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quarta-feira, 20 de março de 2013

O PAPA DE NOVO!




O tempo todo se tem notícia do papa na mídia. O papa é o maior ícone da fama, do poder e da popularidade. Sem dúvida de que se trata de uma personalidade de referencia e de influencia sobre toda a sociedade religiosa e secular.
Os Cardeais e bispos da ICAR reivindicam sua autoridade, na tradição, alegando sua ascendência apostólica pela historicidade da tradição papista, que faz do bispo de Roma o maioral da Igreja e o sucessor da cadeira de São Pedro, mas o papado foi criado quatro séculos depois da morte de Pedro e não se pode provar nem que ele (Pedro) esteve em Roma, quanto menos que tenha sido bispo por lá.
A igreja católica romana segue essa doutrina pressupostamente baseada nas palavras de Jesus: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja.". (Mateus 16.18). Mas, o próprio Pedro responde que o significado desta “Pedra” é Jesus Cristo e que a Igreja de Jesus Cristo está edificada sobre Ele (Jesus); tendo Pedro feito no contexto ignorado desta passagem bíblica uma boa confissão da divindade de Jesus, apontando para o Mestre; o Mestre a apresentou como o fundamento de sua Igreja, Pedro voltou a afirmar “Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular”. (Atos 4:11). “Pois isso está na escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será de modo algum envergonhado. Para vós outros, portanto, os que credes é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular, e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos”. (1ª  Pedro 2:6-8).
Também fazem presunçosas alegações baseadas em Lucas 10.16: “Quem vos der ouvidos ouve-me a mim; e quem vos rejeitar a mim me rejeita; quem, porém me rejeitar rejeita aquele que me enviou.” Como que ameaçando àqueles que não ouvirem o pontífice romano. Certamente que o fundamento da Igreja está sobre o próprio Cristo e descansa sobre as bases da doutrina de Cristo e dos apóstolos; o texto se refere aos apóstolos, os quais receberam as credenciais, ou melhor, os sinais do apostolado, e nos deram a Palavra de Deus, juntamente com outras testemunhas oculares e escritores apostólicos que, deles receberam às escrituras canônicas, pois ouvimos a Cristo e aos apóstolos quando atendemos ao Senhor falando na Bíblia. Não desprezamos a Jesus Cristo enquanto não desprezamos as suas santas e inspiradas palavras.
Os concílios podem dar boas instruções, mas não podem contradizer a Palavra de Deus. Os cristãos de Beréia como registra o livro de Atos dos Apóstolos, são elogiados por São Paulo pela avidez com que ouviram, ou melhor, receberam a palavra de Paulo, e, também por conferirem, examinando as Escrituras (Atos 17.11); se Paulo, apóstolo (Romanos 1.1), estava dizendo que eles estavam examinando as Santas Escrituras, certamente para invocar a autoridade da Escritura e aferir a credibilidade do pregador.
Uma decisão ou resolução de um concílio é uma tarefa louvável se voltar-se para a Palavra de Deus, pois não podemos esquecer que a Palavra de Deus é eterna e as tradições devem estar sempre voltadas para a Palavra de Deus, mesmo as resoluções mais graciosas e as mais pensadas com oração incessante. As regras e as tradições estão em constante movimento e transformação, como se verifica na história. Sempre é bom, que a cada geração imitemos os irmãos de Beréia. (Atos 17.11).
Quem é que sabe o que ainda vai surgir nos últimos dias. Fico com a autoridade suprema das Escrituras mesmo que tenha que rejeitar a autoridade de um Supremo Concílio, seja ele papista, sedevacantista, protestante ou de anjos. É apostólica a afirmação: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." (Gálatas 1.8). Mesmo que seja uma hipérbole e jamais um apóstolo tenha anunciado outro evangelho é enfática e clara a advertência: não troque o evangelho divino por outro humano, mesmo que seja apresentado a pretexto de se tratar de um mensageiro divino. Alguém pode até se dizer apóstolo sem ser, os homens se desviam e podem fazer desviar a outros. Cuidado.