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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A BÍBLIA É DIFICIL DE INTERPRETAR E DE ACATAR A SUA AUTORIDADE

Não creio que todos nós, somos capazes de interpretar a Bíblia, mas aceito que todos têm o direito de tentar.

É como ouvir tocar um piano, sendo o pianista alguém capacitado teremos música apreciável, mas se for alguém totalmente despreparado, será um desastre.

A Bíblia tem passagens para serem entendidas de forma literal e suas próprias figuras, alegorias, etc., por isso, como todo escrito carece de identificação de estilo literário para se definir quando devemos buscar nele as figuras de linguagem do autor ou os fatos concretos de uma narrativa histórica, por exemplo.

Eu respeito todo ponto de vista sobre Deus. Mas, Deus, do ponto de vista da Bíblia, eu não apenas respeito, mas aceito. Ele é quem se apresenta, “Eu sou o Senhor teu Deus que te tirei da terra do Egito da casa da servidão; não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.2, 3).

Por ser Ele o Deus atemporal e o mesmo eternamente, não acredito que, podemos interpretar diferentemente algumas passagens, ainda mais no sentido contrário do que o seu autor deseja que compreendamos. Pois, quem escreveria alguma coisa que tivesse a intenção que cada um de seus leitores entendesse como quisesse? Não seria alguém de bom juízo, se não tivesse muito claro o que quisesse comunicar.

Obviamente que fala o autor em sua época, em língua tão estrangeira a nós, em tempo tão remoto e em lugar tão distante, mas, não mudaria o sentido que quisesse comunicar se fosse lido em qualquer época! Mas a quem pode interessar o texto? Que se exercite naquilo que chamamos de exegese; àquela extração do sentido original, pela análise gramático-histórica do texto, pela definição de seu estilo literário e sua interpretação. Este é o difícil trabalho do interprete, que se utiliza de seus conhecimentos linguísticos e ferramentas exegéticas e hermenêuticas para alcançar o sentido verdadeiro do texto, isto é, o que o Autor disse lá e então, e como se aplica a nós, aqui e agora.

Temos preservado o texto sagrado em sua língua original e os escritos traduzidos por àqueles que já empreenderam a pesquisa gramático-histórica e fizeram a exegese e a hermenêutica, os quais nos deram a tradução.

Mas, ainda temos dificuldade de interpretação? Sim. Claro. Mas, temos também a dificuldade de aceitação da sua autoridade.

Para a dificuldade de interpretação, temos ferramentas linguísticas e a arte hermenêutica para prestar um bom serviço, mas não temos nada a fazer para resolver os problemas com a autoridade bíblica. Consultemos a nossa consciência... Temos dificuldade com a autoridade do texto ou com a sua interpretação?

A autoridade de Deus, Ele a exerce: “Eu sou o Senhor”.

Ele diz quem Ele é, o que Ele já fez no passado, o que exige de nós no presente. Não podemos dimensionar o Seu ser, nem compreender a sua essência, mas, podemos encontrá-lo na experiência histórica, religiosa e cultural do seu povo de Israel no A.T e da Igreja no N.T, nós podemos crer nele e vivenciar a nossa própria experiência com Ele, o Senhor pode submeter-nos a Ele, e nós podemos seguir a Sua lei, obedecendo-O, no caso claro desta passagem, não tendo outro Deus, pois este claramente exige exclusividade; é o mínimo que podemos entender.

Porém, nem tudo o que Deus permite, não é o seu querer e vontade, nem pode ser responsabilizado, pois nitidamente Ele exerce a sua autoridade nos dando mandamentos, isso significa que, devemos obedecê-lO, para o nosso próprio bem, pois Ele assim o exige, se cremos que Ele nos libertou da escravidão do Egito, de alguma forma aplicada a nós hoje (O Egito tipifica o pecado), Ele nos ama e Sua lei é boa, e que Ele seja o nosso Deus, estamos em paz e bem sob sua proteção.

Tem muita gente negando a Bíblia em nome da ciência sem qualquer fundamento. Mas deixemos a ciência fora disso por enquanto. Se determinarmos para nós mesmos a autoridade bíblica, de uma maneira ou de outra, o relato da criação traria o princípio moral nele contido, mas a autoridade de Deus é determinada, e a Bíblia é a sua Palavra, então não acreditar em Adão e Eva, por exemplo, é negar a possibilidade de eles existirem objetivamente, realmente, concretamente, conceitualmente, liricamente ou subjetivamente, mas se lermos a Bíblia com fé, pouco nos importa se Adão é lido de maneira literal ou figurado, acreditaríamos em Adão o primeiro homem criado por Deus e em Eva a mulher criada a partir do homem, temos nisso uma revelação de grande sabedoria, aplicada ao nosso relacionamento com Deus e ao casamento, além do Adão do literalismo dogmático ou do Adão do literalismo ateísta que ridiculariza a Bíblia.

Mais uma vez temos que deixar a ciência fora disso, pois a biologia e a química não conseguem explicar a origem da vida, as teorias hipotéticas do evolucionismo encontram contradições tão grandes que é necessário muito mais fé para aceitar o evolucionismo do que a criação.

Na verdade Cristo não deu fim ao Antigo Testamento como alguns acreditam antes Ele diz que, “céus e terra passarão, mas nem um til ou um i passarão da lei” (Mateus 5.18), e, ainda amaldiçoou quem a distorcesse e ensinasse a outros. Mas, o fim dessa história é só uma volta ao começo... Tudo bem. O que o Mestre Jesus apresenta é tradicionalmente conhecido na tradição judaico-cristã como o Sumário da Lei (Mateus 22:34 a 40). Uma repetição literal do que é apresentado no A.T no Deuteronômio (6.5; 10.12; 30.6). O resumo de tudo, claramente fica explicado, "pois destes dois DEPENDEM toda a Lei e os profetas", pois quem amaria a Deus acima de todas as coisas e cometeria o pecado da idolatria? Ou quem amaria o seu irmão que a ele mentisse ou dele furtaria algum bem? Logo somos animados a obedecer à lei por amor, isso não é novo, mas, não menos lindo!

Por isso Jesus diz, “se me amais guardareis os meus mandamentos.” (João 14.15). Mas, quem somos nós para condenar o nosso próximo? Deus é quem diz “Eu sou o Senhor teu Deus”, logo somos a humanidade que Ele criou, então não há raças! Não existe mais racismo. Sendo o único Deus para crermos então não há outro credo! Todos nós cremos em Seu Cristo e obedecemos a sua lei! Ou é isso ou desobedecemos a Deus e estamos sujeitos ao Seu julgamento. 

Nossa vida inteira, nossa sexualidade e sociedade se submetem aos seus mandamentos e ninguém será condenado! Do contrário, se nos rebelarmos contra Deus e desprezarmos o Messias para fazermos o que der nas nossas cabeças, estaremos condenados. 

Assim nenhuma condenação há para quem está em Jesus. Jesus é o Caminho. Siga-o. Ele pregou: “arrependei-vos e crede no Evangelho” (Marcos 1.14, 15). E, “arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus”. (Mateus 3.2 e 4.17). A oferta dele é de perdão e remissão dos nossos pecados, para nós que crermos (Marcos 16.15-18), mas, a condenação é para os que não crerem. "Ele libertará o seu povo dos pecados deles" (Mateus 1.27) pelo seu sangue derramado por nós na sua morte de cruz, a sua promessa é de nova vida no presente e de vida eterna no futuro para quem o receber como Senhor e Salvador... Deus te abençoe!

Anatote Lopes, IPD, 2013

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

“EU ERA FELIZ E NÃO SABIA”

Escutamos com frequência as pessoas confessarem: “eu era feliz e não sabia”. Engraçado as pessoas valorizarem os momentos e os amigos tão distantes, em algum lugar no passado ou longe, alguém que se foi de mudança ou que não está entre nós, um morto. Existe até um ditado para explicar essas preferências pelos que já foram, “flor de laranjeira, de perto fede e de longe cheira”.

Lamentável é que a maioria das vezes nem sabemos o que queremos e onde encontrar suprimento, para um tipo de vazio existencial, uma carência incontrolável de um pai, amigo ou herói. Mas, heróis são sempre lendários, visto de perto, homens como nós, com suas fraquezas e defeitos humanos, uma ou outra virtude, e, quando distante, revivemos o mito do herói.

Toda expectativa frustrada com relação ao novo pastor, não é culpa do pastor, mas do sentimento idolatra que erigiu o mito do líder heroico que corresponde às expectativas e faz todo o trabalho com perfeição, principalmente àquele trabalho que era meu. Ainda mais, a busca pelo líder que me agrada, sempre trás conflitos, e, aumenta a infelicidade do presente e o saudosismo com relação ao passado.

Toda tentativa do homem, na busca pela felicidade e satisfação pessoal, resulta em fracasso. Buscam-se coisas materiais, terrenas, passageiras, mas, o vazio persiste, quando o homem não aprende a ofertar a sua vida e a sua existência a Deus, a sua frustração é certa. Somente Deus é a fonte da perfeita felicidade.

Felizes são os que experimentam crise. Felizes são os que sofrem com problemas e dificuldades. Assustou? Estranho essas felicitações? São de Jesus Cristo. (Lucas 6.17-26). Você conhece alguém que almeja estas coisas? Mas, quando Deus nos impõe crise, problemas e dificuldades são porque Ele em sua graça está agindo, ou, permitindo que passemos por lutas no presente, enquanto Ele nos ampara e fortalece, nos santifica e prepara para o destino final.

Nós vamos gozar a graça que já recebemos pela fé em Cristo, preparada para todos que, humildemente se sujeitam aos seus desígnios. Foi na cruz que Cristo nos comprou, e pelo Evangelho nos chamou ao arrependimento e fé na sua obra de perdão e redenção, e, pela graça e pelo Espírito Santo, fomos capacitados a tomarmos, cada um a nossa própria cruz, até recebermos a completa vitória na ressurreição, da qual Jesus Cristo foi o primeiro.

Somos felizes quando não confiamos em nossos próprios recursos, mas nos sentimos dependentes do amor de Deus. Somos felizes quando passamos por dificuldades enormes, não importa o que somos e o que temos. Basta que Deus esteja conosco. Basta-nos a graça. Seu Evangelho é a nossa maior riqueza, sua Palavra o nosso melhor alimento, seu consolo é a nossa esperança. Jesus Cristo nos aponta para o alvo maior, e o melhor de todos para nossa vida. A maior felicidade vem de Cristo, mesmo que haja lutas e tribulações, a felicidade vem de Jesus Cristo.

Quer se sentir feliz? Encha o seu coração com a verdadeira felicidade, não lute para ser feliz, em busca de pessoas ou coisas, não há problema nas pessoas ou coisas, muitas vezes, mas há problema em por a confiança e esperança nelas, e, é quando nossa confiança e esperança são frustradas. A única mensagem que pode gerar felicidade é a nossa. A mensagem do verdadeiro Evangelho.


Rev. Anatote Lopes da Silva

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

HISTÓRICO DO INICIO DA OBRA PRESBITERIANA EM DRACENA E REGIÃO, ATÉ O DIA DA ORGANIZAÇÃO DA IGREJA.











Histórico do inicio da obra presbiteriana em Dracena e região, até o dia da organização da Igreja. A primeira tentativa de evangelização desta vasta região de Adamantina até o rio Paraná e do rio Feio ao rio do Peixe, foi feita pelo Rev. Oscar Chaves, em Julho de mil novecentos e quarenta e três. Dirigiu-se ele a Maripã, hoje Santa Mercedes, com o fim de ali fundar um trabalho em casa de uma família metodista. Apesar do esforço, o seu plano não foi acolhido. Em agosto de mil novecentos e quarenta e oito o Rev. Josafá Siqueira se dirigiu a Monte Castelo, onde localizou um grupo de pessoas vindas do Ceará, isto é Samuel Nogueira e família, Ana Nogueira e filhos, José Teixeira de Lima e família, Antonio Avelino de Queiroz e família, sendo alguns já membros professos e outros sendo recebidos por ele, e outros, embora amigos do Evangelho, ainda não se filiaram à Igreja. Nessa mesma ocasião visitou Yandara que, naquela ocasião era um patrimônio de grande progresso e para ali se dirigiram alguns crentes presbiterianos a fim de fixarem residência, como o sogro do irmão Salatiel Rocha, este irmão, o irmão Daniel Alvarenga e família, Antonio Ferreira da Silva e outros, com os quais em mil novecentos e quarenta e nove, nos primeiros dias de novembro, organizou uma Escola Dominical com uns vinte matriculados. Em Junho de mil novecentos e quarenta e nove, no dia 7, o Rev. Josafá dirigiu trabalhos também em Junqueirópolis, onde recebeu, por profissão de fé, Antonio Nogueira e família. Outros lugares foram visitados, como Tupi Paulista, Paulicéia, etc., sem se obterem resultados. Durante toda essa época, Dracena ainda não havia tomado impulso e nem se tinha esperança de um dia chegasse a ser uma cidade. Parte da região que a cidade ocupa atualmente já havia sido desmatada, e, principalmente a parte central da cidade era tomada pelo plantio de arroz. Havia poucas casas de trabalhadores rurais, um pequeno botequim, que funcionava numa choça, e uma plaquinha nas imediações da entrada da Avenida Paulista, próxima ao foro com a inscrição: - Dracena. Em mil novecentos e cincoenta e dois, no mês de abril, mudou-se para Dracena a primeira família presbiteriana; o irmão Gentil Rother e sua esposa dona Zilda Silveira Martins. Em um sítio próximo a Jaciporã morava também a irmã Domiciana que juntamente com a família Rother, frequentavam a Igreja Metodista. Em Janeiro de 1954 veio para aqui o irmão José Barbosa que também passou a frequentar a mesma Igreja. Em 1950 veio ocupar este campo o Rev. Augusto Litoldo que aqui só permaneceu um ano, com residência em Lucélia, sede do campo Em Março de 1951 veio o Rev. Orlando Rosa de Oliveira, tendo a mesma sede. O Rev. Orlando estendeu esse campo até o Noroeste, dando assistência desde Lucélia à Yandara e desde Flora Rica até próximo ao rio Tietê. Foi durante essa época que o trabalho missionário começou a tomar aqui um caráter mais estável e permanente, podendo-se vislumbrar bom progresso. Em Julho de 1954 o campo de Lucélia foi fracionado, formando-se então outra sede, escolhendo-se para esse fim a cidade de Dracena. Ficou essa nova sede sob os cuidados do Rev. Orlando. A primeira tentativa de soerguer um trabalho aqui foi feita pelo Rev. Orlando em 1952 quando procurou os elementos constituintes da fima vendedora de lotes, e deles conseguiu gratuitamente um lote e a promessa de 10.000 tijolos para a construção. Em 1953 o Rev. Orlando deu o segundo passo, comprando uma casa de taboas em Yandara, e começou a transportar a mesma para cá e construí-la novamente no terreno supracitado. Essa obra foi consumada no ano seguinte, tendo a mão de obra, em grande parte, sido feita pelo próprio Rev. Orlando. A primeira reunião se realizou no salão inacabado no dia 19 de Março de 1954 com a presença de 13 pessoas que foram as seguinte: Gentil Rother, dona Zilda Morais da Silveira, esposa do senhor Gentil; dona Magdalena Nogueira e seis filhos menores Lázaro Roufh, Albino Fernandes e Orestes Petry, e o pastor. O Sr. Petry acompanhou os hinos com o violino ajudado pelo pastor ao harmônio. No primeiro domingo de maio do mesmo ano, 1954, foi organizada a primeira Escola Dominical, com a presença do pastor, 16 crianças e 5 adultos, as nove horas da manhã. Os cargos foram distribuídos da seguinte maneira: Superintendente Antonio Nogueira, vice José Barbosa, secretário José Dias, professor da classe de adultos, Gentil Rother que teve por substituto Onofre Rosa que era também o tesoureiro. Professora da classe de crianças maiores, dona Zilda, e das criancinhas Ana Dias. Fixando sua residência aqui em 1954, no mês de Julho, o Rev. Orlando deu assistência a esse campo até 1957, quando então passou o mesmo ao Rev. Efigênio Alves de Oliveira. Durante o pastorado deste ultimo foi comprado mais um lote e nele construído um templo de 9 metros por 12, o qual foi inaugurado solenemente em 23 de novembro de 1958. Em sua reunião de Janeiro de 1959 a Junta de Missões Nacionais resolveu organizar o campo em Igreja. Dracena estava sem pastor residente, pois o Rev. Efigênio morava em Adamantina. A Junta estava na expectativa de um obreiro para o campo, visto que os dois campos, de Adamantina e de Dracena eram grandes demais para um obreiro. Havendo a Junta contratado o Rev. Oswaldo Dias de Lacerda, veio o mesmo para aqui, chegando no dia 20 de Março de 1959, tomando posse no campo no dia 22. Começou o mesmo a dar os passos para a organização da Igreja, começando pela organização do fichário, rol de membros e tomando todas as providências necessárias para a consecução desse fato que se deu à 25 de outubro de 1959, havendo a organização da igreja sido presidida pelo Rev. Wilson Nóbrega Lício, tomando parte da mesma os reverendos Efigênio Alves de Oliveira e Oswaldo Dias de Lacerda por ordem da JMN (Junta de Missões Nacionais). Em visita a este campo passaram por aqui os seguintes ministros, antes da “Organização”: José Carlos Nogueira, Celso Assumpção, Osmar Serra e Daniel Mariano da Silva Vieira. Sendo os primeiros como secretários da JMN e os demais em trabalhos especiais. Por ser verdadeiro este “Histórico”, eu secretário da Comissão Organizadora da Igreja Presbiteriana de Dracena, por ordem da Comissão, informei-me e lavrei o mesmo e assino. Rev. Oswaldo Dias de Lacerda.

Extraído do Livro de Atas n° 1 da Igreja Presbiteriana de Dracena, com as correções feitas no texto original usando a palavra “digo” e as informações do “auto de retificação”. Transcrição no estilo e redação original.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O OFICIO E O MINISTÉRIO DE DIÁCONO


Diácono do grego: διάκονος, "servo", “ajudante”, "cooperador" e “ministro” são oficiais ou clérigos de igrejas de origens cristãs, nas suas várias denominações. Existe a forma feminina diaconisa. A exatidão do gênero masculino dos substantivos, artigos e verbos nos textos bíblicos originais não deixam dúvida de que a instituição ou ordem originalmente não admite mulheres. Por ser a igreja presbiteriana bíblica não são ordenadas mulheres ao diaconato na IPB, mas, isso não impede que as mulheres cooperem no trabalho de diaconia.

Em algumas tradições denominacionais, o diácono pode ser permanente ou um estágio para a ordenação presbiterial. Na igreja presbiteriana os diáconos devem se sentir chamados para servir e ajudar e não a fazer do diaconato um trampolim político para o presbiterado, pois o presbítero regente deve ter o dom de governo, condições de se relacionar nos concílios da igreja e ajudar auxiliar o pastor no cuidado do rebanho, enquanto o Pastor, o Ministro que, é Presbítero Docente tem a sua formação nos seminários da igreja e são ordenados para o governo, ensino e liturgia da igreja, forma juntamente com os presbíteros regentes o Conselho, presidido pelo Ministro e formado para dirigir a igreja espiritualmente e administrativamente.

O diaconato é instituído na Bíblia, conforme o Espírito Santo deu a Igreja diáconos, confira a narrativa do livro de Atos dos Apóstolos Capítulo 6.1-6 onde são eleitos os sete primeiros diaconos para servir os pobres. As qualificações dos diáconos são expandidas por Paulo nas seguintes passagens:

Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos. (Filipenses 1.1).

Os diáconos igualmente devem ser dignos, homens de palavra, não amigos de muito vinho nem de lucros desonestos. (I Timóteo 3.8).

Devem ser primeiramente experimentados; depois, se não houver nada contra eles, que atuem como diáconos. (I Timóteo 3.10).

O diácono deve ser marido de uma só mulher e governar bem seus filhos e sua própria casa. (I Timóteo 3.12).

Na teologia contemporânea a palavra diaconia apresenta uma diversidade de conotações e representações. No ensino reformado a diaconia significa "servir para mudar a vida das pessoas", no sentido de contribuir para a construção de cidadania dos menos favorecidos. A Junta Diaconal de uma Igreja Local deve ser uma das mais atuantes organizações nas causas sociais de uma cidade.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

CHICO MORBECK DEBATE: PERDÃO PSOL E PSB: NÃO BASTA LUTAR CONTRA O AUTORITARISMO PARA NÃO SER AUTORITÁRIO


Fiquei até surpreso ao ler um artigo do professor Francisco Morbeck! A quem eu conheci militando no PT. Surpreso, mas não decepcionado...

Gostei da postura do Chico Morbeck. Reconhecendo o autoritarismo do Senador do PSOL e do PSB que, barrou o Deputado Jair Bolsonaro (PP).

Mas, mesmo sem querer demandar com essa gente, divergir-se em um ponto, já é o suficiente para eles lançarem sobre nós a peja de “viúva da ditadura” e de “manipulado pela mídia golpista”.

Esses radicais do PSOL, e, alguns radicais do PT que ficam por detrás, desses 'homens bombas', perfeitos antagônicos para polarizar as questões e fazer o espetáculo, tornaram-se iguais ao Bolsonaro, por causa das suas posturas antidemocrática, a diferença é que o Bolsonaro é mais honesto do que esses esquerdistas autoritários.

O deputado é capitão do exército, declara-se de direita, apoia os militares com um discurso de saudades da ditadura e não eles. Por isso é coerente e tem posturas claras.

Enquanto a intolerância e o autoritarismo que parte da “esquerda democrática” demonstra, desde outros episódios, mas, principalmente nesse, ao barrar um Deputado, impedi-lo de entrar num quartel e se atracar corporalmente com ele. Barrá-lo?! Com o uso da força?! Mesmo porque a Deputada Jandira que não faz parte da Comissão não foi barrada, porque é "camarada", "companheira".

Então foi dado tratamento diferenciado, isso tem todo requinte de autoritarismo. Quem quiser defender a democracia e a liberdade cerceando o direito do outro à liberdade e ao exercício do que lhe é permitido pela Lei, não sendo condescendente com os seus opositores, é ditador e autoritário. 

Anatote Lopes

Para o Artigo do Chico Morbeck:


CHICO MORBECK DEBATE: PERDÃO PSOL E PSB: NÃO BASTA LUTAR CONTRA O AUTORI...: De que vale trocar um autoritário por outro? Sem um só voto do povo, o ditador Geisel passa a faixa presidencial para o ditador Figuei...

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A FILHA PRÓDIGA

Caim foi um homem invejoso e o primeiro homicida, ele não teve no seu interior uma disposição de adorar e servir a Deus, mas não curtiu que seu irmão Abel se saísse tão bem quando fez a sua oferenda. (Gênesis 4.1-16).

Embora não tivesse uma motivação adequada ao ofertar nem um critério que priorizasse o Criador, não se conformou com o bem sucedido sacrifício do irmão. Decidiu matar o inocente Abel e fugiu deixando um rastro de tristeza e de sangue por onde passou.

A vaidade leva um jovem a abandonar a sua família por causa da sensação e da aparência de liberdade, independência e poder; principalmente aos olhos dos amigos. Mais do que amor e prazer, o sexo envolve liberdade, poder e popularidade; este jovem vaidoso precisa coroar sua glória com um troféu: uma namorada.

Segue ostentando e usufruindo dos prazeres do pecado, em nome de uma nova cultura de liberalidade e hedonismo, regada a álcool e não raro, à excitação de outras drogas que, normalmente terminam em mortes, crimes horrendos contra a vida, como o suicídio e a prática do aborto.

Essa Jovem aceita o convite inconveniente do namorado para o sexo antes do casamento por considerar que ele seja bonito e rico. Depois vai morar com ele.

Não raro a consequência de um caminho errado que se entra é terrível. As consequências se acumulam; no caso do rapaz, um endividamento em consequência dos seus pecados e de um passo largo demais em busca de sua independência. Agora se vê forçado a voltar para a casa de seus pais humilhado, sem lhe ocorrer que não está sozinho.

Voltar atrás nem sempre é possível, mas na Bíblia temos um caso semelhante narrado por Jesus conhecido como FILHO PRÓDIGO. (Lucas 15.25-30).

Nesta hipótese a jovem que, gosta de se vestir bem e tem o sonho de se formar, de repente, está grávida e o “príncipe” fugiu, e, agora, a nossa jovem terá que deixar a faculdade para trabalhar e tentar sobreviver. Mas como? O patrão descobre que ela está grávida e nem assina o contrato. Ela volta para casa.

Essas loucuras passam mesmo pela cabeça de quem entrou por sua própria vontade no caminho da vaidade. O aborto é uma alternativa, mas é pecado, um crime horrível contra Deus; então, pensa em suicídio; que desatino! Também é pecado, segundo as Escrituras; mas, nossa jovem iludida, decide então contar aos pais a verdade, temendo ser expulsa de casa. Mas, recebe uma reação totalmente diferente; os pais a abraçam e perdoam; dizem que estão contentes em tê-la de volta, e que vão amar e cuidar dela e do neto que vai nascer.

A vaidade trás consequências, e, ameaçam a vida. A vaidade levou a jovem em busca do problema, mas os pais dela agem sem vaidade, não se importam com o que dirão os vizinhos, os irmãos da igreja, o que mais importa é que nenhuma vida se perca e não se abandona uma filha, muito menos se desprezaria uma filha grávida.

Coisas de coração de pai e de mãe saudável, cheios do amor e do perdão de Deus.

Vaidade? Tudo é vaidade. A vaidade e a ilusão são muito parecidas, estas palavras podem até serem sinônimas. Corre-se atrás de uma ilusão como uma pessoa louca que corre atrás do vento! (Eclesiastes 1.14), É a vaidade que faz homens e mulheres se iludirem e procurarem a felicidade nas coisas que não tem importância, em coisas fúteis, ou em coisas imorais e pervertidas. (Eclesiastes).

Grande vaidade é o prazer pelo prazer e o prazer de exibir sua privacidade; pessoas sensatas não expõem suas intimidades, pois são recatadas; mas, as pessoas insensatas expõem o tempo todo a sua imoralidade e perversidade em público nas redes sociais sem qualquer recato ou cautela para seduzir as pessoas incautas. Porque são loucamente vaidosas e não são boas diante de Deus. (Capítulo 7.26).

As pessoas vaidosas rapidamente se esquecem do quanto eram felizes, desprezam a verdadeira felicidade que, algumas delas, já usufruíram na igreja e na família e saem em busca de prazeres passageiros, desprezam valores e princípios eternos, revelados por Deus, pois a vaidade, a mais louca ilusão, faz as pessoas trocarem o que é eterno pelo que é efêmero.

Pela fé em Jesus Cristo contemplamos uma vida plena de justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Romanos 14.17); novos valores e novos sentidos à vida humana; além das coisas materiais, das diversões e dos prazeres sexuais desfrutados de forma lícita e ordenados.

Pela fé temos vida abundante, preciosa e eterna, em Jesus, temos a benção de uma vida, desde já, plena e santa. (João 10.11).

A presença de Jesus em seu coração, realmente te capacita a confessar os seus pecados, sem racionalizar com o padrão mundano e o engano do diabo que sugere a morte e a escravidão (I Coríntios 15.10); para olhar para as coisas do mundo e enxergar um leque de possibilidades à luz da Palavra de Deus, compreendendo que, tudo que somos, temos e fazemos em Deus é bom, fora de Deus, tudo é vaidade e ilusão, para discernir o que é passageiro e o que é eterno, o que edifica e o que não edifica; o que é impuro e o que é puro. (Gálatas 4.6; Tito 1.15). A presença de Jesus é a Salvação que Ele nos comprou com a sua própria morte na cruz, o verdadeiro Caminho, a Verdade e a Vida plena em Jesus Cristo. (João 14.6). 


Anatote Lopes, IPB, 2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A SUFICIENTE LIBERDADE DO CRISTIANISMO


Nenhuma liderança humana tem fornecido a credibilidade que Jesus Cristo tem para ser o nosso referencial perfeito da perfeita doutrina para a nossa vida e esperança.

Não escrevo hoje, para expor a sua obra de salvação, pelo seu próprio sacrifício, remindo e reconciliando com Deus a todo aquele que Nele crer, nem discorrerei sobre sua ressurreição e o seu Reino dentro de nós e o vindouro, mas, desejo abrir os olhos para a história, para encontrar os verdadeiros heróis esquecidos da causa dos oprimidos.

Estes heróis são os cristãos do Novo Testamento, os heróis dos últimos dois mil anos. A maioria deles imitou ao seu Senhor e terminou as suas vidas no martírio. A maioria deles excluídos dos círculos acadêmico, científico e político, não raro, até dos círculos eclesiásticos.

Os Cristãos verdadeiros, sal da terra e luz do mundo, foram os grandes transformadores e reformadores da sociedade corrompida desde os tempos do Império Romano. Não significa que um homem por ser cristão não pode nos decepcionar, mas se nos decepcionar manchará a própria reputação, sendo incoerente com Cristo e seu Cristianismo. Romanos 14.17-18 afirma: “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens.”; pois Cristo permanece intacto, perfeito, e o cristianismo perfeita doutrina moral, social e teológica.

A fonte de autoridade da verdadeira doutrina está fundamentada na perfeita, santa e infalível Escritura que, nos assegura que não ficarão impunes os malfeitores, quando Jesus Cristo voltar no céu assim como subiu, conforme testemunharam mais de quinhentas pessoas (I Coríntios 15.6), Ele haverá de destruir todo principado, bem como toda potestade e poder. (I Coríntios 15.24).

Não pertençamos a nenhuma outra doutrina ou partido, pois apenas uma é perfeita e tem o seu mentor, perfeito, o messias e salvador.

Na história alguns estudiosos situam Cristo e seus discípulos, chamados de Cristão (pequenos cristos) isto é, os quais se parecem com o Cristo, e, militam pela causa do pobre e pelos direitos humanos, como se entende hoje, como “progressistas”, porém, muitos pertenciam ao reduto conservador do cristianismo histórico, posteriormente dos grupos protestantes, depois dos puritanos e de outros movimentos, numa grande diversidade de comunidades com ênfases distintas e um Evangelho em comum: O Evangelho de Jesus Cristo, conforme anunciado em todas as Santas Escrituras.

Os cristãos não se acham em uma igreja sempre optante da opressão e exploração do homem pelo homem, aliado aos dominantes, como sugerem os esquerdistas, os liberais e os ateístas. Este é um discurso ignorante, eu mesmo já acreditei nessa mentira. Mas, na verdade, foram os cristãos, especialmente os pastores, os conquistadores da nossa liberdade e dos maiores avanços nas relações de trabalho.

Foram os cristãos calvinistas os construtores da democracia moderna na Europa e na América. Mas, será que foi somente no passado? Posso dizer que os verdadeiros cristãos continuam sendo o sal da terra e a luz do mundo hoje, impedindo que tudo se corrompa e todo o mundo esteja em trevas.

Embora os esquerdistas comunistas, socialistas, liberais e ateístas tentem transformar os pastores conservadores em monstros, deixando de fazer jus à história, mesmo que não tenhamos os melhores representantes de Cristo e de sua Doutrina, é inegável que os cristãos estejam, por exemplo, entre os maiores abolicionistas.

A abolição da escravidão no Brasil foi a ultima do mundo a ser decretada. Deve-se a luta liderada pelo pastor e parlamentar inglês, o Rev. Willian Wilberforce; quem conseguiu quebrar o mercado escravagista e aprovar a primeira abolição, abrindo o caminho para todas as outras.

A educação e a política jesuíta e posteriormente uma elite política esquerdista, liberal e ateísta nos escondeu toda a verdadeira história. Com toda a nossa ignorância histórica, os fatos continuam verificáveis historicamente, mesmo no presente, um pastor e deputado paulista é o autor da mais alta punição do mundo contra a escravidão, desde a abolição da escravatura.

Quando a Princesa Isabel escreveu a Lei Áurea, a escravidão negra já não compensava aos senhores de escravos, graças às reformas profundas na sociedade europeia influenciada pelo cristianismo reformado abolicionista. Era da Europa quem vinham às pressões maçônicas em conflito com a Igreja Católica Apostólica Romana aliada da monarquia decadente e escravagista representada pela Princesa constrangida a assinar a Lei Áurea.

A escravidão infelizmente continuou em muitos rincões da pátria e do mundo até os dias de hoje. Depois de mais de cem anos de sua abolição ainda existe escravidão no Brasil. Hoje a escravidão ainda é legalizada na Mauritânia; ocorre em todos os continentes, às vezes veladamente. A escravidão ocorre amplamente no mundo, principalmente na Ásia.

A liberdade que Cristo veio trazer ao mundo, conforme expressa as Escrituras em Mateus 1.21 é espiritual, pois “ele salvará o seu povo dos pecados deles.”. Mas, a escravidão no mundo também é fruto da dominação do pecado, pois escravizar é pecado. Assim a libertação da escravidão do mundo começa com a libertação espiritual.

Temos no pecado a origem de todo mal no mundo. Por isso a pregação autentica do Evangelho, consiste em chamar os pecadores ao arrependimento para entrar no Reino de Jesus Cristo. (Mateus 4.17). A Salvação e a Eternidade são promessas a todos os que crerem no Evangelho de Cristo, mas esta libertação prometida é uma realidade que pode ser experimentada individualmente como em todas as relações humanas por todos quantos o receberem: “se, pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8.36).

Não há nada mais salvador, libertador, revolucionário e transformador do que o Evangelho de Jesus Cristo. A diversidade da esquerda democrática que assumiu a liderança política está dividida historicamente em uma quantidade enorme de partidos, mas nenhum idôneo, puro e coeso. Falta-lhes um referencial absoluto para que sirva de instrumento de unidade e de norma infalível. Isso só serve para nos provar que apenas um “líder” em toda história é o perfeito referencial da verdade e da Justiça e tem a doutrina perfeita: JESUS CRISTO E O CRISTIANISMO PURO E VERDADEIRO CONFORME APRESENTADO NA SANTA ESCRITURA.



Anatote Lopes, IPB, 2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A CORAGEM PARA SER MAIS ODIADO DO QUE AMADO PELO MUNDO

Eu louvo a Deus porque sinto muitas vezes tristeza; invade-me o coração muitas vezes uma tristeza, um pesar da parte do Espírito Santo. A Verdade da Palavra de Deus me invade e produz em mim, em primeiro lugar, essa tristeza pelos meus erros e pelos meus pecados, tanto em pensamentos, quanto em atitudes, pois, muitas vezes, infelizmente, percebo que procuro satisfazer os meus desejos, interesses e vaidades, esquecendo-me do amor de Deus; quando busco meu próprio interesse e não o do meu próximo como Deus ordena e quando busco a aprovação dos homens e não a glória de Deus.

Mas, em tudo, sempre procuro pregar a Verdade. Como também ocorre, quando vem alguém a mim, em sua própria conveniência e comodidade, censurar a Verdade, em benefício da mentira, trocar a Justiça pela injustiça e questionar quem é o meu Deus, ou, de quem sou Ministro, apelando ao meu coração pelo amor e pela tolerância. Às vezes, opto por uma via mais plausível e aceitável, e, caio em muitos erros, mas é quando caio em muitos erros que, coincidentemente, eu agrado a muito mais pessoas. Por um momento, exibo um sorriso vitorioso, mas logo caio em mim, e, percebo que estou errado, geralmente, agradando a muitas pessoas.

A conveniência e a comodidade do politicamente correto, do popular e do comum insistem em ocultar a Verdade de Deus, mas, a Palavra de Deus, a Bíblia, desmascara-me, quando, mostra-me a sua face severa. Quando o meu coração acusa a minha consciência ela não pode ficar em paz enquanto eu não der o braço a torcer. O desconforto só acaba quando vem à solução: o perdão... De Deus é claro!... Porque retornando à palavra de Deus, não posso mais aprovar muitas práticas aceitáveis pela maioria, não posso fazer muitos discursos politicamente corretos aplaudidos pela multidão.

Falando a Verdade sirvo ao Deus verdadeiro, e, se sirvo a Deus quero a aprovação Dele e não das pessoas. Às vezes, esqueço-me da vontade de Deus e atendo aos reclames das pessoas, distancio-me da Palavra de Deus e descanso-me nos arroubos da unanimidade... Até que eu volte à Palavra de Deus, pela qual o Espírito, novamente, convence-me de que estou num caminho de morte enquanto me aplaudem. Não me resta outra coisa, senão ser odiado pela multidão e diante do grande amor de Deus e de seu poder, receber a paz e a tranquilidade na minha consciência e a declaração confortadora do perdão de Deus. João escreve: “pois, se o nosso coração nos acusar, certamente Deus é maior do que nosso coração e conhece todas as coisas.” (I João 3.20).

Normalmente os crentes “amados” e ovacionados pelo mundo seguem por um distanciamento do corpo que é a Igreja, cuja cabeça é Cristo, quanto a isso, as Escrituras nos previnem “para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro”. (Efésios 4.14). Assim vivem alguns da fé que, deixaram de refletir as demandas cotidianas à luz da Revelação da Santa Palavra de Deus e passaram a ouvir os mestres do mundo e os gurus terapêuticos que não têm a luz espiritual da Palavra de Deus. Tornaram-se como os descrentes e os idolatras, às vezes, dotados de inteligência, mas precipitados numa ímpia ingratidão, desobediência e hipocrisia que induzem o homem à violência ou imoralidade e idolatria.

Os ministros de Deus, não são levados por todo vento de doutrina, nem são orientados pelos mestres e sábios do mundo que vacilam, nem pela opinião pública sobre eles, pois ainda que sejam muitas vezes tentados, reencontram a Palavra de Deus exortando-os, repreendendo-os e instruindo-os em toda verdade e justiça. Porque “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a educação na justiça, a fim de que o homem seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3.16, 17).

Os sectários de outros cultos e crenças contrárias à fé cristã normalmente gostam de bajular os que pregam a Palavra de Deus com os seus elogios, enquanto estes não discordarem de suas afirmações, comunicam que louvarão aos que compartilharem pontos em comum, mas, na verdade, não têm qualquer apresso pelos que são da fé em Cristo, pois não há comunhão alguma entre as trevas e a luz. Chamam os cristãos que caem nos seus erros ou que silenciam a Verdade de mente aberta, inteligente e de gente esclarecida e lança a peja de obtusos, intransigentes, fechados, retrógrados, reacionários e ultrapassados aos que resistem aderir às falsas doutrinas, ritos e filosofias de suas tradições.

Deus não abandona os que são Dele aos enganos do coração. Muitos acreditaram em algumas dessas falsas vantagens e transigiram com heresias perniciosas e ao serem confrontados com a Verdade de Deus ficaram envergonhados. Mas, Deus é grande em amor e misericórdia, e através da obra salvadora de Jesus Cristo, providenciou perdão e purificação de todos os seus pecados (1 João 1.7). Quando sua consciência o acusa, tenha a coragem e a fé nas Palavras de Jesus que nos encoraja e reafirma que nossos pecados foram perdoados (Mateus 9.2).

Não pense nas opiniões dos ateus e dos idolatras a seu respeito, mas pense em agradar a Deus. É melhor ser odiado pelo mundo e amado por Deus (João 15.18). O Senhor nos conforta dizendo: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Jeremias 29.11-13).

Relativizar a fé, baratear a graça e adulterar o evangelho para transigir com o mundo e receber louvor dos homens é pecado de idolatria, pois até o nosso salvador foi odiado e perseguido, até a Ele negaram a honra que às vezes desejamos, e, quando nós ocultamos a Verdade pela conveniência e a comodidade da aprovação dos homens nós demonstramos que nem por uma hora podemos vigiar com o Senhor Jesus, não estamos dispostos a nos desgastar em nossa missão. (Mateus 26.40).

O perdão não ameniza o pecado, nem muda o seu status de odioso aos olhos de Deus; o perdão remove o pecado; todo pecado é odioso. Creia nessas palavras de Jesus ao contemplar a fé de um paralítico: “Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.” (Mateus 9.2). Confesse que você é um pecador, ele perdoa os nossos pecados, mas tenha coragem de deixar a comodidade e a conveniência do politicamente correto para permanecer confiante na graça de Deus. Ore pedindo a Deus essa coragem de renunciar o amor do mundo, para que Ele te ajude a fazer o que O agrada e a falar o que Sua Palavra diz e não o que agrada a homens. Em nome de Jesus.




Anatote Lopes, IPB, 2013.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O QUE SE DEVE GUARDAR NO CORAÇÃO




Lembranças... Nós guardamos na nossa mente lembranças de cheiros, sabores, pessoas, gestos, mimos, socorros, dores, tristezas e decepções; prazeres, alegrias e admirações; mas, se nos perguntarem o que essas pessoas nos ensinaram, talvez não nos lembremos, mas, guardamos lembranças de nossa família, nossos amores nem sempre bem sucedidos, nossos amigos distantes geograficamente ou separados de nós pelas circunstancias adversas, são todos nossos irmãos, os quais não apenas passaram por nossa vida, mas fazem parte dela, alguns que, mesmo estando longe permanecem com todo o nosso carinho e respeito nas nossas lembranças, mas, essas pessoas não são deuses, nem podem ser ídolos.

Sentimentos... Não são raras as decepções com muitas pessoas que passaram pela nossa vida, mas, nos lembramos a todo instante dessas pessoas e dessas circunstancias que, muitas vezes até desejamos esquecer. As pessoas que não nos deram lições significativas e relevantes não merecem a nossa homenagem, mas nós somos demasiadamente injustos, a ponto de darmos maior importância aos nossos inimigos do que aos nossos amigos. Nossos inimigos, não são demônios, nem podem ser ídolos pelo espaço que ocupam em nossas lembranças. Guardamos muitos sentimentos em nossos corações, mas, às vezes, precisamos aprender que é necessário, esvazia-lo de uma carga emocional pesada, negativa e prejudicial à nossa saúde física e espiritual, pela liberação de perdão e pela libertação do coração para a comunhão com Jesus Cristo e com a sua Igreja.

Ensinamentos... O que devemos guardar em nossos corações além da lembrança dos fatos e dos afetos são os ensinamentos. Muitos nos deram a oportunidade de ouvir os ensinamentos de Jesus Cristo. Há alegria em nossos corações na lembrança de pessoas que nos contaram histórias bíblicas e nos passaram outras atividades que falavam a respeito de Deus. Ninguém dirá que essas aulas não fizeram diferença em nossas vidas, e ninguém dirá que seja uma pessoa sem Deus se tiver passado por uma classe de educação cristã ou de ensino religioso. Nós guardamos as lembranças dos fatos e dos afetos, mas, às vezes, não pomos em prática estes ensinamentos, porque eles não desceram aos nossos corações. Não cogitamos apenas das lições verbais, mas também dos exemplos que estas pessoas nos deram.

Pastores e mestres... No entanto, passa despercebida a sensível diferença entre o amigo ou inimigo e o ídolo que ocupa o lugar da Palavra de Deus em nosso coração. Existe uma idolatria tipicamente evangélica pelos lideres. A veneração de um ídolo no coração é ainda pior do que a de uma imagem no altar. Por outro lado os verdadeiros pastores e mestres sofrem muito desrespeito, e, não raro o ultraje e a humilhação. São estes extremos que precisam ser rejeitados. A autoridade de quem abençoa com o Ministério da Palavra e nos preside vem sofrendo um enfraquecimento típico do nosso tempo, observado igualmente no desrespeito aos pais, professores, médicos e governantes.  

Ao mesmo tempo em que a idolatria dirigida a celebridades, líderes políticos e religiosos vêm experimentando um crescimento vertiginoso cresce o sofrimento com a violência, a corrupção e a imoralidade. O perfil do ídolo religioso é muito semelhante aos perfis das celebridades e dos políticos (com algumas exceções): carismáticos, elegantes, extravagantes e espetaculares, consensuais quando se posicionam e normalmente não se posicionam contra os pecados sexuais e os vícios sociais. Esta omissão contribui para a desconstrução dos valores cristãos na sociedade, e, pasmem, dentro da igreja também.


A Palavra de Deus é eficaz... A questão é que os homens e as mulheres estão tão entupidos de sentimentos igualmente idolatras de veneração ou de ódio pelos pastores e mestres por causa da arrogância que, não lhes permite aprender a Palavra de Deus, e, por causa da ignorância que é tamanha, a ponto de não dar espaço para o mínimo senso crítico. Não aprenderam o que se deve guardar no coração: “Guardo no coração as tuas palavras para não pecar contra ti” (Salmo 119.11). Faço-lhes esta recomendação: não se esqueçam de guardar no coração a Palavra de Deus.

A mensagem ao gosto do freguês... As pessoas gostam de ouvir contos interessantes, histórias engraçadas, gestos e trejeitos patéticos e de rirem de seus pastores e mestres (stand-up comedy gospel). Poucos buscarão por uma oportunidade de ouvir o Evangelho para o conhecimento da graça de Deus em Jesus Cristo, para o crescimento em santidade pela verdade e justiça em obediência à vontade de Deus e aos seus mandamentos.

Ainda estão entre os melhores, os pregadores que falam da graça de Deus em Cristo Jesus, como quem compartilha a sua fé e não como quem anuncia o único salvador: o Caminho, a Verdade e a Vida. Sim estão entre os melhores, porque estão raros os elementos essências do evangelho nas mensagens dos pregadores contemporâneos. Mesmo porque, alguns não têm a descarada intenção de outros que, relativizam a Palavra de Deus e apresentam os mandamentos como se Deus tivesse dado sugestões aos homens, e, em nome do politicamente correto, apresentam o Senhor como uma alternativa e não como o Único.

Como gosta de ídolos o povo! Corrompem-se em seus próprios interesses o quanto são explorados pelos corruptos, transformam santos em ídolos, porque não aprenderam com o exemplo dos santos, a obedecerem a Palavra do Senhor: “SEDE SANTOS, PORQUE EU SOU SANTO” (I Pedro 1.16). Maria, a mãe do Salvador, uma das servas do Senhor, infelizmente, dentre as mais idolatradas, deu-nos o exemplo diante da revelação: “guardava todas estas palavras, meditando-as no coração” (Lucas 2.19).

Como é importante meditar no coração, mas as pessoas falam do amor de Deus e ao mesmo tempo rejeitam no seu coração as suas palavras. Não podemos falar desse amor sem pensar no amor de Deus revelado em seu Filho Jesus Cristo, sem estarmos unidos a Ele e ao Deus Pai no Espírito Santo; não podemos ter o amor de Deus em nossos corações, pelo qual guardamos a mensagem da salvação e do amor para vivermos em comunhão com Deus e com os nossos irmãos na fé e ao mesmo tempo desprezarmos a Palavra de Deus.

Devemos orar para que Deus não nos permita esquecer a mensagem de amor; devemos estar em Jesus Cristo, unidos a Ele no Espírito Santo, pois só Nele podemos crescer em santidade, amarmos uns aos outros e juntos servirmos unicamente a um só e ao mesmo Senhor e Salvador Jesus Cristo. Devemos guardar em nossos corações a sua Palavra: que nosso Senhor Jesus Cristo deu a sua vida na cruz, a fim de, reconciliar-nos com Deus, e, pelo seu sangue nos resgatou da morte para a vida, pela sua ressurreição coroou de glória a Sua vitória e nos fez mais que vencedores. É possível vencermos a idolatria expulsando os ídolos do nosso coração para servirmos somente ao Senhor.

Anatote Lopes, IPB, 2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

HEBREUS 6.4-6: PERIGOS ESPIRITUAIS


“(4) É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, (5) e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, (6) e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia.”


Quando no versículo 4 o texto descreve pessoas, diz que: “é impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo,” não está falando da obra de salvação como se pudesse ser perdida, mas da iluminação, e do próprio conhecimento da revelação da Verdade (A PALAVRA DE DEUS), àquele dom do Espírito dado para a compreensão das verdades divinas, do qual, o Senhor contempla a muitos dos homens na sua graça comum, pois é certo que, desvendados os olhos de uma alma, iluminada para o entendimento do plano de salvação, também, tornam-se participantes do Espírito Santo.

No versículo 5 diz: “e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro,” obtiveram o conhecimento dos sinais miraculosos presentes em Cristo e na era apostólica ( do escritor de Hebreus aos patrícios que viveram nestes dias), sinais da chegada do Reino de Deus, do cumprimento da Promessa, evidencias e credenciais da revelação, sinais apostólicos, ou seja, foram beneficiados com a iluminação do Espírito, vivenciaram sinais e milagres, “poderes do mundo vindouro”, porém rejeitaram a verdade “e caíram”.

Este “caíram”, no versículo 6 significa que, tornaram-se blasfemos, como alguns dos judeus (escribas e fariseus), os quais, mesmo reconhecendo notórios os sinais diante deles e do povo, operados por Jesus e pelos apóstolos (João 11.47; Atos 4.16), rejeitaram-no como Messias, crucificando-O pelas mãos dos romanos. (Atos 2.23).

Certo é que não rejeitaram a pregação e os sinais porque lhes pareciam inacreditáveis, mas por causa de seus interesses políticos partidários, da sua vaidade religiosa e da sua carnalidade (amor pelos prazeres passageiros do pecado), não foi por falta de ser a eles convincente a mensagem, mas por não ser conveniente a eles aceitarem.

Esta descrição de apostasia, abandono da fé, em Hebreus 6.4-6, trata-se dos perdidos que, estando entre os eleitos saíram do meio deles, mas não eram dos eleitos (I João 2.19). A realidade dos que são verdadeiramente eleitos de Deus é diferente; eles são os filhos amados de Deus, os quais são imperfeitos no mundo, mas são assistidos de forma especial pelo Espírito Santo, não apenas para compreender, mas também para serem salvos; os eleitos são santos lutando contra o pecado.

Este texto não está falando de irmãos que caíram em algum pecado, não resistiram alguma tentação, não diz que os tais não podem se reerguer pelo arrependimento mais uma vez, pois acontece que os fieis às vezes caíram, me refiro, a ceder às tentações dos prazeres por fraqueza. Eles têm assistência especial do Espírito, e, também, de Jesus Cristo, pois Ele é o advogado destes (I João 2.1-2), certamente que o coração abatido e contrito não o desprezará o Senhor nosso Deus! (Salmo 51.17; Isaías 57.15). Pois aquele que nos ensinou a perdoar não lhes negará o perdão.

Alguns questionam se essa doutrina seria um pretexto para se viver deliberadamente no pecado. Este questionamento, muitas vezes carnal. Não trata de uma postura espiritual, mas igualmente partidarista e condenada pelas Escrituras, pois este é o caso de alguns que, tomaram a graça como pretexto para a libertinagem (Judas 4). Sendo o caso, também estes, cometem uma grande rejeição a Jesus Cristo, também estes estão crucificando a Cristo de novo.

Os caídos, sendo eleitos, serão tratados pela disciplina amorosa que vem de Deus, para não receberem a condenação do mundo pela sua desobediência, se é que são eleitos. Pois, vivendo deliberadamente em pecado, isto é pecando voluntariamente, de propósito, estão pisando no sangue de Jesus, calcando aos pés o Filho de Deus, profanando o sangue da aliança, ultrajando o Espírito da Graça (Hebreus 10.29).

Mas, quando os judeus tendo recebido o pleno conhecimento desta verdade, rejeitam novamente o Evangelho, mas também, principalmente, àqueles que tendo sido contado entre os irmãos abandonaram a fé e voltaram à iniquidade dos principais dos judeus, mais uma vez O crucificaram, pois novamente O rejeitaram. Sendo assim “impossível outra vez renová-los para arrependimento”. (versículo 6). Triste destino o dos judeus que rejeitam o enviado do Deus de Israel! A parte deles será no juízo com todos os que não O conheceram e com todos os filhos da desobediência. II Tessalonicenses 1.8-10.

O pior pecado do ser humano para a sua condenação ainda é a repudia ao nome do Senhor Jesus Cristo como Salvador e Senhor, “expondo-O a ignomínia”, ou seja, infâmia, desonra ou no mínimo desprezo; quem faz isso deliberadamente, está perdido. Esta condição extrema não é a condição daqueles leitores hebreus, mas, daqueles que já haviam se apostatado, ou seja, abandonado a fé. A nós veio à boa Palavra de Deus, mediante o Espírito Santo para que crêssemos. Àquele, pois que é poderoso para nos salvar, sendo o nosso salvador, é poderoso para nos santificar até o Dia do Senhor. O Senhor Jesus Voltará, prepara-te.


Anatote Lopes

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

AOS SANTOS DA CASA DE CÉSAR: NÃO AO CULTO AO IMPERADOR E NÃO ÀS ABOMINAÇÕES SEXUAIS

Por Anatote Lopes


As cidades de Sodoma e Gomorra foram destruídas por fogo que caíra do céu; segundo a Bíblia, por causa da sua perversidade. 

Nela se fazia "coisas abomináveis", mas não era assim considerada, apenas o que se faziam com os seus órgãos sexuais.

A perversidade nunca vem sozinha; tanto eles eram uma aberração moral de sociedade, quanto a corrupção e o caos social se instalara.

No entanto, as cidades corruptas foram destruídas  por causa da "multiplicação de seus pecados".

Leis injustas acontecem por causa do silêncio dos justos. 

No tempo de César a imoralidade ainda era maior. Nesse tempo um homem se orgulhava de trazer ao seu lado um rapazinho homossexual como escravo sexual e se envergonhava de andar com a sua mulher.

corrupção também era maior. A sociedade corrupta e imoral foi impactada pelo cristianismo, e, ao escrever Paulo em sua carta, ele cita os "santos da casa de César" (Fl 4.22).

SANTOS, serviam ao Governo, mas não faziam alianças com a perversão, isto é, com o império corrupto, idolatra e imoral.

Se eles se acomodassem a uma cultura de pecado e perversão, não teria ocorrido a reforma da sociedade que o cristianismo trouxe. 

O que poderia trazer de bom uma aliança com César, um imperador gay, insaciável de sexo, ouro, fama e poder para se calarem os cristãos?

Agora vejo cristãos aceitando a mordaça em troca de uma suposta "justiça social". Outros acomodando a sua teologia para a permissividade. 

A conivência com a perversidade será o preço da justiça social? Não! 

O crescimento da imoralidade é uma consequência da multiplicação da iniquidade: corrupção e injustiça social, soma-se ao crescimento da perversidade com toda sorte de torpeza.

As bocas e as vidas santas e o sangue dos mártires já transformaram o mundo uma vez! 

Como seremos sal da terra e luz do mundo hoje?

Primeiramente, vivendo em santidade e não fazendo aliança com um Governo corrupto e imoral. 

Democraticamente, podemos ficar livres deles no próximo ano. Não concordando, não nos omitindo; não somente pelo voto, mas nos posicionando e protestando contra leis injustas e imorais. 

sábado, 3 de agosto de 2013