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sábado, 12 de novembro de 2011

11 - Martinho Lutero, Reformador, nascido em 1483


Pensei em escrever alguma coisa sobre o aniversário de Martinho Lutero, o qual se estivesse vivo completaria 528 anos. Tão vivo está que estamos falando dele até hoje. De tal coragem de apresentar as suas 95 teses e não renunciá-las diante das autoridades e das hostes papais. Mas, de renunciar privilégios, recusar os subornos dos cardeais. Saiu da sua zona de conforto, deixou de ser como o maldizente que não responde pelo que fala, que se oculta na hora que a batalha está mais aguerrida.
Teve coragem de se ausentar das atividades sociais onde os homens alimentam seus egos doentes e fazem crescer o seu próprio nome com demagogias e bajulações para se dedicar ao que produz transformações profundas e permanentes: a tradução das Escrituras Sagradas para a língua do povo.
Esteve diante de multidões, mas contou com poucos amigos. Casou-se com Catarina e viveu a vida comum do lar, desligando-se das demandas cotidianas, bebeu seu vinho com os filhos e contou-lhes histórias. Manteve-se em vida simples apesar de sua posição. Decorou a sua sala, preservou algumas tradições, compôs e expressou com arte. Reprimiu em si os ímpetos da ira e da contenda e orou fervorosamente para que não se orgulhasse e deixasse de estar, tão somente, dependente de sua graça. Confessou os seus pecados e jamais deixou de reconhecer o quão dependente sempre foi do amor e da misericórdia do Senhor. Foi um homem como podemos ser. Que se submeteu à Palavra e por ela viveu, e o poder da Palavra manifestou-se em sua vida.
Lutero enfatizou a doutrina do sacerdócio universal de todos os crentes. Somos sacerdotes. Alguns de nós se tivéssemos o poder de entregar o mundo ao diabo, não perderíamos tempo para fazê-lo. Apocalipse 20.6 diz: “felizes e abençoadas as pessoas que foram incluídas nessa primeira ressurreição, pois a segunda morte não tem poder sobre elas! Serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele durante mil anos.” (NTLH).
Deus quem toma a iniciativa de incluir, de derrotar o diabo e por Jesus Cristo fazer os crentes da Ásia vencer em meio às perseguições e receberem esta promessa.
Os ressuscitados reinam como sacerdotes, eles são abençoados por Deus que, deu-lhes vida e confiou a história em suas mãos. Aos fiéis esse sacerdócio futuro, é uma promessa prefigurada pelo sacerdócio universal de todos os crentes. O cumprimento parcial da promessa é um sinal e garantia do seu cumprimento no futuro. Evangelizamos, pregamos e acolhemos os perdidos, prenunciamos o sacerdócio real, com uma prática real de sacerdócio, pois real para o Cristão tem dois sentidos, para hoje e para o futuro. A realidade do que não se vê. É por isso que o Apóstolo nos diz em 2 Co 4.18: “não atentando nós nas coisas que se vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.” (ARA).