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quinta-feira, 11 de julho de 2013

NÃO VÁ ESQUECER HEIM?



O melhor remédio para o esquecimento é a gratidão. Nada é mais prejudicial a uma amizade do que a ingratidão. Esquecemo-nos dos nossos votos de fé, serviço, vida comunitária e adoração, porque somos ingratos para com Deus. Mas, também, é possível viver dentro da igreja esta ingratidão e abandono, sinalizada por uma religiosidade falsa ou no mínimo fria; é quando o honramos com os nossos lábios, mas não é Cristo que habita em nossos corações. (Marcos 7.6).

Tendo Jesus Cristo nos amado e sofrido por nós, entregado a sua própria vida na cruz, muitos de nós não perseverarão diante da menor dificuldade, não perdoarão às vezes os menores erros dos seus irmãos. Por isso somos não apenas ingratos, mas covardes, odiosos e rancorosos desprovidos do Espírito Santo, e, não adoramos a Deus de fato, por tudo que Ele fez, pois quando os nossos corações não liberam perdão, quando abandonamos os nossos irmãos e não honramos os nossos votos, o que acontece é que, mesmo mantendo uma agenda regular de exercícios religiosos e de costumes, nos esquecemos de Deus e passamos a viver como se Ele não existisse. (Mateus 6.14, 15).

Contudo, é apenas pela ingratidão que abandonamos a casa de Deus. Pois se de fato, Deus fez grandes coisas nas nossas vidas e nós somos eternamente gratos ao nosso Senhor, pelo poder do Espírito Santo jamais esqueceremos. O remédio para o esquecimento de Deus é a gratidão, porém nada a parte do Seu Espírito; pois não nos esquecemos de Deus quando ele habita em nossos corações de fato, mas, somos gratos a Ele por tudo mais que existe. É incrível que pessoas que se dizem cristãs se esqueçam de Deus, de que ele é o Criador, do que Jesus fez por elas na cruz, de seus mandamentos, da Palavra de Deus, da comunidade de fé, da comunhão que ele ordenou e do amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito. (Romanos 5.5).

No caso dos israelitas acontecia frequentemente; o que é um péssimo exemplo para nós. Serve-nos de advertência: quando gozavam saúde e prosperidade se esqueciam de Deus, mas na adversidade clamavam por socorro. Esquecia-se tanto de Deus ao ponto de abandonarem o culto a Deus e se voltarem a outros deuses. O mesmo acontece hoje quando trocamos a ocasião de ajuntamento para adoração, o culto solene, por distrações com pessoas, divertimentos e festas.

Deus traz a lembrança de Israel e à nossa lembrança também que, ele é o Senhor, o nosso Deus, único e Salvador, o qual livra o seu povo da escravidão do Egito, isto é, do mundo, para servi-lo e adorá-lo, e, da mesma forma que supriu aos israelitas no deserto, saciará a nossa alma sedenta (Oséias 13.4, 5). A alma que busca nos prazeres mundanos tal alívio, o qual deveria receber do seu Senhor, às vezes, esquecendo-se do seu Salvador, está doente espiritualmente, tomara que não esteja ainda morta, pois não existe nada pior para a alma humana do que se esquecer de Deus (apostasia).

Conta-se que numa igreja o pastor adoeceu, com o mal de Alzheimer. Ele não reconhecia mais ninguém. Sua esposa com quem viveu 45 anos aproximou-se de seu leito e perguntou: “Querido, sou eu, sua esposa! Você lembra-se de mim?” Ele se esforçou para lembrar, mas respondeu sinceramente que já não se lembrava. Ela perguntou então: “E de Jesus você lembra?” Mas, ele que, já não esboçava nenhuma emoção, de repente ficou muito emocionado e com um sorriso disse: “Ah! De Jesus, sim! Meu Salvador! Meu Senhor! Desse eu me lembro!” Aquela família ficou consolada apesar do drama que vivia, pois foi reconfortante saber que Jesus continuava vivo na mente e no coração de uma pessoa doente.


Anatote Lopes, IPB, 2013