os doutores ou intérpretes da lei, fariseus, escribas, sacerdotes etc, formavam verdadeiras castas em Israel; eram ávidos de poder, orgulhosos, inacessíveis, hipócritas e falsos defensores da lei moral que eles não cumpriam, mas exigiam que a comunidade cumprisse.
Certa vez Jesus os repreendeu dizendo: “Ai de vós, que gostais da primeira cadeira nas sinagogas e das saudações nas praças. Ai de vós, intérpretes da lei, porque sobrecarregais as pessoas com fardos superiores às suas forças, mas vós mesmos nem com um dedo as tocais” (Lucas 11:44 e 46).
   Outra vez Jesus, ao se referir a eles, disse a seus discípulos e às multidões que os seguiam: “Eles atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros das pessoas, mas nem êles mesmos os querem movê-los; praticam suas obras para serem elogiados; alargam as franjas de suas vestes e aumentam os seus filactérios”. (Mat.23:4-5)
    Os filactérios eram os mandamentos da lei escritos e colocados nas mangas das vestes perto das mãos para serem tocados pelos dedos e recitados. (Deut. 6.8 Prov.3:3 e 7:3)Eles deram origem aos escapulários: faixas de tecido contendo orações, usadas por frades e freiras de algumas ordens religiosas e lembram o uso do rosário, com orações repetidas e também condenadas por Jesus.(Mat. 6:7).
O rosário romano é uma enfiada de cento e sessenta e cinco contas, que correspondem a cento e cinquenta ave-marias e quinze padre-nossos para serem rezados como prática religiosa. O terço é a terça parte do rosário.
Aqueles homens, que constituíam o corpo docente das sinagogas, onde o povo se reunia para aprender a lei de Deus, que antes de ensinar deviam dar exemplo, praticando o que ensinavam, são a imagem e semelhança de muitos mestres e líderes de nossas igrejas cristãs de hoje.
Não são poucos os bispos, presbíteros, diáconos, apóstolos e pastores, cujos nomes desfilam na imprensa e em outros meios de comunicação de massas, como detentores de fortunas adquiridas ilicitamente, oriundas das contribuições dos fiéis.
Um daqueles doutores, intérpretes da lei. Querendo apanhar Jesus em alguma falha teológica, foi fazer-lhe uma pergunta elementar, que qualquer estudante israelita sabia na ponta da língua: “o que fazer para herdar a vida eterna?”
Jesus, sabendo a intenção dele, que não era a de aprender, mas de pô-lo à prova, retrucou com outra pergunta à altura, como quem diz: tu não és um exegeta da lei? O que está escrito nela a respeito? Como a interpretas?
Aí veio a resposta que não podia ser outra: “amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças, de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo”.
“Muito bem, respondeu Jesus: faze isso e terás a vida eterna!”.
Não satisfeito e um pouco desapontado por não ter conseguido o seu intento, formulou nova pergunta: ”Quem é o meu próximo?”.
Jesus costumava não responder às perguntas que lhe faziam, mesmo que fossem de boa fé, ele usava o método socrático ou maiêutico, que consistia em usar uma ilustração para fazer o aluno raciocinar e ele mesmo responder à pergunta.
Então Jesus criou uma parábola envolvendo: um desconhecido que viajava por um caminho perigoso, entre Jerusalém e Jericó, um sacerdote, um levita e um samaritano.
Tanto os sacerdotes quanto os levitas eram tidos como homens santos: os sacerdotes porque ofereciam sacrifícios no altar e os levitas porque prestavam serviços no templo. Ambas as funções tinham que ser exercidas por israelitas legítimos, descendentes das doze tribos de Israel.
Os samaritanos eram mestiços de israelitas com assírios e babilônios que após se libertarem do cativeiro habitaram a cidade de Samaria. Eles criaram uma seita que seguia o Pentateuco e só acreditava nele, rejeitando o restante do Antigo Testamento. Considerados hereges, eram, por isso excluído pelos judeus ortodoxos, que não se comunicavam com os samaritanos.
O viajante desconhecido foi assaltado, roubado, ferido e deixado semimorto à beira do caminho. O sacerdote, ao vê-lo, passou de longe; o levita fez o mesmo. O samaritano, porém, lhe prestou socorro, levou-o a um lugar seguro, pagou uma pessoa para tratar dele, e garantiu pagar o que fosse gasto a mais quando voltasse.
Ao terminar a ilustração Jesus perguntou ao intérprete da lei: “Qual destes três parece  ter sido o próximo?” O que usou de misericórdia, respondeu o intérprete.
“Vai, e procede de igual modo”. Disse Jesus.
Nossa reflexão deve se concentrar no nosso modo de ser, como cristãos.
Como qual desses três personagens eu me comporto diante de situações semelhantes na vida real? Como o sacerdote? Como o levita ou como o samaritano?                      


sábado, 2 de julho de 2016

AS BESTAS DO APOCALIPSE

Por Anatote Lopes


O Apocalipse é o livro das revelações escrito por João durante o seu exílio na ilha chamada Patmos.

Este apóstolo de Cristo descreve a visão das bestas com figuras simbólicas apavorantes, de feras e monstros terríveis!

Duas bestas são apresentadas no capitulo 13 de Apocalipse: uma que emerge do mar e outra da terra. Como uma besta é um animal híbrido que se pode cavalgar, a ideia é que o seu cavaleiro é o próprio satanás ou diabo.

Uma atua na instabilidade do mundo em guerra e confusão, como um mar instável e revoltoso; e, a outra, na estabilidade da paz  e da ordem, como a terra estável e firme.

Alguns afirmam que elas agem juntas e na mesma época; outros, que se revelam em tempos diferentes. 

Que sejam indivíduos concentrando o poder do Estado e da Religião, como o Império Romano, no princípio, aliado do paganismo e posteriormente do papado.

Outros ainda afirmam tratar-se de um confronto ético, o qual se dá nos corações dos seres humanos. 

Não duvido que os corações humanos sejam um dos alvos dessa batalha de dimensões cósmicas, com o propósito de afrontar a Deus, mas que se materializa e se desdobra historicamente.

Os símbolos apocalípticos trazem o consolo da esperança de glória futura para a Igreja, a qual sofre perseguição e martírio, advertências e ameaças aos pecadores para que se arrependam.

O livro de Apocalipse revela os perseguidores da Igreja, como oposição contra Cristo; indica o juízo de Deus na presente era e o juízo final contra seus opositores.

As bestas são ditaduras e democracias religiosas e antirreligiosas; utilizam-se das religiões e dos falsos profetas, atacam pessoas com violência sanguinária e também com enganos fatais às suas almas.

Esses poderes arrastam os seres humanos para a imoralidade e a idolatria, relativizando a moral e negando a natureza de Cristo, sua divindade e humanidade.

A besta ou as bestas exigem obediência e veneração; sujeitam os povos amedrontados e dominados com mentiras e superstições, arrastando-os para a escravidão do pecado.

A rebeldia dos povos contra a lei de Deus, as superstições politeístas e universalistas são sinais do domínio da besta.

O Apocalipse descreve a quem João dá o nome de “anticristo” e Paulo de “homem da iniquidade”, a personificação da oposição contra Cristo e a Igreja.

Ele foi identificado por alguns autores cristãos nos primeiros séculos com o imperador e por autores reformados nos séculos XVI e XVII com o Papa.

Pode ser difícil identificar, embora seja menos importante saber, quem foi ou quem seja a besta e o anticristo. Antes, importa não nos rendermos ao seu poder, não nos entregarmos ao pecado, especialmente, à incredulidade, idolatria e imoralidade.

Nos nossos dias, ainda age o poder diabólico do dragão e da antiga serpente que é satanás, para desviar os seres humanos, enganando-os para se rebelarem contra Deus e viverem na iniquidade.

No final, Cristo, o Rei que esteve morto, mas ressuscitou, voltará e destronará aqueles que corromperam os povos.

Serão condenados o diabo, a besta, o anticristo e o falso profeta com todos os que se rebelaram contra Cristo.

No entanto, o Apocalipse está repleto de sinais e símbolos maravilhosos, os quais, evidenciam a graça de Deus pela qual os eleitos são finalmente salvos.

Todos quantos crerem no Evangelho e se arrependerem de seus pecados, e forem perdoados e purificados pelo sangue de Cristo derramado na cruz, serão salvos pela graça mediante a fé. Então, os salvos viverão para sempre com Cristo num novo céu e numa nova terra.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

A CELEBRAÇÃO DA ALEGRIA (PARTE 3)

Por Anatote Lopes

“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.” (Filipenses 4:4-5).

Até aqui aprendemos que a moderação é recomendada para uma convivência saudável e a satisfação no Senhor promove grande alegria e paz.

Estes versículos da Bíblia nos abençoaram com três recomendações:

1. A moderação diante das outras pessoas;

2. A satisfação em Deus; e,

3. A alegria e a paz na presença de Deus.

Moderação, satisfação e alegria no Senhor!

Se de fato, “Perto está o Senhor”. O que implica essa afirmação?

A alegria e a moderação confirmam a presença de Deus e a ausência delas é consequência ou sintoma do nosso afastamento de Deus.

“Perto está o Senhor” nos expressa que Jesus está próximo.
Jesus voltará como Rei. Conforme nos ensinou na oração do Senhor: “Vem a nós o vosso reino”.

Oramos a Ele; a quem nunca se afasta de nós pelo Espírito Santo, mas tendo prometido uma segunda vinda corpórea, assim nós O aguardamos.

Significa que, nós cristãos “já” e “ainda não” desfrutamos a realidade do Reino de Deus; porque aguardamos sua manifestação futura; mas já temos o Reino de Deus dentro de nós. (Lucas 17:21).

O vazio do coração da maioria dos seres humanos é enorme. Vivemos num mundo em grande confusão; isso indica que o reino de Deus não está dentro dos corações de todos; mas, a presença do Reino de Deus é evidenciada na vida daqueles que têm alegria e paz no Espírito Santo.

A confusão generalizada no mundo surge da falta de Deus, e consequentemente da paz. As posições extremadas, ao contrário da moderação, perturbam a convivência saudável dos indivíduos gerando rupturas de amizade e de cooperação fraternas.

A expressão de “alegria” triunfalista e a ostentação na esfera pública, às vezes ocultam a realidade e disfarça as frustrações, insatisfações e tristezas profundas da vida privada.

As pessoas culpam as circunstâncias pelos seus conflitos e tristezas. Mas, na verdade, as pessoas podem ser alegres sem nada, e podem viver uma vida deprimente tendo tudo, mas espiritualmente desprovidas da graça de Deus.

Buscamos alivio e sublimação para o nosso sofrimento e insatisfação interior comprando, comendo, bebendo e usufruindo dos prazeres do corpo. Mas, o homem que não tem Deus dentro de si, vive infeliz; não pode viver a alegria e a paz espiritual.

O segredo da moderação, satisfação e alegria no Senhor está revelado: “Pois o Reino de Deus não é uma questão de comida ou de bebida, mas de viver corretamente, em paz e com a alegria que o Espírito Santo dá” (Romanos 14:17).

A alegria e a paz não resultam de uma vida sem sofrimentos e privações, mas da nossa união com Cristo.

"Perto está o Senhor"! Quem nos concede o arrependimento dos nossos pecados e nos alcança com a graça e o perdão. “E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus”. (Filipenses 4.7).