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quinta-feira, 1 de março de 2012

AFASTADOS OU DESVIADOS? (LEIA TAMBÉM A PARTE II)

Muitos se desviaram do Evangelho, a isto chamamos: apostasia; outros se afastaram da Igreja não sabemos o porquê.

A verdade é que somos todos frágeis, passíveis de escândalo, tanto de ser pedra de escândalo e de tropeço o quanto de ficarmos escandalizados com os nossos irmãos e cairmos em tentação; à tentação é de nos decepcionarmos com os irmãos de caminhada e nos tornarmos desigrejados e afastados ou desviados e apóstatas.

Deus é quem nos guarda se é que somos Seus servos, defende nossos corpos frágeis e purifica interiormente nossas almas de toda corrupção e maus pensamentos.

Desejamos arrependimento e reconciliação para os que estão nas igrejas e para os que estão fora das igrejas. Porque afastar-se por causa dos pecados alheios é igualmente falta de consciência do estado corrupto e depravado que se encontram todos os seres humanos e de sujeição uns aos outros em amor e um ato egoísta que comunica superioridade intelectual, espiritual e moral, arrogância, auto-suficiência e auto-justiça anti-bíblicas.

Sabemos que as pessoas são salvas e reconciliadas pela graça de Deus. Sabemos que há pessoas perdidas que abandonaram a fé pretextando diversas razões, mas nem todos que fazem estas alegações estão irremediavelmente perdidos. Só Deus sabe.

            Somente os que se arrependem e crêem no evangelho, manifestando viva fé, para que se firmem na verdade imutável da Palavra de Deus (conforme lemos em João 17.6: “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra”) evidenciam que receberam a salvação realizada por Jesus Cristo somente; Ele é quem diz ao Pai: “Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer;” a saber a salvação dos eleitos.

            Mas há quem se desvie, e há quem se afaste, não desta obra consumada por Cristo, se de fato são de Cristo, mas aqueles que no mundo não sejam estes, dos quais o Pai deu ao Filho para que sejam salvos por Ele, desviam-se e afastam-se por diversos motivos: dar ouvido a heresias, amor ao presente século, decepções religiosas, inveja e rebelião (são alguns motivos).

            O Senhor na parábola do semeador fala dos que se desviam na hora da provação (Lc 8.13); Paulo escrevendo a Timóteo fala de alguns que se desviaram da verdade negando a ressurreição e pervertendo a fé dos outros com este ensino (II Tm 6.18); “Por esta razão”, exorta o escritor de Hebreus: “importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos”.

            Temos o desafio de trazer os desviados de volta proposto na carta de Tiago: “Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados.”(Tg 5.19).

            O estado destas almas é precário e o alerta do escritor de Hebreus é apropriado para todas: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados; nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabendo que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora com lágrimas, o tivesse buscado.” (Hb 12.14-17).

            Desocupe o seu coração de todo ódio e amargura. Há quem tenha o coração tão amargurado pelo ódio e falta de perdão que estejam mais propensos a impureza e a profanação do que ao perdão e a reconciliação. Se continuarmos regando a planta maldita do ódio e do ressentimento, a raíz de amargura brotará e seu fruto é perturbador e mortífero. “Arrependei-vos e crede no evangelho” (Jesus).

Rev. Anatote Lopes