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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O MINISTÉRIO DO APERFEIÇOAMENTO



Efésios 4.11-16


O sujeito ou agente do aperfeiçoamento é o próprio Deus, mas como ele realiza esta obra da graça de Deus em Cristo?
O texto em Efésios 4.11 nos diz que “Ele mesmo concedeu”... apóstolos, evangelistas, profetas e pastores-mestres... “Com vistas ao aperfeiçoamento” (v. 12). É através do ministério que os santos são aperfeiçoados. Paulo faz referência a dois tipos de ministérios. São eles:  
1) Os Ministérios Ordinários (regulares). São àqueles ministérios na liderança da igreja. Foi pensando em equipar os crentes para realizarem o trabalho, que Deus escolheu e deu pastores à igreja (v. 11 e 12). A expressão “pastores e mestres” pode ser traduzida por “pastores-mestres”, ou “pastores ensinadores”.
2) Os Ministérios extraordinários. São aqueles que tiveram o seu tempo, seu lugar e seu propósito específico. Entre estes últimos verificamos os apóstolos, que tiveram a missão de lançar os fundamentos da Igreja.
Cabe ao pastor a sublime e difícil tarefa de aperfeiçoar os santos, guiá-los à maturidade espiritual, traçar a planta dada por Deus e equipar os crentes para o trabalho de construção do edifício.
Os deveres do pastor são: prover o rebanho de alimento espiritual e procurar protegê-los de perigos espirituais. Nosso Senhor utilizou esta palavra em João 10.11, 14 para descrever sua própria obra, sendo sempre ele mesmo, o sumo Pastor (Hb 13.20; 1 Pe 2.25; 5.4), sob quem os homens são chamados a pastorear “o rebanho de Deus” (1 Pe 5.2; Jo 21.15; At 20.28). Portanto o propósito imediato de Cristo em dar pastores à sua igreja é, através do ministério da palavra exercido por eles, equipar todo o seu povo para os ministérios variados.
As ovelhas geram outras ovelhas; precisam de saúde para dar o primeiro leitinho aos seus cordeirinhos. Esse é o processo natural, e também o principio da multiplicação. Foi o próprio Cristo quem chamou a Pedro, e deu-lhe a missão: “apascenta as minhas ovelhas”. Os santos são aperfeiçoados por aqueles que foram chamados, constituídos, habilitados e dados por Cristo à sua igreja: os seus pastores.
Nenhum homem, portanto, deveria colocar-se nesta missão, a menos que esteja certo desta graça especifica de Deus em sua vida, pois conhecimento, tempo de igreja e idade não substitui a chamada divina que um servo de Deus recebe ou o equipamento divino dado aos seus ministros. O Novo Testamento nunca contempla situação em que a igreja comissiona e autoriza pessoas a exercer o ministério para o qual lhes falta tanto a chamada divina quanto o equipamento divino.
A carne o mundo e o diabo, com todas as suas pressões, tudo farão para tirar os pastores deste ministério, ou fazê-los negligenciar a primazia e seriedade do mesmo, os embaraçando com as coisa deste mundo, ou fazendo-os se envolver em múltiplas atividades menos importantes, ou que talvez outros na igreja poderiam realizar bem, e quem sabe, até melhor. Lamentavelmente, muitas das atividades impostas aos pastores em determinadas igrejas talvez tenham como propósito entreter, prender o interesse e quem sabe ocupar o ministro em atividades que não tem nada haver com o ministério pastoral.
É o pastor enviado por Deus para fazer a obra que Deus o capacitou e ordenou e outro não a fará. Os apóstolos nos ensinaram isto quando elegeram “os sete”. (Atos 6.1-7). E nós também deveremos chegar à mesma conclusão que eles: “não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus” para servir em outras mesas.
A figura pastoral visa o aperfeiçoamento e esta tarefa é antipatizada muitas vezes, mas este ministério não deverá cessar, e nem chegará ao fim antes que Cristo volte e haja a consumação de todas as coisas. Será, então, que os pastores “devolverão” as ovelhas ao legítimo pastor. E será somente então que o imperfeito terá sido revestido da completa e total perfeição!

Por Anatote Lopes. Adaptado do 3° ponto do artigo de Gilson Carlos de Souza Santos. “O Aperfeiçoamento dos Santos” para a revista Fé para Hoje