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quinta-feira, 19 de abril de 2012

MAIS QUE SERVOS, SOMOS AMIGOS DE JESUS

Alguns dizem que são de Cristo, outros que são de alguma igreja, mas Cristo disse, “vos sois o Sal da Terra” (Mateus 5.13), e, se no Brasil, por exemplo, os mais de 20% da população que se diz evangélicos fosse o “sal da terra”, haveria uma proporção muito boa de sal para temperar e não permitir tanta podridão. Se os mais de 90% que se dizem cristãos fossem verdadeiramente cristãos, o Brasil não teria tanta imoralidade, corrupção, violência, injustiça e outras coisas horrorosas típicas de um povo que vive em inimizade contra Deus. Logo, nem todo o que se diz cristão é amigo de Cristo, o Filho de Deus.
Em João 15.14 Jesus diz: “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.” Essas palavras de Jesus nos desafiam a obedecê-lo, pois como vou recusar uma amizade que foi conquistada em um relacionamento desde a minha existência no ventre materno, quando eu ainda era um embrião (Salmo 139.13-16); afinal, Ele é Deus e eu uma criação especial dele.
Ele disse que é nosso amigo porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas Ele sendo Senhor, Criador de todas as coisas e Autor da vida, o próprio Deus, encarna-se, revela-se, comunica o seu amor, o plano de Salvação e nos ensina o caminho do amor; não do amor bestial, egoísta e degenerado dos seres humanos depravados que buscam o seu próprio interesse, pois o homem sem Deus não sabe o que é amor! Estou falando do amor altruísta e abnegado de quem dá sua própria vida para salvar aqueles a quem ama, sendo seus amados pecadores e seus próprios inimigos.
Deus nos transforma. Dessa transformação participam apenas aqueles nos quais opera o Espírito Santo, e, isso começa ou se identifica no arrependimento e crença na verdade do Evangelho conforme as Escrituras. Infelizes os hipócritas, os ateus e todos os perdidos que não creram verdadeiramente no Evangelho da verdade conforme a Bíblia, se não se arrependerem certificarão da verdade no futuro quando for tarde demais.
Onde o Evangelho é pregado, pessoas são atraídas pelo Espírito Santo, e, recebem da mesma fé, mediante a qual, são confirmados entre os salvos pela graça, os salvos reunidos, formam com todos os salvos a “comunhão dos santos”: a verdadeira Igreja de Jesus Cristo. Não falo de igrejas como de denominação católicas, protestantes, nacionais, importadas, novas ou antigas, mas simplesmente da única, santa, católica e apostólica Igreja de Jesus Cristo, a qual reúne todos os que creram no mesmo Evangelho e nasceram de novo.
Os nascidos de novo, são os regenerados, nascidos do arrependimento e da fé, da água e do Espírito, são os nascidos como amigos e amigas de Jesus Cristo, àqueles que fizerem o que Ele manda, pois se crerem no Evangelho, não importando qual igreja escolherem para viver a comunhão dos santos em Cristo no mundo se tornarão amigos de Deus e membros da família da fé.
Uma igreja é indispensável, pois a comunhão dos santos é promovida pelo Evangelho verdadeiro e vivida comunitariamente na prática dos mandamentos deste Evangelho; na igreja estão disponíveis para a comunidade da fé os meios de graça da Oração, da Pregação Fiel da Palavra de Deus (Exposição Bíblica) e da Administração Fiel dos Sacramentos ou Ordenanças de Jesus Cristo (Batismo e Ceia do Senhor (Eucaristia)).
Os salvos são atraídos pelo Espírito Santo ao convívio e amizade com Cristo no seu corpo que é a Igreja e são preparados e capacitados para viverem como amigos e amigas de Cristo. Os que são realmente de Cristo são fortalecidos e crescem espiritualmente, porém, não sem dificuldades, mas com a segurança da salvação em Cristo, pois Jesus diz: “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu quem os escolhi para que vão e deis fruto” (João 15.16). Isso significa que sabemos que somos evidentemente escolhidos de Deus, não apenas baseados na doutrina da eleição, mas em consequência de termos sido eleitos, fomos confirmados ou reconhecidos pelo fruto do Espírito (Gálatas 5.22-25).
Para dar muito fruto precisamos estar e continuar no seu amor (João 15.9), como um galho na videira que é Jesus Cristo, pois “sem mim vocês não podem fazer nada” (João 15.5), disse nosso Senhor. Os verdadeiros amigos do filho de Deus aprendem a conhecer e a observar os mandamentos do Autor e Consumador da fé: nosso Senhor Jesus Cristo; são pessoas sóbrias e humildes, têm os corações e mentes iluminados, pois conhecem e seguem principalmente este mandamento: amem uns aos outros como Jesus ama vocês (João 13.34). Não estão preocupados em ostentação de poder e de conhecimento, nem de realização de espetáculos, nem propaganda de benefícios de curas e de prosperidades, mas transmitem uma mensagem de amor, fé e esperança. Sem o conteúdo do Evangelho não existe amor, fé e esperança verdadeiros.
Os amigos de Jesus transmitem palavras de carinho, e vivem o amor de Deus em comunidade, que são igrejas; ninguém pode ser a Igreja sozinho ou sozinha, é incoerente com o próprio sentido da palavra. Às vezes as igrejas se envolvem em tantos programas que não sobra tempo para praticar o amor, às vezes se esquecem do amor que receberam e do dever de compartilhar, isto é incoerente com o que ensina o Senhor e Fundador da Igreja, o que mais importa para o Senhor e Ele quer que seja praticado por seus amigos é o amor segundo o modelo que Ele nos deu para a vida e para a adoração. A adoração comunitária a Deus que Jesus nos ensinou, e para a qual, Ele nos chama é prestada de forma simples e sincera, é muito mais interior do que exteriormente percebida ou expressada, pois é “em espírito e em verdade” (João 4.25).
Os cristãos são desafiados a avaliar a maneira de ser Igreja e de viver e atuar como Jesus espera de seus amigos, pois se Cristo nos escolheu, antes mesmo de nós nascermos, nos conquistou e salvou com seu poder por graça somente, também por graça devemos viver com amor e gratidão, entregando o nosso coração em amor a Deus e aos outros como o exemplo de Jesus Cristo, e, assim como Jesus ressuscitou em paz e glória eterna, também não nos negará a paz e a vida eterna.