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sexta-feira, 22 de março de 2013

GUERRA SANTA: O DEUS DE FELICIANO CONTRA OS ORIXÁS DE WYLLYS




O Deputado Marco Feliciano, quer gostem quer não, representa a liberdade religiosa e de expressão neste contexto, a qual interessa a todas as partes envolvidas nesta polêmica. O Deputado Marco Feliciano e o Deputado Jean Wyllys são duas pessoas imaturas, despreparadas representando duas causas importantes, e, desviando o foco do debate. Digo isto por causa de suas declarações infundadas e impensadas e de seus perfis filosóficos e teológicos. Agora está à liberdade ideológica, religiosa e de expressão ameaçada neste país. 


A homofobia para o Deputado Jean Wyllys é simplesmente o discurso religioso que se opõe ao comportamento homossexual, já que ninguém concorda com a violência e preconceito contra as minorias. Não é possível que um ou o outro acreditem que queiram privar um ou o outro de suas próprias vidas religiosas, familiares e íntimas, que acreditem que um ou o outro impõem atentado violento ao pudor ou privação sexual ou violação de seus direitos, e imposição de práticas hétero ou homossexuais.


O que o Wyllys defende é a imposição do silêncio aos religiosos que ensinam que a relação homossexual é pecado segundo a Bíblia. Wyllys atribui a este discurso, em sua analise, o nome de discurso fundamentalista, intolerante e homofóbico, e ainda atribui a este discurso a culpa de todos os crimes que envolvam os homossexuais; ele acusa estes cristãos usando as palavras do profeta Isaías de “mãos sujas de sangue”, diz ele “sangue de gays mortos”.


O que o Feliciano defende é uma família tradicional, a heterossexualidade e a preservação dos valores cristãos na maior nação católica do mundo. Ocorreu, logo, uma mistificação do debate, a ponto de se falar em “guerra santa”. Wyllys que antes argumentava em defesa de um estado laico contra as imposições baseadas em valores cristãos, mormente no discurso de Feliciano, agora recorre ao discurso religioso, atribui sua autoridade parlamentar aos orixás, entidades do candomblé, para cumprir sua missão nesta demanda legislativa. 


Os gays após a incitação de Wyllys passaram a atacar os dogmas religiosos nas redes sociais, acusando o próprio Feliciano de usar calcinha por baixo do paletó, depois, invadiram as dependências da Câmara, obstruíram os trabalhos da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados; também foram para a porta da igreja pastoreada por Feliciano para exibir seus corpos, baixar seus santos do candomblé, tumultuar e atrapalhar o culto, conforme o vídeo difundido pela acessória de Feliciano; ainda declarou o deputado que, atiraram pedra em seu carro na porta da igreja e causaram terror a sua família. 


Estas coisas foram movidas para fazer pressão, a fim de que Feliciano abra mão do direito de presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias para a qual foi eleito. Eles exigem a sua renuncia e ameaçam: senão a gritaria dos protestos continuará obstruindo os trabalhos da Comissão. 


A persistência de Feliciano e de Wyllys envolve a disposição mística de lutar por Deus (Feliciano) e pelos orixás (Wyllys). Por parte de Feliciano, de servir a Deus evitando à degradação moral da família e da nação e restrições à pregação, e, por parte de Wyllys a pedido dos orixás que lhe deram o mandato segundo ele declarou defender o direito das minorias. 


Wyllys reivindica patrocínio do Governo para o movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis), o avanço de leis que ampliem os direitos da população discriminada de lésbicas, gays, travestis e das prostitutas. Mas, ninguém está privando estas pessoas do direito de manterem suas relações sexuais em suas casas ou aposentos como bem quiserem, pois esse direito já está garantido pela Constituição Brasileira. Querem mais: a inclusão de gays no programa de cotas do Governo, principalmente na Escola Pública, a inclusão do ensino de orientação sexual homossexual para as crianças na Escola Pública, a criminalização da homofobia, a restrição ao discurso religioso que condena o homossexualismo aos ambientes fechados dos templos, a aprovação do casamento gay e do direito de adoção aos homossexuais, mas, não são só estes direitos, são no mínimo estes direitos, é o que se houve nas declarações de Wyllys e de lideranças do movimento. 


Ele trata o povo brasileiro como uma massa de ignorantes, homofóbicos e não aceita um plebiscito para decidir a questão e ainda diz que todos que se baseiam na Bíblia são ignorantes. Ao passo que maconha, prostituição, orgia e aborto recebem o status de sagrado nestes movimentos, o que fica evidente no discurso das lideranças LGBT que, ainda tratam os seus oponentes com suposta superioridade religiosa e filosófica e fazem imposições absolutistas e mostram disposição de "pegar até em armas" em defesa de seus direitos. 


Se há um pouco de decência na Câmara dos Deputados, acredito que no plenário os projetos com a assinatura de Wyllys serão todos derrotados, e, este deputado verá o plenário silenciar para evitar a continuidade do barraco gay na Câmara, mas irão derrotá-lo democraticamente. Wyllys ficará na história como o criador do fascismo gay, da incitação do ódio contra os cristãos e atrairá a antipatia da população que ele considera despreparada para pensar e decidir sobre a questão por meio de um plebiscito.


Anatote Lopes, 2013.