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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A NOSSA FÉ E AS NOSSAS ESCOLHAS

Por Anatote Lopes


“O futuro a Deus pertence”... “Deus está no controle”... Ninguém discorda destas afirmações. Não devemos andar ansiosos por saber o futuro, como está escrito: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (Mt 6:27). No entanto, uma verdade incontestável se torna uma mentira descarada, no seu uso aparentemente piedoso, quando uma citação bíblica é tomada por gente preguiçosa, negligente, hipócrita e acomodada, com o propósito de esconder sua diabólica e irresponsável omissão, egoísmo e crueldade. Não raro ouvimos argumentos supostamente bíblicos da boca de pessoas coniventes com o mau. Alguns que se dizem cristão e se escondem atrás de um verniz de religião e parecem ignorar que, o mesmo Deus que nos salva por sua livre vontade (Efésios 1:11) ordenou as coisas de tal forma que, das nossas escolhas no presente dependeria o nosso futuro: A Lei da Semeadura.

Conforme Gálatas 6.7: “não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear isso também colherá.” Ora! Alguém pode achar que vivendo coniventemente com o mal receberá de um Deus bom algum benefício? Zombando de Deus, semeando o mal, receberá o bem que não semear? O que acontece se o futuro não for avaliado como sendo bom? Essa gente hipócrita e conivente com o mal vai dizer que Deus o Soberano é culpado, para se isentar da sua responsabilidade? O Deus que salva pela graça não transforma os salvos? Porventura Ele arregimenta um exercito de gente imoral, corrupta e covarde? Jesus Cristo não é o príncipe das trevas, nem arregimentou um exército que anda em trevas; afirma a Escritura: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 1:9). Então, o problema das pessoas cooptadas pelas trevas é que, ou não foram chamadas para a Luz, ou servem ao senhor errado.

Tomar decisões não é fácil e acarreta riscos. Nunca sabemos quais serão as consequências de uma decisão biblicamente certa, mas é preciso desvendar os olhos e escolher com consciência e responsabilidade; fazer o que é certo; o que pode trazer consequências dolorosas, às vezes, mas a omissão e a covardia certamente trás consequências trágicas e ainda mais graves no futuro. O problema das escolhas morais em nosso tempo de inversão de valores é o desejo de autoproteção. Neste caso, quem se autoprotege não confia em Deus e transfere a sua segurança aos homens a quem não desejam aborrecer, em alguns casos se sujeitam a bajular. Este é o caso dos apaziguadores que, logo surgem para defender toda sorte de corruptos e imorais, para parecerem aos homens maus que sejam bons e pacificadores. Colocando-se em oposição declarada ou traiçoeira aos que veem lutar contra a violência, a imoralidade e a corrupção. Estes apaziguadores não são pacificadores, muito pelo contrario, eles são culpados de muito sangue de irmãos perseguidos pelo mundo e de tantos outros famintos e necessitados. São falsos irmãos. O Deus deles é o dinheiro, posição e os seus próprios ventres. “Estes já receberam a sua recompensa.” (Mateus 6:2).

Não somos perfeitos, antes fomos, pela graça de Deus, eficazmente chamados ao arrependimento dos pecados, os quais nos escravizavam, mas agora, tornaram-se os nossos maiores inimigos a serem vencidos com a ajuda do Espírito Santo. Não importa quem sejam os tiranos históricos, o povo é sempre escravo de seu próprio pecado. Quando cada um de nós estiver sem saída, em sofrimento, ameaçado ou em perigo, é dos nossos próprios pecados que devemos nos queixar primeiro (Lamentações 3:39). A nossa esperança, a nossa Luz no fim do túnel, é descrita em Mateus 1:21 na promessa da encarnação de Jesus Cristo: “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.”. Jesus Cristo veio realizar essa libertação. Em seguida nos chamou: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.” (Mateus 3:2). Isto é, mude de atitude, volte-se para Deus que, nos dará a vitória no seu tempo. Jesus nos garantiu essa vitória na cruz, sendo o sacrifício que nos reconciliou com Deus; Jesus morreu em nosso lugar, segundo a justiça de Deus, com ele fomos crucificados, mas, Ele ressurgiu dos mortos e vive, agora com Ele também vivermos.

O Senhor está conosco na nossa caminhada, nos orienta com Sua Palavra no momento em que estamos diante de decisões importantes. Busquemos sempre o que corresponde à vontade divina, não nos baseemos nas efêmeras convenções e etiquetas de preceitos humanos, pautemos na nossa fé as nossas decisões, sujeitando-as ao Evangelho. Sendo fiéis ainda podemos enfrentar prejuízos, despertar inimizades e perseguições, porém podemos viver sem temor com Deus, não temos nada a perder por termos feito a escolha certa. “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” Disse Jesus (João 16:33). Alguns têm suas vontades escravizadas pelo pecado, em prisões de incredulidade e idolatria, não conseguirão sequer discernir a glória dos fiéis e no Dia do Senhor sofrerão repentino juízo, mas as escolhas, dos libertos em Cristo como sementes brotarão, em seu tempo florescerão e frutificarão para a vida eterna.

Deus o abençoe...