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terça-feira, 20 de abril de 2010

VELHO E AINDA NA MODA

I João 2: 7-11:

Amados, não vos escrevo mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual, desde o princípio, tivestes. Esse mandamento antigo é a palavra que ouvistes. Todavia, vos escrevo novo mandamento, aquilo que é verdadeiro nele e em vós, porque as trevas se vão dissipando, e a verdadeira luz já brilha.

Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas. Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço. Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos.



Vamos orar para pedir a Deus que nos ajude a compreender essa parte da Palavra do Senhor para nós hoje.

Oremos:

Santo e soberano Deus! Aqui, diante da tua Palavra, debruçamo-nos ó Deus, sobre ela para que o Espírito do Senhor nos ensine iluminando ó Deus! Os nossos corações e as nossas mentes para compreendermos à sua vontade e sermos, também, dirigidos por ela. Perdoa-nos Senhor! Os nossos pecados, e nos conduz. É o que nós te rogamos nesta noite, na dependência do Espírito Santo; queremos ouvir a tua voz, fala-nos senhor a tua Palavra, nós te pedimos em nome de Jesus. Amém.



Pregar a cada dia se torna mais difícil, porque as pessoas escolhem o que querem ouvir.

Os evangélicos, normalmente, sentem àquela inescapável presença do pastor. O pastor tem que estar presente porque as coisas são assim.

Quando tem, por exemplo, uma formatura tem que preencher a lista com alguns convidados e dentre estes convidados, é normal convidar então um pastor.

Esse pastor vai, e o que acontece?

É que tem pessoas muito importantes ali, nós devemos muito a muitas pessoas. Nós Devemos aos nossos pais que nos apoiaram e nos deram a educação nos primeiros passos; nós devemos aos nossos cônjuges; quando não se é casado ou casada, já temos uma dívida com o namorado ou namorada, somos devedores a essa pessoa que nós amamos e que nos apoiou.

Nós devemos também à algumas pessoas que são convidadas para serem oradores e oradoras. Numa dessas cerimônias de formatura, surgem então, um mestre de cerimônia, um paraninfo, um padrinho da turma, e, essas pessoas são muito importantes neste contexto, até mesmo porque essas pessoas doaram alguma coisa; por exemplo: o dinheiro da festa ou parte dele, as bécas e algumas coisas mais que, acrescentaram àquela festa um brilho todo especial, mas, e o pastor?

O pastor tem que estar lá porque nós também somos devedores a Deus de alguma coisa. Então, vamos chamar o pastor, já que Deus não vai estar lá de corpo presente.

Deus até já esteve no mundo corporalmente, e, quando esteve, não foi muito homenageado, deram-lhe uma cruz entre dois ladrões, mas, já que ele não pôde voltar agora... Então vamos trazer o pastor, é quem vai representar Deus.

Então vai acontecendo a cerimônia de formatura... Vai falar um, vai falar outro, mais um (eu passei por experiências semelhantes a esta em muitas formaturas, mas, esta marcou muito meu ministério)... E no final, todo mundo já tinha falado, e falado muito; os agradecimentos já tinham sido feitos por todos os formandos a todos aqueles que contribuíram e que apoiaram: aos pais, aos namorados, aos professores, a alguns amigos, a alguns políticos que contribuíram com a festa, enfim... No final, vai falar o pastor.

– O pastor vai falar, mas o tempo está curto então... Ainda tem um VT para passar, enquanto o pastor fala, vamos soltar o VT para o pessoal ir assistindo.

Enquanto o pastor fala e o pessoal vai se distraindo com aquelas imagens do cotidiano da faculdade, selecionadas durante os anos em que aqueles formandos estiveram juntos... O pastor falava, mas, ninguém estava ouvindo o que ele dizia, estavam totalmente distraídos com as imagens; alguns rindo de momentos engraçados que estavam sendo exibidos.

Talvez alguém ali tenha ouvido... O interessante é que eles estavam ali e todos eles eram devedores, e alguns declararam que eram devedores a Deus, mas, de toda palavra que eles poderiam ouvir naquele dia, a Palavra de Deus era a que tinha menos importância...

Os pastores normalmente são convidados assim, até mesmo dentro das igrejas:

– Pastor... O senhor vai pregar, mas, não pregue muito. Então, o pastor tem quinze minutos. Não pode passar de quinze minutos pastor! Porque tem muita gente. Tem duas bandas e tem um coral, além do coral algumas pessoas que pediram oportunidade e que, tem alguma coisa, alguma saudação e tal... ...Então, o pastor tem quinze minutos.

Outra vez disseram assim:

– Pastor! Resume ao mínimo ai e tal, vê ai o que da para não dizer, porque já tá passado da hora, já é quase dez horas pastor...

Isso tem acontecido muito. A minha pergunta é: Qual o lugar de Deus na vida destas pessoas e qual o lugar da Palavra de Deus? Se você ama o seu amigo por que você não quer ouvir o que Ele tem para dizer? Se você diz que ama a Palavra de Deus por que você despreza a Palavra de Deus?

Os pastores estão se conformando a estas circunstâncias, uns dizem aos outros:

– Nesta igreja não da para falar sobre adultério, têm algumas pessoas que são suspeitas de adultério, mas, elas são pessoas que contribuem de certa forma, então, se falar de adultério elas podem parar de contribuir. Não é bom que se fale em adultério.

– Não se pode falar aqui de divisão e contenda e falta de amor porque têm pessoas que estão ai se arranhando e o senhor vai falar sobre isso e causar mal estar nestas pessoas.

– Olha pastor, não da para pregar sobre perdão, porque têm pessoas que não conseguem perdoar, então vai pregar sobre perdão, isso é tão embaraçoso.

Outros irmãos e irmãs convidam assim o pregador:

– Pastor da para o senhor pregar? Mas, não fale sobre pecado; pecado é um assunto muito antipático, então não fale sobre pecado.

O gosto por pastores é intrigante:

– Nossa esse pastor é chato...

– Não gosto de ouvir um pastor porque ele começa falando de pecado e termina falando de arrependimento. Pior ainda é quando ele me lembra do que eu não gosto. Não gosto de pastor que me lembra que existe diabo e nem inferno. É muito chato ouvir pastor falar desses assuntos.

Então o que sobra para o pastor? Não sobra nada...

A verdade é que o pastor hoje tem o desafio de continuar pregando, e, pregando a Palavra de Deus...

O que a Igreja deve falar para o pastor:

– Fala-nos a Palavra de Deus.

E o pastor deve dizer assim:

¬– EU ESTOU AQUI PARA VOS ANUNCIAR A PALAVRA DE DEUS. OUÇAM A PALAVRA DE DEUS!

O profeta não fala segundo o gosto daquele que quer ouvir, mas, ele fala segundo DEUS. A Palavra de Deus que aquele o qual ouve necessita dela.

Nós estamos diante da Palavra de Deus que fala sobre luz e trevas. A o quê Ele associa as trevas e a o quê Ele associa a Luz?

E interessante pensar que houve um grupo nos tempos de Jesus que não aparece nos relatos dos evangelhos, os quais eram um grupo religioso muito rigoroso. A seita judaica que reunia esses senhores era uma muito rígida, uma das mais rígidas seitas dentre as que são encontradas e as que não são encontradas nas Escrituras. Os Essênios.

Essa seita não é encontrada nas Escrituras, mas, tem a sua existência comprovada na historia e tem a sua contribuição na história.

Eles eram tão rígidos e disciplinados que, eles eram guardadores, depositários de muitos manuscritos e eles preservavam essa Palavra de uma maneira muito dedicada, tanto que eles as escondiam.

A Palavra que pelos judeus deveria ser propagada era tão protegida! Era guardada de maneira escondida por causa do zelo desses irmãos, que eram tão rigorosos na disciplina e na piedade que não tinham condições nem de se relacionar com os homens de sua geração, ele eram santos demais para comer, mesmo com os seus irmãos, da mesma fé, judeus de outras seitas; eram santos demais para ouvir as conversas profanas dos homens de sua geração. Então eles se isolavam e moravam em montanhas, em lugares desertos.

Foi numa montanha próxima do deserto de Qumram na região do mar morto, que encontraram ali, um lugar onde eles se escondiam e ali encontraram também preservados alguns manuscritos que, só comprovaram que a Bíblia que temos hoje merece crédito, e que A Palavra de Deus merece todo crédito. Porque a Palavra de Deus fazia profecias que se cumpriram num determinado momento na história e alguns pesquisadores diziam que, por exemplo, o livro de Daniel, teria sido escrito no período do novo testamento, que alguns textos de profecias do livro de Daniel teriam sido acrescentados nas Escrituras por pessoas que viveram depois do tempo do cumprimento daquelas profecias, e quando descobriram esses manuscritos e dataram esses manuscritos, já continham nesses manuscritos essas profecias datados, muitos anos antes delas terem sido cumpridas, dando as Escrituras mais uma prova da sua fidelidade.

O zelo rigoroso foi bom por um lado, porque eles preservaram as Escrituras, mas, hoje nós não temos mais essa necessidade, não nesse sentido, de ocultarmos a Palavra de Deus. Nós temos a necessidade de fazê-la conhecida. Nós temos que arrumar uma forma de sermos santos, mas, nem tanto ao ponto de sermos incapazes de conviver com os homens de nossa geração.

Se você é santo demais ao ponto de não ter convivência nenhuma com uma pessoa que necessita ouvir a Palavra de Deus, você está sendo pecador demais! Pecador no excesso de zelo farisaico e na falta de amor pelas almas dos perdidos.

Existem crentes assim? Como os Essênios? Interessantes que, estes homens se diziam puros e Filhos da Luz! A despeito de sua reclusão. A despeito de seu zelo fervoroso, eles habitavam em lugares escuros. Eles habitavam em cavernas e se escondiam... Filhos da Luz?

O Senhor Jesus quando fala da luz ele diz que ela deve ser colocada num lugar alto para que a luz emane e ilumine... Luz! Se você pensa ser luz, mas não dissipa as trevas, você simplesmente usa de maneira errada, o termo assim: – Eu não dou certo com ninguém! Eu não dou certo como as pessoas do mundo porque não há comunhão entre a luz e as trevas.

A grande pergunta é: ¬– Luz serve para quê, mesmo?

Se a sua luz é tão especial que ela precisa ser oculta, ela é incapaz de cumprir o seu papel, essa luz que há em ti é trevas.

Por isso que o Senhor Jesus Cristo quando ele fala de amor, ele diz: “Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas.” (Lucas 11:35).

Então amados, aqui quando fala sobre luz, a luz é associada à verdadeira luz: I João 2.9, 10 “Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas. Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço.”

De que luz o Senhor está falando aqui para nós através da primeira carta de João? Essa luz é o Amor!

O pessoal diz assim: – Mas, a bíblia diz “Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra” (Sl 119.105)... Olha, a Palavra de Deus é a Palavra do Evangelho! Àqueles que creram que o messias viria creram no Evangelho. “Abraão creu”, naquilo que alguns teólogos chamam de, “proto evangelho”, mas, ele creu no Evangelho de Cristo que, foi pregado antes da manifestação do messias, (conforme Gálatas 3:8: “Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos.”) Ele creu no anuncio das boas novas da promessa, por meio da profecia e nós do cumprimento da profecia no Novo Testamento, nós cremos na profecia que se cumpriu.

Mas, o que é o Evangelho de nosso Senhor Jesus? Em que consistiu a doutrina do Senhor Jesus Cristo? O Senhor Jesus Cristo trouxe algum mandamento novo?

É interessante que o Senhor Jesus Cristo trouxe um mandamento que ele chama de novo, mas, ele ao mesmo tempo diz que estava fazendo novo aquilo que já era conhecido.

De fato nós que já temos o conhecimento da novidade do Evangelho, mas, temos fugido da novidade do Evangelho, e, algo que antes era conhecido se torna uma novidade quando nós o resgatamos.

O Senhor Jesus Cristo resgatou o ensino da Palavra de Deus; então, quando Ele falava da Lei, ele diz que este mandamento antigo era o mandamento do amor e toda Lei e os Profetas se acham neste mandamento, e este mandamento é: “ Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” E: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” (Mc 12.30, 31). Quando Jesus disse estas palavras Ele respondeu a pergunta de um Escriba, da seita dos fariseus e mestre da Lei; que confirmou: “Muito bem mestre.” (Mc 12.32) Quem se lembra desta passagem? Ele recebeu a nota dez! Dez em Lei. Jesus recebeu um “dez” em Antigo Testamento. Mas, quando este mestre da lei disse que amar o próximo “excede a todos os holocaustos e sacrifícios.” O Senhor lhe Declarou “não estás longe do Reino de Deus”.

Nunca houve nem nunca haverá mensagem da Palavra de Deus que não seja uma mensagem de amor. Nunca houve nem nunca haverá um “novo mandamento” que não seja O Mandamento do Amor. Um mandamento que não caduca, não fica velho e não sai de moda. Ainda que a gente visse geração após geração desprezando este mandamento, uma nova geração desprezando a Palavra de Deus. A Palavra de Deus é, e sempre haverá de ser a mesma Palavra do Evangelho: “Amados, não vos escrevo mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual, desde o princípio, tivestes. Esse mandamento antigo é a palavra que ouvistes. Todavia, vos escrevo novo mandamento, aquilo que é verdadeiro nele e em vós, porque as trevas se vão dissipando, e a verdadeira luz já brilha.” (I Jo 2.7, 8).

É o velho que se faz novo. É aquele que sempre haverá de ser: O Mandamento do Amor. E, então, a luz está associada diretamente ao amor, a verdadeira luz. Cristo mesmo é a manifestação do amor de Deus por nós, o Evangelho que ele prega é o evangelho de amor, e quando João começa o seu evangelho ele anuncia a chegada da Luz, a chegada de Cristo, e agora ele fala que, “Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas.” (I João 2.9).

Agora podemos dizer, o que seria fácil deduzir, a segunda parte do sermão, o que estão nós podemos associar às trevas?

Aquele coração cheio de ódio não conhece luz. O coração que o ódio esta degradando, e prevalecendo nele, é um coração carente de luz. No versículo 11 diz: “Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos.”

Veja que, quando ele fala da luz e do brilho da luz, diz que aquele que anda na luz não anda tropeçando, e agora ele diz que aquele que anda nas trevas, ele não sabe nem a direção, ele não sabe nem para onde vai.

É interessante nós imaginarmos que, a luz serve exatamente para nos orientar o caminho. Se você não tiver luz certamente você precisa de uma conversão ai, de uns cento e oitenta graus na sua vida, se você não estiver na luz você precisa chorar no escuro... Você deve aproveitar esse momento de escuridão na sua alma para no lugar secreto do seu coração chorar esta mazela, por que Jesus Cristo diz “caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!” (Mt 6.23b). Imagine o quanto o coração daquele que não conhece a luz está em trevas...

Uma das evidências, e a principal evidência trazida no Santo Evangelho, para confirmar, o teste fatal, para confirmar se você conhece a luz, se essa luz já brilha é o teste do amor. Se você odeia o seu irmão. Logo, não há luz. Se você ama o seu irmão, então não há treva nenhuma.

O grande teste do amor confirmará se você conhece a luz, se a luz está em ti e se você anda na luz.

Veja que o Conhecimento era chamado de luz pelos gregos... João escreveu um evangelho todo especial para o mundo gentil, dizem os estudiosos que dentre os evangelhos sinópticos, que quer dizer semelhantes, um é o evangelho diferente, que é o evangelho de João, escrito para uma comunidade de cultura grega. Os gregos achavam que eles tinham a luz, porque eles tinham conhecimento, então a luz é também uma figura do conhecimento, mas, este conhecer não é apenas um conhecer intelectual. Veja que você ser doutor em teologia não faz de você uma pessoa que anda na luz. Se você sabe de cor uma lista muito maior, do que qualquer outra pessoa de versículos bíblicos, isso não faz de você uma pessoa na luz, você ser um grande ouvinte de sermão, já ouviu milhares, não faz de você uma pessoa que conhece a luz, por essa luz não é uma luz apenas para ser conhecida, essa luz é filosofia, a luz é uma luz que deve penetrar a sua alma, que deve iluminar no lugar secreto de seu coração, essa luz tem que penetrar a sua carne e encontrar nas profundezas da sua alma um lugar para que, dissipe todas as trevas que estão te matando.

É conhecido da psicologia e também da medicina, doenças chamadas psicossomáticas, e é sabido o seguinte: pessoas que não perdoam adoecem! Pessoas que não amam adoecem! Tem uma música popular que diz o seguinte: (é interessante que a gente pensa que vai escutar música popular e encontrar só porcaria. Se você procurar porcaria você vai encontrar só porcaria, mas tai coisa boa.) “A gente não quer só viver, a gente tem que ter amor.”

Vida, verdadeiramente? Luz, Verdadeiramente? Não se acha onde o amor está ausente...

A grande verdade é que a luz não tem que ser apenas conhecida intelectualmente, uma pessoa pode escrever um tratado sobre amor, ou conhecer tudo sobre amor. O que pode acontecer?

– Meu Irmão, eu estou aqui para te apresentar uma coisa: a Palavra de Deus olha aqui, ela diz que você deve amar o seu irmão!

– Não. Eu já conheço este texto ai. Eu conheço outros textos até melhores do que este ai, e décor.

Não adianta nada este conhecer... O conhecer tem que ser completo através do amor habitando em nossos corações. Uma pessoa pode falar:

– Mas, quem conhece o meu coracao? Eu tenho um coração cheio de amor.

Quem tem luz, e a luz está nele, anda na luz! Então, é através da manifestação do amor que nós saberemos que verdadeiramente o amor habita em você.

– Não. Eu conheço tudo sobre amor. O amor está no meu coração, mas, é comigo e com Deus, Deus conhece o meu coração.

Não há nada mais hipócrita do que isso! De se dizer que tem conhecimento do amor. De se dizer que o amor de Deus habita em seu coração, mas, não conseguir manifestar isso através de atitudes de amor. Amor não significa nada, se não for pelas atitudes.

Quando o Senhor Jesus disse assim: “amai-vos uns aos outros”, se ele tivesse ordenado um sentimento para ser guardado, oculto, no seu coração, mas, que não representasse nada para o seu irmão, que não representasse nada para a comunidade que você freqüenta e que não representasse nada para com o seu inimigo! O Senhor Jesus teria ordenado um sentimento inútil e esse mandamento não teria fundamento nenhum... Amor é atitude, não é sentimento.

– Ah! Eu não senti nada ainda, eu preciso sentir alguma coisa. Senão, eu não vou lá não!...

Sentir o quê?!... Você está esperando que o amor no seu coração comece a tremer e te chacoalhar para você amar o seu irmão? E, de que forma eu posso amar o meu irmão? Através de atitudes.

Todo mundo que é crente ama missões. Mas, existe um teste de amor missionário. Se você nunca contribuiu nenhum centavo com missões, você que diz que ama missões é um grande mentiroso.

Se você diz assim:

– Ah! Eu fiquei tão triste e emocionado (ou emocionada) porque eu estava vendo na televisão um dia desses, aqueles pobrezinhos lá no Haiti. Eu amo aquela nação! Eu pensei em doar um sapato, mas, os meus sapatos ainda estão muito novinhos. Eu tenho uns poucos, só tenho oito. Tô esperando um, que, tá lá mais surradinho, quando furar o solado eu mando.

Que amor é esse?

Então, nós nos acostumamos a falar de amor, a declarar que temos amor, mas, não termos atitudes de amor.

Atitude de amor é simples. No relacionamento com a sua esposa ou com o seu marido. No relacionamento entre o pai e a criança, no relacionamento entre irmãos e no relacionamento com o seu inimigo, você expressa amor de diferentes formas...

Exemplo: Como uma mulher expressa o seu amor para com o seu marido? Pode ser de uma forma bem simples; uma esposa expressa amor para com o seu marido: dedicando mais tempo para ele. Administrando o tempo dela a ponto de passar mais tempo com o marido. E, se esforçando para suprir as necessidades do seu marido para que ele fique alegre na companhia da esposa.

E o marido? Ele pode expressar o seu amor deixando aquelas velhas manias e costumes que incomodam tanto a sua esposa, o que às vezes são coisas tão simples, mas, por simples teimosia, às vezes por marxismo, às vezes por revanchismo, rivalidade, o marido insiste numa coisa que nem significa tanto para ele. Mas simplesmente ele não que abrir mão; dedicar também mais tempo, um gesto de renúncia, às vezes de um tempo do futebol, às vezes é o único tempo tão precioso para ficar com a esposa, mas, ele tem que ficar quatro horas de futebol; um grande gesto de amor seria ele poder chegar e dizer assim:

– Olha meu amor... Eu jogo quatro horas de futebol, mas, a partir de hoje eu vou jogar só três e vou ficar uma hora com você.

Não é legal? Pode parecer até pouco, mas, o gesto pode ser muito grande.

E no relacionamento com o meu irmão? Bem, a Bíblia diz assim: “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.” (Efésios 5:21) No relacionamento com o seu irmão assim como no relacionamento entre casais, nós precisamos aprender a doar, nós precisamos aprender a ceder, nós precisamos aprender a perder, nem tudo é do jeito que a gente quer.

Quando eu era criança eu era muito ruim de bola, mas um dia eu me vinguei: – Agora e sou o dono da bola. A bola agora é minha! O tempo da bola de dente de leite acabou! A minha bola é uma excelente bola de capotão! E, agora o dono da bola sou eu... Dessa vez quem manda na brincadeira sou eu. – Eu não jogo? Não? Eu pego a minha bola e vou embora.

O fato é que às vezes a gente fica se comportando com criança. Então como que a gente demonstra amor para com o nosso irmão? Esperando próxima. Dando a oportunidade para o outro salvar o time. Isso pode ser trabalhado na leitura bíblica. Eu acho bonito, por exemplo, o coro que os irmãos fazem na hora de ler. Quando é para ler cada pessoa um versículo, ai um começa, mas, começou junto com o outro. Vamos fazer um exercício de amor? Quem começar primeiro continua e você que começou um pouquinho depois, um milésimo de segundo, pára. Dá a oportunidade para o seu irmão que ainda não leu. Você é rápido no gatilho! Quem achar primeiro leia... Lá vai você de novo. Quem achou primeiro? Ele de novo... Não tem para ninguém... Então lá vai um exercício de amor: – Eu sou o rápido no gatilho aqui, mas, eu vou deixar outros lerem também. Vou dar a oportunidade para o irmão.

São coisas simples. Mas, e no amor para com o seu inimigo?

– Ah! Como é difícil amar um inimigo!...

Um gesto de amor para com o seu inimigo é: deixe-o ser o seu inimigo sozinho. Não rivalize com ele. “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” (Romanos 12:21).

Nós achamos que é difícil, é nos achamos que é difícil! Mas, tudo fica fácil, quando nós observamos segundo a palavra de Deus.

Querem ouvir uma coisa muito simples? “Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.” (Lucas 6:31).

Não é difícil sair das trevas para a luz. Mas, se torna muito difícil sem a presença brilhante do Espírito Santo, é a presença de Deus que nos iluminam os corações e nos enchem de luz.

Não vamos ocultar a nossa luz, nós que pensamos ter desta luz, nalguma caverna, no meio de um deserto, na beira de um mar que se chama morto. Sabe por que o Mar morto é um mar morto? Sabem por que ele tem esse nome? O mar morto tem esse nome porque ele não dá nada para ninguém. Ele só pensa em si mesmo, ai o final dele é que ele morre, porque ele só recebe água, a água evapora e o sal fica a água evapora e o sal fica, e ali vira um mar de sal onde não há vida. Então não vamos esconder, não vamos ocultar os nossos corações em um lugar no meio do deserto, dentro de uma caverna, na margem do Mar Morto. Mas, vamos deixar que a luz que há em nós pelo Espírito do Senhor, reluza, resplandeça como o rosto de Moisés que esteve com o Senhor no Monte Sinai.

Procure um Sinai para você.

Procure um Sinai para você. Entra no seu quarto fecha a sua porta e tenha um encontro com o Senhor Deus. Logo pela manha antes de falar com qualquer pessoa, fale com Deus, antes de começar o seu relacionamento, com seus familiares, visinhos, amigos, colegas de trabalho, antes fazer os seus negócios, tenha este encontro com o pai das luzes. Receba primeiro esta Luz, ai você verá com é fácil resplandecer.

Oremos:

Santo e Soberano Deus e eterno Pai. Cada um de nós olhando para os nossos próprios corações, rogamos-te ó Deus! Que o Senhor venha nos iluminar. Brilha Senhor sobre os nossos corações, para que, ó Deus, não sejamos apenas conhecedores da luz de maneira intelectual apenas, ó pai, através de informação sobre o amor, mas, sejamos cheios de amor nos nossos corações para que, também, andemos nesta luz, nas nossas atitudes, nos nossos relacionamentos e nas nossas palavras e olhares, e, em todas as coisas simples na vida, um pequeno sorriso, um abraço... E em gestos espetaculares e até extravagantes de amor, gestos ó pai! Homéricos! De acordo com a criatividade e condição de cada um. Tenhamos, ó pai! Um gesto de amor, porque sabemos que o Senhor é um Deus de amor, e que o Evangelho do Senhor Jesus é um evangelho de amor e que amar vale à pena. É assim que nós te rogamos hoje, ó pai! Em nome de Jesus. Amém.

terça-feira, 30 de março de 2010

SENTENCIADOS AO CASAMENTO






“De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Mateus 19:6).





“Se eu soubesse que casamento era assim eu nunca teria me casado!”

“Eu não me separo porque honro os votos do matrimonio!”

Essas declarações são ouvidas nas terapias de casal e nos gabinetes pastorais, mas, casamento não é para ser assim. E, se um casal honrar verdadeiramente os votos do matrimônio viverá tão deleitosamente o casamento que jamais pensará em separação.

Existe o caso de uma jovem que fez um grande esforço para fisgar um marido do jeitinho que ela queria: Um homem rico e bonito. Fez uma dieta, entrou na academia e emagreceu 25 quilos. Casou-se com um homem rico e bonito, realizou o seu sonho de não trabalhar fora e ficar em casa comendo e esperando o marido com a casa arrumada e a mesa pronta. Logo engordou de volta os 25 quilos perdidos para fisgar o marido e de quebra mais uns 5 quilos. O marido não gostou, nem sabia que ela já tinha sido gorda um dia, e, que, detestava academia; tinha feito o sacrifício para se tornar atraente e casar, agora o marido deveria amá-la e desejá-la como ela é pelas virtudes interiores da sua alma?

Uma mulher deve estar atraente e em forma para o seu marido mesmo depois de casada. A Escritura expressa em 1 Coríntios 7:3: O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido.” (Efésios 5:24 “Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido.”)

Ele era um jovem que se esforçava para ser educado, cordial, carinhoso e romântico. Queria conquistar a garota, acatava seus caprichos e se apresentava limpo e impecavelmente vestido nos encontros com ela e com a família da namorada. Mas, depois do casamento, mostrou quem realmente era. Mal humorado, não gostava de tomar banho e era, quase sempre, grosso e mal educado com ela. Tinha se esforçado para conquistar a sua amada, ela não conhecia esse lado dele, e viveria aterrorizada com o marido. Agora ela tinha que aceitá-lo como ele era afinal, um marido honesto e trabalhador e ela, agora, uma mulher casada?

Um marido deve ser educado e romântico para com sua esposa por toda a sua vida. Como está escrito em Efésios 5:25: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,” e em Colossenses 3:19: “Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura.”

Essas experiências não comunicam que o casamento é uma bênção, mas, que o casamento é uma maldição, uma verdadeira sentença de prisão, uma verdadeira condenação.

O que de Bíblico há no ensino de que o casamento só pode ser preservado por um compromisso levado a ferro e fogo até as últimas conseqüências? Nada.

O compromisso é importante, mas, não é suficiente sem o amor. E não importa o quanto um homem e uma mulher tenha conceitos bíblicos do matrimônio, se a mulher não for atraente e carinhosa e o marido romântico e atencioso no mínimo, esse casamento não terá nenhuma chance de ser feliz, e mesmo que não haja uma ruptura pelo divórcio ele será uma sentença de condenação.

Jamais encontrei um casamento perfeito, mas, existem conceitos praticáveis e que devem perdurar por todas as vidas juntas pelos laços do matrimônio. Amor, amizade, romantismo, transparência, honestidade, sinceridade, principalmente, satisfação das necessidades emocionais e físicas e compreensão das limitações um do outro. Tudo isso pode ser resumido no termo “uma só carne”. E não será uma só carne se estas coisas não existirem como elos entre eles.

“Salvar o casamento”, nunca será possível quando compreendido apenas como um esforço de evitar o divórcio, mas, será possível se for compreendido como o esforço para tornar um casamento com qualidade, feliz e deleitoso, não necessariamente perfeito, isto é, sem problemas, mas, o suficiente para suprir satisfatoriamente as necessidades emocionais e físicas um do outro. Salvar um casamento não é apenas evitar um divórcio, mas, reconstruir um relacionamento sobre o alicerce do amor.

A Bíblia não consentiu e nem encorajou o divórcio, no entanto, ele aconteceu na vida de sacerdotes e ministros de Deus, de reis, de heróis como de pessoas comuns e acontece a cada dia mais, como indicam estatísticas baseadas em dados oficiais. O divórcio é um desafio pastoral para a Igreja e não será evitado ou corrigido pelo peso da Lei, pelo compromisso, mas, pela graça de Deus, no deleite da graça pelo desfrutar de um casamento deleitoso e abençoado.


Rev. Anatote Lopes

segunda-feira, 29 de março de 2010

O QUE FOI QUE ACONTECEU COM A MULTIDÃO? (Mt 21)

Jesus Cristo entrou em Jerusalém montado em um jumentinho e aclamado pela multidão que bradava: “Hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor; Hosana nas alturas.” Mas, o profeta de Nazaré, aquele que ao entrar, convulsionou-se toda a cidade, naquele dia que hoje é lembrado como domingo de ramos, porque as pessoas estendiam ramos para que o Rei não pisasse nalguma pedra, tornou-se uma grande decepção.
Ao entrar no templo exigindo reverência, expulsou os que ali vendiam, e, com palavras severas reprovou-lhes a deturpação da religião pelas praticas materialistas e desonestas no próprio templo.
Ainda, depois disto, umas poucas crianças ousavam aclamá-lo Rei, das quais Cristo disse: “nunca leste que da boca de pequeninos e das crianças de peito tiraste perfeito louvor?”
Por que estou certo que aqueles adultos tinham em seu coração um tipo de messias político, ao qual Cristo não correspondeu, no entanto àquelas crianças não se ocupavam das preocupações econômicas e políticas que os adultos tinham, apenas exaltavam o Rei.
Aquela multidão teve as ambições e caprichos de seus corações frustrados pelo propósito eterno de Deus, e não tardou para que trocassem o “hosana” pelo “crucifique-o”. Eles não se sujeitaram a vontade de Deus. Antes, a multidão colocou seus interesses acima dos valores do Reino de Deus que inclui a misericórdia, o amor e o perdão.
Até hoje a disposição dos corações das pessoas muda quando seus interesses são frustrados, e podemos ouvir clamores de “crucifique-o!” “Crucifique-o!” “Crucifique-o!”

segunda-feira, 1 de março de 2010

BOICOTE

Como é vergonhoso ser cristão não católico romano neste país... Claro que tenho vergonha suficiente para não voltar ao papado e resisto esses pequenos papas deste país! Como se não bastasse as nossas próprias misérias, falo de mim e do meu opróbrio, claro que todos nós temos as nossas próprias mazelas, mas, eu fico envergonhado e choro, porque de repente me vejo pastor neste país, com o compromisso de pregar o evangelho e de pastorear uma parcela pequena do rebanho do Senhor, anônimo pastor de anônimos, sim, porém, não gostaria de ser chamado de evangélico, nem de crente, ou mesmo de protestante, termos que tiveram o seu valor num determinado momento histórico, ou mesmo de reformado. É tanta gente esquisita se dizendo reformado! Tudo isso está me envergonhando, toda essa briga de cachorros grandes, que disputam o dinheiro de gente trabalhadora e honesta, que consome livros, cd’s e dvd’s caros, e dão "ibope" para programas de TV e sítios na internet, e, até ofertas para eles terem tempo na TV e se gabarem de gastarem tempo e dinheiro com TV neste país a tanto tempo. Dinheiro dos crentes. Chega gente!
Chega de consumir tempo e dinheiro com eles, vamos voltar a nossa atenção para a Palavra de Deus, para o estudo bíblico na nossa comunidade de fé ou individualmente, e voltar a nossa atenção para a pregação expositiva, de um evangelho puro e simples, deixemos esses megalomaníacos egocêntricos evangélicos e essa megalomania e nos apliquemos no evangelismo pessoal, no testemunho com as palavras e com as boas obras, e vamos boicotar esses cachorros grandes que vivem se mordendo... Não sei mais o que dizer... Além de aconselhar os irmãos a resistirem a curiosidade de ouvi-los se atacarem, e resitirem a tentação da distração com os estereótipos vulgares do atrevido que grita, que se arvora proféta, e do que pousa de guru que xinga, do emotivo que chora para dizer aos outros que é espiritual, do manipulador que domina uma técnica e usa frases prontas, chega de tudo isso... A Bíblia? Reencontre-a, gaste mais tempo com o Velho e o Novo Testamento do que com a audiência a estes ícones da baixaria evangélica.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

AS CONSEQUÊNCIAS PARA AQUELE QUE DESANIMOU EM SERVIR A DEUS COM TUDO

Leituras: Neemias 4.6 e Neemias Capítulo 1º

Neemias 4.6
"Assim, edificamos o muro, e todo o muro se fechou até a metade de sua altura; porque o povo tinha ânimo para trabalhar."

Neemias 1
“1 As palavras de Neemias, filho de Hacalias. No mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu na cidadela de Susã, 2 veio Hanani, um de meus irmãos, com alguns de Judá; então, lhes perguntei pelos judeus que escaparam e que não foram levados para o exílio e acerca de Jerusalém. 3 Disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas. 4 Tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus. 5 E disse: ah! SENHOR, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos! 6 Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para acudires à oração do teu servo, que hoje faço à tua presença, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, os quais temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado. 7 Temos procedido de todo corruptamente contra ti, não temos guardado os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos que ordenaste a Moisés, teu servo. 8 Lembra-te da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Se transgredirdes, eu vos espalharei por entre os povos; 9 mas, se vos converterdes a mim, e guardardes os meus mandamentos, e os cumprirdes, então, ainda que os vossos rejeitados estejam pelas extremidades do céu, de lá os ajuntarei e os trarei para o lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome. 10 Estes ainda são teus servos e o teu povo que resgataste com teu grande poder e com tua mão poderosa. 11 Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à dos teus servos que se agradam de temer o teu nome; concede que seja bem sucedido hoje o teu servo e dá-lhe mercê perante este homem. Nesse tempo eu era copeiro do rei.”

Deram-me um tema: “As conseqüências para aquele que desanimou em servir a Deus com tudo”
Eu fiquei pensando assim: com tudo como? Será que é vamos com tudo! Ou, vamos servir a Deus com “TUDO”... Como aquela música diz: com o “meu universo”?...
O tema pressupõe que desanimar em servir a Deus com tudo trás conseqüências.
Só não penso que seja possível servir a Deus com pouco... Que seja possível servir a Deus com parte, porque Deus não aceita tal serviço. Se você não der tudo, e o que se der for em parte e não for às primícias, Deus não recebe.
Se você der do tempo que te sobra, do tempo que te é inútil, se você der daquilo que não te serve, e daquilo que não tem utilidade para você... É como a gente faz, às vezes, com algumas pessoas amadas... A gente pega um trambolho que está ocupando espaço na casa da gente e fala assim: “deixa eu ver para quem eu vou dar isso aqui”... Deus não aceita... Pode pegar o seu trambolho e ficar com ele pra você. Porque para Deus não será nada. Se Ele não for o primeiro não será o ultimo, não será o segundo, não será o último, não será nada.
Ir ao texto com um tema é bem difícil e ir ao texto com uma pressuposição é um problema, então isso requer certo esforço. Primeiro uma solução da graça do Espírito Santo, depois um esforço hermenêutico extra e um reforço extra da graça do Espírito Santo!
Vamos lá!...
Temos um texto que nos leva a missão, ao trabalho, veja que as pessoas de fato tinham animo para trabalhar e então, este trabalho no contexto da passagem é a reconstrução dos muros de Jerusalém por um povo animado. E, servir a Deus nesta reconstrução traria os benefícios da obra que se realizaria, ou seja, desistir no contexto significaria a não reconstrução do templo e a continuidade da ruína; a continuidade da desproteção, a continuidade dos assaltos dos inimigos.
Então, desistir neste contexto significa a continuidade da ruína.
A conseqüência do desanimo é a continuidade da ruína.
Quais são as conseqüências que estão contidas nessas ruínas?
Quais são as ruínas continuadas na vida daqueles que não reconstruírem?
A oração de Neemias nos leva àquilo que pode ser útil para nos mostrar como Deus reverte a situação de ruína. Eu convido aos irmãos para deixarem as suas bíblias abertas no capítulo primeiro de Neemias.
A conseqüência do desanimo é a continuidade da ruína que se manifesta nas situações que eu encontrei no texto da oração de Neemias no capítulo primeiro do livro de Neemias:
1º A Grande miséria e desprezo (Ne 1.3a) 2º A Insegurança total (e) 3º A Situação deplorável
São estas as conseqüências da continuidade da ruína, ou poderia ser a ruína propriamente.
Fornecemo-nos muitas desculpas para o desanimo, mas, a Palavra de Deus fornece a Verdade. Nela a ALIANÇA E MISERICÓRDIA é indicada para a situação de Grande Miséria e desprezo.
A ORAÇÃO em face da insegurança contínua e total.
A CONFISSÃO DE PECADOS em face da situação deplorável.
Os irmãos que mantiverem suas bíblias acompanhando o desenvolvimento da mensagem começarão a ver isso no texto a partir de agora.

A SITUAÇÃO DE GRANDE MISÉRIA E DESPREZO
Neemias 1.3 descreve: “Disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o exílio e se acham lá na província, estão em grande miséria e desprezo;”.
A grande miséria e desprezo têm um remédio... O remédio para isso reside na aliança e misericórdia de Deus; Neemias 1.5: “E disse: ah! SENHOR, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!”
Eu não caminho pelo traçado da teologia da prosperidade... Mas, hoje eu vou falar alguma coisa que pode levar os irmãos a pensarem isso, então eu gostaria de desarmar os irmãos em relação a isso... Eu sei que os eleitos passarão por tribulações e diversos sofrimentos, às vezes, e alguns mais, outros menos, e ainda alguns outros passarão por sofrimento a vida toda, mas, o povo da aliança não é um povo fadado ao opróbrio, isto é, ao vexame, a vergonha. Não é um povo encerrado numa situação miserável e desprezível. E não devemos então nos acomodar e nos conformar ao sofrimento, embutindo-o na gaveta da soberania de Deus, ou, ainda, adotando uma ética masoquista, franciscana, acomodada e conformada que, compreende o sofrimento humano no outro extremo da teologia da prosperidade.
Não sei se os irmãos já perceberam que alguns vão bem nessa linha. Transitando do triunfalismo para um masoquismo muito grande, e a gente deve evitar estes dois extremos.
O texto demonstra que, sofre-se em conseqüência da desobediência, isso a gente entende também como conseqüência do pecado, desde Adão. Mas, quanto a Deus, o nosso Senhor é fiel para guardar a aliança e a misericórdia.
Neemias 1.10 descreve: “Estes ainda são teus servos e o teu povo que resgataste com teu grande poder e com tua mão poderosa.” E no Capítulo 2 no versículo 17: “Então, lhes disse: Estais vendo a miséria em que estamos, Jerusalém assolada, e as suas portas, queimadas; vinde, pois, reedifiquemos os muros de Jerusalém e deixemos de ser opróbrio.”
Porque Deus é fiel em guardar a sua aliança e misericórdia a situação de grande miséria e desprezo, aqui expressa em uma só palavra: “opróbrio”; não sei se todos já ouviram esta palavra... Ela pode ser revertida.
O povo da aliança tem parte, direito e memorial. Neemias 2.20 nos ajuda nesta hora: “Então, lhes respondi: o Deus dos céus é quem nos dará bom êxito; nós, seus servos, nos disporemos e reedificaremos; vós, todavia, não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém.” Neemias faz esta negação aos incircuncisos, ele fala isso a Sambalate, Tobias, Gesém que, um heronita, o outro amonita, e ainda o outro era um árabe, eles representam os que não são povo da aliança; estes não têm parte, nem herança e nem direito em Jerusalém.
Mas, aqueles que forem enxertados na aliança por meio de Cristo: nós. Têm nele parte e herança! Estou falando de algo mais elevado. Reporto a Jerusalém, e todo mundo pode pensar assim: “ele esta falando de Jerusalém lá em Israel, aquele barril de pólvora lá, onde o povo está brigando por ela”. Não. Estou falando da Jerusalém espiritual, onde habitam os salvos... Você que creu no evangelho e foi alcançado pela graça, e, recebeu o remédio para a grande miséria e desprezo na aliança e misericórdia de Deus! Àquele que guarda a aliança e a misericórdia para com aqueles que o amam e guardam os seus mandamentos!
Os filhos de Deus não estão fadados ao opróbrio, isto é vexame, vergonha. Não é um povo miserável e desprezível.
O nosso Senhor é fiel em guardar a aliança e a misericórdia.
A sua situação de ruína pode ser revertida.
Até agora eu estava trazendo a ênfase para a aliança. Mas tende bom animo!
Agora vamos pensar na oração e vamos para a segunda conseqüência do desanimo.
É bom a gente pensar no desanimo... O desanimo é a conseqüência da ruína, mas o desanimo também gera ruína.
É interessante a gente pensar nisso. Nós às vezes olhamos para situações de ruínas que foram provocadas por causa do desanimo, quando alguém começa dizer: “é, eu estou desanimado... Todo mundo está desanimado”, ele é desanimado e fica em ruína, as vezes a ruína traz o desanimo ou o desanimo que trouxe a ruína, isto é uma mão dupla perigosa.
Então, a insegurança total é uma conseqüência para aqueles que não se animam ou que estão desanimados:

A SITUAÇÃO DE INSEGURANÇA TOTAL
Em Neemias 1.3b “os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas.”
No texto de Neemias 4.6 nós temos um momento de grande ira dos inimigos de Israel, em face disso a resposta foi qual? O que foi que aconteceu?
A resposta segue (Ne 4.9): “Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite.”
Veja bem... Olha o que aconteceu. Eles não pararam a obra; a obra estava pela metade e quando a obra está pela metade, é quando a coisa piora, a coisa fica feia... Quando a gente começa um trabalho e a gente lança os fundamentos, ai a obra começa a despontar, mas, ainda está pela metade, ai o que acontece? Ai é que o inimigo da obra se levanta mesmo. E o que às vezes acontece é que a gente para de trabalhar e começa a brigar, isso acontece naturalmente no cotidiano da Igreja, os inimigos se levantam porque a obra está pela metade e querem fazer a obra parar... Ai nós paramos a obra arregaçamos a manga da camisa e começamos brigar... É puxão de cabelo e unhada pra tudo quanto é lado. Por quê?
Nós devemos então olhar para a Palavra de Deus que nos ensina que neste momento a gente não parte para a briga, a gente vai orar. Nós oramos ao nosso Deus pedindo proteção, e a gente faz isso então de dia e de noite...
O propósito dos inimigos era cessar a obra e também arrebentar com Israel, conforme Neemias 4.11: “Disseram, porém, os nossos inimigos: Nada saberão disto, nem verão, até que entremos no meio deles e os matemos; assim, faremos cessar a obra.”
Quando em face das ameaças, perseguições ou dificuldades nós abandonamos a obra, a quem abandonamos?
É interessante que a gente às vezes a gente abandona a obra por vingança. Cruza os braços, renuncia, desiste. Ai vem, em Neemias 4.14 a Palavra de Deus que nos orienta: “inspecionei, dispus-me e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa.”
Veja bem que, abandonar a obra de Deus, traz a tona os esquecidos da historia, o primeiro esquecido por você neste momento, quando você diz assim: “eu estou desanimado, eu vou começar a “operação tartaruga”, evolui para “braços cruzados”, depois a gente dá um “W.O”, a gente não faz e não comparece. A primeira pessoa que você está se esquecendo é de Deus. O segundo esquecido é você mesmo, e está causando dano a sua própria casa. Por isso que Neemias lembrou ao povo primeiro, “Lembrai-vos do Senhor”, depois ele disse que deveriam pelejar por quem? “pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa.”
Em Neemias 4.17 a oração e a vigilância são as armas que se empunha, além da lanças e espadas, enquanto fazem a obra; e até dormindo (versículo 23)... Estavam abraçados com suas armas.
Olha só: A oração e a vigilância são as armas que empunhamos. Continuamente o Senhor fará a obra, até quando dormimos... Isso significa que a obra não para, e nós oramos e vigiamos sem cessar.
“Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite.”
Nossos inimigos não farão cessar a obra! Quantos são nossos inimigos? Quais são?
Não os temais!
Lembrai-vos do Senhor, grande e temível!
Pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa!
Empunhemos as lanças e espadas, essas armas espirituais...
Agora gente pode dizer: “agora estamos armados”? Não. Nossa segurança está no Leão de Judá. Até quando dormimos... “Nosso Deus pelejará por nós.”
Conforme Efésios 6 o texto que fala da armadura que é a vestimenta do soldado, só que esta proteção é no Senhor, e as armas que aparecem neste texto, são armas espirituais, aparecem depois como a espada do Espírito que é a Palavra de Deus, e escudo da fé. (Efésios 6.11...) “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;” 12 “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” 13 “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis.” 14 Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça.” 15 “Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; 16 embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.” 17 “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; 18 com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos.”
E interessante que quando Judas fala de oração ele diz assim: “orando no Espírito Santo”. Judas 20: “Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo,”.
Continuo com Neemias 1.4: Tendo eu ouvido estas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.
Isso trás a idéia de uma oração uníssona continua e fervorosa.
Partimos para a terceira conseqüência que anunciei que é uma situação deplorável,

A SITUAÇÃO DEPLORÁVEL.
Eu recordo um ditado que ouvi de meu pai, “a necessidade faz o sapo pular”, mas não acontece sempre com os seres humanos como acontece com os sapos; no caso de algumas pessoas nem a necessidade as fazem pular, tem pessoas em situação deplorável, mas, parece que foram cozidos em água morna que não tem condição de saltar. Veja bem que nesta situação em que Neemias viu Jerusalém, ele buscou a Deus, ele chorou, ele lamentou por alguns dias.
Neemias ousou fazer um pedido ao rei. É interessante que ele fez. Como Ester. Mas, o que digo é que Ester fez um pedido também ao rei pelo seu povo. Normalmente a pessoa está numa situação deplorável, mas, nós que precisamos orar por elas, porque as pessoas em situação deplorável nem sempre tem condição de buscar a Deus, nós oramos por elas, clamamos por estas pessoas. Por isso que nós vimos anteriormente Neemias dizendo: “lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa.”
Existem pessoas que estão despreparadas, desprotegidas, apesar de que o texto falava num contexto de guerra, nós podemos pensar também num contexto de fraqueza espiritual em que nós intercedemos uns pelos outros, rogamos uns pelos outros.
Então nós olhamos para o texto de Neemias 4.6 e pensamos nas ruínas de Jerusalém, na necessidade de mãos a obra para a reconstrução de uma cidade, mas, a restauração era principalmente espiritual.
Nós podemos pensar na reconstrução dos muros de Jerusalém com apenas um começo... Olha! Grande obra a reconstrução dos muros de Jerusalém! Não tenho dúvida disso. Não era fácil naquele tempo cercar uma cidade como até hoje não é fácil cercar um condomínio. De qualquer forma seria dispendioso e trabalhoso. Mas, eles tinham uma missão pela frente, e isso era só o começo, o começo de restauração e o começo de reforma, no campo físico e material da cidade e no campo espiritual.
Era uma reforma espiritual, a situação era deplorável e Neemias chora e lamenta a miséria. Na sua oração Neemias revela a ruína espiritual de Jerusalém. Por isso que Neemias faz confissão pelos pecados. O pecado, a corrupção, o abandono da palavra de Deus e a transgressão. Ele reconhece que aquela situação de assolação, destruição da cidade e de seus muros e dispersão do povo, veio por causa do juízo de Deus, por causa da desobediência e por causa do abandono, da Palavra de Deus.
Na história sagrada o abandono da Palavra de Deus e a corrupção do sacerdócio sempre precederam grande ruína no meio do povo de Deus.
Em toda história sagrada nós vimos o povo abandonando a Palavra de Deus, a corrupção do culto e também do ministério e o resultado foi de grande ruína, não apenas espiritual, mas, também pela visitação do juízo de Deus.
Neemias ao lamentar a assolação da cidade e a miséria espiritual do povo da aliança fala da conseqüente ruína, da dispersão e da assolação da cidade.
É na reconstrução dos muros por onde começa a reforma: a restauração e a purificação do culto e do sacerdócio. Neste contexto nós observamos certo radicalismo necessário por parte de Neemias, se os irmãos continuarem lendo o livro de Neemias e de Esdras, talvez comece pensar se tanto radicalismo era necessário... Talvez alguém pense assim, será que era necessário? Sim. Era necessário.
Nos nossos dias... A ênfase do livro de Neemias tem sido uma muito ignorada; nós olhamos para o livro de Neemias e nos preocupamos em nos animar e tudo, mas, esta ênfase deve estar no arrependimento e na confissão.
Esta é a grande restauração e a reconstrução que nós começamos a fazer hoje; até agora você estava pensado que esta reconstrução não exigia isso, mas, agora você já sabe.
Essa reconstrução precisa que você seja forte. Mas, essa força agora é prá chorar e prá lamentar perante o Deus dos céus.
Ore por restauração espiritual na sua vida.
Você clama por renovação espiritual na sua igreja?
Ponha-se no primeiro lugar da fila!
Hoje é tempo de arrependimento e confissão de pecados em face da “situação deplorável”- Deplora, chora, lamenta cada um a sua própria miséria.
Você precisa assumir uma postura de mudança radical na sua vida. Às vezes é necessário mesmo, você começar a pensar com o radicalismo que nós vimos nas decisões de Neemias. Você precisa assumir uma postura de mudança... De mudança radical na sua vida.

Concluo que, existe então base bíblica para você não DESANIMAR e nem desistir da sua missão!
A conseqüência do desanimo é a continuidade da ruína.
Então nós vimos:
(1º) A Grande miséria e desprezo (que é a continuidade da ruína)
Também: (2º) A Insegurança total e uma(3º) Situação deplorável
Poderíamos também chamá-las de conseqüências do desanimo.
Podem trazer o desanimo e podem ser trazidas pelo desanimo.
A ruína... De fato a situação está deplorável...
Desafio cada um a deplorar, chorar e lamentar a sua própria miséria juntamente com a miséria dos outros irmãos.
Que bênção ter parte e herança por meio de Jesus Cristo e fazer parte da aliança, ser restaurado de uma situação de grande miséria e desprezo porque Deus é suficiente em guardar a aliança e a misericórdia para com aqueles que o amam e guardam os seus mandamentos!
O Senhor e que tirou o nosso opróbrio! O nosso vexame, a nossa vergonha. O Senhor já te perdoou e não importa o que você fez não é mais miserável e desprezível por causa da aliança e misericórdia.
A situação de ruína está revertida.
A oração e a vigilância são as nossas armas que empunhamos e continuamente o Senhor fará a obra, até em quanto dormimos...
Não importa quão derribados, queimados e assolados estejam na sua casa, pelejai por vossos irmãos, por vossos filhos, é ora de você empunhar as armas espirituais; é hora de você pensar na situação da sua casa, que só você sabe e que só você conhece e pense na casa espiritual que é o seu corpo, seu coração, onde deve estar um altar ao Senhor, o lugar da adoração.
Nós temos as armas espirituais da oração e da vigilância.
Essa luta é individual e ela é também coletiva, então seja forte agora para baixar a sua cabeça! Vença a vaidade e o orgulho e curve sua cabeça agora. Vença aquela arrogância de dizer assim: “eu não sou comandado por ninguém”, mas, pelo Espírito de Deus, nem olhe para mim, que eu vou baixar a minha cabeça também, porque eu também tenho o meu opróbrio para deplorar, pra chorar e pra lamentar...
Oremos...
Senhor faça uma grande restauração e uma grande reconstrução nas nossas vidas.
Senhor nos fortalece para chorar e lamentar a nossa miséria perante o trono da sua graça, oh Deus dos céus...
Faça restauração espiritual. Faça renovação espiritual, eu me ponho no primeiro lugar da fila, mas, se eu for o ultimo, Senhor! Dá-me das migalhas da tua mesa...
Pai perdoa os pecados escondidos nos lugares secretos de nossos corações, e, até aqueles que de nós estão ocultos; muda Senhor esta “situação deplorável”- lamentável de nossa miséria...
Agora Senhor, empunhamos lanças e espadas espirituais, rogamos ó Pai que nos revistas ó Deus, da armadura, da proteção do Senhor, queremos ó Deus fazer a obra que o Senhor realiza, até quando estamos dormindo... Queremos ó Deus ter os nossos corações e os nossos sonhos na tua obra, e o nosso deleite ó Deus, em o Senhor ser o Primeiro... “Nosso Deus pelejará por nós.”
Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja sobre ti.
Que o amor de Deus o Pai seja derramado em teu coração.
Que o Espírito Santo te conduza no caminho da paz.
Hoje e para todo sempre... Amém!

sábado, 30 de janeiro de 2010

COMO NÃO NEGAR A JESUS

Por Anatote Lopes




Leia-se: “mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 10:33) e o texto da vocação de Jeremias em Jr 1:1-12 e de Pedro nos evangelhos.
Existem na Bíblia, entre outros, dois profetas (profetas em sentido diferente), os quais eu desejo que sejam lembrados nesta noite: Jeremias e Timóteo.
Entre si eles têm as características de serem jovens e inexperientes.
Timóteo, no sentido que os pregadores são profetas, era profeta no século I d.C.; o jovem a quem Paulo escreve em I Timóteo 4:12:  “Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.” 
Em II Timóteo 4:2 escreve: “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.”
Existe conflito entre o que o verdadeiro profeta deve dizer para agradar e o que ele deve dizer em obediência a Deus. O que ele pode fazer pelo seu bem estar e o que ele deve fazer em obediência a Deus; mesmo que isso traga consequências.
O outro profeta que eu menciono foi Jeremias; em princípio um jovem com medo de falar... “Então, disse-lhe eu [Jeremias]: ah! Senhor Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança.” (Jr 1:6).
Jeremias era filho do sacerdote Hilquias, a princípio renitente no chamado; viria a ser o segundo dos quatro grandes profetas do Antigo Testamento.
Jeremias viveu no século VII a.C., oriundo de uma família de sacerdotes da terra de Anatote (“Anatote” é uma palavra hebraica que significa: “resposta as orações” ou “orações respondidas”).
Trata-se da cidade de Benjamim, situada a nordeste de Jerusalém. Essa terra foi doada aos levitas e seus sacerdotes eram descendentes de Abiatar, da linhagem dos sacerdotes do antigo santuário de Siló. (I Sam. 2:27-35 e I Rs. 2:26-27).
O sacerdócio de Jeremias, porém, não era hereditário. O Senhor não o convidou para exercer o ministério como sacerdote, mas como profeta. Deus o predestinou, santificou-o e separou para o exercício de uma missão especial, antes mesmo de formá-lo no ventre de sua mãe.
No tempo predeterminado para que ele cumprisse a sua missão, não pode evitar. Não pode se esquivar por temer ou se acovardar. Mas, Todos os profetas temem e resistem à vocação do Senhor; falo da renitência, muito comum na vocação. Por fim, eles são levantados para cumprir o chamado divino.
Nós, também, temos um chamado ou sacerdócio, quer sejamos ordenados ou leigos, respondemos a ele positivamente ou negativamente. Agora, falo de todos os membros da Igreja de Cristo.
Refiro-me ao Sacerdócio Universal de Todos os Crentes. Em certo sentido todos os cristãos foram ordenados no dia do seu batismo.
Temos uma pergunta e não vamos fugir dela: Como alguém pode não negar Jesus?
Não negue a Jesus por meio de suas atitudes e palavras!
Vejamos quão grande é a gravidade de se negar a Jesus e a implicação no juízo divino; conforme o texto lido.
Vamos trabalhar com três formas de não se negar a Jesus, relacionando-as com a vocação e o sacerdócio de todos os crentes.
São no mínimo três formas de não se negar a Jesus:
1º Não temer às más línguas.
2º Não Cruzar os braços.
3º Não Cerrar os lábios.
Primeiro: Não temer às más Línguas.
Nosso texto principal diz: “mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus”.
O que pode nos levar a uma negação?
No caso de Jeremias o medo...
Podemos temer ao mortal comedor de feijão por causa de sua arrogância ou altivez?
Por causa do seu potencial de difamar os outros?
Deus, então, falou a Jeremias que não se subestimasse dizendo que era apenas uma criança, e acrescentou: “porque a todos a quem eu te enviar irás e tudo quanto eu te mandar, falarás e não tenhas medo porque eu estarei contigo para te livrar e colocarei as minhas palavras na tua boca”. (Jr 1:7-9).
É como se Deus dissesse: “As palavras que falares não serão palavras de menino, sem entendimento.”, mas, “serão as minhas palavras e por isso as falarás com autoridade”.
Jeremias temia o que os judeus diriam por maledicência. Criticá-lo-iam por causa da sua idade e inexperiência. Como se sua autoridade viesse de si mesmo e não de Deus quem o chamou e de sua Palavra, a qual o Senhor colocaria em sua boca.
Timóteo talvez temesse que a sua autoridade não fosse reconhecida quando tivesse que exortar, consolar e corrigir as pessoas ricas, mais velhas ou que pensavam ser alguma coisa; como se o fizesse pela sua própria autoridade e não da Palavra de Deus.
Ninguém se engane; o ministério profético é, pois, o ministério da Palavra de Deus.
A Palavra de Deus é a única que lida, estudada e explanada, sob a inspiração do Espírito Santo, pode conferir autoridade ao que fala, convencendo-nos do pecado, da justiça e do juízo.
Pedro negou a Cristo, no começo, porque ainda não estava preparado, mas, posteriormente, deu sua própria vida e morreu pela verdade do evangelho e por Jesus a quem havia negado.
O Pedro maduro recomenda em I Pedro 3:10: “ Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente”.
Vejamos como Pedro, ainda quando era um homem despreparado, negou a Jesus por medo: “E a criada, vendo-o, tornou a dizer aos circunstantes: Este é um deles. Mas ele outra vez o negou. E, pouco depois, os que ali estavam disseram a Pedro: Verdadeiramente, és um deles, porque também tu és galileu. Ele, porém, começou a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais! E logo cantou o galo pela segunda vez. Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que duas vezes cante o galo, tu me negarás três vezes. E, caindo em si, desatou a chorar.” (Mc 14:69-72).
Use a língua para cumprir a missão. Em I Coríntios 14:12-20 somos exortados: “Não sejais meninos no entendimento”.
Temos aqui uma exortação que serve para todos.
Infelizmente aprendemos, mas, não com o Senhor, a maldizer de nossa igreja e dos nossos pastores. Perseguimos nossos pastores e expomos os pecados de nossos irmãos.
Pensamos que isso não ofende a Jesus Cristo, o Senhor da Igreja, o Noivo dela, e às vezes carregados de ira deixamos até de fazer do culto um momento de alegria e de celebração.
Não nos impressionemos ou nos escandalizemos com a aparência dos nossos pastores ou profetas, com suas deficiências ou habilidades, pelo quanto são humanos; quando pregam ou ministram e quando exortam e corrigem.
A questão é... Se, ensinam opiniões pessoais ou se pregam a Palavra de Deus... Igreja! Não ponha em dúvida a autoridade da doutrina contida nas palavras de Jesus e de seus apóstolos.
Os verdadeiros ministros e servos de Deus reafirmam as eternas verdades da Palavra de Deus.
Que o diabo não vos engane com maledicências e falatórios inúteis; mas, saibam a quem devem ouvir: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
Agora, pois, nós temos a oportunidade de não parar por medo das más línguas. Cada um de nós, usemos a nossa própria língua de forma correta. Demos glória a Deus!
Testemunhemos corajosamente e preguemos ousadamente; deixemos fora o medo e usemos a Palavra de Deus para os propósitos de Deus. Para evangelizar o Lago Azul e o mundo!
[Este sermão foi pregado na Igreja Presbiteriana do Lago Azul (2010), Novo Gama-GO e na Igreja Presbiteriana de Dracena (2011), Dracena-SP].
Essa é a nossa missão: Reunirmos para adoração. Mas, nós nos embaraçamos muitas vezes em nossas vaidades e contendas, disputando uns com os outros, em vez de trabalharmos juntos pelo crescimento da igreja.
A segunda forma de não negar a Cristo é:
Segundo: Não Cruzar os braços.
Quando Deus escolhe alguém para a sua missão, não olha as aparências. Sua escolha não é feita pela sabedoria, cultura, força, estatura, beleza ou qualquer outro atributo pessoal.
Deus não chama desocupado, porque não estuda e nem trabalham, etc... “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. Deus escolheu as coisas vis deste mundo, as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que ninguém se glorie diante d’Ele.” (I Co 1:27-29).
As pessoas que se acham alguma coisa são desprezadas por Deus e dão lugar as que são humildes.
Quando alguém pensa estar despreparado costuma fazer promessas, veja em Mateus 26:35: “Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.” 
Jesus disse que Pedro não estava pronto em Marcos 14:31: “Mas ele insistia com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. Assim disseram todos.”
Essas palavras foram ditas ante do cantar do galo.
Vejam que, o mais veemente nas promessas dentre os discípulos, era o mais despreparado naquele momento. Era Pedro aquele que estava mais longe de estar preparado quem o haveria de negar antes do cantar do galo.
Antes da fuga dos discípulos... Promessas... Muitas promessas... Mas, atitudes? Nenhuma, a não ser a fuga...
Não devemos negar a Cristo cruzando os braços, dando desculpas ou culpando os outros pelo trabalho que nos recusamos fazer.
Na verdade, os que se dizem chamados por Deus, mas, depois, desistem diante das dificuldades, estão negando o poder do Senhor para capacitar os chamados e suprir suas deficiências.
Alguns estão dizendo que: “Deus pode esperar”, “Deus pode ficar para depois”... Que “outras coisas são mais importantes agora” e com isso cruzam os braços e negam a Cristo... Fogem...
A terceira forma de não negar a Cristo é:
Terceiro: Não cerrar os lábios.
Em Jeremias, num dado momento ele afirma, “Então disse eu: Ah! Senhor! Eis que não sei falar, porque sou uma criança”.
De onde vem a sua autoridade?
Lucas 4.21-32 nos dá mais que uma pista: “E admiravam-se da sua doutrina porque havia autoridade nas suas palavras”.
No Oriente, desde os tempos mais remotos até aos dias atuais, as palavras dos anciãos são muito apreciadas e respeitadas; por julgarem que delas emanam a experiência e a sabedoria. Por isso mesmo, as pessoas de pouca idade costumam guardar reverente silêncio na presença dos mais idosos.
Jeremias não era uma exceção. Acostumado com a cultura judaica antiga, acrescendo-se lhe a timidez própria de adolescente; deve ter tremido de medo ao ouvir a voz do Senhor lhe dizendo: “Eu te escolhi antes que te formasse no ventre de tua mãe. E antes que nascesses te consagrei e te constituí profeta entre as nações.” (Jr 1:5).
O jovem profeta Jeremias, conhecedor de tantos homens maduros em Judá, de anciãos de renome, cujas palavras eram dignas de crédito, ficou surpreso e assustado com a sua escolha; por se tratar de um jovem.
Jeremias, no entanto, não escondendo o seu medo exclamou: “Ah! Senhor Deus!” E começou a se esquivar: “Ma... mas eu não sei falar. E-e-eu... eu não passo de uma criança!”
Em outras palavras, ele teria dito: “Senhor, por que você não escolhe um homem maduro ou um ancião? Quem vai acreditar nas palavras de um menino inexperiente e sem sabedoria como eu”?
Calar-se diante de Deus, reconhecer sua incapacidade e seus pecados para confessar e ouvir a sua Palavra é uma virtude. Mas, algumas formas de silêncio são abomináveis. Por exemplo: O silêncio dos covardes...
...O silêncio da omissão.
...O silêncio da indiferença.
...O silêncio do ódio. (chega...).
Nossa reflexão de hoje, concentra-se no modo como é exercido o ministério profético na igreja.
O profeta não tem tanta importância. Principalmente, quando ele é culto, experiente ou sábio; se fala de maneira elegante e agradável o que queremos ou gostamos de ouvir. O importante é a palavra profética que Deus coloca na boca de quem anuncia.
Uma palavra profética de boas novas de amor e perdão, mas, também, a Palavra que denuncia os nossos pecados praticados pública ou secretamente. O que nos chama ao arrependimento e à confissão.
Submetendo-nos à ação transformadora do Evangelho de Cristo.
Concluo retomando a exortação: Não negue a Jesus por meio de suas atitudes e palavras!
Nesta conclusão trago a Palavra de Deus em Atos 12.21-23: “Em dia designado, Herodes, vestido de trajo real, assentado no trono, dirigiu-lhes a palavra; e o povo clamava: É voz de um deus, e não de homem! No mesmo instante, um anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus; e, comido de vermes, expirou.”
O Senhor também fala por meio da carta aos Hebreus 13:15: “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome.”
Existe, então, base bíblica para você não desistir da sua missão!
Diante de tudo: 
1º Não temer às más línguas.
2º Não Cruzar os braços.
3º Não Cerrar os lábios.
Somos desafiados, na convicção do que cremos como um reino de sacerdotes e nação santa a viver na unidade do corpo de Cristo; glorificando ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!
           Admitamos que sejamos nada, mas devemos anunciar e viver o evangelho de amor e perdão; do contrario estaremos negando a Cristo com nossas atitudes e palavras. Oremos...