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quinta-feira, 17 de abril de 2014

BARRABÁS... APOSTASIA E DESESPERO: A UTOPIA DO IDEALISMO REVOLUCIONÁRIO OU JESUS... FÉ E ESPERANÇA: A CONSUMAÇÃO DA OBRA DE SALVAÇÃO

Por Anatote Lopes


Ao povo já foi dado a liberdade de escolher entre o idealista revolucionário: Barrabás o zelote (militante de um partido judeu nascido da resistência armada nos dias de Jesus.), assassino e ladrão (Mt 27.16; Lc 23.24) e um tipo de “reacionário”: Jesus Cristo, um mestre judeu e carpinteiro, descendente de linhagem Real, favorável ao pagamento de impostos ao poder dominante e dos dízimos ao sistema religioso sacerdotal (Mt 22.21). Também seria considerado um típico “moralista”, posto que viesse Jesus Cristo ao mundo salvar o seu povo dos pecados deles (Mt 1.21)! Jesus também pode ser considerado por alguns um anti-ecumenista e um ascético alienado, pois dizia ser ele mesmo o único Caminho, a Verdade e a Vida para levar os homens a Deus (João 14.6) e que o seu Reino não era deste mundo (João 18.36).

Essa era a grande diferença entre Jesus Cristo e o “Jesus” Barrabás o político a quem o povo deseja: Jesus era divino e humano e se mostrava um líder servo, humilde, resignado e submisso, enquanto Barrabás se mostrava super-humano, forte e heroico, mas ele era totalmente humano e pecador e Jesus era o próprio Deus encarnado e completamente santo.

Barrabás era um lutador corrupto e sanguinário em nome da justiça social e da revolução e Jesus veio derramar o seu próprio sangue para salvar os pecadores de seus pecados. Barrabás estava sempre disposto a pegar em armas para derramar sangue pela libertação política de seu povo, enquanto Jesus resistiu todas as tentações da violência, do poder, da glória e do populismo (Mt 4; Lc 9.54).

Jesus disse que reinaria dentro dos corações de seus seguidores (Lc 17.21). Ele explica o motivo de seu povo e suas autoridades não o apoiar pelo fato de seu Reino não ser deste mundo (João 18.36). Quando Pilatos perguntou ao povo: “Qual dos dois quereis que eu solte; Barrabás ou Jesus?” A grande multidão reunida à porta do palácio gritou: “Solta-nos Barrabás!”. (Lc 23). Pilatos insistiu dizendo: “Mas que mal fez o Nazareno? Pois na verdade eu não encontrei nele crime algum que mereça ser castigado com a morte. Vou castigá-lo e deixá-lo ir!”

O povo instigado por aqueles que viam a Jesus Cristo como uma ameaça, por não pertencer o Mestre aos seus partidos políticos e aos seus grupos filosóficos e religiosos, instava com gritos e gestos à autoridade pedindo que o mesmo fosse crucificado. Pilatos não suportou a pressão da multidão em êxtase e mandou soltar o guerrilheiro criminoso e entregou Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, um inocente, aos seus inimigos, para fazerem dele o que quisessem.

Colocaram uma cruz pesada de madeira sobre os ombros de Jesus e o torturaram com palavras humilhantes e açoites de chicotes especialmente feitos para a tortura. Jesus seguiu uma via dolorosa em direção ao lugar em que foi crucificado para salvar o seu povo dos pecados deles. Um camponês de Cirene chamado Simão, que vinha do seu trabalho, foi obrigado a carregar essa cruz por um pouco, quando Jesus estava muito cansado.

Muitas mulheres choravam e lamentavam o que estava acontecendo; foi quando Jesus, disse a elas uma profecia sobre um cerco militar contra Jerusalém que aconteceu aproximadamente 30 anos depois, dando um fim ao ultimo foco da guerrilha revolucionária hebraica: “Não choreis por mim, filhas de Jerusalém! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos. Porque Jerusalém será sitiada e ai das grávidas e das que amamentam, pois não terão com que se alimentar nem alimentar seus filhos!”

Quando chegaram ao lugar chamado calvário ou gólgota, ali o crucificaram entre dois malfeitores. Um deles blasfemava dizendo: “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também!” O outro, porém, o repreendeu dizendo: “Nem ao menos temes a Deus? Nós na verdade estamos sendo castigados porque somos criminosos mas este, que mal fez?” E olhando para Jesus disse: “Lembra-te de mim quando entrares no teu reino!” Jesus então respondeu: “Em verdade te digo que hoje mesmo estarás comigo no paraíso!”

Aproximava-se o meio dia, de repente, em pleno dia começou a escurecer! Aconteceu que rapidamente toda a cidade ficou em trevas e assim permaneceu por quase três horas. O véu do santuário se rasgou e Jesus exclamou bem alto: “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?”. Em seguida disse: “está consumado” e “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” e morreu.

Jesus se deixou humilhar, mas permaneceu obediente até a morte de cruz. A terra tremeu. E um oficial da guarda do exercito romano, percebendo os sinais disse: “Verdadeiramente este era o filho de Deus!”

Um dos sacerdotes que creram nele, sendo um homem muito rico e respeitável da elite judaica e também um discípulo de Jesus, chamado José de Arimatéia, ofereceu-lhe um sepultamento luxuoso para aquele tempo; obteve autorização para que tirasse da cruz o corpo de Jesus, o envolvesse com um lençol de linho e o depositasse em um jazigo aberto na rocha (Is 53.9; Mt 27.57).

Findaram-se os tempos de seu calvário! Iniciaram-se os tempos de glória de Jesus! Após ter sido consumada a obra da salvação para todos os seus seguidores. O nosso Senhor Jesus Cristo, totalmente divino e totalmente humano, Deus perfeito e homem perfeito, duas naturezas um só redentor ressurreto e glorificado. Ressurgiu, aparecendo às mulheres, aos apóstolos e discípulos e a mais de quinhentas testemunhas da ressurreição e também de sua ascensão aos Céus.

Jesus Cristo está vivo e reina para sempre em nossos corações! Reinará nos corações de todos quantos se arrependerem de seus pecados e receberem o perdão divino, crerem no Seu Santo Nome e entrarem no Seu Reino. Os seus súditos esperam a Sua volta, quando finalmente reinará sobre todos os povos, governantes e juízes da terra. Ele nos concede a adoção de filhos de Deus, sendo o mesmo nosso Senhor Deus e salvador Jesus Cristo que, no poder do Espírito Santo nos alcançou e nos convenceu do pecado, da morte e do juízo para que entrássemos no Reino de Deus.

É necessário entender que Jesus Cristo é mais que o líder ou o carpinteiro de Nazaré, aceitar que Ele é um salvador de não se sabe o quê, pois não reconhecemos nossa perdição e nossos pecados, não será suficiente! Mas será suficiente crer que fomos escolhidos para que pela graça fossemos salvos, mediante uma fé viva e verdadeira que recebemos do Espírito Santo, a ponto de respondermos à pregação que chama ao arrependimento (Mt 4.17; Mc 1.15, 2.17; Lc 5.31-32; Mt 9.12-13) e à reconciliação com Deus nos rendendo totalmente a Jesus Cristo, o autor da obra da nossa Salvação.