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terça-feira, 30 de março de 2010

SENTENCIADOS AO CASAMENTO






“De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Mateus 19:6).





“Se eu soubesse que casamento era assim eu nunca teria me casado!”

“Eu não me separo porque honro os votos do matrimonio!”

Essas declarações são ouvidas nas terapias de casal e nos gabinetes pastorais, mas, casamento não é para ser assim. E, se um casal honrar verdadeiramente os votos do matrimônio viverá tão deleitosamente o casamento que jamais pensará em separação.

Existe o caso de uma jovem que fez um grande esforço para fisgar um marido do jeitinho que ela queria: Um homem rico e bonito. Fez uma dieta, entrou na academia e emagreceu 25 quilos. Casou-se com um homem rico e bonito, realizou o seu sonho de não trabalhar fora e ficar em casa comendo e esperando o marido com a casa arrumada e a mesa pronta. Logo engordou de volta os 25 quilos perdidos para fisgar o marido e de quebra mais uns 5 quilos. O marido não gostou, nem sabia que ela já tinha sido gorda um dia, e, que, detestava academia; tinha feito o sacrifício para se tornar atraente e casar, agora o marido deveria amá-la e desejá-la como ela é pelas virtudes interiores da sua alma?

Uma mulher deve estar atraente e em forma para o seu marido mesmo depois de casada. A Escritura expressa em 1 Coríntios 7:3: O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido.” (Efésios 5:24 “Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido.”)

Ele era um jovem que se esforçava para ser educado, cordial, carinhoso e romântico. Queria conquistar a garota, acatava seus caprichos e se apresentava limpo e impecavelmente vestido nos encontros com ela e com a família da namorada. Mas, depois do casamento, mostrou quem realmente era. Mal humorado, não gostava de tomar banho e era, quase sempre, grosso e mal educado com ela. Tinha se esforçado para conquistar a sua amada, ela não conhecia esse lado dele, e viveria aterrorizada com o marido. Agora ela tinha que aceitá-lo como ele era afinal, um marido honesto e trabalhador e ela, agora, uma mulher casada?

Um marido deve ser educado e romântico para com sua esposa por toda a sua vida. Como está escrito em Efésios 5:25: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,” e em Colossenses 3:19: “Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura.”

Essas experiências não comunicam que o casamento é uma bênção, mas, que o casamento é uma maldição, uma verdadeira sentença de prisão, uma verdadeira condenação.

O que de Bíblico há no ensino de que o casamento só pode ser preservado por um compromisso levado a ferro e fogo até as últimas conseqüências? Nada.

O compromisso é importante, mas, não é suficiente sem o amor. E não importa o quanto um homem e uma mulher tenha conceitos bíblicos do matrimônio, se a mulher não for atraente e carinhosa e o marido romântico e atencioso no mínimo, esse casamento não terá nenhuma chance de ser feliz, e mesmo que não haja uma ruptura pelo divórcio ele será uma sentença de condenação.

Jamais encontrei um casamento perfeito, mas, existem conceitos praticáveis e que devem perdurar por todas as vidas juntas pelos laços do matrimônio. Amor, amizade, romantismo, transparência, honestidade, sinceridade, principalmente, satisfação das necessidades emocionais e físicas e compreensão das limitações um do outro. Tudo isso pode ser resumido no termo “uma só carne”. E não será uma só carne se estas coisas não existirem como elos entre eles.

“Salvar o casamento”, nunca será possível quando compreendido apenas como um esforço de evitar o divórcio, mas, será possível se for compreendido como o esforço para tornar um casamento com qualidade, feliz e deleitoso, não necessariamente perfeito, isto é, sem problemas, mas, o suficiente para suprir satisfatoriamente as necessidades emocionais e físicas um do outro. Salvar um casamento não é apenas evitar um divórcio, mas, reconstruir um relacionamento sobre o alicerce do amor.

A Bíblia não consentiu e nem encorajou o divórcio, no entanto, ele aconteceu na vida de sacerdotes e ministros de Deus, de reis, de heróis como de pessoas comuns e acontece a cada dia mais, como indicam estatísticas baseadas em dados oficiais. O divórcio é um desafio pastoral para a Igreja e não será evitado ou corrigido pelo peso da Lei, pelo compromisso, mas, pela graça de Deus, no deleite da graça pelo desfrutar de um casamento deleitoso e abençoado.


Rev. Anatote Lopes