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sábado, 23 de novembro de 2013

A RAÇA DE JESUS CRISTO



A genealogia de Jesus que é apresentada nos evangelhos canônicos, trás o fundamento da nossa esperança. Pessoas condenadas pela Lei e perdidas, também entram nesta genealogia, o que desfaz a ideia de merecimento próprio. Nós somos salvos pelos merecimentos de Jesus Cristo “que se fez pecado por nós” (2 Co 5.21).

Na genealogia de Jesus entram diferentes raças. O Evangelho desfaz assim todo preconceito de raça, privilégio étnico, como confirmamos em Atos no princípio da expansão do Cristianismo em sua pureza e simplicidade: “Deus não faz acepção de pessoas” (At 10.34).

Pessoas pobres e sem qualquer importância social e posição, dentro do sistema religioso vigente, qualquer status quo no contexto político e na sociedade em todos os tempos e nos tempos de Jesus entram na sua família. Constatamos nos evangelhos que o próprio Jesus Cristo nasceu, viveu e morreu pobre, pois assim Ele afirma sobre sua condição: “o filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mc 8.20).

Mas, isso não significa que Jesus era um militante classista lutando contra as elites dominantes como os alucinados militantes religiosos da teologia da libertação tentam fazer dele, porque nela entram governantes, militares, intelectuais e ricos. Os que podem ser considerados os grandes da terra em seu próprio tempo, são contemplados nessa genealogia, pois são agraciados também com o dom da salvação, porque “todos pecaram” (Rm 3.23).

Cristo trás na sua veia o sangue de toda humanidade para ser o redentor de todas as tribos, povos e raças. Ele mesmo se fez maldição por todos àqueles que seguindo o curso natural eram malditos e perdidos; naquela cruz, tornou-se maldição por nós, pagando por nossos pecados, para que nos libertasse da justa condenação e fossemos Nele um só povo e reino de sacerdotes. Pois Ele veio “libertar o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1.21). Fora da sua família ficam àqueles que o rejeitarem e desprezarem a salvação (Mc 16.16).

Quem crer será salvo, quem não crer está condenado (Mc 16.16), por quanto não creu no Evangelho, a boa noticia da concepção milagrosa, da encarnação divina do filho de Deus, a segunda pessoa da Trindade Santa, um só Deus, Jesus Cristo, filho eternamente gerado do Pai, no Poder do Pai e do Filho, Deus Espírito Santo, terceira pessoa da Trindade, encarnado em suas perfeitas, humanidade e divindade, nascido da virgem Maria.

Ele veio, para cumprir a sua finalidade, para cumprir a Palavra de Deus, ser “Deus conosco” (Mt 1.23). Ele veio fazer parte da nossa vida e família, isto é, de cada crente. Ele é o nosso Senhor e Salvador.


Anatote Lopes