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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

DEUS ODEIA O PECADO, MAS AMA O PECADOR?


Às vezes ouvimos dizer que uma pessoa irascível e violenta, maledicente e contenciosa tem um bom coração, como se fosse possível um coração cheio de Deus manifestar apenas as obras das trevas! Como se fosse possível uma pessoa cheia do Espírito Santo não manifestar o fruto do Espírito (Gl 5.22-23) e alguém ser bom à parte de Deus e do Espírito Santo. Como disse Jesus: “Bom é Deus”.
As Escrituras em muitas passagens bíblicas afirmam: "Os perversos não herdarão o Reino de Deus." Vicent Cheung, afirma que "As pessoas perversas são aquelas que os incrédulos consideram pessoas normais." Para que não fiquem dúvidas sobre quem são as pessoas perversas Paulo faz uma lista de pessoas em 1° Coríntios 6.9-10: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.” Ainda encontraremos listas maiores ou menores que esta em outras passagens.
Vicente Cheung nos desafia a uma interpretação coerente desta passagem: "Observe que ele não nos dá apenas uma lista de pecados, mas uma lista das pessoas identificadas pelos pecados. Nossa sociedade frequentemente separa as pessoas de suas ações e, se elas condenam a impiedade de alguma forma, tendem a escusar as pessoas como vítimas da sua própria educação e das circunstâncias. Essa forma mista de pensamento tem infiltrado a igreja e sua teologia, de forma que muitos crentes chegam a pensar que a frase “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador” é parte do evangelho.”
Por isso o evangelho não apenas condena pecados, mas também chama pecadores ao arrependimento. Em nenhum lugar das Escrituras se encontrará uma justificativa psicológica, cultural, social ou teológica para o problema do pecado inocentando o pecador a parte da obra expiatória, salvífica de Cristo mediante arrependimento e fé. Será lançado o pecado no inferno, mas também os pecadores que não se arrependerem, estando a eles inseparavelmente afeiçoados, juntos serão condenados pelo fogo.
Visto que a graça salvadora é poderosa para nos transformar, não podemos absorver o pensamento mundano de que “Deus nos aceita como somos”, recusando-se a nova vida em Cristo. Não é parte do evangelho, absolutamente, pois ele nos recebe pecadores arrependidos e nos transforma e santifica. Nada que seja propriamente o que somos ou que seja nosso, como nossa miséria e pecado, serão aceitáveis a Deus; apenas a nova vida em Cristo é aceitável diante de Deus.
Assim como nos predestinou, isto é, quando ele nos “idealizou” na eternidade, para sermos salvos, preparou de antemão as boas obras para realizarmos; isto é claro como a luz do dia! Deus criou “de antemão” as boas obras “para que andássemos nelas”, como está escrito: “Porque somos feituras Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” (Ef 2.10).
A doutrina bíblica não distingue pecado e pecador, não transforma o pecador em vítima da educação e das circunstâncias, muito pelo contrário, uma igreja bíblica usa a disciplina eclesiástica, pela qual condena não apenas o pecado, mas disciplina o pecador para que abandone o pecado e purifica a igreja de pecadores impenitentes. Considera a impenitência como sinal da reprovação (Hb 12.17) e o arrependimento o sinal da graça salvadora. (Mc 1.14-15). A ética do evangelho é absoluta, portanto inegociável. 

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