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quarta-feira, 7 de maio de 2014

JESUS E A BÍBLIA: O QUE DEUS FALOU ESTÁ FALADO



Por Anatote Lopes
Os incrédulos e os idolatras exigem algo mais para crerem no Evangelho; alguns uma experiência de sensação de choque elétrico ou de fogo a queimar os pés, outros, uma argumentação fundamentada com os seus próprios referencias e fontes de autoridade dentro da sua própria tradição filosófica ou religiosa. Enganados pela confusão religiosa e pela incredulidade dos falsos profetas e falsos intelectuais, uns exigem sinais miraculosos e outros sabedoria humana para crerem no puro e simples Evangelho (1 Co 1:22).

A autoridade da Bíblia é importante? Ora! Ela é única! Toda autoridade no mundo deve se submeter a ela. Pois é a autoridade do Deus Todo-Poderoso. Se eu relativizar a autoridade bíblica e fortalecer a minha fé em Cristo por outra fonte, tal como na experiência de encontro pessoal com Cristo ou nas sensações de alegria individuais ou comunitários eu não posso ter a segurança de que essa experiência é realmente válida, sequer que seja real, pois pode ser facilmente reproduzida psicológica e culturalmente.

Cristo não poderia ser descrito sem a Bíblia, não poderíamos crer nele como ele é, cada um de nós poderíamos fazer um Cristo pessoal segundo as nossas próprias imaginações e necessidades, mas, temos o Cristo biblicamente apresentado, e a fonte de crédito para apresentar o Cristo histórico será sempre a Bíblia, a princípio os evangelhos canônicos e as epístolas de seus primeiros discípulos.

Já existe um consenso cientifico que reafirma: “os evangelhos canônicos são a fonte de maior crédito para se conhecer o Cristo histórico” publicado pela equipe cientifica que estudou o Codex Tchacos na edição do Evangelho de Judas da National Geographic, mesmo assim, a despeito das inúmeras descobertas da arqueologia, inclusive dos Manuscritos do Mar Morto, muitas pessoas não conseguem crer na existência de Cristo.

Não podemos ter outra confirmação para a nossa consciência, nem podemos pedir um sinal do céu ou um anjo, sensação de choque elétrico ou de fogo a nos queimar, nem mesmo nos assegurar nas nossas fontes, razão ou tradição, não podemos nos admitir a pensar escrever, falar ou fazer, à parte das Escrituras Sagradas, acreditando que não precisemos do fundamento e da autoridade da Bíblia. Nós estaríamos loucos se não déssemos ouvido à voz de Deus.

Se fossemos a Cristo, por outro caminho, que não fosse à pregação deste evangelho bíblico, não nos dirigiríamos ao Cristo verdadeiro, mas a um ídolo criado por nós mesmos. O verdadeiro Cristo é o Jesus bíblico. É impossível pregar o Evangelho Verdadeiro sem essa autoridade bíblica, e se alguém ousar pregar outro evangelho que seja anátema (Gl 1:9).

Se a verdade da Bíblia não fosse suficiente para crermos e ainda precisássemos de uma experiência de sensação de levar um choque ou de ter os pés queimando, seria o mesmo que enfiar o dedo numa tomada ou passar descalço numa fogueira, pois a experiência de poder do Espírito Santo que importa é sermos realmente alcançados para a salvação pela graça mediante o dom da fé (Ef 2:8-9).

Nós cremos no Evangelho somente pelas Escrituras Sagradas. A experiência religiosa e a tradição não são nada sem a confirmação da Palavra de Deus no Velho e Novo Testamento. Neste tempo de ultraje a fé e assalto a autoridade bíblica, afirmamos, reforçamos e não nos permitimos relativizar a autoridade bíblica, o que não é uma opção, opinião ou tradição, mas é a nossa própria fidelidade a Deus.

Sempre foi e sempre será o que Deus diz na sua Palavra que deve ser crido e obedecido. Deus mesmo se encarrega de cumprir a sua Palavra, não dependendo da nossa adesão ou submissão a ela, pois quando o homem a obedece, ele simplesmente cumpre os desígnios de Deus. No cumprimento da missão de Cristo foi assim, e, assim seja a nossa missão realizada em adesão e submissão à Bíblia Sagrada. O que Deus falou na Bíblia Sagrada está falado!

A morte de Jesus numa Cruz e a sua ressurreição não foram eventos do acaso, mas foram cumprimentos da Bíblia Sagrada; Cristo não permaneceu na morte, mas ressuscitou também em cumprimento da Palavra de Deus. Do começo ao final da Bíblia Deus age poderosamente cumprindo a Sua Palavra. Desde a criação ele diz: Haja Luz e houve luz (Gn 1:3); Jesus diz a um morto para que ele saia da sua sepultura e ele obedece (Jo 11:43). Podemos crer na sua Palavra, pois ainda que estivéssemos mortos viveríamos pelo mesmo poder que ressuscitou a Jesus dentre os mortos (Jo 11:25-26).

Os discípulos se tornaram testemunhas do cumprimento da Palavra de Deus: “Depois de cumprirem tudo o que a respeito dele estava escrito, tirando-o do madeiro, puseram-no em um túmulo. Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos; e foi visto muitos dias pelos que, com ele, subiram da Galiléia para Jerusalém, os quais são agora testemunhas perante o povo.” (At 13:29-31). A nossa maior motivação deve ser o fato de Deus ser fiel e cumprir a sua Palavra, por isso podemos ter certeza que, pela morte e ressurreição de Cristo, usufruímos a alegria da nossa salvação, em obediente espera pela volta do nosso Senhor, conforme a Bíblia Sagrada afirma (Ap 1:5-8) .