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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

“Um sonho não pode durar mais que uma noite”

Quem não quer viver uma vida tranqüila? Quem não quer a tranqüilidade de um saldo positivo bem alto na conta bancária? As contas pagas, a casa confortável, os filhos e filhas saudáveis? Um cônjuge saudável, satisfeito, em boa forma em um lar em plena harmonia e paz? Quem não quer ter bom nome, fama e popularidade na sociedade? Quem não quer os negócios sempre bem sucedidos ou um emprego bom, com um bom salário e muitos benefícios? Quem não quer uma igreja pastoreada por um líder, dedicado, inteligente e dinâmico, cheia de alegria, com eventos emocionantes e comunhão em paz, sem conflitos internos ou perseguições externas, sem dificuldades de relacionamentos, sem casos de disciplina ou discussões sobre doutrina, trabalhos e questões administrativas?

Nossos antepassados sonhavam e nós também. Porém, tornamo-nos muito mais exigentes que nossos avós. E, para realizar nossos desejos precisamos trabalhar muito mais e ”dos muitos trabalhos vem os sonhos” (Ec. 5.3a) e “na multidão dos sonhos há vaidade” (Ec. 5.7a). Os casamentos no passado sobreviveriam mesmo que sua qualidade não fosse muito boa; hoje, casais que vivem um casamento de baixa qualidade, estão muito mais suscetíveis ao adultério e ao divórcio. A ânsia por ganhar dinheiro e a falta de convivência com o Senhor, mesmo entre aqueles que se consideram cristãos, levam-nos a desejar alguma vantagem ou a embolsar algum tipo de ganho ilícito. Como a gana de levar sempre alguma vantagem leva as pessoas a adquirir algum produto pirata.

As seitas e as religiões de massa, motivadas pelo mesmo espírito que opera no homem pós-moderno, negociaram princípios essenciais da fé e da ética cristã, para satisfazer um número crescente de adeptos consumidores de produtos falsificados, gente em busca de uma religião pirata, de vantagem a qualquer custo. Essas “igrejas” corromperam a mensagem do Evangelho distorcendo a Bíblia para assegurar os seus lucros, a dominação e o poder, manipulando as emoções, os vícios e paixões carnais das pessoas para alcançar seus objetivos de proliferar, explorar e perpetuar a exploração e a dominação.

Assistindo o canal TV Cultura ao programa “Provocações” dia 13/09/2011, ouvi a estória “Um sonho não pode dura mais que uma noite”: Conta-se que um homem começou a sonhar com uma nebulosa e ficou curioso e a cada noite que dormia via no sonho esta nebulosa tomar uma nova forma; fascinado, a cada dia, saia correndo do trabalho para dormir e continuar aquele sonho, até a nébula virar uma personagem, o sonhador foi deixando o hábito de sair de casa à noite para dormir cedo e sonhar para desvendar o que via no sonho, aos poucos foi deixando de viver a realidade para dormir e interagir com o sonho, a ponto de pedir demissão do emprego para dormir mais cedo e sonhar, até que foi desafiado pela personagem do sonho a descobrir a realidade. Acordando do sono foi em busca da realidade e descobriu que ele não passava de um sonho de outra pessoa.

Quem é você? Quais são suas prioridades? Você tem tempo para participar da vida da igreja? Para ouvir a Palavra de Deus? Você tem tempo para a família? Ou, você tem sonhado muito e precisa de horas extras para ter mais lucros e realizar os seus sonhos? A quem você serve? Será que o sonho que você abraçou não se trata do sonho de seu pastor ou de seu empregador? Será que os seus negócios não absorveram sua alma? Você só pensa em chegar a sua casa, comer e dormir para recomeçar “o sonho” do dia seguinte?

Você é o administrador ao qual Deus confia o tempo, os dons e os talentos, os quais, ele mesmo, nos concedeu. Você administra bem tudo o que recebeu?

Realizar os seus sonhos e viver uma vida tranqüila não é um erro, mas a busca pela realização dos sonhos e da tranqüilidade não pode acontecer a qualquer preço, foi por isso que Cristo disse: “não podeis servir a Deus e também ao dinheiro” (Lucas 16.13). Qual é a sua prioridade? Faça uma boa escolha. Caso já tenha feito uma má escolha, volte atrás e recomece.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

sábado, 10 de setembro de 2011

A culpa é de quem?

Você já recebeu uma notificação de autuação: excesso de velocidade? Ficou irritado? Mas e daí? A culpa é sua e de mais ninguém e você precisa assumir as conseqüências.

O mundo está passando por uma crise econômica. Será que entramos nessa por acaso? Ou, é fruto de imprudência e falta de planejamento nosso? Certamente, grandes empresários e banqueiros deram passos maiores que as pernas.

Nos detalhes simples e nos mais complexos da vida, no cuidado ao dirigir e na administração os seguidores de Cristo, os eleitos que foram livres da condenação do pecado, precisam viver com prudência e obedecer à Palavra de Deus. Só assim poderão contar com a proteção e o cuidado do Pai.

Os discípulos de Jesus sabem que enfrentarão dificuldade sempre. Mas não abandonam o barco, nem se acovardam ou se desesperam, somente quando estão cientes das promessas e da esperança de que estão no rumo certo e chegarão ao alvo mais precioso.

Os discípulos planejam seus passos, renunciam o que for preciso e buscam o equilíbrio em favor do reino de Deus, orientados pela sabedoria do alto e não a do mundo.

Alguns princípios, simples e essenciais, para nossa vida e nosso trabalho na igreja, a partir Lucas 14.33(Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.), devem nortear nossa visão: é mais importante ser do que ter! Quem inclui Deus no projeto de vida age com prudência! Uma motivação errada anula o ato praticado! Autenticidade é melhor do que imagem! Pense de si e de Deus corretamente, de acordo com a Bíblia!

Diante das correntes que ameaçam a fé Cristã, as quais encontram força nos meios de comunicação para minar as nossas consciências, requer de nós que, sejamos mais vigilantes. Seguir a Cristo implica ser mais cautelosos.

Jesus exige de nós amor e obediência absolutos. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida Eterna, isto é, só Ele pode dar a vida eterna. Vale à pena segui-lo, pois ele morreu por nós na cruz. Somos gratos pelo seu gesto de amor, pedimos perdão pelas vezes que o desobedecemos e ajuda para não cairmos mais em tentações.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Uma Igreja Autêntica: autenticidade importa mais que imagem

A IGREJA PRESBITERIANA DE DRACENA, situada na Av. Rui Barbosa, 1207, Dracena-SP. É Autentica, porque ensina o conhecimento de si mesmo, o reconhecimento da condição em que se encontram todos os seres humanos, mesmo os eleitos, logo, assume “quem é o homem” (Sl 8.4) e estimula uma noção verdadeira de “quem é Deus” (Jo 4.24), este conhecimento de Deus e de nós mesmo é necessário para o culto autentico em espírito e em verdade e uma vida sem hipocrisia, refletindo a Aliança da Graça pela qual o Deus Misericordioso e boníssimo recebe e abençoa homens pecadores pela mediação do Senhor Jesus Cristo (Jo 4.22-24). Não tem a arrogância de ser a exclusiva propriedade de Cristo, nem de ser a proprietária de Deus e dos meios de graça. É autentica na adoração: não apenas sincera, mas também bíblica, a partir da doutrina correta de Deus e do homem. O sentimento de que todos os homens são igualmente pecadores (Rm 3.23) e carentes da graça e misericórdia de Deus nos une em amor e pastoreio mútuo (Gl 6.2; I Pe 4.10). Quanto à autenticidade desta igreja é importante destacar as motivações de seu surgimento, como fruto do labor missionário e tendo em vista unicamente a glória do Único Deus Verdadeiro e Digno, diante do cumprimento de profecias do surgimento de falsos profetas e proliferação de falsas doutrinas. Quanto ao seu futuro, será preservada pelo seu Senhor em sua missão e natureza até a volta do senhor Jesus Cristo em sua Glória.

sábado, 3 de setembro de 2011

POR OCASIÃO DA SEMANA DA PÁTRIA: A COMEÇAR EM MIM.

BrasilSemana da pátria. Não só oportunidade de lazer em feriado nacional, mas oportunidade de reflexão sobre o futuro da pátria. 

Proponho uma reflexão que cabe aos governantes e a todos os cidadãos. Por exemplo:

1. Do desempenho dos políticos e das questões relativas à justiça social. Eu pergunto: o que você tem feito? O texto bíblico de Zacarias 7.9 mostra aquilo que Deus espera de nós: “Sejam honestos e corretos e tratem uns aos outros com bondade e compaixão”; uma declaração dos deveres humanos em 4 artigos: 1) seja honesto; 2) seja bondoso; 3) não explore os outros; e 4) não planeje o mau contra o próximo. Quatro regras básicas. Acrescento uma reflexão a respeito da justiça social aqui neste mundo: ela nunca será plena e perfeita. Não acontecerá de repente, no dia em que toda humanidade resolver fazer o bem, mas, quando cada um de nós tomarmos uma decisão pessoal.

2. Do desempenho dos cidadãos e das questões relativas à justiça social. A justiça precisa acontecer dia-a-dia. Ela é um processo, está sempre em construção. E, ela começa por você. Cada um de nós obedecendo aos quatro artigos e regras básicas da honestidade, bondade, generosidade e boa vontade para com o próximo. 

Suas ações diárias podem fazer uma sociedade melhor. Jesus é o grande exemplo; Ele praticou o bem e ensinou as pessoas a fazerem o mesmo. Não liderou nenhuma rebelião, revolução, ou conspiração para acabar com as injustiças do sistema da época. Aliás, Ele começou uma grande revolução, sim. A revolução do AMOR.

Engajamos-nos nessa grande revolução demonstrando o grande amor de Deus; com atitudes e palavras anunciando o amor de Deus ao morrer na cruz por todos nós. Jesus deu o exemplo de uma vida pautada pelo amor. Assim Jesus começou um grande movimento que continua até hoje. A transformação da sociedade começa por nós. Com o amor de Jesus, nós podemos fazer muito, muito mais do que imaginamos. 

Somos tão exigentes em relação aos deveres dos outros e tão negligentes em relação aos nossos, por isso devemos orar: Perdoa-nos e ajuda-nos a mudarmos nossas atitudes para, então, transformarmos a sociedade conforme a perfeita Palavra que anunciamos. Amor é atitude mais do que emoção e palavra.

(Anatote Lopes, IPB, 2011)



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A religião dos Sofás e dos sonhos

 (da Web, MP´s, CD´s e DVD´s).

A Bíblia é um maravilhoso presente de Deus pelo qual Deus fala conosco.

Muitas vezes nós queremos ouvir a voz de Deus, e, naturalmente, preferimos os meios mais cômodos, tais como: ficar confortavelmente assentados à frente da TV, ouvir as pregações gravadas em CD enquanto dirigirmos, ouvir despercebidamente o rádio e assistir o pregador mais eloqüente no discurso e badalado na mídia.

Eu digo, com toda convicção que os crentes que buscam desta forma um meio de edificação estão perdendo tempo e piorando seu estado.

Os programas evangelísticos na TV são para captar membros/clientes para igrejas/empresas de uma religião de mercado, e, felizmente, ainda assim, servem para apresentar a salvação em Cristo para aqueles que ainda não O conhecem, mas, não alimenta espiritualmente os que já são crentes, antes promovem muitas dúvidas, confusões mentais e emocionais, heresias e exploração financeira.

Não é de hoje que o homem tem preferência pelos meios mais cômodos. Vejamos que em tempos passados Deus falou com algumas pessoas através de sonhos, mas não era tão comum. Antes, aconteceu poucas vezes em momentos especiais. No tempo do profeta Jeremias falsos profetas falavam mentiras, afirmando que era mensagem de Deus revelada através de sonhos.

Muito cuidado com isso! O que Deus disse? – “O profeta que teve um sonho devia contá-lo como um simples sonho. Mas o profeta que ouviu a minha mensagem devia anunciá-la fielmente” (Jeremias 23.28).

Sonhar é normal e saudável para a vida emocional das pessoas. Seria maravilhoso se Deus falasse conosco através de sonho. Mas, Deus não escolheu falar conosco enquanto nos reconfortamos em nosso sofá e dormimos nosso sono; Ele se comunica de forma clara e lúcida enquanto estamos dispostos para a sua obra, acordados, lendo e ouvindo e estudando textos bíblicos. A Bíblia é um maravilhoso presente de Deus pelo qual Deus fala conosco. De tudo o que ele diz o mais importante é a mensagem do amor: Todo aquele que se arrepende de seus pecados e crê no Senhor Jesus está perdoado. Isto significa que Deus ama a todos os pecadores. Ele os aceita mediante a fé em seu filho Jesus Cristo e concede perdão, paz, salvação e vida eterna.



Rev. Anatote Lopes

Pastor da Igreja Presbiteriana de Dracena-SP





sábado, 13 de agosto de 2011

A MAIS IMPORTANTE ESCOLHA DA SUA VIDA

Você já tomou uma decisão importante para o seu futuro? É difícil decidir quando não se tem certeza dos resultados. Nem sempre é fácil manter a ética no emprego quando se corre o risco de ser demitido, pode ser doloroso envolver-se numa atividade diaconal da igreja e ter que sacrificar tempo e investir algum dinheiro; parece complicado abandonar amizades mundanas e passar mais tempo entre os irmãos em Cristo, relutamos em dar um bom testemunho e para não parecer um careta ou um cristão ignorante.

Tomar uma decisão não é fácil! Sempre acarreta riscos, nunca sabemos quais serão as conseqüências.

Quantas vezes nos arrependemos de ter seguido este ou aquele caminho, e, quase sempre não significa dúvida de ter feito a coisa certa, mas, é a certeza de que não levamos vantagem. Dizem que levar vantagem é algo de que gostam os brasileiros.

Sejam quais forem nossas decisões, sempre incluirão fé e confiança em Deus. A fé nos leva a não medir esforços, não se importar com a opinião dos outros e dormir o sono do justo (Sl 3.5; 4.8).

Abraão creu em Deus, o Senhor, e por isso o Senhor o aceitou (Gn 15.1-6). Ele passou pela experiência de fé, abriu mão de muitas coisas, enfrentou dificuldades, insegurança e medo, mas o Senhor dirigiu-lhe uma palavra de fortalecimento: “não tenha medo” e “eu o protegerei” (Gn 15.1).

Ao fazermos com fé a escolha certa, se tivermos que enfrentar problemas e prejuízos, perder amizades e sofrer perseguições, não temeremos, pois fizemos a escolha certa. Deus está conosco!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

VOCÊ TEM SEDE DE QUÊ?

Nosso país é tão grande, e ao mesmo tempo em que regiões brasileiras passem por um período de seca outras podem estar passando por um período chuvoso.

A falta d’água fazia padecer muito a região central de onde eu venho, até que instalaram um sistema de irrigação. Quando entra no período da estiagem o agricultor recorre à irrigação.

Um deles fez uma experiência: deixou uma carreira de plantação de soja sem irrigar. Quanta diferença! A parte onde havia água suficiente desenvolveu-se a olhos vistos. A outra ficou estagnada.

Como é bom beber um copo d’água geladinho quando estamos sedentos! Matar a sede...

Estou me referindo à outra “sede” a que Jesus apresenta (Jo 7.37) que, vai além da física: sede de amor, de justiça e de paz entre as pessoas. Quantos vivem injustiça, desamor, discórdia, guerra, violência, contenda... Estão sedentos, não estarão satisfeitos até que atendam o convite de Jesus: “venha a mim e beba”.

Jesus é a fonte do amor, da bondade e da misericórdia. Bebam, saciem-se!

Filhos e filhas de Deus que são guiados pelo Espírito Santo fazem a diferença aparecer nos lugares onde vivem. Manifestam o fruto do Espírito Santo por onde passam: amor, alegria, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, humildade, domínio próprio e justiça (Gálatas 5.22).

Renovamos-nos como a terra irrigada quando nos banhamos do amor de Deus. Que vivenciemos o fruto do Espírito Santo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?

No livro do profeta Amós, o Senhor denuncia os pecados do povo. Entre eles, destaca a prática de uma religiosidade vazia, sem relacionamento verdadeiro com Deus e com o próximo. A guarda do sábado pelos judeus era uma prática tão hipócrita que eles contavam os minutos para que acabasse logo para eles voltarem aos seus pecados. A vida de fé não se resume ao tempo de duração de um culto. Ela é um caminho (João 14.6), um modo de viver na família, no trabalho, na rua...

A despeito da voz dos profetas e da paciência do Pai, o povo de Israel continuou pecando e, em conseqüência, finalmente, o juízo foi anunciado. O castigo foi o pior de todos: o silêncio de Deus. Israel, que não sentia mais fome e sede de Deus, teria que jejuar, até que voltasse a vontade de comer, beber e de ouvir – chegará o tempo em que “todos terão fome e sede de ouvir a mensagem de Deus, o Senhor” (Amós 8.11c)!

Deus não está surdo nem mudo. Ele ouve as súplicas e transmite-lhe a sua vontade. Se você sente que há incoerência entre o culto no templo e a prática dos cristãos, está na hora de começar por você; transforme sua vida em uma prática do culto, venha estudar a palavra de Deus, alimentar-se dela e, depois a leve para a sua vida diária, seja tão querido e gentil com todos como você é com as pessoas dentro da igreja. Sorria e fale de amor com os salmos e cânticos que você entoa no culto, e pratique a mensagem que você ouve (ou que você prega) no sermão dominical.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

SANTÍSSIMA TRINDADE - CREMOS EM UM SÓ DEUS, CRIADOR, SALVADOR E SANTIFICADOR

O Rev. Guilherme é um ministro anglicano octagenário. Eu tive a oportunidade de conversar pessoalmente com ele, ouvir seus sermões algumas vezes, ter alguns momentos de Comunhão e de refeições com ele e outros irmãos no salão social da Catedral da Ressurreição em Brasília.
Tenho sido edificado ao  ler suas mensagens, e, decidi compartilhar esta pérola recém recebida do reverendo, com os meus agradecimentos, e expressar a minha saudade de Brasília, da família e dos amigos, inclusive dos amigos da comunidade anglicana da Catedral em Brasília.


Domingo da Santíssima Trindade – ANO A – Reflexão nº 37




1ªLeitura: (Gênesis 1:1 e 2:3) - O Deus Eterno é o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.

2ªLeitura: (II Coríntios 13:11-13) - A graça, o amor e a comunicação do Deus Triuno com todos os que nele crêem.

3ªLeitura: (Mateus 28:16-20) - O batismo em nome da Trindade Augusta e Santa.



CREMOS EM UM SÓ DEUS, CRIADOR, SALVADOR E SANTIFICADOR

Hoje é o primeiro domingo depois de Pentecostes, dia que a Igreja escolheu para lembrar aos cristãos que o Deus em quem nós cremos é a Santíssima Trindade, conforme está expresso nos credos apostólico e niceno, e que essa nossa crença não é oriunda de especulações racionalistas porque homem algum jamais teve e jamais terá a capacidade de conceber, entender e explicar pela própria razão, quem é o Deus Eterno, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis (1ª leitura).

Estudos arqueológicos e antropológicos indicam que os povos de todas as épocas e de todas as civilizações têm procurado e investigado a origem de todas as coisas e acreditado na existência de um Ser que as criou.

Os antigos gregos, assim como outros povos, acreditavam na existência de deuses e diziam que entre as coisas existentes primeiro apareceu o Caos, espaço sideral ou céu, que eles chamavam de Ouranos; depois Gea, a terra, que era rodeada por um imenso rio chamado Oceano.

“O sol ainda não esparzia a sua luz, nenhum corpo tinha a forma que devia ter e todos juntos se obstaculavam uns aos outros... Deus colocou cada corpo no lugar que devia ocupar e estabeleceu as leis que formariam a união deles” (Ovídio).

Estes pensamentos estão em conexão com o relato bíblico sobre a criação: “No princípio criou Deus o céu e a terra. A terra, porém, era sem forma e vazia e havia trevas sobre a face do abismo e o Espírito de Deus se movia sobre as águas” (Gênesis 1:1-2).

Os pensamentos e o texto bíblico citados falam apenas sobre as coisas criadas por Deus, “porque todas as coisas foram feitas por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez” (Ev. João 1:3), mas não falam sobre quem Ele é, pois, como já foi dito, nenhuma pessoa humana tem capacidade de explicar quem é o Deus Eterno. Sendo anterior a tudo e a todos, só Ele pode falar de Si mesmo e apresentar-se, e para fazê-lo, escolheu fenômenos da natureza, como o fogo, o vento, os relâmpagos, os trovões, etc.

Quando manifestou-se a Moisés no Monte Horebe, fê-lo em forma de labaredas de fogo, na sarça. Moisés perguntou-lhe: como é o teu nome? E Ele respondeu: “EU SOU O QUE SOU” (Êxodo 3:14), isto é: “Eu sou aquele que era, que é e que há de vir; o Eterno; o Alfa e o Ômega; o Princípio e o Fim” (Apoc. 1:8 e 22:13).

Deus não quis dizer o seu nome a Moisés, mas alguns nomes foram atribuídos a Ele.

Entre os vários nomes dados estão Eloah e Eli, em hebraico, Eloí em aramaico, e Elahh, em caldaico, mas o que inspirava maior respeito e reverência aos judeus era Javé, representado pelo tetragrama YHVH, e pronunciado uma vez por ano somente pelo sacerdote no dia da expiação (Levítico 16:34).

Os povos sempre quiseram ver Deus e por isso muitos fizeram para si imagens dos seus deuses para os cultuar.

O Deus Eterno sempre falou e dialogou com Israel, seu povo, através de pessoas que Ele escolheu para serem seus porta-vozes e prometeu enviar um Messias para o libertar, mas nunca foi visto por ninguém.

“Ninguém jamais viu a Deus mas o Seu unigênito é que o deu a conhecer” (João 1:18)

Deus se tornou conhecido pessoalmente através do seu Filho, Emanuel, que quer dizer: Deus conosco. Jesus disse: “Quem vê a mim vê o Pai” (João 14:9).

“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo seu próprio Filho” (Hebr. 1:1-2).

O Filho veio com a missão de cumprir a vontade do Pai e ao terminá-la, antes de voltar ao Pai, soprou sobre os seus discípulos dizendo: “Recebei o Espírito Santo”.

Finalmente, ao enviá-los em missão, concluiu: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”, isto é: em nome da Santíssima Trindade (3ª leitura).

Os discípulos, depois de serem revestidos de poder do alto, concedidos pelo Espírito Santo no dia de Pentecostes, saíram pelo mundo pregando a mensagem do Evangelho de Cristo e ensinando todas as coisas que Ele ordenou que ensinassem.

Devemos sempre reafirmar a nossa fé naquele que sendo Pai, Filho e Espírito Santo é um só Deus, Criador de todas as coisas, Salvador dos seres humanos e Santificador dos que os seguem.

É muito bom ouvirmos ao fim dos cultos a impetração da bênção feita pelo ministro: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós, agora e sempre” (2ª leitura). Ou ainda: “Que a bênção do Deus Onipotente: Pai, Filho e Espírito Santo seja convosco e convosco habite eternamente. AMÉM.



190611 Rev. Guilherme Luz.

sábado, 4 de junho de 2011

A BÍBLIA X PL 122


Essa semana ocorreu um ato público de cristãos em Brasília, grande maioria do ramo evangélico, na tarde da quarta-feira dia 1° de junho em frente ao Congresso Nacional. A Rede Globo quase ignorou o protesto, ocultou informações como os números do protesto contrário, um grupo irrisório de média de trinta pessoas cercadas por 50 policiais, noticiou de uma perspectiva bem pessimista o número de 20 mil manifestantes CONTRA A PL 122, com a intenção de desmentir a liderança do movimento cristão, tanto de católicos como de protestantes que falava em até 70 mil pessoas.

O ato foi contra a tramitação do projeto de lei que criminaliza a prática da homofobia (PL 122), aprovado na Câmara, está agora aguardando votação no Senado. Os manifestantes exibiram cartazes com dizeres "Daqui a pouco vão dizer que a Bíblia é homofóbica", "love my family" e "Pela união entre o homem e a mulher". Obviamente que os militantes da causa já declararam que a Bíblia é homofóbica e reafirmam a necessidade de criminalizar o que chamam de “discurso do ódio”, da parte dos cristãos que criticam o comportamento homossexual.

Num canto do gramado, cercado por 50 policiais militares. Os ativistas lésbicas, gays, bissexuais e travestis, exibiam cartazes: "Sou LGBT e Jesus me ama", "Matar homossexuais não é coisa de Deus" e "Você já deu um abraço no seu filho gay hoje", apesar das provocações com palavrões horrorosos e baixarias que não convém repetir, tudo correu pacificamente, o que deveria ser motivo de observação elogiosa da parte das autoridades que cuidavam da segurança. Se houvesse tumulto da parte dos cristãos a tropa presente seria incapaz de conter a multidão, mesmo que fosse de 20 mil presentes, como diz a globo, se bem que sites de notícias e opinião na internet informam números de 25 a 70 mil manifestantes. A criadora deste projeto é uma ex-deputada do PT, a atual defensora da causa gay é a deputada Marta Suplicy (PT-SP). A presidente da república sempre demonstrou afinidade com a comunidade de gays, lésbicas, bissexuais e travestis, e financiou com verba da presidência da república a Conferência da Cidadania LGBT.

Não será uma lei que irá mudar a consciência dos cristãos, nem o conteúdo do evangelho que sobreviveu as mais terríveis perseguições, no entanto, a esperança de alguns é que o Senado crie o terceiro sexo e uma cidadania que tenha um tratamento especial e a proteção especial do Estado.

Essa lei para beneficiar uma minoria, não fará muita diferença em tempos de apostasia, mas a manifestação dos cristãos é um sinal de que não estamos coniventes, nossa consciência e cidadania precisam ser respeitadas, e mesmo que não aceitem a Bíblia como fonte de autoridade, não podem tirá-la de nós, nem forçar-nos a abandoná-la.

O respeito à vida privada das pessoas e suas decisões e opiniões deve ser cultivado entre os cristãos, mas de forma alguma, a rejeição de uma nova moralidade que não respeita os princípios cristãos e a autoridade da Bíblia poderá receber a alcunha de “homofobia”, e condenada como crime inafiançável.

sábado, 28 de maio de 2011

O TEMPLO AO DEUS DESCONHECIDO

Desde o tempo mais remoto o ser humano busca a origem de todas as coisas e de sua própria existência. Os gregos orgulhosos e mergulhados em suas filosofias denominaram o momento em que todas as coisas começaram a existir de CRONOS, apesar de todo o esforço não conseguiram alcançar à verdadeira e única origem de todas as coisas dentro do tempo e do espaço infinitos do cronos. A humanidade desde a antiguidade e especialmente no mundo grego se tornou religiosa, cuidadosa em cultuar todas as divindades, e para que não se omitisse nenhuma, ergueu-se em Atenas um altar “AO DEUS DESCONHECIDO”.

Em Atenas existia um espaço público onde filósofos, religiosos, políticos e intelectuais discursavam suas idéias, por isso levaram a Paulo para este lugar, a fim de ouvir o que ele ensinava. O apóstolo aproveitou a oportunidade e a própria religiosidade dos atenienses e anunciou-lhes o Evangelho: “E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto religiosos; porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas;” (Atos 17.22-25).

Como no tempo em que os apóstolos escreveram as Escrituras existe hoje uma diversidade de fé e uma forte religiosidade no meio do povo que se dirige semanalmente para os espaços improvisados ou templos, para prestar cultos aos seus diferentes deuses, ou seja, diferentes maneiras de se adorar um deus, que corresponda aos seus caprichos, ansiedades e necessidades.

O apóstolo faz referência ao templo ou altar com a inscrição “AO DEUS DESCONHECIDO”. Começando a apresentar Deus a eles dizendo: “Ele fez o mundo e tudo o que nele existe e não habita em templos feitos por mãos humanas, pois dele e para ele provém e convergem todas as coisas, Ele é o doador da vida, porque nele vivemos nos movemos e existimos como disseram os vossos poetas”. Claramente demonstrando que eles não precisavam de um novo templo ou altar, mas de conhecer o DEUS VERDADEIRO, o gerador ou criador.

“A mútua atração universal dos seres” conforme diziam os antigos gregos, é o amor, que para o apóstolo Pedro é o vínculo que deve unir os irmãos, em uma vida cristã exemplar (I Pedro 3.8-18). A religiosidade continua abundante e se “multiplicando” (entre aspas), mas não há conhecimento do Deus verdadeiro, porque não há amor nas motivações religiosas.

Até mesmo, entre muitos dos que se dizem cristãos, o Deus Vivo e Verdadeiro continua “DESCONHECIDO”.

No amor se conhece o adorador do Deus vivo e verdadeiro, por exemplo: quando se vive uma religiosidade para atacar os seus semelhantes, a qual é motivada por sentimentos orgulhosos, evidencia-se a ausência do amor, não se conhece o amor, ou seja, não se ama (I João 4:8), “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.”

Jesus disse: “Como o Pai me amou eu também vos amei; permanecei no meu amor; se guardardes o meu mandamento permanecereis no meu amor; e o meu mandamento é este: amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Eu Sou a videira verdadeira, vós sois os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer. Nisto é glorificado meu Pai em que deis muitos frutos” (João 15.1-9).

Existem numerosas espécies de videiras. A videira verdadeira, que produz uvas é a vitis vinifera, que em linguagem figurada representa toda a nação de Israel. “Trouxeste uma videira do Egito, expulsaste as nações e a plantaste” (Salmo 80.8). “Porque a vinha do senhor dos Exércitos é a casa de Israel” (Isaías 5.7). A igreja em Cristo é o Israel do Novo Testamento. Porquanto Cristo se apresenta como a videira, e, nós como galhos da videira verdadeira devemos produzir frutos do Espírito do Deus Verdadeiro para não sermos cortados e queimados; a uva é um fruto. “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” .(Gálatas 5.22, 23).

Coisas diferentes, presentes no desconhecimento do Deus vivo e verdadeiro manifestam as obras da carne. Confira nas Escrituras a sua lista: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”. (Gálatas 5.19-21)



segunda-feira, 23 de maio de 2011

IGREJA AUTÊNTICA

“a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” João 17:21

Quando a missão presbiteriana chegou aqui em 1943, o primeiro missionário não buscava o conforto e a prosperidade de uma linda cidade como a Dracena dos nossos dias. Quase nada do que temos hoje existia no tempo da origem da Igreja Presbiteriana de Dracena.

Este pioneirismo, marca da Igreja Presbiteriana de Dracena, confirma a sua idoneidade. Hoje são poucas igrejas, pastores e sacerdotes verdadeiros e idôneos.

Uma denominação de igreja seja ela qual for é insuficiente para identificar uma igreja autêntica. Igrejas nascem de cismas religiosas injustificáveis, com o pretexto de uma visão, com motivações carnais, a pretexto de se promover um crescimento doentio de igrejas sem o Evangelho.

O Evangelho de Jesus na oração sacerdotal do Senhor, no evangelho de João, capítulo 17, mostra a unidade da comunidade trinitária, um só Deus, como o modelo e paradigma para a unidade daqueles que o Pai deu ao Filho: A sua Igreja.

O nosso maior problema, a Salvação das almas, já foi resolvido na Cruz. Fica claro agora que, a nossa missão de evangelizar, começa e se desenvolve dia-a-dia no compromisso com o Evangelho.

A identidade e o caráter são determinantes da credibilidade do evangelho que nós pregamos para abrir as portas da alegria e da esperança para as pessoas.

Logo, evangelizar começa com atitudes que evidenciam um viver no Evangelho, e, a unidade da igreja é uma marca histórica da Igreja que prega o Evangelho no poder do Espírito Santo.

Não basta pregar e agregar adeptos, é necessário anunciar o Evangelho e não tentar amordaçar o Evangelho deixando de manifestar o amor e a unidade do corpo de Cristo que é a Igreja.