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domingo, 6 de fevereiro de 2022

Ser pastor

Anatote Lopes


Pastor não é ser coach,
terapeuta ou consultor;
não é negócio ou realização.
Pastor é servir com abnegação,
obedecer e auto sacrificar.
Pastor é ofício de maior galardão,
o qual confere felicidade
no autor da vocação.
Pastor...
Não importa o quanto se esforce,
será medido pelo mais indolente.
Ser pastor é...
ter péssima reputação
de ser mau caráter
e ter a vocação ingrata
de instruir o povo
nos oráculos de Deus.
Ser pastor é...
dormir pouco,
trabalhar muito,
cultivar preocupação,
sofrer com dores alheias
e ocultar a própria aflição.
Ser pastor é...
morrer aos poucos,
queimando como a lenha
espargindo fumaça e luz,
cinza e calor;
depois se extinguir...
Ser pastor é prestar conta
das ovelhas do Senhor.
De não ter feito o suficiente,
orado, pregado e visitado;
ensinado tudo,
removido o véu da ignorância.
Ser pastor é guardar a esperança
no perdão que prega:
na graça de Jesus Cristo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

ECUMENISMO, UNIFICAÇÃO E RELIGIÃO UNIVERSAL


Anatote Lopes da Silva

Existem religiões surgidas nos últimos 40 anos com uma proposta de religião universal. Será possível mesclar todas as religiões e criar uma única religião universal? Um dia será possível unificar as religiões com teologia ou regras abrangentes, e, impor limites à influência dos tais “cristãos obscurantistas, negacionistas e fundamentalistas”?

O homem é por natureza religioso e político. Em busca da solução de problemas comuns a todos os seres humanos, vai além da barreira da divergência, pior ainda, tem de enfrentar o autoritarismo que visa a exclusão do diferente e/ou divergente, pelo expediente da rotulação de negacionistas, obscurantistas, fundamentalistas, etc.

Essas rotulações são lamentavelmente desonestas. A utilização desses termos é no mínimo irresponsável é desrespeitosa. Porque nega o verdadeiro significado dessas palavras; esvaziando-as do seu sentido real na histórica, e, aqueles que deles se utilizam promovem a ignorância, obscurecem os fundamentos do saber milenar das mais diversas religiões.

Será que existe algum projeto oculto no discurso intolerante? O socialismo não combina mesmo com liberdade; ameaça até a liberdade religiosa pelo controle estatal. Parece-me que, a sanha autoritária estatizante e reguladora pretende impor a unificação das religiões para que possam controlar. Mas, será que vão conseguir?

Isto já existe no regime socialista e de alguma forma em muitos países, embora não descaradamente como apresento, mas são esforços para controlar a religião. Alguns comentaristas de diversos grupos religiosos acreditam que já começou a preparação para o governo do anticristo e da besta do Apocalipse. Será que ele já está presente, quem será?

(Continua na semana que vem.)

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

A INEVITÁVEL DIVERSIDADE DO PENSAMENTO NA DISCUSSÃO SECULAR

Anatote Lopes da Silva


No momento, não escrevo para defender a minha fé ou meu próprio pensamento. Mas, na melhor das hipóteses, contribuir com a compreensão ou aceitação da realidade: A diversidade do pensamento religioso e ideológico na discussão secular, em torno de pontos de vista sobre temas importantes, como arte, cultura, ciência.

Não somos os únicos seres pensantes que chegam a conclusões inteligentes; nossas conclusões inteligentes apresentam pontos de vista diferentes e divergentes. Estes pontos de vista são político-ideológicos e/ou religiosos, os quais, só às vezes são convergentes, quase sempre são diferentes e divergentes.

As divergências religiosas e ideológicas sempre existiram, e, não raro, resultaram inimizades. A convivência vinha melhorando, até que as divergências e inimizades entre as pessoas novamente foram cooptadas e intensificadas por exploradores de grupos sectários e ideológicos que se formaram em torno de interesses econômicos e políticos.

Nenhuma religião ou ideologia é inimiga da arte, da cultura e da ciência. Acredito que seja possível melhorar o diálogo entre as diversas áreas do saber, sem descartar a contribuição de cada grupo religioso ou ideológico que produz e incentiva a arte, a cultura e a ciência, inspira leis justas e boas obras, etc.

Não é possível acabar com as diferenças e uniformizar o pensamento político e religioso; porque existem cosmovisões diferentes. Deixem que todos apresentem suas contribuições diferentes. Em pelo menos um ponto cada um desses sistemas pode convergir e cada pessoa ou grupo, em pelo menos um ponto pode contribuir.

Felizmente, as religiões não estão acabando, muito pelo contrário, estão aumentando em número. Alguns grupos estão perdendo adeptos e outros ganhando, as mais diversas religiosidades e religiões têm ressurgido, e novas religiões em geral têm crescido. Precisamos aprender, com urgência, conviver na inevitável diversidade.

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

SÓ NOS RESTA A DEMOCRACIA DIRETA

Anatote Lopes


Por que protestam a favor do Governo enquanto os preços do gás de cozinha, da água e da luz sobem tanto?
Por que o povo brasileiro foi às ruas em todo país protestar contra o STF? Contra a perseguição política e prisão de conservadores que criticam os seus membros e a própria instituição corrompidos?
Porque o STF foi além das suas atribuições contra o presidente eleito e apoiado pelo povo que o elegeu.
O STF rasgou a Constituição, porque foi cooptado para fazer oposição política ao lado da organização criminosa.
O STF ameaça a liberdade de expressão e procura calar um lado político; certamente o oposto ao que seus ministros escolheu.
Todo o STF está em suspeição, não pode julgar.
O STF, pelo outro lado, o lado dos criminosos, solta os condenados e arquiva processos contra chefes de organizações criminosas e políticos corruptos.
O STF afronta a democracia acusando manifestações populares pacíficas de anti-democráticas.
Decisões monocráticas de ministros do STF são tomada sem o devido processo legal, simplesmente, instalando uma ditadura do judiciário no país, perseguindo e fazendo presos políticos.
O povo foi às ruas contra o STF em apoio ao Governo, porque não troca sua liberdade por um prato de comida.
Se perdermos nossa liberdade hoje, amanhã não teremos nem a liberdade e nem o que comer (olhem para Venezuela).
É melhor morrer lutando pela liberdade hoje do que morrer de fome sob escravidão.
Hoje, o STF persegue conservadores e amanhã perseguirá qualquer um de nós, basta que não nos curvemos à tirania, ante seu poder, e ousemos questionar decisões e instituições corrompidas.
Agora, só temos a possibilidade da democracia direta, do grito do povo nas ruas; pois o Congresso Nacional tem uma maioria de políticos de rabo preso.
Se a força do povo não vencer a ditadura dos togados, não teremos mais democracia.
Se os poderes constituídos não ouvirem o povo, isto já não será uma democracia.
Se eles, os tais ministros e as organizações criminosas vencerem, todos perderão...

sábado, 12 de junho de 2021

PARA MELHOR E NÃO PARA PIOR

Anatote Lopes da Silva

“17 Nisto, porém, que vos prescrevo, não vos louvo, porquanto vos ajuntais não para melhor, e sim para pior. ”
I Coríntios 11.17


Paulo sobe o tom na epístola e diz que, quanto ao modo que participavam da Ceia do Senhor, ele não tinha elogios a fazer; porque não estavam se tornando pessoas melhores; isto é inadmissível (1Co 11.17). Paulo fala a verdade para eles, porque, se dissermos que amamos alguém, mas não falamos a verdade para essa pessoa, nosso amor é fingido.

Quando a palavra vem do bico doce, sempre com suaves lisonjas e nunca com graves exortações, o engano do pecado vai endurecendo os corações. O que somente palavras de exortação pode evitar: “exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hb 3.13).

A verdade deve ser dita em amor. Quem diz que ama e não fala a verdade não ama de verdade. Se alguém que amamos tomar o rumo errado, devemos ter compaixão por essa pessoa, e tentar tirá-la do caminho mau. Conhece alguém que está na dúvida quanto ao caminho que vai seguir? “E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida; salvai-os, arrebatando-os do fogo” (Jd 22,23).

A realidade celebrada na comunhão da igreja é um resultado da exortação bíblica e em amor. Princípios bíblicos são aplicados a vida, de tal maneira que, vivemos na comunidade cristã um verdadeiro e genuíno amor cristão. “Mas seguindo a verdade em amor cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo” (Ef 4.15).

sábado, 23 de janeiro de 2021

SERVIR E CURAR: NOSSA RESPONSABILIDADE

Anatote Lopes


Servir e curar não é uma sugestão entre outras, mas é um mandamento do nosso Senhor. Nós temos esta obrigação. Não procuramos explorar as fraquezas e necessidades dos outros; satisfazer as carências das pessoas para poder pregar o Evangelho.

Nenhum mandamento é tão popular como o do amor. Mas, o amor verdadeiro não se expressa apenas com palavras; quem ama cuida; age a favor da vida e do crescimento da pessoa amada. O amor que busca seu próprio interesse é falso (1 Co 10.24 e 13.5). 

O segundo dos dois grandes mandamentos diz: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. ” (Lc 10.27). Jesus ensinou com palavras e atitudes: “Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. ” (Jo 13.14). 

As pessoas ricas ou pobres podem ter carências; a igreja não pode ser dividida por classe; como igreja de rico e de pobre. Mas, naturalmente, existem carências físicas e materiais, emocionais e espirituais; na igreja os membros suprem uns aos outros. 

Temos o dever de fazer o bem a todos os seres humanos; pois Jesus esclareceu quem é o nosso próximo: não apenas os da nossa nação, família ou religião; mas, todos que precisarem do que estiver ao nosso alcance fazer, compelidos pelo amor de Deus. 

Nossa mensagem, muitas vezes, poderá ser rejeitada; nós de muitas maneiras poderemos ser perseguidos; mas, continuaremos, em obediência ao nosso Senhor, servindo e curando as pessoas. 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

A MINHA ESPERANÇA ESTÁ NO SENHOR

 Anatote Lopes 


Eram magos, segundo as Escrituras, e, Reis Magos, segundo a tradição. Deus fez aparecer a eles um sinal no céu, a fim de seguirem para encontrar o lugar onde o Rei dos reis estava. Eles seguiram a Sua estrela até Belém. 

O Senhor nos adverte não seguir a qualquer estrela; não importa quem governe o mundo; Jesus Cristo reine em nossos corações. Nossa Esperança continua em nosso Rei e Senhor Jesus Cristo. 

Quando os três magos seguiram a estrela, encontraram na casa em Belém, Maria sua mãe, com José e o menino; Jesus. Mas, a quem eles adoraram? Adoraram unicamente a Jesus! Entregaram-lhe presentes e retornaram, cuidadosamente, para não perecerem nas mãos das autoridades do mundo. 

A igreja tem de lidar cuidadosamente com as autoridades do mundo, porque elas têm inveja e ciúmes do reino de Deus e do nosso Rei, Senhor e Salvador, Jesus Cristo. 

No entanto, os magos, não bajularam e nem provocaram, propositalmente, a Herodes. Não veneraram Maria, mãe de Jesus, nem lhe deram presentes; somente a Jesus adoraram e honraram com presentes. 

Conforme está descrito: “E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra. Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra. ” (Mateus 2.10-12). 

Jesus é luz aos gentios: “Sim, diz ele: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra. ” (Is 49.6).
    
Tudo se cumpriu segundo as Sagradas Escrituras.
      
E, também, Ele é a luz das nações apresentada pelo profeta em Isaías 60.3-4: “As nações se encaminham para a tua luz, e os reis, para o resplendor que te nasceu. Levanta em redor os olhos e vê; todos estes se ajuntam e vêm ter contigo; teus filhos chegam de longe, e tuas filhas são trazidas nos braços. ” Soli Deo Gloria!

domingo, 3 de janeiro de 2021

Feliz ano novo!

Anatote Lopes


Chegamos em 2.021 com ganhos e perdas. Deus continua conosco. É que passamos pela vida, mas, ela e tudo que, aparentemente somos ou temos, realmente não nos pertence. Ganhamos para perder, e, quando renunciamos o efêmero (passageiro e sem importância espiritual) é que ganhamos as coisas eternas. Mas, Deus continua conosco.

Deus supre o mundo do necessário para a humanidade viver e repartir. Deus protege e supre a toda humanidade. Quando falta, não se deve culpar Deus, porque a culpa é da própria humanidade degenerada pelo pecado.

Confiamos no perdão e na benção de Deus. No entanto, vivemos esquecidos de quem somos e o que devemos fazer; mas se meditássemos e aplicássemo-nos nessa missão renovadora e santificadora, nós mesmos, individualmente, corrigir-nos-íamos, e, juntos, construiríamos um mundo melhor, pautado na boa vontade de Deus, a qual deve ser conhecida e obedecida.

Você não pode mudar o mundo, mas pode não se conformar com ele. Você não pode transformar os outros, mas pode transformar a si mesmo pela renovação da sua mente. Você não pode impor Deus às pessoas que o rejeitam, mas pode experimentar a sua vontade boa, agradável e perfeita. (Rm 12.1).

Não importa o quanto você diga que acredita em Deus e que ele seja tudo para você. Você tem certeza da presença de Deus em sua vida ou é como àqueles que ignoram a Sua presença?

O salmista diz: “a grandeza de Deus é vista no mundo inteiro”. (Salmo 8.1). Mas, a cegueira do pecado impede milhões de pessoas de contemplar a glória e a majestade do grande Rei pela desobediência dos que nele creem, e, consequentemente, Deus é ignorado ou negado. (II Co 5.11-17).

Deus é bom e justo, certamente, Ele não deixará impunes os hipócritas com os incrédulos. É admirável que alguém acredite que o Deus eterno e imensurável, de sabedoria e poder infinitos e inimagináveis, criador e dono de tudo, tome conselho, ou, renda-se aos caprichos e vontades de um ser limitado e incapaz de se manter vivo, de conhecer a si mesmo, e que tem por incerto cada dia de sua existência!

Para este ano que tal? Renunciar o fascínio pelo que você pensa ser, ter e conhecer e pelo que quer, para reconhecer a grandeza de Deus. Então, arrependa-se dos seus pecados, lembre-se da cruz de Cristo, por ela Deus nos dá perdão e salvação, e creia na ressurreição, pois nela temos esperança.


sábado, 26 de dezembro de 2020

NATAL O ANO TODO

Anatote Lopes


O Natal passou, mas, devemos nos lembrar todos os dias, que Deus mandou Jesus Cristo para nos salvar. Muitos se lembram do Senhor somente no Natal com canções, mensagens de esperança e gestos de bondade. Mas, rejeitam seus ensinamentos o ano inteiro.

Como viver o Natal o ano inteiro? Imitando nosso Deus! Paulo repete várias vezes para sermos como filhos amados, imitadores de Deus, a fim de provar se de fato somos seus filhos (1Co 4.16; 1 Co 11.1; Ef 5.1; Fl 3.17; 1 Ts 1.6; 4.1 e 2 Ts 3.9; etc.).

Quase todo cristão já decorou essa lição: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16).

O maior presente do mundo é a vida eterna que recebemos graciosamente de Deus. Devemos compartilhar essa benção! Como? Priorizando todos os dias o anuncio da ressurreição; a cada amanhecer, especialmente, no dia do Senhor. E, como parte da nossa imitação, conforme o exemplo de Cristo, devemos ser generosos.

Doação é consequência do amor. O verdadeiro cristão realmente tem o coração cheio do amor de Deus, pois “o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo” (Rm 5.5). Afinal, aprendemos com Deus a sermos doadores.

Quem doa acumula riqueza que não se extingue. Não se doa por ser rico materialmente, mas, por ser rico espiritualmente. A avareza é um sintoma da apostasia e da frieza espiritual, independente da condição econômica.

Doemos nosso tempo, energia, dinheiro, e todos os recursos para socorrer os necessitados e melhorar o mundo ao nosso redor. Doar é expressão de fé na multiforme graça de Deus, o Supremo Doador e Sustentador da Vida.

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

O NASCIMENTO DE JESUS, O EMANUEL

Anatote Lopes



O nascimento de um herdeiro real para o trono de uma nação era considerado um sinal de esperança; significando que, Deus não abandonou o seu povo; proveu à nação um sucessor legítimo. Era um sinal de que Deus está com o Seu povo e os livra de cair nas mãos dos cruéis estrangeiros ou da tirania dos poderosos.

Segundo a profecia: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” (Is 7.14). Acreditava-se que esta profecia se cumpriu no nascimento de um menino da casa real, nos dias do profeta.

As profecias tais como: “O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos. ” (Gn 49.10) referem-se à casa de Judá e seu reinado eterno sobre todos os povos, da qual descende Jesus, o Cristo.

Deus está com o Seu povo e por isso o trono não ficará vago. Deus não deixará o trono de Israel sem um sucessor da casa de Davi. Parece que isso teria acontecido, mas não pode ser; pois o profeta anunciou de forma precisa o nascimento de Jesus, filho de Davi.

O Rei eterno, Jesus, nosso Senhor, nasceu da virgem Maria, por obra do Espirito Santo. Ela deu à luz àquele que é “Deus conosco”. O anjo anunciou a José o nascimento de Jesus como cumprimento dessa profecia:

“Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)." (Mt 1.22, 23).

Anunciamos o nascimento do nosso Rei, seu reino perfeito de paz e de glória é maior do que o reino de Davi na sua era de ouro. Pois Ele é “Deus conosco”. Deus nos enviou seu próprio filho, Emanuel. Ele habitou entre nós encarnado, cheio de graça e verdade.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

DIA DA REFORMA PROTESTANTE


Por Anatote Lopes 


A data comemorativa da Reforma Protestante é 31 de outubro. Neste dia no ano de 1.517 ocorreu, literalmente, a pregação, com martelo e pregos de um cartaz na porta da igreja em "Wittenberg" das 95 teses sobre a questão das “indulgencias da igreja”; escritas em papel pelo monge agostiniano Martinho Lutero. 

Na ocasião, as indulgências eram vendidas com a finalidade de arrecadar para construção da basílica de São Pedro em Roma. Mas, um monge de origem camponesa, cujo pai tinha se tornado mineiro, ousou discordar do Papa. Quem imaginava que este simples ato afetaria tanto, a ponto de mudar o mundo todo?!

O monge convidava um debate público local. O debate foi proibido, mas o poder do Papa e de seus cardeais e suas tradições não impediram o que veio acontecer: A imprensa recém inventada por "Gutenberg" permitiu que suas teses fossem reproduzidas com velocidade e distribuídas como panfletos por toda a Europa. 

O contexto cultural, social e político da Europa foi favorável às ideias de Lutero. No entanto, dividir a Igreja não era a intenção. A Igreja tentou calar o monge, primeiramente, oferecendo-lhe a posição de cardeal. Mas ele não aceitou. Então, condenaram-no à morte e ordenaram a destruição de suas obras.

Lutero era doutor da Igreja Católica Apostólica Romana e desejava que ela refletisse sobre sua própria apostasia e se reformasse; voltasse à Bíblia. Roma resistiu por orgulho e vaidade. Mas, quando Deus quer, Ele faz: Não conseguiram matar Lutero, e, quebrou-se a hegemonia da igreja papista internamente tão dividida. Em pouco tempo, a metade da Europa subscrevia as proposições da Reforma.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

O QUE É PECADO?

Por Anatote Lopes


Desde a queda no Édem a humanidade tem sido enganada com a presunção de que Deus deixará impunes os pecados. A Palavra de Deus tem sido desobedecida porque o ser humano decidiu desprezar a Verdade e conhecer por si mesmo o que é o bem e o mal. Desprezando a Árvore da Vida, Jesus: o Caminho, a Verdade e a Vida; aquele que é o Cristo. Nosso Senhor e Salvador.

No campo religioso brasileiro permeou crenças e filosofias que negam a existência do pecado. Os cristãos sob tais influências não querem mais ouvir falar em pecado. Até mesmo os pregadores querem falar de graça e salvação sem tocar no assunto arrependimento e perdão, e cativar ouvintes indispostos para ouvir a verdade. 

Negar a existência do pecado não nos livrará das suas consequências. Mas, afinal o que é pecado? A resposta a esta pergunta no Catecismo Maior expressa que, “pecado é a falta de conformidade com a lei de Deus ou a transgressão de qualquer lei por Ele determinada como regra à criatura.” Nas Escrituras pecado é definido claramente como a transgressão da lei em I João 3.4. 

A falta de conformidade com a lei é tão pecado quanto a sua transgressão deliberada; conforme Gálatas 3.10, 12. Significa que, não somente quando agimos em flagrante desobediência aquilo que a lei de Deus proíbe, mas, também, quando deixamos de agir em obediência aquilo que está ordenado na lei. O mero deixar de fazer o bem é pecado (Tiago 4.17). 

Ninguém está isento de culpa quanto à transgressão porque a lei fixa na mente e na consciência a impressão do pecado (Romanos 5.13). A boa nova do evangelho é que nós fomos salvos pela graça mediante a fé; o que inclui o dom do Espírito Santo; cremos na nossa Salvação anunciada na mesma fonte de revelação, a qual nos ensina que fomos salvos para fazer tudo para a glória de Deus.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

FLORDELIS: O QUE EU TENHO COM ISSO?

Por Anatote Lopes 


O assunto em pauta é o caso Flordelis... pude notar nas redes sociais acusações à consciência dos crentes; como se cada um tivesse culpa no caso. Notei também alguns que, buscando outros casos, em outras religiões, tentaram impingir o mesmo sentimento de culpa nos seus adeptos. Que canoa furada! Quanta crueldade e exploração do sentimento de culpa alheio.

Onde eu já vi isso? Ah! Na mentalidade esquerdista enaltecedora da culpa coletiva que fundamenta e perpetua as políticas sociais de reparação. Essa responsabilização coletiva aplicada atribui a culpa aos evangélicos, segue na esteira da polarização política, e, pretende identificar os evangélicos coletivamente como direitistas. 

Os evangélicos têm tanta culpa no caso Flordelis, quanto os descendentes de alemão têm culpa nos horrores do holocausto, e, os descendentes dos pioneiros do período colonial têm culpa nos horrores da escravidão. Nenhuma. Além da queda e da solidariedade universal na culpa e na corrupção coletiva em decorrência do pecado original.

De fato, quando nosso irmão recebe uma honra, se é contemplado com uma nomeação ou condecorado por um ato heroico ou qualquer outro mérito próprio do indivíduo, então ficamos tão orgulhosos, mas se praticar um ato vergonhoso, nós sentimos profunda vergonha; mesmo que não tenhamos qualquer cumplicidade no caso. 

Qual deve ser nossa atitude diante deste caso? Diante dos pecados de toda humanidade? Primeiro, cabe uma reflexão. Pesar os erros dos outros só nos ajuda a não cometer os mesmos. Nossa humanidade está sujeita a queda; então: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia. ” (1Coríntios 10.12). 

Quando nos cercam maus exemplos, inevitavelmente, somos assaltados por um sentimento de desonra familiar. Solidarizar-se pelo sentimento de culpa ainda é mais nobre do que atirar pedras, festejar sobre túmulos e levar vantagem do infortúnio alheio. 

Não devemos simplesmente agir como Pilatos, lavar as mãos e se dizer inocente no caso (Mateus 27.24). Não podemos manter uma atitude covarde e inerte diante de qualquer injustiça. Do alto do meu farisaísmo até pensei: 'Não tenho nada com isso, pois na minha igreja não tem sequer pastora! Será que devo me sentir responsável?'

Não, mas, diante de um escândalo nacional não podemos ficar indiferentes. Este sentimento de vergonha reside no senso de responsabilidade pelos outros seres humanos, e nos faz melhores, mais atuantes e vigilantes. Ninguém deve chegar diante da comunidade escandalizada e dizer que não se afeta, que permanece indiferente. 

Paulo se põe como um exemplo de auto responsabilização solidária; quando escreve 2 Coríntios 11.28-29: “Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas. Quem enfraquece, que também eu não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me inflame? ” 

Jesus Cristo sobretudo, nosso maior exemplo; carregou a culpa de toda humanidade, como Isaías havia profetizado: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. ” (Isaías 53.5) e (12) “foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu. ”.

Parece que nosso fardo nos últimos dias ficou mais pesado; mas, não podemos nos esquecer que, não somos inocentes como Jesus Cristo; que sofreu por causa dos nossos pecados sem culpa alguma; não se trata dos pecados dos outros somente. 

O escândalo dos outros serve para nos despertar e também nos fazer olhar para nossas próprias faltas ("Examine-se, pois, o homem a si mesmo" (1Co 11.28), as quais julgamos menores e por isso não sofremos por elas, a fim de confessarmos, e, assim, experimentarmos, mais da graça e do amor de Deus.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

CUIDADO COM O ZELO SEM AMOR

Por Anatote Lopes



Não me excluo ao falar uma palavra de correção. Que sirva para quem quiser, não importa de qual religião seja. 

Portanto, digo o que o Espírito Santo fala antes comigo, e, assim, a começar em mim, levo a sério esta correção. 

Se não servisse primeiro para mim não a comunicaria aos outros.

Esta correção parte da exortação que se acha em Romanos 12.9: “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem” para enfrentar o problema do radicalismo ou fanatismo religioso caracterizado pelo “purismo”.

Paulo já havia denunciado o purismo por esta epístola no comportamento dos judeus e dos cristãos de origem judaica residentes em Roma.

Ainda que, também seja um problema existente nas religiões politeístas, refiro-me ao purismo nas religiões monoteístas: no cristianismo, no judaísmo e no islamismo.

Purismo é quando reivindicamos ser mais puros uns que os outros na prática, nos costumes, na liturgia, nos cultos mais puros, etc.; o que nos separa até no interior de cada religião.

Não digo que toda virtude de pureza seja radicalismo ou que a pureza não possa ser cultivada, que a ideia não tenha uma lógica que afete em níveis saudáveis a nossa fé, costumes e relacionamento com Deus, tanto particular, quanto comunitário.

Sou pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, a qual é herdeira histórica de uma boa tradição puritana que nos ensina o zelo com amor. Ainda assim, sinto que está faltando esta útil ressalva para nós hoje.

Desejo despertar especialmente você que é religioso, católico, evangélico, pentecostal, tradicional ou reformado demais. Que tentando ser zeloso se aproxime do zelo sem amor.

Faço questão de fazer este alerta ao radicalismo que milita contra a heresia, a imoralidade, a corrupção e a idolatria dos outros de forma tão apaixonada, e, não raro, violentamente.

Não estou desconsiderando o devido zelo que devemos ter pelos outros, quanto a fé, porém, o qual NUNCA deve ser um zelo sem amor.

Jesus condenou essa postura em Mateus 5.43: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. ” Isto quer dizer que, construímos vínculos de amor, tradicionalmente, com àqueles que chamamos de nossos próximos (parentes, conterrâneos, irmãos de causa ou de fé) e rompemos por ódio com outros.

Somos gentis e amáveis com os quais sejamos recíprocos no amor, isto é, dedicamos amor uns para com os outros, no mesmo nível, desde que sejam da mesma fé, opinião ou cosmovisão nossa.

Esse tipo de amor é tão natural que, qualquer ser humano, mesmo sem religião ama os da sua própria casa; mas, até um cachorro ama aos da sua própria casa.

Não é raro excluir, discriminar, segregar, odiar e construir inimizades por causa das nossas diferenças físicas, culturais e espirituais, mas o amor cristão verdadeiro inclui os que não são da nossa fé.

O amor cristão não é apenas dirigido aos que sejam cristãos, nem podemos dizer, até pelos que não sejam, mas, especialmente, até quando eles se tornam nossos inimigos e perseguidores.

Jesus disse: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; ” (Mateus 5.44).

Conforme o ensino de Jesus Cristo devemos amar de forma contrária à inclinação natural de amarmos apenas os da nossa própria casa.

Nosso Senhor a quem confessamos como nosso Salvador é o modelo de amor para todos nós. Ele disse: “assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. ” (João 13.34).