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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SEXUALIDADE, RELIGIÃO E PODER: Como o Estado e a Igreja lidaram com a sexualidade e a reprodução humana

Por Anatote Lopes



Quando falamos de um ministro do evangelho fazemos referencia à tradição, liturgia, doutrina, atividade política, social e pastoral do encargo espiritual e institucional do ministro religioso; o qual é responsável pelo governo e ensino da Igreja. 

Assim também, quando falamos de um governante laico fazemos referencia ao poder do chefe de Estado e as suas atribuições políticas, jurídicas e sociais entre outras.

No Velho Testamento a religião e a política, embora distintas, pertencem à esfera pública e ambas são consideradas "sacerdócio", sendo, tanto os príncipes (políticos), quanto os sacerdotes (religiosos), denominados de "pastores do povo".

Existe alguma relação entre sexo, religião e política? Sim. Os indivíduos são influenciados socialmente e condicionados sexualmente por suas crenças religiosas e ideologias políticas nacionais.  

A religião e a política varias vezes orientaram e governaram/controlaram a sexualidade e a reprodução humana, consequentemente, a maior parte dos seres humanos sacralizou e politizou a sexualidade. 

Sexo, poder e religião tem relação simbólica no mundo, onde convivem os conceitos de pecado, juízo e salvação.

Nas alianças e rupturas políticas envolvendo a dominação imperialista ocorreram relações heterossexuais como matrimonio, adultério, estupro e as relações homossexuais nas orgias palacianas e relações de dominação escravagistas.

Os ministros do evangelho, com raras exceções, abençoam o matrimonio e ensinam valores como família, fidelidade conjugal e reprovam o adultério, as relações homossexuais e o aborto como pecados, e, através de sua mensagem chamam os pecadores ao arrependimento e a redenção para uma nova vida em Cristo.

Ao mesmo tempo em que a mensagem do evangelho traz esperança para alguns, ela gera uma expectativa de condenação para outros, designados de impenitentes e incrédulos. 

O Judaísmo e o islamismo condenam o adultério, toleram a poligamia e não admitem o homossexualismo. Mas, a maioria das religiões politeístas admite essas três possibilidades sem nenhum problema. 

O cristianismo além de excluir o homossexualismo exige o matrimonio monogâmico e a fidelidade conjugal. Ninguém deve ignorar que os pontos de vista, as crenças e a sexualidade aproximem as pessoas que, organizam-se em blocos políticos.

A sexualidade para muitos deveria pertencer à esfera da vida privada e permanecer separada da devoção e livre de críticas e debates.

A religião para muitos não deveria interferir nas pautas das reivindicações e disputas políticas, igualmente a sexualidade, longe da interferência da religião e do Estado.

Quando alguém se apresenta e reivindica a identidade de gênero, está falando de sua intimidade e relacionamento sexual com outra pessoa, o que deveria ser intimo e privado passa a fazer parte da esfera pública.

A religião e a política nunca se afastaram das questões de sexualidade, já que o ser humano é sexuado e essencialmente religioso e político. 

O exibicionismo e a violência na sexualidade humana são reações políticas, religiosas e antirreligiosas.

Parece que a baixa estima, a crise de realização profissional e a falta de referenciais levam o indivíduo a exibir a sua sexualidade com intenção dominadora opressora ou revolucionária.

Quando a sexualidade está no foco da existência do indivíduo ela determina a sua identidade e ela reage contra as normas da Religião e do Estado em busca da sua libertação. 

Se pensarmos, ainda como cristãos, com seriedade e lógica sobre isso, logo, ocorre reportarmos aos mucos, fluidos e órgãos sexuais e eróticos do corpo humano do ponto de vista da nossa moralidade cristã; as nossas reações serão ditadas pelas nossas crenças religiosas e ideologias políticas, inevitavelmente.

A sexualidade esteve inserida no contexto histórico de determinadas revoluções, em períodos de tentativa de tomada do poder ou reação a dominação, utilizando-se de determinado gênero, credo e ideal político por razões econômicas e políticas, trazendo consequentes períodos de devassidão, promiscuidade e violência ou períodos de paz e reconciliação. 

O direito e o respeito a vida humana desde sua concepção, as liberdades individuais, a liberdade religiosa e a liberdade sexual estão na pauta de reivindicações de direitos fundamentais, mas também estão na agenda da disputa pelo poder. 

As disputas pelo poder são demasiadamente corruptas e sórdidas. Nos dias de hoje se utilizam de atos públicos como marchas com pautas simbólicas. 

Semelhantes exércitos em marcha, multidões representando as crenças e ideologias políticas dos grupos em disputa pelo poder.

Os "cristãos" estão em luta pela liberdade religiosa e de expressão; os LGBT's e as feministas são os defensores de direitos e liberdades individuais e sexuais; incluem à pauta de reivindicação a descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia.

O termo homofobia designava a violência física contra homossexuais, mas adquiriu um sentido subjetivo que, pode atingir o direito dos cristãos pregarem sobre pecado. Algumas passagens da Bíblia condenam o homossexualismo e foram consideradas homofóbicas e incitadoras de ódio e violência contra os homossexuais.

As duas marchas estão na agenda da disputa pelo poder. 

É fácil verificar na história que, o imperialismo na antiguidade utilizou a dominação e a exploração sexual para promover uma ocupação territorial, a introdução de indivíduos da etnia imperial, a miscigenação racial da população e aculturação pelas uniões matrimoniais e desconstrução de estruturas sociais, culturas, religiões e da unidade nacional.

A questão faz parte da pauta política e religiosa. 

Os muçulmanos estão dominando a Europa. Como? Yasser Arafat que foi o líder da Autoridade Palestina, presidente da Organização para a Libertação da Palestina e da Fatah, a maior das facções da OLP, e co-detentor do Nobel da Paz dizia nos anos 90 que, o Islã dominaria em 50 anos toda a Europa pelo crescimento de famílias introduzidas no continente.

O sexo foi usado como instrumento de violência e de humilhação dos povos dominados, tanto por bárbaros como por romanos na antiguidade. 

Os impérios da antiguidade removiam símbolos, profanavam templos, estupravam, extraiam os fetos das mulheres grávidas dos seus dominados externando sua sanha genocida e mantendo escravos sexuais. 

Na história do nosso século os terroristas também estupram sua vitimas e extraem os fetos das grávidas, bem como executam os homens que não se convertem ao Islã, mas tomam suas mulheres para reproduzirem.

Enquanto nas marchas e manifestações religiosas são reafirmados valores de família a partir do matrimônio e dos filhos de um casamento monogâmico o antagônico nas paradas sexistas fazem orgias em vias públicas enquanto quebram ou zombam de imagens e símbolos religiosos.

Os símbolos das partes são os primeiros alvos da disputa pelo poder; são religiosos e sexuais e sucumbe a imposição da moralidade dominante ou vitoriosa. 

Quanto aos indivíduos e as suas inclinações sexuais, quando divergem da prescrição das Escrituras judaico-cristãs, alegam terem nascido com elas e se rebelam contra a norma estabelecida.

Nas religiões politeístas encontramos numerosos rituais de prostituição cultual homo e heterossexual e também de aborto ritual. Logo, esta demanda não é moderna ou pós-moderna, mas reincidente na história das guerras antigas.

A tradição cristã afirma a doutrina do pecado original e o calvinismo enfatiza a depravação total do gênero humano; o pecado é inato por causa da natureza caída, logo, tudo inerente a essa humanidade está profundamente contaminado pelo pecado (sexualidade, religiosidade e a política)

A humanidade caída, desde Adão, está em tensão entre a transgressão da Lei de Deus e a consciência do pecado e essa humanidade precisa ser redimida.

Desde o princípio o homem é tentado pelo poder: "sereis iguais a Deus" foi o que a serpente disse a Eva para seduzi-la à comer do fruto proibido; logo, a disputa pelo poder inclui desde o princípio uma disputa contra Deus. 

A expectativa do castigo divino para quem rejeita a Lei e consequentemente aos profetas do juízo é considerada ultrajante e injusta, até que o homem se submeta ao senhorio de Cristo como Deus soberano.

Mas, nem tudo está perdido. Na perspectiva Cristã se acham as promessas de redenção futura. Contamos com a promessa de perdão para os pecadores arrependidos que crerem no salvador e a solução para o problema da disputa de poder entre os homens: a revelação do reino de Deus.

Enquanto essa humanidade rejeita a Deus, e, o Senhor Jesus ainda não voltou como prometeu, com os seus santos anjos no céu, poder e muita glória, os profetas, pregadores do Evangelho, chamam todos os pecadores ao arrependimento.

A idolatria é associada à prostituição, e a desobediência é associada à feitiçaria, a qual é rebelião contra o Deus soberano. Nesses dois pecados figuram todo tipo de pecado de rebelião contra Deus por meio da imoralidade, do culto pagão e das tradições primitivas dos povos. 

Finalmente, os profetas dos últimos dias chamam o povo para receberem o perdão de Deus, a redenção em Jesus Cristo, o qual morreu para salvar o seu povo dos pecados deles, a fim de escaparem das misérias deste mundo mal e do juízo final.