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quinta-feira, 15 de julho de 2010

FAÇA-SE A TUA VONTADE

“venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;”

Mateus 6.10

Santo e Soberano Deus! Na Tua presença, pedimos que o Senhor nos ajude a compreender a Tua Palavra. Pedimos que o Senhor nos faça lembrar de tudo aquilo que o Senhor já nos tem ensinado para que, falemos e ouçamos o que o Senhor quer dizer a cada um de nós segundo as nossas necessidades, e, nos instrua para o crescimento na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Obrigado ó Deus! Porque em nosso tempo o Senhor já tem revelado mistérios ocultos desde antes da fundação do mundo, nós temos recebido então a Sua Palavra e o Senhor faz de muitos de nós, despenseiros da sua graça quando anunciamos o Evangelho de Cristo. Em nome de Jesus, amém.

Vamos abrir as nossas Bíblias no Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus 6.10. Diz a Palavra do Senhor:

“venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;”

Nesta quarta-feira estive ministrando sobre a “Oração do Pai Nosso” e surgiu a seguinte pergunta: Todos podem orar a oração que o Senhor Jesus ensinou, a "Oração do Senhor" ou "o Pai Nosso"? A minha reposta é:

Não.

Nem todos podem.

Alguns não devem orar esta oração.

Devem fazer a oração do Pai Nosso àqueles que querem e que estejam dispostos a viver o compromisso e a ética propóstos na Oração do Pai Nosso em todos os termos desta oração.

Hoje meditaremos sobre este versículo de Mateus 6.10 que é parte da oração do Pai Nosso, e, aqueles que oram com o coração e a mente cativos em Cristo Jesus devem orar, e aqueles que não têm a mente e o coração cativos em nosso Senhor Jesus, não tendo o interesse de viver o que a Oração do Pai Nosso diz não devem repetir estas palavras de forma irresponsável, formal ou formalista, isto é, sem o compromisso de viver.

E quando a Palavra do Senhor diz então: “venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;” eu quero destacar a expressão: “assim na terra como no céu;” que nos leva a meditar neste tema: “assim na terra como no céu”: uma batalha que se trava no mundo e nas regiões celestiais.

Talvez você nunca ouvisse um sermão sobre guerra espiritual na Oração Dominical! Quando se fala em guerra espiritual se pensa muito em oração, e, hoje em dia muitos tipos de orações surgem como “oração forte”, “oração de guerra”, oração disso e daquilo vão surgindo por ai. Alguns modelos e práticas de orações diferenciadas nos são apresentadas por diversos movimentos de guerra espiritual, ou movimentos voltados a essa ênfase na oração. Mas, espera-se uma prédiga sobre batalha espiritual numa oração recitada nas liturgias das igrejas históricas?

É claro que nós entramos nessa guerra espiritual através da instrumentalidade da oração, a oração é um instrumento da nossa comunhão com Deus e ela também é um instrumento de guerra espiritual, então “venha o teu reino” é uma expressão que nos trás a possibilidade de duas dimensões do reino espiritual, a dimensão visível e a dimensão invisível.

Na dimensão visível do reino de Deus existe aquilo ao qual vemos e o que nós fazemos e o que Deus faz por nós, e, também a vontade de Deus cumprida no desdobramento da historia, e, esse é o desejo de quem hora a Oração Dominical, ele não quer que a sua vontade seja feita, mas que Deus faça conforme a Sua vontade ele ora assim: “faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;”, na dimensão visível e invisível, no  mundo e nas regiões celestiais, o desejo de quem ora e deve orar esta oração de falto é que, na dimensão do visível, aqui na terra, à vontade Deus prevaleça, e não os nossos caprichos, interesses e vontades. E a dimensão invisível deste “venha o teu reino” é aquilo que nós não vemos, mas Deus esta fazendo apesar de nós. Deus está fazendo na vida de quem nós conhecemos e de quem nós não conhecemos como nós não queremos e nem imaginamos, mas Deus está fazendo, na dimensão invisível Deus esta trabalhando, e por trás daqueles que trabalham, de pessoas tão imperfeitas e inesperadas, mas instrumentos da graça e da misericórdia de Deus. Por trás daqueles que trabalham neste mundo em o nome do Senhor Jesus Cristo, ou não, prevalece a vontade de Deus como no Céu. Assim na terra como no céu...

Vamos pensar então nesta dimensão espiritual do Reino de Deus.

Quero lembrar aos irmãos a questão do tempo de Deus (kairós) que, não é o nosso tempo. Nesse tempo nós esperamos que as coisas acontecessem. Cada um espera que as coisas aconteçam no tempo que deseja, mas não é bem assim que acontecem.

No nosso tempo parece que as coisas demoram, não era para ser assim a nossa visão como crentes no Senhor Jesus Cristo que sabemos que cem anos nessa terra não são nada se comparados a uma eternidade de dias. Mas o tempo de Deus é o tempo sempre presente, o Senhor vê o passado o presente e o futuro em um ponto, mas nós estamos presos no tempo histórico que nós chamamos krônos, e, corrigir o presente é algo muito difícil, eu considero impossível corrigir o presente, ou voltar no passado ou  ir direto para o futuro como nos filmes Exterminador do Futuro e Djavu, mas nós podemos corrigir no futuro os erros do passado, assim, quem não tem passado não tem futuro, isto é, não vejo futuro nas coisas que são feitas sem uma avaliação do processo histórico. A nação que não faz continuamente uma avaliação do processo histórico, dos erros do passado, das injustiças cometidas, o povo que não olha para o passado e não faz uma avaliação dos erros e das injustiças do passado tendem a cometer no presente as mesmas injustiças e erros do passado. Uma máxima de biblioteca e de professor de história é que “o povo que não conhece a sua história tende a repeti-la.” Isso é bem verdade.

Por isso o homem precisa estar consciente do que esta acontecendo ao seu redor.  Karl Barth dizia que o pastor deveria ter uma Bíblia numa mão e um jornal na outra.

Quando se fala em guardar-se incontaminado do mundo eu acendo um sinal vermelho para o risco de transformarmos nossa casa num convento e nos isolarmos do mundo, ou transformarmos a própria igreja num convento nos isolando do mundo, nos julgando santos demais e bons demais para andar com os outros homens, cometendo os erros que a igreja comete desde muito tempo, isso é muito forte no período medieval, mas até hoje têm muitos monges e monjas por ai, vivendo em conventos (estou me referindo aos protestantes e algumas igrejas, não aos que vivem no monasticismo); isso é um perigo.

Como Deus age por trás da história? E como nós devemos agir na história?

Este é um grande desafio para a igreja que está no mundo, e, nós temos que continuar no mundo a nossa militância como igreja de Jesus Cristo. Nós não podemos esperar a volta de Cristo apena esperando a volta de Cristo. Um dos assuntos que vamos tratar aqui é como nós devemos esperar a volta de Cristo.

Muita gente fala assim: “Ah! Que Cristo volte logo!” Para fugir dos seus próprios problemas. Será que é assim que Deus quer que esperemos a volta do nosso Senhor. Muitos desejam a volta de Cristo por estarem cansados e desanimados. Será que é assim que devemos esperar a Sua volta?

Como Deus age na história e como nós devemos agir na história?

Vamos pensar então nessa máxima da oração dominical: “Venha o teu reino”, nessa dimensão visível.

“venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;”

E também Mateus 28:20 “ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.”

Então, quando nós oramos “venha o teu reino”, nós não desejamos a morte, nós não desejamos como muitos cristãos pré-milenistas e dispensacionalistas desejam, um arrebatamento da igreja antes que ela venha passar por tribulações nesta terra. Nós não temos o desejo de uma fuga de nossas responsabilidades, de nossos deveres, de nossas lutas, de nossos desafios, para aguardarmos a presença de nosso Senhor Jesus Cristo.

A presença de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser clamada, invocada, pedida nesta oração hoje, para hoje. Nós não pedimos que “venha o teu Reino”, num tempo futuro, na era vindoura, no dia da ressurreição ou quando nós morrermos. Não é isso que a oração dominical nos ensina em “venha o teu reino”, e sim que o Senhor Jesus está conosco hoje.

É possível vivermos a realidade da presença de Deus se cremos em Deus, se o recebemos como Senhor, então aquilo que vemos e o que Deus faz por meio de nós é a vontade de Deus que nós oramos pedindo na Oração Dominical, quando dizemos “faça-se a sua vontade” aqui na terra.

Se você deseja que a vontade de Deus seja feita aqui na terra, você precisa orar a Oração Dominical com o coração disposto a obedecer à ordem de nosso Senhor, você deve fazer esta oração disposto e disposta a ser obediente. Você não deve orar “faça-se a tua vontade” se você não deseja a vontade de Deus para a sua vida. Se a vontade de Deus é algo do qual você quer fugir, talvez até através da morte ou de um arrebatamento ou de uma abdução extraterrestre, qualquer coisa... De uma alienação ou de um isolamento frenético de ascetismo religioso, por que você não quer a vontade de Deus.

Faça-se a vontade de Deus aqui na terra... Quando você ora isso, você está se comprometendo com a vontade de Deus, aquilo que Deus quer que você faça.

Como deve viver a igreja que deseja o Reino de Deus e a sua implantação e que ora o Pai Nosso, sem hipocrisia, mas compromisso com a vontade de Deus.

“Primeiro de tudo, devemos começar conosco mesmo e com as nossas famílias. A família deve ser fortalecida em sua vida religiosa e econômica, e em suas responsabilidades para com cada membro. Os filhos têm o dever de sustentar e cuidar dos seus pais, e manter uma forte ligação religiosa e econômica com eles.

Segundo, a igreja, antes de ser uma instituição e corporação legal, é a família de Deus. Isso significa a necessidade de cuidar uns dos outros. O diaconato, e o cuidado pelas viúvas, precisam ser revividos para ministrar às necessidades do povo de Cristo, material e espiritualmente, Não existe uma congregação sem membros idosos que precisam de alguém para fazer suas compras, limpar sua casa, cuidar de certos deveres, e muito mais. É farisaísmo enviar dinheiro ao exterior para cuidar dos necessitados – um ato impessoal –, e negligenciar o ato pessoal e responsável da casa. Ajudar alguém próximo significa um envolvimento continuo dores de coluna e de coração; mas isso é o que envolve qualquer trabalho. A igreja deveria ministrar à fome e sede espiritual e material, dos seus membros.

Terceiro, escolas, universidades, institutos e centros de treinamento cristãos são de necessidade urgente. Igreja ou pais que não se importam com o fato de seus filhos receberem uma educação sem Deus é marca de apostasia.

Quarto, a ação política cristã é necessária, com o objetivo de fazer do Estado novamente um Estado cristão, e ter suas ações conformadas à lei de Deus.

Quinto, as organizações cristãs profissionais são urgentemente necessárias. Médicos, advogados, e outros profissionais cristãos devem criar suas próprias agências profissionais para promover uma visão teologicamente sadia, não pietista, de suas profissões. Isso significa também hospitais cristãos, pensões, asilos para aqueles que não têm família, e muito, muito mais.

Isso significa sexto, estudar todo tipo de chamado a partir da perspectiva da fé e lei bíblica. O que constitui um agricultor cristão? Quão importantes são os vendedores comerciantes, corretores de imóveis, empresários e qualquer outro trabalhador na reconstrução piedosa?

Isso significa sétimo, que a ciência deve ser vista como tudo o mais como uma área de chamado, na qual o conhecimento e o domínio sob Deus deve ser promovido.

Depois, é suficiente dizer que o básico para todas essas atividades – saúde, educação, bem-estar, política, economia, família, igreja, nossas vocações, e assim por diante – é a necessidade de dizimar, de modo que a obra da reconstrução possa ser acelerada." O dízimo é do Senhor e não da Lei ou da Igreja... Por isso é um ato voluntário e da graça, assim com ofertar. 

“Finalmente, outra área deve ser mencionada: a oração. A primeira petição da Oração do Senhor diz: “venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;” Essa deve ser a nossa oração e também o nosso chamado.”(Rushdoony, 2008)

Se esse não for o seu trabalho não faca essa oração!

Vamos pensar agora nessa dimensão do invisível. “Venha o teu reino”.

Aquilo que não vemos mais que Deus está fazendo apesar de nós.
 
Efésios 1.3, no contexto do ensino sobre a predestinação, há alguma coisa muito interessante para a aplicação nesta reflexão de hoje. Diz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo,”  E, Apocalipse 17.8: “a besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta que era e não é, mas aparecerá.” E, também 13.8 “e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.”

Estes textos nos situam completamente fora do tempo e do espaço da dimensão do visiível para o invisível... Quando Cristo na cruz disse “está consumado”, ele acabou de vencer uma batalha espiritual, a batalha da cruz. Existe um cronograma do conflito na historia e uma batalha nas regiões celestiais... Mateus 27.33-56 faz a narrativa da batalha da cruz, a qual é um momento máximo, a plenitude dos tempos, mas eu quero voltar um pouco mais, para o momento em que nós encontramos o Senhor Jesus sendo apresentado como aquele que viria para essa guerra espiritual e vence esta guerra espiritual nas regiões celestiais, mas essa batalha é vencida num lugar na terra, o Golgotá ou Calvário, ou seja o lugar da caveira, onde o Senhor Jesus Cristo venceu a morte e o inferno na cruz.

Vamos pensar de novo, quando ele foi apresentado, o próprio Deus o apresentou dizendo: “este é o meu filho”. Em Mateus 3.17. “E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Mas, como João o apresentou? “eis o cordeiro de Deus”. João 1:29 “No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” E João 1:36 “e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus!” Desde então o Senhor Jesus tem que travar conflitos espirituais no deserto. Foi o inicio dos conflitos. Foram muitos conflitos e traição, até a vitória. Uma vitória que era uma aparente derrota. Por que ele foi visto sangrar. Quem não consegue imaginar, pode assistir ao filme e ter uma idéia dos sofrimentos físicos do salvador. As narrativas dos evangelhos comprovam que foi de fato penosa a morte de nosso Senhor, e, ele foi visto ali como um fracassado, mas em sua morte ele venceu o ultimo inimigo. A vitória do nosso Senhor Jesus foi uma aparente derrota, os nossos inimigos desejam matá-lo, para eliminar o nosso salvador e impedir a nossa salvação, a qual ele realizava nas regiões celestiais.

A batalha esta ganha, Jesus irrompe como uma explosão atômica os limites do espiritual e do físico, das dimensões, dos tempos e dos espaços, acontecem treva e terremotos, o véu do templo se rasga e ocorrem ressurreições neste dia. No entanto...

Nós vivemos negligentemente brincando de igreja, e, não sabemos que quando nos reunimos aqui, nos reunimos em Cristo Jesus; a batalha do calvário que é anunciada nos evangelhos, travada antes da fundação do mundo, no tempo de Deus, e hoje nos reunimos em nome de Jesus para celebrar esta vitória, e não nos damos conta disso...

Às vezes por causa da ignorância, insensatez e imaturidade espiritual deixar-se de gozar da vitória em Cristo. Jesus Cristo arromba as portas do hades, como Davi que levanta e exibe a cabeça de Golias (Amorese, 1994), Cristo também declara a vitória do cordeiro.

E nós nos reunimos em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Enfim em Apocalipse 12.11-12 temos as fontes do poder que vence, e nós somos participantes desta vitória em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, diz: “Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida. Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.”

Quais são segundo esta Palavra as fontes do poder que vence? O sangue do Cordeiro e a palavra do testemunho. Quando nós falamos “faça-se a tua vontade assim na terra como no céu”, pensamos que no céu os anjos fazem a vontade de Deus. A Palavra de Deus diz que os anjos são ministros obedientes à ordem de Deus, e quando nós oramos que a vontade de Deus de fato se estabeleça aqui na terra, nós estamos dizendo que queremos atender a ordem de Deus aqui na terra como os anjos lhe obedecem no céu.

As fontes do poder que vence estão no sangue do cordeiro que foi morto! E, nós nos acovardamos diante das nossas dificuldades... Mas, a fonte do poder que vence tem o exemplo daqueles que testemunharam em face da própria morte, isso nos envergonha. O apelo hoje da Oração Dominical é uma ordem a viver e fazer a vontade de Deus, sabedores que a vontade de Deus prevalecerá; apenas você meu irmão e irmã que não se sujeita a vontade de Deus e que, pensa ter escolha, mas não tem escolha, sofrerá o dano da angustia de não estar no centro da sua vontade, da vontade soberana do poderoso Deus que executa os Seus desígnios. E até mesmo nós vimos que aqueles que adorarão a besta, desde os tempos eternos já não têm os seus nomes escritos no livro da vida, e salvos são aqueles que têm o seu nome escrito no livro da vida do cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo.

É interessante ler o livro de apocalipse datar o evento da morte de Jesus Cristo ante da fundação do mundo, já que no tempo histórico, nós o situamos mais ou menos no ano 30 da era cristã. Isso evidencia que o sangue do senhor Jesus é suficiente para purificar aos eleitos, tanto os do período do velho, quanto os do período do novo testamento, por que espiritualmente a vitória ocorreu antes da fundação do mundo.

Então hoje discorremos sobre estas duas dimensões, e os irmãos puderam compreender e podem pedir a graça do Espírito Santo para experimentar estas bênçãos espirituais que residem nas regiões celestiais  em Cristo Jesus. Estas bênçãos podem ser gozadas em vários momentos em que nos reunimos, e, em que como igreja trabalhamos, oramos e vivemos a Palavra de nosso Senhor Jesus Cristo: “faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”.

Oremos...

Santo e soberano Deus, nos lhe damos graças por aqui nos reunirmos em Cristo Jesus, não vendo, contudo o que acontece neste momento nas regiões celestiais, mas confiamos que a sua vontade prevalecerá. Sejam os nossos corações e nossa dedicação para estar no centro da sua vontade, como instrumentos de sua graça e misericórdia, vivendo o evangelho que nós proclamamos quando oramos a oração que o nosso Senhor nos ensinou, e quando obedecemos à ordem de anunciar o evangelho, anelo dos anjos que lhe obedecem aos desígnios, mas que foi confiado a nós para que também nós sejamos obedientes como estes seus ministros são. Preguemos então o evangelho no poder do Espírito Santo. Como está escrito, o Senhor estará conosco e a sua presença é real! E nós não aguardamos a sua volta para que gozemos a sua presença, nós esperamos a sua volta obedecendo a sua Palavra em nome de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Amém.

DIA DOS NAMORADOS IGREJA PRESBITERIANA DO LAGO AZUL

sábado, 12 de junho de 2010

VIRADA IDEOLÓGICA


Virada ideológica... O que escrevo aqui tem sua relevância em face de estarmos em ano de Copa do Mundo de Futebol e em ano Eleitoral. Quero compartilhar um pouco do que vivo e vejo. Sou brasileiro e filho de um militante do antigo PCB (Partido Comunista Brasileiro) que, se tornou o primeiro pastor filiado no partidão que sobreviveu clandestinamente no Brasil durante os anos da ditadura militar. 

Não defendo ditadura nenhuma! Penso que toda ditadura é cruel e violenta, mas, graças aos anos de ditadura o Brasil não se tornou à semelhança dos vizinhos da América do Sul campo de guerra onde convivem terroristas guerrilheiros e traficantes como heróis de supostas revoluções, as quais, nunca transformaram a realidade social, econômica e política desses países, a não ser para piorarem ainda mais. Fazendo do país do micro-desenvolvimento, o Brasil, o maior e mais desenvolvido pais da América latina. Males que vem para bem, ainda que tivéssemos opção melhor.

Meu pai, posteriormente, com a maior parte do PCB fundou o PPS Partido Popular Socialista que reavalia a sua própria história e a história do socialismo no mundo e sofre a discriminação da Esquerda Brasileira, por ser a Esquerda que “evoluiu para direita”. 

Eu cresci num lar democrático, mas, com valores e éticas fortes, com a presença paterna forte de um pastor idealista. Se em política ele tendia a esquerda, em moral nunca foi um liberal. E em nosso Lar todas as tendências políticas conviviam em tensões, mas, pacificamente. Logo, me tornei militante do Partido dos Trabalhadores, do movimento estudantil e dos Núcleos de Base do Partido, convivi de perto com lideranças políticas sindicais, mas, como o Evangelho e a educação familiar prevaleceram!... 

Não poderia conciliar o parasitismo dos comunistas com a ética do trabalho da Teologia de Calvino, não pude conciliar a moral cristã com a liberalidade sexual, com sua defesa a favor do aborto e da deterioração da instituição familiar. 

Tornei-me conservador tardiamente, por acreditar no ideal de igualdade, liberdade e fraternidade, comumente propalado pela imprensa vermelha e comum com o cristianismo, mas, quando os socialistas começam a contar o dinheiro se tornam terríveis e selvagens “capitalistas”. Isso me decepcionou muito.

Hoje o elemento parasítico da práxis socialista é verificado no crescimento monstruoso das práticas de corrupção em todas as esferas de poder do Partido dos Trabalhadores. Enquanto eles gastam regaladamente o dinheiro público, os políticos ascendentes do país se ocupam na Câmara Federal de lesar o povo distraído com o futebol e com o carnaval. Ocupam-se de criar leis que visam o aborto, a ampliação de direitos aos homossexuais como classe superior as pessoas heterossexuais, o reconhecimento da prostituição como profissão digna, restrições às igrejas protestantes e favorecimentos a antiga religião estatal (a papista e romanista), o anti-semitismo e a exaltação da cultura africana com a valorização das expressões e dos rituais religiosos da cultura negra.

Então percebi que havia inimizade com Deus e com os valores da Santa Escritura, os quais serão para os promotores do ideário do Governo Lula, sempre fundamentalistas, intolerantes e preconceituosos. 

Hoje eu vivo o peso de ser discriminado e rejeitado por ser conservador, principalmente pelos que se dizem lutadores contra o preconceito e a discriminação, ainda que eu pense ser um conservador e liberal de esquerda em política e reformado calvinista em teologia. Àqueles que se dizem liberais modernos e democráticos em política e se dizem partidários do próprio Espírito Santo em teologia, que só a facção deles ora, busca a Deus e tem unção, não fosse um partido, mas, estes são cruéis para com aqueles que não apóiam os seus discursos e as suas causas.

Servindo a sua própria causa estes evangélicos brasileiros se alinham, sempre ao poder e esquecem o direito e liberdade do culto protestante no Brasil, são procurados apenas em tempo de eleições e servem a desunidade e enfraquecimento da comunidade cristã e fortalecem a tirania antidemocrática no Brasil, um país livre para pecar, e escravo para toda a Verdade de Deus.

Por isso não se iluda, reveja suas posições e não deixe que a bola na rede e os foguetes distraiam você, a ponto de se esquecer seus deveres como cristão e cidadão.

Anatote Lopes, IPB, 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A VERDADEIRA SEGUNDA BÊNÇÃO: UMA BREVE HISTÓRIA DA EXPERIÊNCIA RELIGIOSA DE JOHN WESLEY

Foi numa reunião da Sociedade Missionária dos Morávios que Wesley em 24 de maio de 1738, precisamente na rua Aldersgate, teve a experiência de sentir seu coração aquecido de modo estranho; dizia ele: “Meu coração aqueceu-se estranhamente, e fiquei sabendo que os meus pecados, os meus próprios, tinham sido perdoados”. (LLOYD-JONES, 1998. p. 209)[1].
Wesleianos apaixonados consideram esta sua experiência como o marco de sua peregrinação espiritual; coincidente com o pós-divórcio e com a crise profunda deste ícone do panteão dos grandes heróis pós-atos, nas palavras de Ricardo Gondim, pastor da Assembleia de Deus Betesda[2]; no entanto, sua crise eclesial e doméstica tem sido ignorada pelos defensores de posições, que supervalorizam a experiência mística deste avivalista do século XVIII.
Wesley até 1735 passava por dias de crise e de abatimento, não encontrava o sentido existencial de sua missão; amargava o seu divórcio, sua insatisfação com sua igreja e com suas dúvidas quanto ao básico da fé. No entanto, este homem terrivelmente confuso e emocionalmente desequilibrado teria encontrado refúgio para sua alma transtornada e aflita em Jesus Cristo.
Gondim também nos informa que em 14 de outubro de 1735 Wesley fracassou na tentativa de evangelizar os índios da Geórgia. Numa carta escrita a bordo do navio Simmonds, ele revela seu estado de perturbação: “Em vão tenho fugido de mim para a América. Ainda choro sob o intolerável peso de minha miséria. Se ainda não me arrependi deste projeto é porque nada espero da Inglaterra ou do paraíso. Aonde eu for levarei o inferno comigo”. Ainda a bordo do Simmonds conheceu o segundo líder dos morávios, August Gottlieb Spangenberg. Ricardo Gondim escreveu no mesmo artigo este diálogo:
Quando pediu ajuda sobre a sua obra missionária, Spangenberg foi direto na jugular: “O Espírito de Deus testifica a seu espírito que você é filho de Deus?” Wesley se espantou com a linguagem direta e sem rodeios do outro missionário. Spangenberg continuou como numa rajada de metralhadora: “Você conhece Jesus Cristo?” Wesley engasgou: “Sei que Ele é o Salvador do mundo”. A hesitação de Wesley chegava a ser vergonhosa: “Espero que Ele tenha morrido para me salvar”. Spangenberg pressionava com a mesma intensidade: “Você sabe disso com certeza?” Sem coragem para falar Wesley apenas resmungou: “Sei sim”. Anos depois, confessou em seu diário que aquele “sei, sim” foram palavras vãs.

Essas palavras não foram para Spangenberg novas ou improvisadas; ele seguia o padrão morávio  o método de como se deviam interrogar, catequizar e examinar rigorosamente as pessoas a serem agregadas nas sociedades, seguindo as orientações de William Williams. Essa experiência de Wesley não era esperada de um cristão amadurecido, mesmo por William: “Às vezes vocês vão ter um choque ao verem que as primeiras experiências das pessoas são muito melhores do que as experiências posteriores”.
O histórico dia 24 de maio de 1738 teria sido o dia que Wesley nasceu como verdadeiro filho de Deus, apesar de que, Wesley já tinha sido ordenado Ministro e estava envolvido em contendas e disputas na Igreja Anglicana. Os dias de Wesley antes da experiência do coração aquecido, não foram dias de um cristão convertido em busca de uma Segunda Benção, mas, o dia em que Wesley creu no evangelho e foi selado com o Espírito Santo, ainda que seu testemunho tenha servido equivocadamente à doutrina da Segunda Benção.
A experiência coletiva nas reuniões destes grupos morávios que influenciaram John Wesley, a sua própria experiência nessas reuniões, seguiam métodos já utilizados por grupos similares que se ocupam da experiência mística.
Os acontecimentos que se seguiram podem ser considerados no mínimo de bom alvitre, por exemplo: assumiu que Jesus era realmente o seu Salvador; renunciou sua própria justiça para sua Salvação; consequentemente, tornou-se dependente de Cristo; passou a viver uma vida de oração constante; passou a ter paixão pela evangelização.
As experiências estranhas: do coração aquecido de Wesley e das sociedades dos morávios, assim como, a experiência das tremedeiras dos corpos dos Quakers (tremedores), ainda que sejam apontadas como segundas bênçãos do Espírito Santo, não devem ser apresentadas como modelos, tampouco deve ser norma para evidenciar uma vida no Espírito. O que evidencia uma vida no Espírito Santo é a obediência à Palavra de Deus; a Palavra de Deus que deve moldar a nossa experiência, a nossa maneira de cultuar e de viver. Isso pode ser observado na vida de Wesley e de George Fox (líder dos Quakers que enfatizava a experiência da tremedeira do corpo), apesar de que os rumos da teologia desses grupos não se tornaram referências. E por que não? Ora, porque a Igreja da Inglaterra era totalmente contaminada pela heresia arminiana naquele tempo, naquela região, tal como afirma D. M. Lloyd Jones:
A família de Wesley, pai e mãe, tinham-se tornados arminianos, e se orgulhavam disso. Não só isso; há uma interessante prova apresentada pelo professor Geoffrey Nuttall que mostra que o arminianismo estivera particularmente em voga na aldeia de Epworth, onde viveram os Wesley. Assim, eles tinham sido criados e educados numa atmosfera inteiramente arminiana. (LLOYD-JONES, p. 212).

Pelo menos em Gales, acrescenta o Dr Lloyd-Jones, os cristãos eram totalmente calvinistas. Os metodistas, depois de algum tempo que chegaram a Gales, se tornaram calvinistas. Foi o que aconteceu com Whitefield, Rowland e Harris; foi o estudo que eles fizeram dos trinta e nove artigos e dos puritanos que os levaram a essa posição. Tornaram se calvinistas e continuaram sendo calvinistas até o final de suas vidas; estes influenciaram a maior parte dos metodistas.
Os discípulos no caminho de Emaús estiveram com Jesus depois da ressurreição (O EVANGELHO SEGUNDO LUCAS, 24.13-53 In Bíblia Sagrada, 1988, pp. 943-944), depois que o reconheceram, comentava-se: “porventura não nos ardia o coração quando Ele nos ensinava as Escrituras?” (1988, p. 944). O reverendo A. Skevington Wood[3], pastor da Igreja Metodista de Southlands em York, na Inglaterra, escreveu em seu artigo, no qual Ricardo Gondim se baseou: John Wesley aconselhou seus evangelistas: “nunca aceitem nada sem testar... Não creiam em nada que não tenha sido claramente confirmado nas Escrituras.”
Indiscutível, portanto, que Wesley possa ser considerado um grande referencial evangélico de fé, santidade e de compromisso com o reino de Deus; mesmo que não tivesse a experiência mística do coração aquecido em sua conversão, não deixaria de ser considerado pelo fato de ter obedecido à Palavra de Deus à exortação: “provai os espíritos se procedem de Deus” (PRIMEIRA EPÍSTOLA DE JOÃO, 4.1 In Bíblia Sagrada, 1988, p. 1103) e ao exemplo dos crentes de Beréia (ATOS DOS APÓSTOLOS, 17.10-14 In Bíblia Sagrada, 1988, p.992).
Assim como os discípulos no caminho de Emaús Wesley, Whitefield, Rowland, Harris e Skevington Wood tiveram a desejável “experiência do coração aquecido” não de forma estranha, mas pelo exame das Escrituras. Eles reconheceram a autoridade e a verdade da Palavra de Deus a ponto de poder repetir: “porventura não nos ardia o coração quando Ele nos ensinava as Escrituras?” (O EVANGELHO SEGUNDO LUCAS, 24.32 In Bíblia Sagrada, 1988, p. 944).
Atribui-se a Wesley o imerecido título de precursor do movimento pentecostal, uma vez que o metodismo e o pentecostalismo, ainda em um nível mais elevado o neopentecostalismos na atualidade estejam tão distanciados dele, tanto pela secularização quanto pelo liberalismo teológico. Este precursor do pentecostalismo reconhecido pela história por sua paixão evangelística, seus sermões e sua ótica social exerce pouca, ou nenhuma influência nos movimentos e nas teologias dos tempos pós-modernos, mesmo tendo oferecido inicialmente o arcabouço teológico que inspirou os movimentos pentecostais no inicio do século XX na formulação da doutrina da segunda benção, particularmente evidenciada pelo sentir algo ou manifestar algo “estranho” ou “sobrenatural”, como por exemplo, o que foi considerado depois como segunda benção: o Batismo no Espírito Santo com evidência de línguas (também) estranhas.
Certa vez Wesley disse: “Meu chão é a Bíblia”, e ainda: “Eu sigo a Bíblia em todos os assuntos, grandes ou pequenos, ela é a pedra de apoio em que os cristãos examinam todas as revelações, reais ou supostas”.
A primeira geração de metodistas era de homens comprometidos com a santidade, sem, jamais, esquecerem a Graça; afirmando os postulados da Reforma Sola Gratia, Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus e Soli Deo Gloriae. John Wesley fez um sermão em Oxford, no qual afirmou:
A mesma Graça livre nos concede hoje vida, respiração e tudo mais, pois não há nada que somos ou temos ou fazemos que não provenha das mãos de Deus. ‘Todas as nossas obras, tu, ó Deus, as fazes por nós’. Assim, elas são tantas outras manifestações de livre misericórdia, e toda justiça encontrada no homem, será também dádiva de Deus. Então, como o pecador fará expiação pelo menor de seus pecados? Com suas próprias obras? Não, ainda que sejam muitas ou sejam santas, não provém deles, mas, senão de Deus... Se, portanto, os pecadores acharem graça diante de Deus, é ‘graça sobre graça’... ‘Pela Graça então sois salvos mediante a fé’. A Graça é a fonte e a fé, a condição da Salvação.

O que vemos hoje é uma Igreja que se distancia da Reforma e também do pensamento wesleyano, e retorna às velhas praticas pagãs que, incluem os sacrifícios, penitências e boas obras, para se alcançar o favor dos deuses ou de Deus, as quais sejam: bens materiais, dons espirituais e a salvação.
Existe por parte dos homens um forte fascínio pelo fantástico, Theodore Beza[4] (1519-1605) escreveu:
(...) fechemos as portas a todas estas fantásticas noções que o diabo tem usado, em todas as épocas, para corromper o homem. E então ouvimos o Evangelho exposto e pregado de maneira adequada e própria, de forma a entender melhor a sua substância (Rm 10.8; 1Pe 1.25) e colocá-lo no coração onde, pela fé, ele pode produzir os frutos verdadeiros do arrependimento (Mt 13.23; At 16.14).

Os líderes que se arrogam avivados e espirituais ensinam técnicas de oração e campanhas para se receberem de Deus bênçãos diversas. Explicam como buscar dons espetaculares e prosperidade material, mas, não pregam a justificação de pecadores pela Graça. Wesley, no entanto, foi um homem que pregou a Graça apaixonadamente, amou os pobres e se empenhou para viver em santidade, apesar de ter corroborado para o desenvolvimento da doutrina antibíblica da segunda benção.
Os movimentos evangélicos de nosso tempo precisam redescobrir o legado de homens do passado que pregavam e viviam a Palavra de Deus, deixando de lado o mau testemunho dos coríntios, de se deleitarem em ouvir línguas estranhas, sem que algum profeta, interpretasse ou explicasse o que estava sendo dito (PRIMEIRA EPÍSTOLA DE PAULO AOS CORÍNTIOS, 14.1-19 In Bíblia Sagrada, 1988, p. 1033). Ainda segue o que foi dito por Beza:
...como crerão sem que ouçam, tendo em vista que a fé vem pelo ouvir, como o apóstolo Paulo diz em Rm 10.17? E como ouvirão quando, longe de ser exposto propriamente, é cantando em língua estranha (1Co 14.19, 16-28)? Também como que alguém pode ser fundamentado na santa e verdadeira doutrina, confortado entre tantas e variadas tentações, advertindo a opor-se a falsas doutrinas (Rm 15.4; 2Tm 3.16), sem meditar dia e noite na Palavra de Deus e examinar cuidadosamente as passagens da Santa Escritura (At 17.11; Jo 5.39)?

Muitos homens de Deus nunca estiveram em transe ou em qualquer estado de êxtase ou de inconsciência, nunca falaram línguas sem ter sido aprendida, nunca tiveram visões, sonhos, ou arrebatamentos, ou a experiência do calor no coração, ou da tremedeira, ou qualquer outra experiência estranha da forma que muitos testemunham, no entanto, traduziram a Escritura para ser lida e compreendida por todos os homens e mulheres, para experimentarem o que os discípulos experimentaram em Emaús, diante da exposição das Escrituras, “porventura não nos ardia o coração quando Ele nos expunha as Escrituras” e “se lhes abriram os olhos”. Essas expressões encontradas no relato de Lucas 24 são metafóricas, e, significam, portanto, que as Escrituras alcançaram os seus corações, trazendo-lhes pela compreensão, o entusiasmo e a alegria para proclamarem o que se cumpriu e o que ainda vai se cumprir, o que as Escrituras dizem a respeito do nosso Senhor Jesus Cristo.
A experiência do coração aquecido de Wesley teria sido vã e inútil, tanto quanto desprovida de significado se o seu coração se esfriasse para a Palavra de Deus ao se aquecer numa experiência mística. A experiência desse missionário nas reuniões dos morávios pode ter sido momentânea, mas o nosso coração precisa permanecer aquecido pela Palavra de Deus para sempre.
A segunda bênção que devemos buscar evidencia uma vida plena do Espírito Santo; é uma vida de obediência à Palavra de Deus: a nossa experiência, a nossa maneira de cultuar, a nossa maneira de viver; o modelo de obediência deve ser observado na vida de Jesus Cristo, do qual devemos ser imitadores.

[1] LLOYD-JONES, D. M., Os Puritanos: Sua Origem e Seus Sucessores. Ed. PES. São Paulo. 1998.
[2] Narrativa de Ricardo Gondim no Artigo: Procuram-se evangelistas com o coração aquecido para a Revista Ultimato; GONDIM, Ricardo, Artigo: Procuram-se evangelistas com o coração aquecido. Revista Ultimato Edição 274, Editora Ultimato Ltda. São Paulo. 2002.
[3] Fonte: The Burning Heart-John Wesley: Evangelist, Bethany Fellowship, 1978; citada no artigo de Ricardo Gondim para Ultimato.
[4] Theodore Beza ocupou a primeira cadeira de Grego em 1558 e foi o sucessor de Calvino na cadeira de Teologia da Academia de Genebra. Esta citação é uma transcrição do artigo do capítulo 4 (seções 22-23) de seu livro The Chistian Faith (A Fé Cristã), o qual foi best seller durante a Reforma Protestante, publicado em 1558 sob o título Confession De Foi Du Chretien (Confissão de Fé do Cristão).

terça-feira, 20 de abril de 2010

VELHO E AINDA NA MODA

I João 2: 7-11:

Amados, não vos escrevo mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual, desde o princípio, tivestes. Esse mandamento antigo é a palavra que ouvistes. Todavia, vos escrevo novo mandamento, aquilo que é verdadeiro nele e em vós, porque as trevas se vão dissipando, e a verdadeira luz já brilha.

Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas. Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço. Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos.



Vamos orar para pedir a Deus que nos ajude a compreender essa parte da Palavra do Senhor para nós hoje.

Oremos:

Santo e soberano Deus! Aqui, diante da tua Palavra, debruçamo-nos ó Deus, sobre ela para que o Espírito do Senhor nos ensine iluminando ó Deus! Os nossos corações e as nossas mentes para compreendermos à sua vontade e sermos, também, dirigidos por ela. Perdoa-nos Senhor! Os nossos pecados, e nos conduz. É o que nós te rogamos nesta noite, na dependência do Espírito Santo; queremos ouvir a tua voz, fala-nos senhor a tua Palavra, nós te pedimos em nome de Jesus. Amém.



Pregar a cada dia se torna mais difícil, porque as pessoas escolhem o que querem ouvir.

Os evangélicos, normalmente, sentem àquela inescapável presença do pastor. O pastor tem que estar presente porque as coisas são assim.

Quando tem, por exemplo, uma formatura tem que preencher a lista com alguns convidados e dentre estes convidados, é normal convidar então um pastor.

Esse pastor vai, e o que acontece?

É que tem pessoas muito importantes ali, nós devemos muito a muitas pessoas. Nós Devemos aos nossos pais que nos apoiaram e nos deram a educação nos primeiros passos; nós devemos aos nossos cônjuges; quando não se é casado ou casada, já temos uma dívida com o namorado ou namorada, somos devedores a essa pessoa que nós amamos e que nos apoiou.

Nós devemos também à algumas pessoas que são convidadas para serem oradores e oradoras. Numa dessas cerimônias de formatura, surgem então, um mestre de cerimônia, um paraninfo, um padrinho da turma, e, essas pessoas são muito importantes neste contexto, até mesmo porque essas pessoas doaram alguma coisa; por exemplo: o dinheiro da festa ou parte dele, as bécas e algumas coisas mais que, acrescentaram àquela festa um brilho todo especial, mas, e o pastor?

O pastor tem que estar lá porque nós também somos devedores a Deus de alguma coisa. Então, vamos chamar o pastor, já que Deus não vai estar lá de corpo presente.

Deus até já esteve no mundo corporalmente, e, quando esteve, não foi muito homenageado, deram-lhe uma cruz entre dois ladrões, mas, já que ele não pôde voltar agora... Então vamos trazer o pastor, é quem vai representar Deus.

Então vai acontecendo a cerimônia de formatura... Vai falar um, vai falar outro, mais um (eu passei por experiências semelhantes a esta em muitas formaturas, mas, esta marcou muito meu ministério)... E no final, todo mundo já tinha falado, e falado muito; os agradecimentos já tinham sido feitos por todos os formandos a todos aqueles que contribuíram e que apoiaram: aos pais, aos namorados, aos professores, a alguns amigos, a alguns políticos que contribuíram com a festa, enfim... No final, vai falar o pastor.

– O pastor vai falar, mas o tempo está curto então... Ainda tem um VT para passar, enquanto o pastor fala, vamos soltar o VT para o pessoal ir assistindo.

Enquanto o pastor fala e o pessoal vai se distraindo com aquelas imagens do cotidiano da faculdade, selecionadas durante os anos em que aqueles formandos estiveram juntos... O pastor falava, mas, ninguém estava ouvindo o que ele dizia, estavam totalmente distraídos com as imagens; alguns rindo de momentos engraçados que estavam sendo exibidos.

Talvez alguém ali tenha ouvido... O interessante é que eles estavam ali e todos eles eram devedores, e alguns declararam que eram devedores a Deus, mas, de toda palavra que eles poderiam ouvir naquele dia, a Palavra de Deus era a que tinha menos importância...

Os pastores normalmente são convidados assim, até mesmo dentro das igrejas:

– Pastor... O senhor vai pregar, mas, não pregue muito. Então, o pastor tem quinze minutos. Não pode passar de quinze minutos pastor! Porque tem muita gente. Tem duas bandas e tem um coral, além do coral algumas pessoas que pediram oportunidade e que, tem alguma coisa, alguma saudação e tal... ...Então, o pastor tem quinze minutos.

Outra vez disseram assim:

– Pastor! Resume ao mínimo ai e tal, vê ai o que da para não dizer, porque já tá passado da hora, já é quase dez horas pastor...

Isso tem acontecido muito. A minha pergunta é: Qual o lugar de Deus na vida destas pessoas e qual o lugar da Palavra de Deus? Se você ama o seu amigo por que você não quer ouvir o que Ele tem para dizer? Se você diz que ama a Palavra de Deus por que você despreza a Palavra de Deus?

Os pastores estão se conformando a estas circunstâncias, uns dizem aos outros:

– Nesta igreja não da para falar sobre adultério, têm algumas pessoas que são suspeitas de adultério, mas, elas são pessoas que contribuem de certa forma, então, se falar de adultério elas podem parar de contribuir. Não é bom que se fale em adultério.

– Não se pode falar aqui de divisão e contenda e falta de amor porque têm pessoas que estão ai se arranhando e o senhor vai falar sobre isso e causar mal estar nestas pessoas.

– Olha pastor, não da para pregar sobre perdão, porque têm pessoas que não conseguem perdoar, então vai pregar sobre perdão, isso é tão embaraçoso.

Outros irmãos e irmãs convidam assim o pregador:

– Pastor da para o senhor pregar? Mas, não fale sobre pecado; pecado é um assunto muito antipático, então não fale sobre pecado.

O gosto por pastores é intrigante:

– Nossa esse pastor é chato...

– Não gosto de ouvir um pastor porque ele começa falando de pecado e termina falando de arrependimento. Pior ainda é quando ele me lembra do que eu não gosto. Não gosto de pastor que me lembra que existe diabo e nem inferno. É muito chato ouvir pastor falar desses assuntos.

Então o que sobra para o pastor? Não sobra nada...

A verdade é que o pastor hoje tem o desafio de continuar pregando, e, pregando a Palavra de Deus...

O que a Igreja deve falar para o pastor:

– Fala-nos a Palavra de Deus.

E o pastor deve dizer assim:

¬– EU ESTOU AQUI PARA VOS ANUNCIAR A PALAVRA DE DEUS. OUÇAM A PALAVRA DE DEUS!

O profeta não fala segundo o gosto daquele que quer ouvir, mas, ele fala segundo DEUS. A Palavra de Deus que aquele o qual ouve necessita dela.

Nós estamos diante da Palavra de Deus que fala sobre luz e trevas. A o quê Ele associa as trevas e a o quê Ele associa a Luz?

E interessante pensar que houve um grupo nos tempos de Jesus que não aparece nos relatos dos evangelhos, os quais eram um grupo religioso muito rigoroso. A seita judaica que reunia esses senhores era uma muito rígida, uma das mais rígidas seitas dentre as que são encontradas e as que não são encontradas nas Escrituras. Os Essênios.

Essa seita não é encontrada nas Escrituras, mas, tem a sua existência comprovada na historia e tem a sua contribuição na história.

Eles eram tão rígidos e disciplinados que, eles eram guardadores, depositários de muitos manuscritos e eles preservavam essa Palavra de uma maneira muito dedicada, tanto que eles as escondiam.

A Palavra que pelos judeus deveria ser propagada era tão protegida! Era guardada de maneira escondida por causa do zelo desses irmãos, que eram tão rigorosos na disciplina e na piedade que não tinham condições nem de se relacionar com os homens de sua geração, ele eram santos demais para comer, mesmo com os seus irmãos, da mesma fé, judeus de outras seitas; eram santos demais para ouvir as conversas profanas dos homens de sua geração. Então eles se isolavam e moravam em montanhas, em lugares desertos.

Foi numa montanha próxima do deserto de Qumram na região do mar morto, que encontraram ali, um lugar onde eles se escondiam e ali encontraram também preservados alguns manuscritos que, só comprovaram que a Bíblia que temos hoje merece crédito, e que A Palavra de Deus merece todo crédito. Porque a Palavra de Deus fazia profecias que se cumpriram num determinado momento na história e alguns pesquisadores diziam que, por exemplo, o livro de Daniel, teria sido escrito no período do novo testamento, que alguns textos de profecias do livro de Daniel teriam sido acrescentados nas Escrituras por pessoas que viveram depois do tempo do cumprimento daquelas profecias, e quando descobriram esses manuscritos e dataram esses manuscritos, já continham nesses manuscritos essas profecias datados, muitos anos antes delas terem sido cumpridas, dando as Escrituras mais uma prova da sua fidelidade.

O zelo rigoroso foi bom por um lado, porque eles preservaram as Escrituras, mas, hoje nós não temos mais essa necessidade, não nesse sentido, de ocultarmos a Palavra de Deus. Nós temos a necessidade de fazê-la conhecida. Nós temos que arrumar uma forma de sermos santos, mas, nem tanto ao ponto de sermos incapazes de conviver com os homens de nossa geração.

Se você é santo demais ao ponto de não ter convivência nenhuma com uma pessoa que necessita ouvir a Palavra de Deus, você está sendo pecador demais! Pecador no excesso de zelo farisaico e na falta de amor pelas almas dos perdidos.

Existem crentes assim? Como os Essênios? Interessantes que, estes homens se diziam puros e Filhos da Luz! A despeito de sua reclusão. A despeito de seu zelo fervoroso, eles habitavam em lugares escuros. Eles habitavam em cavernas e se escondiam... Filhos da Luz?

O Senhor Jesus quando fala da luz ele diz que ela deve ser colocada num lugar alto para que a luz emane e ilumine... Luz! Se você pensa ser luz, mas não dissipa as trevas, você simplesmente usa de maneira errada, o termo assim: – Eu não dou certo com ninguém! Eu não dou certo como as pessoas do mundo porque não há comunhão entre a luz e as trevas.

A grande pergunta é: ¬– Luz serve para quê, mesmo?

Se a sua luz é tão especial que ela precisa ser oculta, ela é incapaz de cumprir o seu papel, essa luz que há em ti é trevas.

Por isso que o Senhor Jesus Cristo quando ele fala de amor, ele diz: “Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas.” (Lucas 11:35).

Então amados, aqui quando fala sobre luz, a luz é associada à verdadeira luz: I João 2.9, 10 “Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas. Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço.”

De que luz o Senhor está falando aqui para nós através da primeira carta de João? Essa luz é o Amor!

O pessoal diz assim: – Mas, a bíblia diz “Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra” (Sl 119.105)... Olha, a Palavra de Deus é a Palavra do Evangelho! Àqueles que creram que o messias viria creram no Evangelho. “Abraão creu”, naquilo que alguns teólogos chamam de, “proto evangelho”, mas, ele creu no Evangelho de Cristo que, foi pregado antes da manifestação do messias, (conforme Gálatas 3:8: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos.”) Ele creu no anuncio das boas novas da promessa, por meio da profecia e nós do cumprimento da profecia no Novo Testamento, nós cremos na profecia que se cumpriu.

Mas, o que é o Evangelho de nosso Senhor Jesus? Em que consistiu a doutrina do Senhor Jesus Cristo? O Senhor Jesus Cristo trouxe algum mandamento novo?

É interessante que o Senhor Jesus Cristo trouxe um mandamento que ele chama de novo, mas, ele ao mesmo tempo diz que estava fazendo novo aquilo que já era conhecido.

De fato nós que já temos o conhecimento da novidade do Evangelho, mas, temos fugido da novidade do Evangelho, e, algo que antes era conhecido se torna uma novidade quando nós o resgatamos.

O Senhor Jesus Cristo resgatou o ensino da Palavra de Deus; então, quando Ele falava da Lei, ele diz que este mandamento antigo era o mandamento do amor e toda Lei e os Profetas se acham neste mandamento, e este mandamento é: “ Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” E: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Mc 12.30, 31). Quando Jesus disse estas palavras Ele respondeu a pergunta de um Escriba, da seita dos fariseus e mestre da Lei; que confirmou: “Muito bem mestre.” (Mc 12.32) Quem se lembra desta passagem? Ele recebeu a nota dez! Dez em Lei. Jesus recebeu um “dez” em Antigo Testamento. Mas, quando este mestre da lei disse que amar o próximo “excede a todos os holocaustos e sacrifícios.” O Senhor lhe Declarou “não estás longe do Reino de Deus”.

Nunca houve nem nunca haverá mensagem da Palavra de Deus que não seja uma mensagem de amor. Nunca houve nem nunca haverá um “novo mandamento” que não seja O Mandamento do Amor. Um mandamento que não caduca, não fica velho e não sai de moda. Ainda que a gente visse geração após geração desprezando este mandamento, uma nova geração desprezando a Palavra de Deus. A Palavra de Deus é, e sempre haverá de ser a mesma Palavra do Evangelho: “Amados, não vos escrevo mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual, desde o princípio, tivestes. Esse mandamento antigo é a palavra que ouvistes. Todavia, vos escrevo novo mandamento, aquilo que é verdadeiro nele e em vós, porque as trevas se vão dissipando, e a verdadeira luz já brilha.” (I Jo 2.7, 8).

É o velho que se faz novo. É aquele que sempre haverá de ser: O Mandamento do Amor. E, então, a luz está associada diretamente ao amor, a verdadeira luz. Cristo mesmo é a manifestação do amor de Deus por nós, o Evangelho que ele prega é o evangelho de amor, e quando João começa o seu evangelho ele anuncia a chegada da Luz, a chegada de Cristo, e agora ele fala que, “Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas.” (I João 2.9).

Agora podemos dizer, o que seria fácil deduzir, a segunda parte do sermão, o que estão nós podemos associar às trevas?

Aquele coração cheio de ódio não conhece luz. O coração que o ódio esta degradando, e prevalecendo nele, é um coração carente de luz. No versículo 11 diz: “Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos.”

Veja que, quando ele fala da luz e do brilho da luz, diz que aquele que anda na luz não anda tropeçando, e agora ele diz que aquele que anda nas trevas, ele não sabe nem a direção, ele não sabe nem para onde vai.

É interessante nós imaginarmos que, a luz serve exatamente para nos orientar o caminho. Se você não tiver luz certamente você precisa de uma conversão ai, de uns cento e oitenta graus na sua vida, se você não estiver na luz você precisa chorar no escuro... Você deve aproveitar esse momento de escuridão na sua alma para no lugar secreto do seu coração chorar esta mazela, por que Jesus Cristo diz “caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!” (Mt 6.23b). Imagine o quanto o coração daquele que não conhece a luz está em trevas...

Uma das evidências, e a principal evidência trazida no Santo Evangelho, para confirmar, o teste fatal, para confirmar se você conhece a luz, se essa luz já brilha é o teste do amor. Se você odeia o seu irmão. Logo, não há luz. Se você ama o seu irmão, então não há treva nenhuma.

O grande teste do amor confirmará se você conhece a luz, se a luz está em ti e se você anda na luz.

Veja que o Conhecimento era chamado de luz pelos gregos... João escreveu um evangelho todo especial para o mundo gentil, dizem os estudiosos que dentre os evangelhos sinópticos, que quer dizer semelhantes, um é o evangelho diferente, que é o evangelho de João, escrito para uma comunidade de cultura grega. Os gregos achavam que eles tinham a luz, porque eles tinham conhecimento, então a luz é também uma figura do conhecimento, mas, este conhecer não é apenas um conhecer intelectual. Veja que você ser doutor em teologia não faz de você uma pessoa que anda na luz. Se você sabe de cor uma lista muito maior, do que qualquer outra pessoa de versículos bíblicos, isso não faz de você uma pessoa na luz, você ser um grande ouvinte de sermão, já ouviu milhares, não faz de você uma pessoa que conhece a luz, por essa luz não é uma luz apenas para ser conhecida, essa luz é filosofia, a luz é uma luz que deve penetrar a sua alma, que deve iluminar no lugar secreto de seu coração, essa luz tem que penetrar a sua carne e encontrar nas profundezas da sua alma um lugar para que, dissipe todas as trevas que estão te matando.

É conhecido da psicologia e também da medicina, doenças chamadas psicossomáticas, e é sabido o seguinte: pessoas que não perdoam adoecem! Pessoas que não amam adoecem! Tem uma música popular que diz o seguinte: (é interessante que a gente pensa que vai escutar música popular e encontrar só porcaria. Se você procurar porcaria você vai encontrar só porcaria, mas tai coisa boa.) “A gente não quer só viver, a gente tem que ter amor.”

Vida, verdadeiramente? Luz, Verdadeiramente? Não se acha onde o amor está ausente...

A grande verdade é que a luz não tem que ser apenas conhecida intelectualmente, uma pessoa pode escrever um tratado sobre amor, ou conhecer tudo sobre amor. O que pode acontecer?

– Meu Irmão, eu estou aqui para te apresentar uma coisa: a Palavra de Deus olha aqui, ela diz que você deve amar o seu irmão!

– Não. Eu já conheço este texto ai. Eu conheço outros textos até melhores do que este ai, e décor.

Não adianta nada este conhecer... O conhecer tem que ser completo através do amor habitando em nossos corações. Uma pessoa pode falar:

– Mas, quem conhece o meu coracao? Eu tenho um coração cheio de amor.

Quem tem luz, e a luz está nele, anda na luz! Então, é através da manifestação do amor que nós saberemos que verdadeiramente o amor habita em você.

– Não. Eu conheço tudo sobre amor. O amor está no meu coração, mas, é comigo e com Deus, Deus conhece o meu coração.

Não há nada mais hipócrita do que isso! De se dizer que tem conhecimento do amor. De se dizer que o amor de Deus habita em seu coração, mas, não conseguir manifestar isso através de atitudes de amor. Amor não significa nada, se não for pelas atitudes.

Quando o Senhor Jesus disse assim: “amai-vos uns aos outros”, se ele tivesse ordenado um sentimento para ser guardado, oculto, no seu coração, mas, que não representasse nada para o seu irmão, que não representasse nada para a comunidade que você freqüenta e que não representasse nada para com o seu inimigo! O Senhor Jesus teria ordenado um sentimento inútil e esse mandamento não teria fundamento nenhum... Amor é atitude, não é sentimento.

– Ah! Eu não senti nada ainda, eu preciso sentir alguma coisa. Senão, eu não vou lá não!...

Sentir o quê?!... Você está esperando que o amor no seu coração comece a tremer e te chacoalhar para você amar o seu irmão? E, de que forma eu posso amar o meu irmão? Através de atitudes.

Todo mundo que é crente ama missões. Mas, existe um teste de amor missionário. Se você nunca contribuiu nenhum centavo com missões, você que diz que ama missões é um grande mentiroso.

Se você diz assim:

– Ah! Eu fiquei tão triste e emocionado (ou emocionada) porque eu estava vendo na televisão um dia desses, aqueles pobrezinhos lá no Haiti. Eu amo aquela nação! Eu pensei em doar um sapato, mas, os meus sapatos ainda estão muito novinhos. Eu tenho uns poucos, só tenho oito. Tô esperando um, que, tá lá mais surradinho, quando furar o solado eu mando.

Que amor é esse?

Então, nós nos acostumamos a falar de amor, a declarar que temos amor, mas, não termos atitudes de amor.

Atitude de amor é simples. No relacionamento com a sua esposa ou com o seu marido. No relacionamento entre o pai e a criança, no relacionamento entre irmãos e no relacionamento com o seu inimigo, você expressa amor de diferentes formas...

Exemplo: Como uma mulher expressa o seu amor para com o seu marido? Pode ser de uma forma bem simples; uma esposa expressa amor para com o seu marido: dedicando mais tempo para ele. Administrando o tempo dela a ponto de passar mais tempo com o marido. E, se esforçando para suprir as necessidades do seu marido para que ele fique alegre na companhia da esposa.

E o marido? Ele pode expressar o seu amor deixando aquelas velhas manias e costumes que incomodam tanto a sua esposa, o que às vezes são coisas tão simples, mas, por simples teimosia, às vezes por marxismo, às vezes por revanchismo, rivalidade, o marido insiste numa coisa que nem significa tanto para ele. Mas simplesmente ele não que abrir mão; dedicar também mais tempo, um gesto de renúncia, às vezes de um tempo do futebol, às vezes é o único tempo tão precioso para ficar com a esposa, mas, ele tem que ficar quatro horas de futebol; um grande gesto de amor seria ele poder chegar e dizer assim:

– Olha meu amor... Eu jogo quatro horas de futebol, mas, a partir de hoje eu vou jogar só três e vou ficar uma hora com você.

Não é legal? Pode parecer até pouco, mas, o gesto pode ser muito grande.

E no relacionamento com o meu irmão? Bem, a Bíblia diz assim: “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.” (Efésios 5:21) No relacionamento com o seu irmão assim como no relacionamento entre casais, nós precisamos aprender a doar, nós precisamos aprender a ceder, nós precisamos aprender a perder, nem tudo é do jeito que a gente quer.

Quando eu era criança eu era muito ruim de bola, mas um dia eu me vinguei: – Agora e sou o dono da bola. A bola agora é minha! O tempo da bola de dente de leite acabou! A minha bola é uma excelente bola de capotão! E, agora o dono da bola sou eu... Dessa vez quem manda na brincadeira sou eu. – Eu não jogo? Não? Eu pego a minha bola e vou embora.

O fato é que às vezes a gente fica se comportando com criança. Então como que a gente demonstra amor para com o nosso irmão? Esperando próxima. Dando a oportunidade para o outro salvar o time. Isso pode ser trabalhado na leitura bíblica. Eu acho bonito, por exemplo, o coro que os irmãos fazem na hora de ler. Quando é para ler cada pessoa um versículo, ai um começa, mas, começou junto com o outro. Vamos fazer um exercício de amor? Quem começar primeiro continua e você que começou um pouquinho depois, um milésimo de segundo, pára. Dá a oportunidade para o seu irmão que ainda não leu. Você é rápido no gatilho! Quem achar primeiro leia... Lá vai você de novo. Quem achou primeiro? Ele de novo... Não tem para ninguém... Então lá vai um exercício de amor: – Eu sou o rápido no gatilho aqui, mas, eu vou deixar outros lerem também. Vou dar a oportunidade para o irmão.

São coisas simples. Mas, e no amor para com o seu inimigo?

– Ah! Como é difícil amar um inimigo!...

Um gesto de amor para com o seu inimigo é: deixe-o ser o seu inimigo sozinho. Não rivalize com ele. “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” (Romanos 12:21).

Nós achamos que é difícil, é nos achamos que é difícil! Mas, tudo fica fácil, quando nós observamos segundo a palavra de Deus.

Querem ouvir uma coisa muito simples? “Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.” (Lucas 6:31).

Não é difícil sair das trevas para a luz. Mas, se torna muito difícil sem a presença brilhante do Espírito Santo, é a presença de Deus que nos iluminam os corações e nos enchem de luz.

Não vamos ocultar a nossa luz, nós que pensamos ter desta luz, nalguma caverna, no meio de um deserto, na beira de um mar que se chama morto. Sabe por que o Mar morto é um mar morto? Sabem por que ele tem esse nome? O mar morto tem esse nome porque ele não dá nada para ninguém. Ele só pensa em si mesmo, ai o final dele é que ele morre, porque ele só recebe água, a água evapora e o sal fica a água evapora e o sal fica, e ali vira um mar de sal onde não há vida. Então não vamos esconder, não vamos ocultar os nossos corações em um lugar no meio do deserto, dentro de uma caverna, na margem do Mar Morto. Mas, vamos deixar que a luz que há em nós pelo Espírito do Senhor, reluza, resplandeça como o rosto de Moisés que esteve com o Senhor no Monte Sinai.

Procure um Sinai para você.

Procure um Sinai para você. Entra no seu quarto fecha a sua porta e tenha um encontro com o Senhor Deus. Logo pela manha antes de falar com qualquer pessoa, fale com Deus, antes de começar o seu relacionamento, com seus familiares, visinhos, amigos, colegas de trabalho, antes fazer os seus negócios, tenha este encontro com o pai das luzes. Receba primeiro esta Luz, ai você verá com é fácil resplandecer.

Oremos:

Santo e Soberano Deus e eterno Pai. Cada um de nós olhando para os nossos próprios corações, rogamos-te ó Deus! Que o Senhor venha nos iluminar. Brilha Senhor sobre os nossos corações, para que, ó Deus, não sejamos apenas conhecedores da luz de maneira intelectual apenas, ó pai, através de informação sobre o amor, mas, sejamos cheios de amor nos nossos corações para que, também, andemos nesta luz, nas nossas atitudes, nos nossos relacionamentos e nas nossas palavras e olhares, e, em todas as coisas simples na vida, um pequeno sorriso, um abraço... E em gestos espetaculares e até extravagantes de amor, gestos ó pai! Homéricos! De acordo com a criatividade e condição de cada um. Tenhamos, ó pai! Um gesto de amor, porque sabemos que o Senhor é um Deus de amor, e que o Evangelho do Senhor Jesus é um evangelho de amor e que amar vale à pena. É assim que nós te rogamos hoje, ó pai! Em nome de Jesus. Amém.

terça-feira, 30 de março de 2010

SENTENCIADOS AO CASAMENTO






“De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Mateus 19:6).





“Se eu soubesse que casamento era assim eu nunca teria me casado!”

“Eu não me separo porque honro os votos do matrimonio!”

Essas declarações são ouvidas nas terapias de casal e nos gabinetes pastorais, mas, casamento não é para ser assim. E, se um casal honrar verdadeiramente os votos do matrimônio viverá tão deleitosamente o casamento que jamais pensará em separação.

Existe o caso de uma jovem que fez um grande esforço para fisgar um marido do jeitinho que ela queria: Um homem rico e bonito. Fez uma dieta, entrou na academia e emagreceu 25 quilos. Casou-se com um homem rico e bonito, realizou o seu sonho de não trabalhar fora e ficar em casa comendo e esperando o marido com a casa arrumada e a mesa pronta. Logo engordou de volta os 25 quilos perdidos para fisgar o marido e de quebra mais uns 5 quilos. O marido não gostou, nem sabia que ela já tinha sido gorda um dia, e, que, detestava academia; tinha feito o sacrifício para se tornar atraente e casar, agora o marido deveria amá-la e desejá-la como ela é pelas virtudes interiores da sua alma?

Uma mulher deve estar atraente e em forma para o seu marido mesmo depois de casada. A Escritura expressa em 1 Coríntios 7:3: O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido.” (Efésios 5:24 “Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido.”)

Ele era um jovem que se esforçava para ser educado, cordial, carinhoso e romântico. Queria conquistar a garota, acatava seus caprichos e se apresentava limpo e impecavelmente vestido nos encontros com ela e com a família da namorada. Mas, depois do casamento, mostrou quem realmente era. Mal humorado, não gostava de tomar banho e era, quase sempre, grosso e mal educado com ela. Tinha se esforçado para conquistar a sua amada, ela não conhecia esse lado dele, e viveria aterrorizada com o marido. Agora ela tinha que aceitá-lo como ele era afinal, um marido honesto e trabalhador e ela, agora, uma mulher casada?

Um marido deve ser educado e romântico para com sua esposa por toda a sua vida. Como está escrito em Efésios 5:25: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,” e em Colossenses 3:19: “Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura.”

Essas experiências não comunicam que o casamento é uma bênção, mas, que o casamento é uma maldição, uma verdadeira sentença de prisão, uma verdadeira condenação.

O que de Bíblico há no ensino de que o casamento só pode ser preservado por um compromisso levado a ferro e fogo até as últimas conseqüências? Nada.

O compromisso é importante, mas, não é suficiente sem o amor. E não importa o quanto um homem e uma mulher tenha conceitos bíblicos do matrimônio, se a mulher não for atraente e carinhosa e o marido romântico e atencioso no mínimo, esse casamento não terá nenhuma chance de ser feliz, e mesmo que não haja uma ruptura pelo divórcio ele será uma sentença de condenação.

Jamais encontrei um casamento perfeito, mas, existem conceitos praticáveis e que devem perdurar por todas as vidas juntas pelos laços do matrimônio. Amor, amizade, romantismo, transparência, honestidade, sinceridade, principalmente, satisfação das necessidades emocionais e físicas e compreensão das limitações um do outro. Tudo isso pode ser resumido no termo “uma só carne”. E não será uma só carne se estas coisas não existirem como elos entre eles.

“Salvar o casamento”, nunca será possível quando compreendido apenas como um esforço de evitar o divórcio, mas, será possível se for compreendido como o esforço para tornar um casamento com qualidade, feliz e deleitoso, não necessariamente perfeito, isto é, sem problemas, mas, o suficiente para suprir satisfatoriamente as necessidades emocionais e físicas um do outro. Salvar um casamento não é apenas evitar um divórcio, mas, reconstruir um relacionamento sobre o alicerce do amor.

A Bíblia não consentiu e nem encorajou o divórcio, no entanto, ele aconteceu na vida de sacerdotes e ministros de Deus, de reis, de heróis como de pessoas comuns e acontece a cada dia mais, como indicam estatísticas baseadas em dados oficiais. O divórcio é um desafio pastoral para a Igreja e não será evitado ou corrigido pelo peso da Lei, pelo compromisso, mas, pela graça de Deus, no deleite da graça pelo desfrutar de um casamento deleitoso e abençoado.


Rev. Anatote Lopes

segunda-feira, 29 de março de 2010

O QUE FOI QUE ACONTECEU COM A MULTIDÃO? (Mt 21)

Jesus Cristo entrou em Jerusalém montado em um jumentinho e aclamado pela multidão que bradava: “Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor; Hosana nas alturas.” Mas, o profeta de Nazaré, aquele que ao entrar, convulsionou-se toda a cidade, naquele dia que hoje é lembrado como domingo de ramos, porque as pessoas estendiam ramos para que o Rei não pisasse nalguma pedra, tornou-se uma grande decepção.
Ao entrar no templo exigindo reverência, expulsou os que ali vendiam, e, com palavras severas reprovou-lhes a deturpação da religião pelas praticas materialistas e desonestas no próprio templo.
Ainda, depois disto, umas poucas crianças ousavam aclamá-lo Rei, das quais Cristo disse: “nunca leste que da boca de pequeninos e das crianças de peito tiraste perfeito louvor?”
Por que estou certo que aqueles adultos tinham em seu coração um tipo de messias político, ao qual Cristo não correspondeu, no entanto àquelas crianças não se ocupavam das preocupações econômicas e políticas que os adultos tinham, apenas exaltavam o Rei.
Aquela multidão teve as ambições e caprichos de seus corações frustrados pelo propósito eterno de Deus, e não tardou para que trocassem o “hosana” pelo “crucifique-o”. Eles não se sujeitaram a vontade de Deus. Antes, a multidão colocou seus interesses acima dos valores do Reino de Deus que inclui a misericórdia, o amor e o perdão.
Até hoje a disposição dos corações das pessoas muda quando seus interesses são frustrados, e podemos ouvir clamores de “crucifique-o!” “Crucifique-o!” “Crucifique-o!”

segunda-feira, 1 de março de 2010

BOICOTE

Como é vergonhoso ser cristão não católico romano neste país... Claro que tenho vergonha suficiente para não voltar ao papado e resisto esses pequenos papas deste país! Como se não bastasse as nossas próprias misérias, falo de mim e do meu opróbrio, claro que todos nós temos as nossas próprias mazelas, mas, eu fico envergonhado e choro, porque de repente me vejo pastor neste país, com o compromisso de pregar o evangelho e de pastorear uma parcela pequena do rebanho do Senhor, anônimo pastor de anônimos, sim, porém, não gostaria de ser chamado de evangélico, nem de crente, ou mesmo de protestante, termos que tiveram o seu valor num determinado momento histórico, ou mesmo de reformado. É tanta gente esquisita se dizendo reformado! Tudo isso está me envergonhando, toda essa briga de cachorros grandes, que disputam o dinheiro de gente trabalhadora e honesta, que consome livros, cd’s e dvd’s caros, e dão "ibope" para programas de TV e sítios na internet, e, até ofertas para eles terem tempo na TV e se gabarem de gastarem tempo e dinheiro com TV neste país a tanto tempo. Dinheiro dos crentes. Chega gente!
Chega de consumir tempo e dinheiro com eles, vamos voltar a nossa atenção para a Palavra de Deus, para o estudo bíblico na nossa comunidade de fé ou individualmente, e voltar a nossa atenção para a pregação expositiva, de um evangelho puro e simples, deixemos esses megalomaníacos egocêntricos evangélicos e essa megalomania e nos apliquemos no evangelismo pessoal, no testemunho com as palavras e com as boas obras, e vamos boicotar esses cachorros grandes que vivem se mordendo... Não sei mais o que dizer... Além de aconselhar os irmãos a resistirem a curiosidade de ouvi-los se atacarem, e resitirem a tentação da distração com os estereótipos vulgares do atrevido que grita, que se arvora proféta, e do que pousa de guru que xinga, do emotivo que chora para dizer aos outros que é espiritual, do manipulador que domina uma técnica e usa frases prontas, chega de tudo isso... A Bíblia? Reencontre-a, gaste mais tempo com o Velho e o Novo Testamento do que com a audiência a estes ícones da baixaria evangélica.