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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A BÍBLIA É DIFICIL DE INTERPRETAR E DE ACATAR A SUA AUTORIDADE

Não creio que todos nós, somos capazes de interpretar a Bíblia, mas aceito que todos têm o direito de tentar.

É como ouvir tocar um piano, sendo o pianista alguém capacitado teremos música apreciável, mas se for alguém totalmente despreparado, será um desastre.

A Bíblia tem passagens para serem entendidas de forma literal e suas próprias figuras, alegorias, etc., por isso, como todo escrito carece de identificação de estilo literário para se definir quando devemos buscar nele as figuras de linguagem do autor ou os fatos concretos de uma narrativa histórica, por exemplo.

Eu respeito todo ponto de vista sobre Deus. Mas, Deus, do ponto de vista da Bíblia, eu não apenas respeito, mas aceito. Ele é quem se apresenta, “Eu sou o Senhor teu Deus que te tirei da terra do Egito da casa da servidão; não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.2, 3).

Por ser Ele o Deus atemporal e o mesmo eternamente, não acredito que, podemos interpretar diferentemente algumas passagens, ainda mais no sentido contrário do que o seu autor deseja que compreendamos. Pois, quem escreveria alguma coisa que tivesse a intenção que cada um de seus leitores entendesse como quisesse? Não seria alguém de bom juízo, se não tivesse muito claro o que quisesse comunicar.

Obviamente que fala o autor em sua época, em língua tão estrangeira a nós, em tempo tão remoto e em lugar tão distante, mas, não mudaria o sentido que quisesse comunicar se fosse lido em qualquer época! Mas a quem pode interessar o texto? Que se exercite naquilo que chamamos de exegese; àquela extração do sentido original, pela análise gramático-histórica do texto, pela definição de seu estilo literário e sua interpretação. Este é o difícil trabalho do interprete, que se utiliza de seus conhecimentos linguísticos e ferramentas exegéticas e hermenêuticas para alcançar o sentido verdadeiro do texto, isto é, o que o Autor disse lá e então, e como se aplica a nós, aqui e agora.

Temos preservado o texto sagrado em sua língua original e os escritos traduzidos por àqueles que já empreenderam a pesquisa gramático-histórica e fizeram a exegese e a hermenêutica, os quais nos deram a tradução.

Mas, ainda temos dificuldade de interpretação? Sim. Claro. Mas, temos também a dificuldade de aceitação da sua autoridade.

Para a dificuldade de interpretação, temos ferramentas linguísticas e a arte hermenêutica para prestar um bom serviço, mas não temos nada a fazer para resolver os problemas com a autoridade bíblica. Consultemos a nossa consciência... Temos dificuldade com a autoridade do texto ou com a sua interpretação?

A autoridade de Deus, Ele a exerce: “Eu sou o Senhor”.

Ele diz quem Ele é, o que Ele já fez no passado, o que exige de nós no presente. Não podemos dimensionar o Seu ser, nem compreender a sua essência, mas, podemos encontrá-lo na experiência histórica, religiosa e cultural do seu povo de Israel no A.T e da Igreja no N.T, nós podemos crer nele e vivenciar a nossa própria experiência com Ele, o Senhor pode submeter-nos a Ele, e nós podemos seguir a Sua lei, obedecendo-O, no caso claro desta passagem, não tendo outro Deus, pois este claramente exige exclusividade; é o mínimo que podemos entender.

Porém, nem tudo o que Deus permite, não é o seu querer e vontade, nem pode ser responsabilizado, pois nitidamente Ele exerce a sua autoridade nos dando mandamentos, isso significa que, devemos obedecê-lO, para o nosso próprio bem, pois Ele assim o exige, se cremos que Ele nos libertou da escravidão do Egito, de alguma forma aplicada a nós hoje (O Egito tipifica o pecado), Ele nos ama e Sua lei é boa, e que Ele seja o nosso Deus, estamos em paz e bem sob sua proteção.

Tem muita gente negando a Bíblia em nome da ciência sem qualquer fundamento. Mas deixemos a ciência fora disso por enquanto. Se determinarmos para nós mesmos a autoridade bíblica, de uma maneira ou de outra, o relato da criação traria o princípio moral nele contido, mas a autoridade de Deus é determinada, e a Bíblia é a sua Palavra, então não acreditar em Adão e Eva, por exemplo, é negar a possibilidade de eles existirem objetivamente, realmente, concretamente, conceitualmente, liricamente ou subjetivamente, mas se lermos a Bíblia com fé, pouco nos importa se Adão é lido de maneira literal ou figurado, acreditaríamos em Adão o primeiro homem criado por Deus e em Eva a mulher criada a partir do homem, temos nisso uma revelação de grande sabedoria, aplicada ao nosso relacionamento com Deus e ao casamento, além do Adão do literalismo dogmático ou do Adão do literalismo ateísta que ridiculariza a Bíblia.

Mais uma vez temos que deixar a ciência fora disso, pois a biologia e a química não conseguem explicar a origem da vida, as teorias hipotéticas do evolucionismo encontram contradições tão grandes que é necessário muito mais fé para aceitar o evolucionismo do que a criação.

Na verdade Cristo não deu fim ao Antigo Testamento como alguns acreditam antes Ele diz que, “céus e terra passarão, mas nem um til ou um i passarão da lei” (Mateus 5.18), e, ainda amaldiçoou quem a distorcesse e ensinasse a outros. Mas, o fim dessa história é só uma volta ao começo... Tudo bem. O que o Mestre Jesus apresenta é tradicionalmente conhecido na tradição judaico-cristã como o Sumário da Lei (Mateus 22:34 a 40). Uma repetição literal do que é apresentado no A.T no Deuteronômio (6.5; 10.12; 30.6). O resumo de tudo, claramente fica explicado, "pois destes dois DEPENDEM toda a Lei e os profetas", pois quem amaria a Deus acima de todas as coisas e cometeria o pecado da idolatria? Ou quem amaria o seu irmão que a ele mentisse ou dele furtaria algum bem? Logo somos animados a obedecer à lei por amor, isso não é novo, mas, não menos lindo!

Por isso Jesus diz, “se me amais guardareis os meus mandamentos.” (João 14.15). Mas, quem somos nós para condenar o nosso próximo? Deus é quem diz “Eu sou o Senhor teu Deus”, logo somos a humanidade que Ele criou, então não há raças! Não existe mais racismo. Sendo o único Deus para crermos então não há outro credo! Todos nós cremos em Seu Cristo e obedecemos a sua lei! Ou é isso ou desobedecemos a Deus e estamos sujeitos ao Seu julgamento. 

Nossa vida inteira, nossa sexualidade e sociedade se submetem aos seus mandamentos e ninguém será condenado! Do contrário, se nos rebelarmos contra Deus e desprezarmos o Messias para fazermos o que der nas nossas cabeças, estaremos condenados. 

Assim nenhuma condenação há para quem está em Jesus. Jesus é o Caminho. Siga-o. Ele pregou: “arrependei-vos e crede no Evangelho” (Marcos 1.14, 15). E, “arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus”. (Mateus 3.2 e 4.17). A oferta dele é de perdão e remissão dos nossos pecados, para nós que crermos (Marcos 16.15-18), mas, a condenação é para os que não crerem. "Ele libertará o seu povo dos pecados deles" (Mateus 1.27) pelo seu sangue derramado por nós na sua morte de cruz, a sua promessa é de nova vida no presente e de vida eterna no futuro para quem o receber como Senhor e Salvador... Deus te abençoe!

Anatote Lopes, IPD, 2013