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quinta-feira, 16 de maio de 2013

O LIVRE EXAME DAS ESCRITURAS SAGRADAS

Seja livre para o LIVRE EXAME DAS ESCRITURAS SAGRADAS. Para evitar os erros de interpretação, aprenda interpretar bem as Escrituras, e, também aprenda os idiomas bíblicos para não ficar refém da interpretação disposta nas diversas traduções.

Não existe proibição ao livre exame, antes existe, a reprovação de Jesus Cristo a recusar-se conhecer as Escrituras e o poder de Deus. (Mt 22.29).

Antes que alguém venha dizer que "Nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação..." Como às vezes apelam os papistas (texto normalmente usado pelos papistas para dizer que somente o magistério da Igreja tem autorização para interpretar a Bíblia e os fieis só podem repetir o que diz a Igreja em sua Tradição), prossiga na leitura, "mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1.20, 21). Ou seja, eles não interpretaram para nos dar as Escrituras porque receberam a revelação direta, mas nós temos a necessidade de interpretar o que nos foi entregue em outro idioma, por autores de outra cultura e época.

Este trabalho é tão necessário e importante que não podemos confiar a mestres que não tenham sido aprovados, nem a outros, quando no dia-a-dia podemos fazê-lo; é bom sempre conferir como os irmãos de Beréia, que até ao apóstolo Paulo fizeram passar pelo crivo das Escrituras. (Atos 17.11). 

Mesmo sendo ávidos por recebê-la, os bereianos ouviam a interpretação do apóstolo conferindo se de fato era assim como ele ensinava. 

Não é errado o livre exame, nem errado confiar em mestres aprovados, obreiros que não tem do que se envergonhar e que manejam bem a Palavra da Verdade (II Timóteo 2.15).

É muito errado quando uma Tradição quer fazer a sua consciência refém de uma interpretação, pela imposição de uma norma eclesiástica, pela reivindicação da autoridade de um Magistério, a fim de fazê-lo estupidamente refém de uma tradição religiosa. 

Logo, a autoridade equiparada entre a Bíblia, a Tradição e o Magistério só se justifica por um sectarismo religioso ensoberbecido de uma tradição religiosa insegura e historicamente autoritária e sanguinária que, não se submete ao acurado exame; por isso durante muito tempo mantiveram os textos sagrados proibidos até para o baixo clero da Igreja. 

O acesso às Escrituras hoje, a todos os cristãos, deve-se a luta dos pré-reformadores, reformadores e reformados para que, a Bíblia estivesse traduzida nas mãos de todo o povo, quanto pela publicação do Novo Testamento Grego e do Antigo Testamento em Hebraico.


Anatote Lopes, IPB, 2013.