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sexta-feira, 1 de março de 2013

LIDERANÇA BÍBLICA: Servos Ordenados




Todos os irmãos fazem por ocasião de sua admissão a igreja o voto solene de obedecer às lideranças nela constituídas enquanto estas permanecerem fiéis às Escrituras. O que é perfeitamente bíblico. É coerente com a unidade orgânica do Corpo de Cristo e não significa uma hierarquia entre pastores e bispos, presbíteros e diáconos, mas princípios de amor, ordem, autoridade e submissão.

É uma loucura tirarmos a autoridade daqueles que receberam do Senhor a grande responsabilidade de um encargo tão sério, tornando tão penoso o trabalho destes servos em detrimento de nossa própria consolação, edificação e instrução, com argumentos aparentemente piedosos, mas claramente arrogantes e contrários a Bíblia de que temos um só pastor que é Cristo ou um só guia que é o Espírito Santo.  Além dos textos que nos vêm imediatamente a memória há outros que nos recomendam o governo e o serviço destes servos ordenados. É claro que estão valendo até a volta de Jesus Cristo.

O nosso Senhor distribui dons diversos para mútua edificação e sujeição uns aos outros em amor. Os apóstolos tiveram o ministério fundamental de guias, orientaram a eleição de oficiais e exortaram à submissão as lideranças. Se o dom de pastor-mestre (Ef 4.11) não existisse mais, não teríamos pastores ordenados na igreja e Jesus ressurreto deveria pessoalmente nos governar e ensinar, como não é assim, somos exortados em Hebreus 13.17: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.”.

Especialmente aos bispos e ministros da Palavra, ou, aos presbíteros docentes, isto nas igrejas que não tem os três ofícios, são os responsáveis pela orientação da igreja. O Senhor se utiliza de homens cheios do Espírito Santo, a Bíblia diz que eles são nossos “guias”, os quais Deus deu a Igreja com um propósito muito claro. São os que receberam estes dons, como está escrito: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,” (Ef 4.11, 12).

Pois as Escrituras nos exortam não somente à obediência aos nossos guias como também à imitação da fé que tiveram. O Espírito Santo é nosso guia que ilumina mentes e corações, tanto quanto dá pastores/professores como dons a Igreja, isso significa que nós podemos aprender deles a Lei e os Profetas pelo Mistério Apostólico  nos Evangelhos e Epístolas, as Escrituras Sagradas e pelo ministério de interpretação, ensino e pastoreio pela Palavra (Bíblia) sejamos aperfeiçoados em santidade e preparados para o serviço.

O exame de aferição dos verdadeiros profetas é perfeitamente exemplificado pelos cristãos de Beréia. “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” (Atos 17.11).

Aprendemos com os bereianos o animado interesse destes irmãos pela Palavra e a atenção dedicada aos ensinos; diz o texto que receberam com avidez a Palavra; devemos ser também ávidos por aprender; os cristãos de Beréia eram aplicados nos seus exames do texto; conferiam tudo o que ouviam de Paulo com a Palavra, para aferirem para si, se o que estava sendo exposto era mesmo fiel.

Portanto leiam também Hebreus 13.7, 8: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerai atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram. Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.”... 16 e 17: “Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz. Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.”.

E, I Tessalonicenses 5.12-17: “Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. Vivei em paz uns com os outros. Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longanimos para com todos. Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos. Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar.”.


Anatote Lopes, 2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

NÃO DISCUTA COM UM ATEU, ANUNCIA-LHE O SALVADOR


Os ateus que postam comentários prejudicam muito a imagem dos próprios ateístas... Pela dificuldade de interpretação de texto por parte deles; pois quando um cristão afirma que o “sistema epistemológico bíblico é filosoficamente coerente e não contraditório” não se pode questionar esta coerência contestando, segundo a sua própria (in) compreensão das partes deste sistema, sem uma consideração do todo coerente, ou seja, do panorama bíblico, de um roteiro teológico que considera a progressividade da revelação e as perspectivas hermenêuticas,  por exemplo, a aliancista ou mesmo a dispensacionalista.

Além da incapacidade de interpretar textos (analfabetismo funcional) os ateus ainda demonstram não entenderem nada de teologia, de estilo literário, de figuras de linguagem, principalmente aplicada ao livro de Gênesis, aos relatos didáticos da criação, que tem o seu propósito teológico e moral, nos quais, estabelecem-se os fundamentos da cosmovisão de Israel com respeito a Deus, aos seres humanos, as leis referentes à humanidade, como por exemplo: não adorar outros deuses, guardar o sábado e não tirar a vida de um inocente. 

Os questionamentos dos militantes ateístas parecem totalmente desinformados sobre as histórias do dilúvio encontradas em diversas culturas em todo mundo através dos resultados de pesquisas literárias, históricas, arqueológicas e geológicas, as quais confirmam o dilúvio e outros eventos da história de Israel associados diretamente aos relatos bíblicos; pois elas existem e deveriam ser conhecidas, pois são às mesmas pesquisas usadas para se combater a posição dos criacionistas de terra nova defendida por alguns grupos fundamentalista.

ateístas fazem tantas outras citações, com aparentes refutações, mas, totalmente irônicas e mal apresentadas por uma obcecação  fanática e ignorante que só obtêm um aparente, sucesso contra fanáticos e ignorantes de sua própria teologia.

Os ateus são falsos intelectuais, que às vezes dominam alguma especialidade, como a matemática e a biologia, por exemplo, mas se tornam ridículos, ao opinarem sobre assuntos que ignoram totalmente, no impeto anti cristão ou anti religião fanático, tanto do ponto de vista cientifico quanto filosófico, e, ainda demonstram que são desconhecedores do próprio texto bíblico e das doutrinas cristãs que citam desastrosamente ao combaterem. 

Se já evidenciam o quanto são desconhecedores do texto, quanto mais do contexto cultural e social dos escritores do texto sagrado; tudo isso faz um ateu se apresentar muito mal para representar em um debate um pensamento que requisita a pompa de ser cientifico. Isso me fez chegar a seguinte conclusão: não compensa discutir com um ateu, anuncia-lhe o Salvador, se ele crer estará salvo. 

Anatote Lopes, 2013

sábado, 16 de fevereiro de 2013

UM MÉDICO QUE CURA E DÁ CONSELHOS







João 5.2-15

2 Ora, existe ali, junto à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilhões.
3 Nestes, jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos
4 esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse.
5 Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos.
6 Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado?
7 Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.
8 Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda.
9 Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado.
10 Por isso, disseram os judeus ao que fora curado: Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito.
11 Ao que ele lhes respondeu: O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda.
12 Perguntaram-lhe eles: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda?
13 Mas o que fora curado não sabia quem era; porque Jesus se havia retirado, por haver muita gente naquele lugar.
14 Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior.
15 O homem retirou-se e disse aos judeus que fora Jesus quem o havia curado.


Vamos entender o contexto político, social e cultural desta passagem de maneira breve, mas suficiente para o momento: informações geográficas, as tradições e a mentalidade predominante das personagens nos ajudarão a entender a Palavra de Deus. Para esse entendimento precisamos conhecer um pouco de Jerusalém dos tempos de Jesus.


A cidade edificada sobre o monte Sião comportava o templo; principal centro da religião judaica e o palácio de Herodes. Em torno do templo e do palácio se desenvolvia intensa atividade econômica, tanto por causa dos assuntos administrativos quanto religiosos; havia uma agenda religiosa intensa em Jerusalém, a qual incluía sacrifícios e muitas festas judaicas. Foi por ocasião de uma destas festas dos judeus que Jesus subiu para Jerusalém.

A edificação onde ficava o tanque de Betesda (que quer dizer: Casa de Misericórdia; este nome inspirou a denominação de muitos hospitais, principalmente das Santas Casas). Betesda está localizada junto à Porta das Ovelhas e era um complexo de cinco pavilhões ou alpendres; ali uma multidão de mendigos formada de portadores de diversas doenças, cegos, cochos e paralíticos ficavam a espera dos cuidados para sua saúde, como banhos, algum tipo de procedimento médico e remédios de graça, e, também recebiam ali algumas esmolas.

Betesda estava situada exatamente onde passavam os peregrinos judeus que iam ao serviço do Templo e às festas judaicas e toda sorte de viajantes: mercadores de quase tudo e publicanos (grupo social do tempo de Jesus formado por pessoas que serviam ao governo imperial) e várias pessoas que se dirigiam à Capital para assuntos oficiais do império e outros assuntos oficiais próprios dos judeus e da sua religião. 

Havia um argumento para eles não saírem dali; o que se dizia era que, em algum momento um ‘anjo descia do céu e agitava a água e quem primeiro entrasse no tanque, enquanto a água estivesse agitada sarava de qualquer doença que tivesse.’ (v. 4)

Uma curiosidade: este versículo não consta em diversos manuscritos; talvez por se tratar, de uma nota com o propósito de explicar o por que daquela concentração de enfermos naquele lugar, em alguns manuscritos, ou em outros casos a sua omissão seria proposital para evitar que alguém viesse a acreditar que, devesse esperar que um anjo descesse para agitar as águas daquele tanque em Betesda; são essas duas hipóteses, as mais aceitas, o que não se têm como confirmar, mas podemos afirmar com ou sem essa variante textual que, a única esperança de CURA para aqueles doentes era o Senhor Jesus Cristo, pois o texto não está afirmando que se deve esperar a cura pelo ministério dos anjos ou dos santos.

Jesus perguntou a um desses doentes:

– Quer ser curado?

Trinta e oito anos ali e este homem ainda não estava preparado para responder: Sim. Eu quero ser curado!

Às vezes a resposta do doente, a mais esperada, não vem; deveria vir do reconhecimento de sua condição, mas este prefere ignorar a sua necessidade de cura e culpar alguém; não é difícil ter alguém em quem depositar nossa culpa.

Este mendigo tinha dois grupos de pessoas para culpar: aqueles que ele culpava de não estar presente para ajudá-lo e a outros doentes de entrarem na sua frente.

Será que ele acreditava que seria possível ser curado pelas águas agitadas pelo anjo? Ou ele contava esta estória como uma desculpa, na tentativa de justificar a si mesmo por estar ali há tanto tempo? 

Saiu com uma desculpa clássica, uma desculpa esfarrapada que servia a muitos na mesma condição dele. A semelhança de uma crença ou superstição judaica usada como desculpa para este mendigo. Há quem se agarre ao pecado ou a qualquer outra coisa e que não esteja pronto para responder a esta pergunta:

– Quer ser curado?

Apresentamos a autoridade do Senhor para curar juntamente com a argumentação a favor de uma nova disposição positiva para receber a cura. Uma atitude de obediência ao Senhor e a prontidão para levantar-se, servir e desfrutar a Sua presença.

Considero chave para nossa compreensão desta passagem a expressão: “Quer ser curado?”.

A pergunta de fácil resposta, ou melhor, de resposta esperada, a qual o Senhor fez a este doente nesta passagem do Evangelho, ficou sem resposta ou no mínimo por dedução, podemos concluir que este doente não desejava ser curado, pois não respondeu afirmativamente: Eu quero ser curado.

No primeiro encontro com este homem doente, Jesus lhe perguntou se ele queria ser curado, conforme lemos no versículo 6, e, de repente, o doente foi surpreendido, o Senhor o ordena que se levante e ande tomando o seu leito conforme lemos no versículo 8.

No segundo encontro de Jesus com este homem, o Senhor o adverte a não pecar mais para que não lhe aconteça coisa pior... Confira no versículo 14; depois que o Senhor Jesus o encontrou curado no templo disse a ele: “Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior.”.

A pergunta que não quer calar:

– Queres ser curado?

Essa pergunta que Jesus faz é clara, tanto quanto a hesitação do doente, a qual claramente denuncia que, a doença dele era consequência de pecado, e, agora só lhe resta ser advertido claramente pelo Senhor a não pecar mais para que não lhe aconteça coisa pior. Pode existir coisa pior que ficar 38 anos enfermo? 

Algumas atitudes que devemos ter diante da Graça terapêutica do Deus que sara; nosso Salvador.

Quais são elas? 

Vamos trabalhar com duas atitudes tiradas da lição do Mestre neste episódio do Evangelho:

A atitude do doente diante do Médico dos médico deve ser de receber a cura e seguir o conselho ou a sua orientação.

São estas as atitudes:

· Primeira atitude: RECEBA A CURA DO SENHOR.

· Segunda atitude: SIGA O CONSELHO DO SENHOR.

Primeira atitude: RECEBA A CURA DO SENHOR.

Vamos pensar agora na primeira atitude. Como pode ser mais importante o que recebemos do que aquilo que entregamos, ou melhor, doamos, se as palavras do Senhor, segundo o registro de Atos 20.35 afirmam: “mais bem aventurado é dar que receber”? Aqui, neste caso, se torna mais importante receber. Ora! Porque só pode dar quem antes tenha recebido! Vamos ver o que aprendemos nesta Primeira atitude. 

RECEBA A CURA.

– Quem é o que pode curar?

É coincidente a resposta a esta pergunta, com a resposta a esta outra pergunta:

– Quem é o Senhor?

Jesus sara. Ou seja: temos as promessas do Messias que leva sobre si as nossas dores; Nele somos sarados.

Se os 38 anos naquela condição fossem anos de espera ansiosa por cura, a resposta obvia deste mendigo a pergunta: Queres ser curado? Deveria ser: Sim. Eu quero ser curado! No entanto, ele não disse que queria ser curado...

Significa que vivemos o engano de nossas tradições e superstições durante anos, damos desculpas demais e ainda não entendemos que, o Senhor esta aqui para curar.

No Novo Testamento temos diversos relatos de curas que Jesus realizou e no livro de Tiago a segurança de que mediante a oração da fé somos curados por nosso Senhor Jesus Cristo. Leiam em Tiago 5.15-16: “E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.”.

As enfermidades são figuras do pecado e da impureza e a cura figura da graça salvadora e purificadora de Jesus Cristo, e, cremos que o Senhor cura enfermidades físicas, por isso oramos pelos enfermos. Mas de valeria a cura sem os perdão dos pecados? 

Mas, ainda diante da pergunta do nosso Senhor: Quer ser curado? Ouvem-se diversas desculpas ou se vê lançarem a culpa uns nos outros para que se justifique permanecer prostrado e doente, 10, 20, 30, 40, 50 anos ou mais, assim, na acomodação de Betesda.

Curar os corpos e as almas é parte do ministério de Jesus Cristo, e Ele pode realizar o milagre, mas nem sempre o seu interlocutor está disposto a renunciar uma velha tradição, superstição, ou seja, renunciar o pecado para receber um milagre com esta resposta: Eu quero ser curado.

Acostumamo-nos tanto ao leito da enfermidade que ele nos trava as articulações e nos atrofia os músculos; somos totalmente dominados por ele, depois, é preciso muita força de vontade para se levantar do leito, é preciso fazer fisioterapia por exemplo. A beneficência aos doentes, os seguros previdenciários são justos, mas, às vezes se prolongam por muito tempo, mesmo após a cura, e, são muitos que ficam acomodados com pouco: pouco desenvolvimento, pouco movimento e pouca provisão; há muitos que recebem daquilo que realmente não precisam, mas que lhe é agradável; por isso João 6.6 informa que, por haver ele ficado ali por muito tempo, Jesus lhe perguntou: 

Queres ser curado? 


Ele não diz isso, mas já estava bem acomodado ali. Por isso não respondeu prontamente. A atitude dele no final é reveladora; ele não foi grato pela condição recebida de levantar dali após tantos anos recebendo os agrados e os mimos caridosos de Betesda.

A quem diga que a igreja é um hospital para acomodar as pessoas doentes. Não é bem assim. A igreja pode até ser comparada a um hospital onde os doentes são tratados, e não onde eles são amontoados; a igreja é um lugar de CURA e não de placebos.

Você sabe o que é um placebo? 

Placebo – do latim placere, significa “agradarei”. Trata-se de um comprimido ou xarope que imita um remédio, porém sem poder medicinal; isto é, sem uma substância ou principio ativo. Como uma capsula ou comprimido de farinha ou um procedimento sem sentido, o qual apresenta efeito terapêutico devido aos efeitos psicológicos da crença do paciente que está a sendo tratado.

Isto, aplicado à religião é semelhante ao enfermo espiritualmente que utiliza os rituais da agenda religiosa que lhe agrada, os quais lhe trazem a sensação de segurança o suprimento de algumas necessidades emocionais, mas mantém a sua alma enferma; enganando-se permanece doente, pois despreza a vontade do nosso Senhor, quando quer curar as nossas enfermidades. Porque buscamos ser agradados e não tratados. Trazemos nossas causas com orações e comparecemos no culto dominical, mas o que buscamos às vezes não é a CURA, mas sermos agradados, esses são os placebos da religiosidade. 

Buscamos um “placebo” de religião, ou seja, agrado que só aplaca a nossa consciência culpada, trazendo uma sensação de segurança e de paz.

Quem é o nosso Senhor? 

A resposta é: Jesus! Aquele que a lei e os profetas testificam Dele.

Deveríamos lhe responder a pergunta de forma direta: Sim! Queremos ser Curados e recebermos a CURA e nos aproximarmos do nosso Senhor para conhecer a sua vontade e viver conforme a sua vontade! 

Afinal ele é o Senhor: Yahweh Rafa. O Senhor que cura toda dor.

· Segunda atitude: 

SIGA O CONSELHO DO SENHOR.

Vamos pensar agora na segunda atitude que devemos ter diante do Médico dos médicos.

Este mendigo não respondeu o que se lhe perguntava, porque a resposta para justificar sua permanência e prostração ali, em condição miserável, mas confortável para ele, já estava pronta, na ponta da língua dele.

Era de se esperar que também tivesse todas as suas opiniões formadas sobre como bem viver a sua vida sem admitir o conselho que haveria de receber. Optei pela palavra conselho por ser mais amena, mas o Senhor faz uma advertência muito séria.

O processo de cura daquele homem ainda não estava concluído, ele se viu curado, mas a sua doença era o pecado, e, tendo desprezado o conselho de Jesus, agora, sabendo quem Ele era, foi denunciá-lo as autoridades judaicas para que fosse preso com a acusação de violar o sábado; acusação esta, da qual ele se defendeu culpando aquele que o havia feito o bem, antes de saber que era Ele. 

O texto informa que Jesus o encontrou no templo, um homem enfermo não era nem admitido para a adoração no templo do judaísmo dos tempos de Jesus. Era considerado um impuro e a sua entrada no templo uma abominação. Jesus Cristo veio nos dar livre acesso à presença de Deus, simbolizada no passado pelo templo. 

Então este doente deveria estar muito grato não acham? Mas, não estava. Não é incrível que ele tivesse uma atitude dessas? Deveria estar grato pela ajuda de Jesus, mas, não estava, voltou lá, para entregar Jesus aos judeus. 

Mas ele estava interessado na religião. Os judeus acreditavam que era necessário se manter no circulo do templo, nas práticas religiosas e nacionalistas que distinguia os judeus como povo da aliança para serem perfeitos herdeiros de Abraão, negando a necessidade de mudança de atitude, isto é, de arrependimento e de fé. 

Estes eram os erros que foram combatidos por João, Jesus e depois por seus apóstolos. As obras da lei, restritas à circuncisão e outros rituais e às leis nacionais não podem fazer um verdadeiro de Abraão ou filho de Deus, pois a justificação é pela fé, e os nascidos de Deus tem a lei gravada em seus corações, isto é, o arrependimento e a fé em Jesus Cristo. Por isso se afirma que o fim da lei é Cristo para justiça de todo o que crer. 

A pessoa acostumada a agrados não pode suportar o conselho de Deus para o seu próprio bem, receber uma advertência, atender a uma orientação, mesmo tendo Jesus feito a ele um bem; não poderia acatá-lo como Mestre? Não poderia obedecê-lo como Senhor? Bastava-lhes a religião e serem reconhecidos como filhos de Abraão. 

Os judeus não creram naquele que é Deus. No entanto, seguir a orientação de Jesus Cristo não é uma opção. Jesus Cristo é o Senhor, obedecê-lo é exigido dos que foram chamados por Deus. O Senhor Jesus é o Messias, o cumprimento das promessas e demonstra a sua autoridade sobre tudo. Mas, isso pouco interessava aos judeus, por isso eles queriam agora encontrar um motivo ou uma oportunidade de acusação.

Este texto evidencia mais uma vez que os judeus aplicados na sua tradição religiosa aos exercícios espirituais do sistema sacrificial não estavam prontos para receber o Salvador, porque não estavam dispostos a submeter-se ao Seu senhorio preferindo antes o orgulho religioso e nacional. 

Nós precisamos de CURA, a nossa salvação é um ato consumado pelo Salvador na Cruz, mas os salvos são chamados para serem curados, para receberem os benefícios do Redentor e para O receberem como Senhor, receber a Cristo para viverem vida abundante e frutífera, para a santificação do Espírito, para o crescimento e fortalecimento em toda a palavra e no conhecimento, para serem confirmados na comunhão dos santos. II Tessalonicenses 2.13 e 14: “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.”.

O Messias anunciado pelos profetas realizava muitos milagres e aquele enfermo, ali isolado e alheio às notícias que corriam as cidades não O conhecia e por fim, não fez caso da sua orientação. O doente desta passagem bíblica não se mostrava interessado pela nova vida, não fez caso do bom conselho e traiu aquele que foi orientá-lo para o seu próprio bem, para que não sofresse coisa pior.

O Senhor o advertiu a preservar a sua saúde, abstendo-se do domínio do pecado que o subjugou, por 38 anos... Receber uma cura para viver apartado da Palavra de Deus não tem vida, é um engano, um placebo da religião, os dons e a vocação de Deus não são inúteis à parte da Palavra de Deus. Mas, pela Palavra de Deus somos alimentados diariamente para desfrutar de crescimento na graça e conhecimento de Deus e da convicção da Sua presença.

CONCLUSÃO

Haveria o Messias de levar as nossas enfermidades e as nossas dores levar sobre si na Cruz conforme anunciou o profeta em Isaias 53.4. As doenças e as curas na Bíblia são figuras da culpa e do perdão, do pecado e da salvação em Cristo Jesus. 

Cristo pode ouvir nossas orações e curar todas as nossas enfermidades físicas, isto não está mais nas mãos dos homens como no período sacerdotal e no período apostólico, mas está disponível a todos que se apresentarem com fé diante do trono da sua graça. A preocupação de Jesus Cristo nosso Senhor queridos... É com a nossa alma, por isso muitas vezes Ele despediu aos que foram curados dizendo que foram perdoados os seus pecados. 

Toda cura é uma promessa de perdão e de reconciliação; assim como o doente teve acesso ao templo, símbolo da presença do Senhor no Antigo Testamento onde os impuros (ou seja, acometidos de diversas enfermidades) não eram admitidos, agora pela graça, recebe-se o perdão e a reconciliação de Cristo, o pecador é reconciliado com Deus e admitido à comunhão de seu filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

Amém. 


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

OS CINCO PONTOS DO CALVINISMO... SIMPLES ASSIM?




Há muito ainda para você aprofundar o seu conhecimento destes pontos estabelecidos pelo Sínodo de Dort contra os erros arminianos. Mas, uma apresentação simples e resumida da verdade fica bem para o momento.

1 - Depravação Total: o homem sem Deus está absolutamente morto nos seus pecados, escravizado pelo diabo, totalmente incapaz de querer entrar pelo caminho da salvação; passa a depender exclusivamente da vontade de Deus e de sua obra para receber a vida espiritual; e, somente quando isso acontecer ele poderá crer em Cristo (Efésios 2.1-10; João 6.44).

2 - Eleição incondicional: a salvação é obra de Deus e não do homem, a eterna eleição não é baseada no mérito do homem morto no pecado, mas na livre vontade do Criador (Tito 3.5; Romanos 9.11).

3 - Expiação Limitada: Cristo morreu efetivamente para salvar determinadas pessoas que são eleitas, as quais desde toda eternidade foram destinadas pelo Pai a Ele (João 17.9; João 10.27-29; Isaías 53.12). Somente àqueles por quem Jesus morreu recebem os benefícios da Sua morte (João 10.26-29; 2 Timóteo 2.10).

4 - Graça Irresistível: A graça de Deus nunca falha. Os chamados pela graça são eficazmente chamados, e, Deus chama para a salvação aqueles que ele mesmo predestinou (Romanos 8.30), os quais são por ele justificados, e também serão glorificados, e nada frustrará a sua graça irresistível (Gálatas 1.15).

5 - Perseverança dos Santos: a salvação é uma obra do Senhor que persevera em seus propósitos; àqueles que são verdadeiramente salvos são perseverantes também pela obra da graça de Deus neles operando, à parte dos merecimentos do homem, pois, Deus promete completar a sua obra começada; por isso todos os eleitos permanecerão salvos para sempre (Filipenses 1.6; Jó 42.2).

O Evangelho da graça de Deus é muito bom, quer entendamos ou não, quer concordemos ou não; a verdade é sempre mais difícil de aceitar e de entender do que a mentira, por isso é desafiador, com toda a avidez e a submissão às Escrituras dos irmãos de Beréia fazermos o exame destes pontos.

domingo, 27 de janeiro de 2013

POIS O QUE O HOMEM SEMEAR, ISSO TAMBÉM COLHERÁ



Você é o semeador... Como vai a sua lavoura?

Abra a sua Bíblia em Provérbios 18.21: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”.

Ore para que o Senhor, nós abra a Sua Palavra nesta noite e queira ouvir a voz de Deus.

Clame ao Senhor para que fale conosco!

Rogue que Ele transforme as nossas vidas por meio da Sua Palavra poderosa! E que ele venha moldar o nosso caráter à semelhança de Jesus.

Anseie por isto nesta noite!

É isso que nós temos que pedir em nome de Jesus. Amém! Então ore ao Senhor.

Todos nós somos trabalhadores dessa lavoura e todos nós queremos que ela cresça e todos nos alegraremos com o seu crescimento.

Este texto da Palavra tem duas partes, cada uma bem definida. Uma é negativa e a outra é positiva, é comum na literatura hebraica esta estrutura onde os provérbios combinam ideias com aparentes antíteses.

Começaremos pela parte negativa.

A língua expressa os nossos pensamentos, sentimentos e vontades, coisas ocultas dentro do nosso coração.

Jesus disse que a boca fala do que o CORAÇÃO está cheio! 

Se uma pessoa está cheia de Deus quando ela abre a boca ela fala coisas de Deus, mas se uma pessoa está cheia de malícia, quando ela abre a boca ela fala palavras maliciosas. 

Pessoas com o coração cheio de pornografia, imoralidade e sensualidade só conseguem pensar maliciosamente, ouvir maliciosamente, ver malícia em tudo e em todo mundo e falar maliciosamente. A boca fala do que o CORAÇÃO está cheio...

Quando a gente conhece uma pessoa e conversa com ela por um determinado tempo, pelo que ela fala nós sabemos o que existe no coração desta pessoa.

Pelo conteúdo e pelo modo como ela fala. Não é pela quantidade, mas pelo conteúdo e pelo modo que essa pessoa fala.

Dwinght L. Moody, pregador avivalista que nasceu em 5 de fevereiro de 1837 em Connecticut, Estados Unidos, certa vez disse: “deixe-me conversar apenas 5 minutos com uma pessoa e eu saberei se ela tem o coração nos céus.” A boca fala do que o CORAÇÃO está cheio...

A carne pode controlar a nossa boca ou o Espírito pode controlar a nossa boca. A pessoa pode jogar para fora da sua boca a sua carnalidade ou pode jogar para fora da sua boca a sua vida no Espírito; a Bíblia diz neste provérbio que a nossa boca serve para a morte e para a vida.

Algumas pessoas querem viver na benção do Senhor enquanto elas falam como o diabo fala.

Essas pessoas querem a benção, mas só falam maldição, elas querem saúde, mas com a própria boca promovem as doenças, elas querem a prosperidade, mas promovem com a própria boca a miséria, elas querem Deus, mas o linguajar delas é do diabo; a linguagem delas está inflamada pelo inferno.

Todo cristão é um evangelizador e profeta e com a sua boca fala o Evangelho, pois para isso vive: para ser um arauto das boas novas.

O texto de provérbios está afirmando que nós vamos comer (mais cedo ou mais tarde, no futuro) do fruto daquilo que nós estamos plantando, semeando, ou seja, falando (no presente), a sua palavra é a semente que você escolheu para fazer a sua semeadura; aquilo que você fala pode servir de benção e de maldição sobre a sua própria vida.

Como eu posso colher bênçãos para a minha vida e para a minha igreja?

Como ela pode ser abençoada por minha boca se eu não falo palavras abençoadoras?

Se uma pessoa está cheia do Espírito Santo, quando ela abre a boca o que ela vai falar? Coisas de boas.

Se uma pessoa está vazia do Espírito Santo o que ela vai falar? Coisas ruins.

Será que é só no AT que existe este princípio? Não. De forma alguma!

Leiam em Gálatas 6.7-8: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna.”

Muitas vezes nós usamos muito mal a nossa boca, semeando maldição para a nossa própria vida. Nós promovemos muita destruição com a nossa língua, temos que mudar a nossa vida nesta área

O propósito desta mensagem não é criar uma cultura de afirmação positiva, ou seja, de neurolinguística falar do poder das palavras no sentido da teologia da prosperidade, mas demonstrar a realidade espiritual latente desvendada pelas Escrituras, de que Deus age mediante as nossas orações, habita no meio dos louvores e não deixa impunes as obras dos homens, e, pesa as nossas palavras; sem acrescentar ou diminuir a verdade das Escrituras sobre os pecados da língua, suas consequências, o dever de refreá-la, e as bênçãos recorrentes do bom uso da língua. Alertar a igreja sobre o perigo de uma cultura de difamação, de maledicência e de calunia.

1) Você semeia hoje com a tua língua para colher do seu fruto no futuro.

2) Você semeia com a tua língua para colher do seu fruto no presente.

Pois o que o homem semear, isso também colherá.

1) Você semeia hoje com a tua língua para colher do seu fruto no futuro:

“A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”.

Embora o homem por causa da queda não goste de lei, há uma lei aqui, e Deus opera por esta lei. Na ordem da criação e na dinâmica da revelação, antes de Deus criar alguma coisa, Deus fala.

Hebreus 11.3: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.”

Antes de cada criação vem a palavra de Deus no relato do Gênesis: “haja luz, e ouve luz”, assim antes de haver o universo houve a Palavra de Deus. “A morte e a vida estão no poder da língua”, ou seja, da palavra falada.

Está na Bíblia: Mateus 1... Primeiro ele põe a sua Palavra na boca dos profetas para ser anunciada depois ele cumpre a sua Palavra.

Mateus 1.22; falando do nascimento de Jesus: “Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta:”

Mateus 2.23: “E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas:”

O nosso texto principal hoje; Provérbios 18.21 fala que “A morte e a vida estão no poder da língua”; hoje nós semeamos, mas a colheita nos espera no futuro. Quando você fala palavras de morte, você está semeando morte no seu próprio coração e nos corações dos seus ouvintes.

Mateus 12.33-34: “Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração.”

Uma pessoa pode até enganar os outros falando momentaneamente uma palavra boa, este não sendo o seu padrão de vida, mas, mais cedo ou mais tarde não se aguentará e da sua boca vai sair os frutos maus: palavras más.

Como uma pessoa que te liga para falar mal da vida dos outros, começa espiritualizando, dizendo que você é uma pessoa de oração e de fé e que é para orar junto com ela sobre o que ela vai te contar, daí começa a maldizer, a mexericar, a fofocar... “Mas, eu só estou falando para você orar”... Quando fazemos assim, nós tentamos espiritualizar o pecado...

Não tem como uma árvore má produzir frutos bons! A Bíblia diz, não é o pastor que disse.

Se o seu coração está cheio de ira, o que você fala?

Palavras de ira...

Se o seu coração está cheio de amor, o que você fala?

Palavras de amor.

Porque a boca fala do que está cheio o coração! Diz a Palavra de Deus!

A mesma coisa se o seu coração estiver cheio de outros sentimentos.

Jesus diz que existem pessoas más; é incrível que existam pessoas más! Porém, Jesus também nos diz o que elas fazem: elas têm um deposito de coisas más para distribuir.

Trata-se de um mau tesouro.

Os cristãos tem um tesouro no céu onde está o seu coração, por isso compartilham do seu tesouro as coisas de Deus.

Mateus 6.19-21: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros no céu, onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, ai estará também o teu coração.”

Uma pessoa boa é a que tem um tesouro bom e distribui coisas boas.

Cada um dá aos outros do que tem armazenado no seu tesouro: no seu coração.

Mateus 12.35: “O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más.”

Mateus 12.36-37, trás as consequências futuras das palavras da nossa boca: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.”

Aquilo que você fala pode justificar você. Aquilo que você fala pode condenar você.

Muitos crentes não querem ser usados pelo diabo, até dizem: “eu jamais quero ser usado pelo diabo.” Muitos cantam: “usa-me Senhor”, mas são usados pelo diabo e não por Deus, porque o que falam são palavras más. Vamos ver Tiago 3... As nossas responsabilidades sobre o uso da palavra na igreja.

Tiago 3.1: “Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo.”

Se de todos nós é cobrada toda palavra que sair da nossa boca, quanto mais dos que pregam e ensinam, pois devem conhecer a Palavra.

Maior juízo virá sobre a minha vida, a responsabilidade que eu tenho do púlpito eu não posso transferir, ainda que eu possa delegar a outro para pregar, essa autoridade é minha, não é da igreja ou do conselho, e, é por isso que maior juízo virá sobre minha vida.

Quem prega tem que ter zelo em obedecer a Palavra de Deus e em ensinar a Palavra de Deus como ela é.

A Bíblia diz (Tiago 3.2-6): “2. Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o seu corpo. 3. Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro. 4. Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro. 5. Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! 6. Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.”

Se nós não queremos ser usados pelo diabo precisamos começar a controlar a nossa língua para produzir coisas boas. Porque com a língua nós podemos abençoar a vida dos nossos irmãos.

Porque nós iríamos lançar uma semente do inferno no coração do nosso irmão para roubar a sua paz?

O homem e a mulher precisam estar cheio do Espírito Santo porque só Ele (o Espírito) consegue dominar a língua humana, versículo 7-12 de Tiago 3: (7.) “Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; (8.) a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero. (9.) Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. (10.) De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. (11.) Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? (12.) Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce.”

Muitas revistas entre as mais vendidas vocês sabem qual é o tema destas revistas?

Procurem numa sala de espera de uma clínica ou de um salão de beleza, ou numa banca de jornal e você vai ver o conteúdo destas revistas, são fofocas, e todo mundo quer saber da vida dos famosos, e ninguém quer saber coisas boas, mas quer saber coisas ruins. Essa é a inclinação da carne...

O cristão só consegue domar a língua quando ele está vivendo uma vida cheia do Espírito Santo. Quando você anda controlado pelo Espírito Santo, a Bíblia ensina que temos domínio próprio, temos o fruto do Espírito em nossa vida, e quem domina a sua língua domina o seu corpo inteiro.

Veneno mortífero: O lemos no versículo 10-12, neste texto de Tiago, ele repete o que foi dito por Jesus em Mateus. A árvore má não consegue produzir frutos bons, o homem precisa ser controlado pelo Espírito Santo. Proliferam os pecados da língua por causa da carnalidade.

Andemos no Espírito para domar a nossa língua, porque não é bom que da mesma fonte jorre, ou seja, da mesma boca saia coisas boas e coisas más, e, é a Palavra de Deus que nos diz no v. 10 que, “não é conveniente que as coisas sejam assim”. Isto significa que não devemos estar acomodados, dizendo que e normal e que acontece em todo lugar, em todas as igrejas, porque somos exortados que, “não é conveniente que as coisas sejam assim”.

O problema no foco de Tiago 3.1 é a responsabilidade do ensino, logo quem tem a responsabilidade tem autoridade para falar.

Mas eu digo, que a sua palavra trará consequências no futuro; nesse sentido você é o profeta sobre a sua vida, no sentido que você abre a sua boca para sua própria benção e ou para sua própria maldição.

2) Você semeia com a tua língua para colher do seu fruto no presente:

Quase sempre o maledicente, o murmurador ou o pessimista pensam que só atinge aos outros, mas quem o fala pode ser influenciado por palavras de morte também. Se você se torna ouvinte ou falante de palavras de morte, você está abrindo a porta da sua vida para que uma semente maligna seja plantada no seu coração.

Tem quem se ocupe de plantar uma semente errada na vida de outra pessoa. Por isso falar é muito sério, e ouvir também é muito sério!

O primeiro atingido pelo que é falado, é o próprio falante.

Provérbios 18.21b: “o que bem a utiliza come do seu fruto”.

Não quero falar nesta conclusão de juízo, de castigos temporais ou de penas eternas, mas do beneficio de uma comunidade que fala entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, e, que une as suas vozes na adoração comunitária e sai para viver o que se prega com ações de graças.

Precisamos aprender a falar como Jesus Cristo fala.

João 6.68: “Senhor, para onde iremos? Tu tens as palavras da vida eterna;” vejam que muitos se retiraram murmurando a respeito de suas palavras (no v. 61, 66), mas este discípulo as recebeu como palavras de vida eterna.

Vamos falar que temos o favor de Deus. Ele é abençoador. É certo que tenhamos a esperança da benção da saúde, da prosperidade e da felicidade, essas realidades podem ser já percebidas na vida de muitos irmãos, e pode ser esperada para sua vida, pois já temos recebido muito mais do que merecemos, mas nenhuma dessas bênçãos materiais substitui uma vida plena no Espírito Santo, o que adianta sermos abençoados se não formos abençoadores? A quem é que estamos servindo!

Coisas boas que os servos de Deus desejavam, as quais esperaram que acontecessem a seu tempo, falavam diariamente com os seus nomes judaicos, os babilônios trocavam os nomes judaicos dos servos hebreus por nomes blasfemos, no intento de ofender ao Deus de Abraão! Não dava certo. Porque, eles guardavam a lei de Deus em seus corações e não esqueciam a bênção do Senhor, não esqueciam o significado de seus nomes hebraicos.

Deus tinha um plano para Abraão e para Sarah, antes o nome dele era Abrão e não Abraão. Deus falou para ele: “eu vou mudar o teu nome, a partir de agora você não vai se chamar Abrão, mas você vai se chamar Abraão que, significa: “pai de uma multidão”; e Sarai tua mulher, não se chamará mais Sarai, o nome dela será Sarah, que significa: “princesa”, e disse que ele seria uma benção, que teriam um filho mesmo sendo velhos de quase cem anos, que reis procederiam deles e reinariam sobre um povo numeroso, e, Sarah era estéril, não podia ter filhos, mas Deus falou para eles, “Eu vou dar um filho para vocês”; a partir daí Sarah passou a chamar Abraão de um nome diferente, cada vez que ela falava com o seu marido ela o chamava de Abraão que, significa: “pai de uma multidão”.

Vamos colher o fruto de lábios adoradores, de boca cheia de louvores, não apenas na hora do culto, mas principalmente no dia-a-dia.

Meu pai plantou a boa semente no meu coração, sabe qual o significado do meu nome? “Deus responde as minhas orações” ou “Orações respondidas”; resposta às orações a minha história, e, uma historia de resposta às orações dos irmãos, essa é a minha convicção e este é meu chamado. Louvado seja o nome do Senhor!

“Pastor a coisa está feia!” Ora, para mim não está. Nós só estamos colhendo o que plantamos com a nossa boca, é só mudarmos a semente para a boa semente, utilizando bem a língua, e, vamos comer bom fruto. “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”.

Não come o fruto que não é seu! “O que bem a utiliza come do seu fruto”.

Você tem o favor de Deus na sua vida.

Boa semente são as nossas palavras, e nós colhemos bons frutos delas.

Amém...


Anatote Lopes, IPB, 2013

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

DEUS ODEIA O PECADO, MAS AMA O PECADOR?


Às vezes ouvimos dizer que uma pessoa irascível e violenta, maledicente e contenciosa tem um bom coração, como se fosse possível um coração cheio de Deus manifestar apenas as obras das trevas! Como se fosse possível uma pessoa cheia do Espírito Santo não manifestar o fruto do Espírito (Gl 5.22-23) e alguém ser bom à parte de Deus e do Espírito Santo. Como disse Jesus: “Bom é Deus”.
As Escrituras em muitas passagens bíblicas afirmam: "Os perversos não herdarão o Reino de Deus." Vicent Cheung, afirma que "As pessoas perversas são aquelas que os incrédulos consideram pessoas normais." Para que não fiquem dúvidas sobre quem são as pessoas perversas Paulo faz uma lista de pessoas em 1° Coríntios 6.9-10: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.” Ainda encontraremos listas maiores ou menores que esta em outras passagens.
Vicente Cheung nos desafia a uma interpretação coerente desta passagem: "Observe que ele não nos dá apenas uma lista de pecados, mas uma lista das pessoas identificadas pelos pecados. Nossa sociedade frequentemente separa as pessoas de suas ações e, se elas condenam a impiedade de alguma forma, tendem a escusar as pessoas como vítimas da sua própria educação e das circunstâncias. Essa forma mista de pensamento tem infiltrado a igreja e sua teologia, de forma que muitos crentes chegam a pensar que a frase “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador” é parte do evangelho.”
Por isso o evangelho não apenas condena pecados, mas também chama pecadores ao arrependimento. Em nenhum lugar das Escrituras se encontrará uma justificativa psicológica, cultural, social ou teológica para o problema do pecado inocentando o pecador a parte da obra expiatória, salvífica de Cristo mediante arrependimento e fé. Será lançado o pecado no inferno, mas também os pecadores que não se arrependerem, estando a eles inseparavelmente afeiçoados, juntos serão condenados pelo fogo.
Visto que a graça salvadora é poderosa para nos transformar, não podemos absorver o pensamento mundano de que “Deus nos aceita como somos”, recusando-se a nova vida em Cristo. Não é parte do evangelho, absolutamente, pois ele nos recebe pecadores arrependidos e nos transforma e santifica. Nada que seja propriamente o que somos ou que seja nosso, como nossa miséria e pecado, serão aceitáveis a Deus; apenas a nova vida em Cristo é aceitável diante de Deus.
Assim como nos predestinou, isto é, quando ele nos “idealizou” na eternidade, para sermos salvos, preparou de antemão as boas obras para realizarmos; isto é claro como a luz do dia! Deus criou “de antemão” as boas obras “para que andássemos nelas”, como está escrito: “Porque somos feituras Sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” (Ef 2.10).
A doutrina bíblica não distingue pecado e pecador, não transforma o pecador em vítima da educação e das circunstâncias, muito pelo contrário, uma igreja bíblica usa a disciplina eclesiástica, pela qual condena não apenas o pecado, mas disciplina o pecador para que abandone o pecado e purifica a igreja de pecadores impenitentes. Considera a impenitência como sinal da reprovação (Hb 12.17) e o arrependimento o sinal da graça salvadora. (Mc 1.14-15). A ética do evangelho é absoluta, portanto inegociável. 

sábado, 1 de dezembro de 2012

PREPARA-TE PARA O NATAL


Aproxima-se o Natal.

Não importam as tradições pagãs, às datações do evento histórico do Advento e a finalidade comercial, desta e de outras datas comemorativas, pois essas coisas têm sido usadas como argumento para banir da igreja a celebração do nascimento de Jesus e ainda serve ao satânico projeto de eliminar da cultura e da sociedade a memória de Deus e do Messias, a qualquer tempo; com se isso fosse possível.

Especialmente quando o mundo comemora de forma errada um natal mentiroso, ateu e hipócrita e os religiosos ficam brincando de ser igreja e de “Belém Belém nunca mais fico de bem”, em vez de viver e anunciar o verdadeiro sentido do natal, o qual é o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, o renascer de um novo dia pelo arrependimento do pecador, uma nova vida na luz, clara, como a luz da Palavra que, anuncia que já brilha a luz de Cristo para um povo que vivia em trevas, como primeiro ocorreu, nas terras do Mar da Galiléia, depois a muitos outros e a nós, ainda acontece o natal, todo dia em nossos corações.

Assim também brilhou a luz de Cristo para nós, como no primeiro natal. Quando cremos que Ele veio ao mundo como menino, cresceu e morreu na cruz por nós, para nos salvar e nos dar a vida eterna.

A igreja lembra a primeira vinda de Jesus Cristo, prega o arrependimento e adverte os cristãos à vigilância, na expectativa do segundo advento ou parusia, que será o grande dia do nosso encontro com o Senhor, que poderá significar a chamada final de cada um de nós, à presença do Deus Eterno para a salvação ou o tempo de preparação para a “vinda de nosso Senhor, com todos os seus santos”