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quinta-feira, 26 de março de 2015

VERDADES E MITOS SOBRE A PÁSCOA


Por Augustos Nicodemos Lopes

Nesta época do ano celebra-se a Páscoa em toda a cristandade, ocasião que só perde em popularidade para o Natal. Apesar disto, há muitas concepções errôneas e equivocadas sobre a data.

A Páscoa é uma festa judaica. Seu nome, “páscoa”, vem da palavra hebraica pessach que significa “passar por cima”, uma referência ao episódio da Décima Praga narrado no Antigo Testamento quando o anjo da morte “passou por cima” das casas dos judeus no Egito e não entrou em nenhuma delas para matar os primogênitos. A razão foi que os israelitas haviam sacrificado um cordeiro, por ordem de Moisés, e espargido o sangue dele nos umbrais e soleiras das portas. Ao ver o sangue, o anjo da morte “passou” aquela casa. Naquela mesma noite os judeus saíram livres do Egito, após mais de 400 anos de escravidão. Moisés então instituiu a festa da “páscoa” como memorial do evento. Nesta festa, que tornou-se a mais importante festa anual dos judeus, sacrificava-se um cordeiro que era comido com ervas amargas e pães sem fermento.

Jesus Cristo foi traído, preso e morto durante a celebração de uma delas em Jerusalém. Sua ressurreição ocorreu no domingo de manhã cedo, após o sábado pascoal. Como sua morte quase que certamente aconteceu na sexta-feira (há quem defenda a quarta-feira), a “sexta da paixão” entrou no calendário litúrgico cristão durante a idade média como dia santo.

Na quinta-feira à noite, antes de ser traído, enquanto Jesus, como todos os demais judeus, comia o cordeiro pascoal com seus discípulos em Jerusalém, determinou que os discípulos passassem a comer, não mais a páscoa, mas a comer pão e tomar vinho em memória dele. Estes elementos simbolizavam seu corpo e seu sangue que seriam dados pelos pecados de muitos – uma referência antecipada à sua morte na cruz.

Portanto, cristãos não celebram a páscoa, que é uma festa judaica. Para nós, era simbólica do sacrifício de Jesus, o cordeiro de Deus, cujo sangue impede que o anjo da morte nos destrua eternamente. Os cristãos comem pão e bebem vinho em memória de Cristo, e isto não somente nesta época do ano, mas durante o ano todo.

A Páscoa, também, não é dia santo para nós. Para os cristãos há apenas um dia que poderia ser chamado de santo – o domingo, pois foi num domingo que Jesus ressuscitou de entre os mortos. O foco dos eventos acontecidos com Jesus durante a semana da Páscoa em Jerusalém é sua ressurreição no domingo de manhã. Se ele não tivesse ressuscitado sua morte teria sido em vão. Seu resgate de entre os mortos comprova que Ele era o Filho de Deus e que sua morte tem poder para perdoar os pecados dos que nele creem.

Por fim, coelhos, ovos e outros apetrechos populares foram acrescentados ao evento da Páscoa pela crendice e superstição populares. Nada têm a ver com o significado da Páscoa judaica e nem da ceia do Senhor celebrada pelos cristãos.

Em termos práticos, os cristãos podem tomar as seguintes atitudes para com as celebrações da Páscoa tão populares em nosso país: (1) rejeitá-las completamente, por causa dos erros, equívocos, superstições e mercantilismo que contaminaram a ocasião; (2) aceitá-las normalmente como parte da cultura brasileira; (3) usar a ocasião para redimir o verdadeiro sentido da Páscoa.

Eu opto por esta última.

quinta-feira, 19 de março de 2015

UNIDADE NA VERDADE E COMEMORAÇÃO DA DIVISÃO


Por Anatote Lopes​

Jesus Cristo fez uma oração, a qual está registrada no Evangelho de João, chamada de Oração Sacerdotal, na qual Ele ora pela unidade da Igreja; preocupa-nos muito, porque ela está visivelmente dividida. Também nos perguntamos: Deus atendeu a oração de Jesus? Já que a igreja, a qual se vê está tão dividida o quanto poderia estar. Isso nos preocupa, e se não estivermos obedecendo a Jesus? Ou, se estivermos abandonados pela graça de Deus?

Talvez você esperasse um texto ecumênico até aqui, e daqui para frente eu começo a decepcionar o meu leitor. A separação não é destrutiva, mas construtiva, está redefinindo o que é ser Igreja e identificando quem é parte da verdadeira Igreja que, está militando para unir e edificar a Igreja na Verdade. Por isso a igreja visivelmente está sendo dividida e dispersa para evidenciar quem é a verdadeira Igreja.

Correu a notícia nas redes sociais a respeito da posição da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América (PCUSA), muitas pessoas comentaram e muitos amigos me questionaram sobre a notícia da ordenação de pastores homossexuais na PCUSA. Neste momento a divisão é celebrada, apesar da situação atual da igreja mãe da nossa denominação ser lamentável. A Igreja Presbiteriana do Brasil persevera como uma igreja conservadora, enquanto a denominação americana que, não nos representa e nem temos comunhão com ela apostatou.

Como igreja mãe, com a qual rompemos hoje a PCUSA está para nós como Roma (ICAR) está para todos os protestantes. Nós lamentamos e protestamos contra as doutrinas e práticas de todas as igrejas e seitas apóstatas em todas as épocas e nações, a favor da autoridade bíblica e do princípio SOLA SCRIPTURA, o qual tem sido abandonado por muitas igrejas, trazendo essas consequências.

Uma leitura atenciosa do Evangelho de João esclarece que a unidade não se vive a qualquer preço; não podemos sacrificar a Verdade para celebrar uma unidade mentirosa. Pois a unidade da Igreja segundo João 16.13 fica estabelecida sobre a Verdade. Na oração sacerdotal de Jesus pela unidade cristã nosso Senhor ora ao Pai dizendo: “santifica-os na Verdade, a tua Palavra é a Verdade” (João 17.17).

O mundo prega não haver verdade, e a autoridade das Escrituras é relativizada; não podemos nos unir cada um na sua própria verdade porque as Escrituras nos apontam qual é a Verdade que nos une. O que o mundo prega exige sacrificar ou calar a Verdade em seu nome; isto é, em nome da unidade, outras vezes da tolerância e até do amor. A Igreja de Cristo, sob Seu nome, não está edificada sobre uma mentira, pois Ele mesmo é o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14.6).

sexta-feira, 13 de março de 2015

A ÉTICA PROTESTANTE E A PARTICIPAÇÃO POLÍTICA


Por Anatote 

Encontramos na Teologia Reformada e na vida dos reformadores, e, posteriormente, dos calvinistas, as doutrinas da vida cristã e a ética social protestante; um testemunho a favor do engajamento em reformas estruturais da religião, da sociedade e do Estado. O protestantismo não falou em ética somente para fazer apologética diante da nova ética proposta pela Teologia da Libertação – TL. O protestantismo nunca excluiu a participação dos cristãos na política, antes, tem como missão no Mandato Cultural. A espiritualidade protestante é vivida em todas as áreas da ciência, da economia e da política, orientada por uma ética do trabalho responsável e disciplinada, como serviço prestado a Deus.

A Igreja está inevitavelmente envolvida nos movimentos econômicos e políticos da história. Nem sempre de forma negativa como afirmam os seus opositores. Os protestantes contribuíram na história como força permanente de transformação política e social, no advento da democracia moderna, na garantia das liberdades individuais e dos direitos humanos, com um papel fundamental na primeira abolição da escravatura, e por incrível que possa parecer aos defensores modernos do Estado Laico, na luta contra a ameaça teocrática, pela independência da Igreja do Estado. A teocracia calvinista é um mito. Infelizmente, podemos constatar a expansão missionária do protestantismo junto com a penetração colonial dos países europeus e dos Estados Unidos na America Latina e na África, os quais se enriqueceram à custa da exploração dos países pobres, observa Rubem Alves, um dos expoentes da TL, banido da Igreja Presbiteriana do Brasil por heresia, em seguida, este erudito pastor foi relegado e discriminado por ser protestante pela mesma TL sob a acusação de Frei Beto de ter escrito a sua teologia nos Estados Unidos.

Rubem Alves analisou a ética social protestante e escreveu sobre a circunstância em que veio a ser articulada. Afirmou que a consciência dos problemas sociais econômicos e políticos a partir de 1950 levou o protestantismo a dar os primeiros passos na formulação de um projeto para o Brasil, a despeito da resistência da ética social reduzida à máxima: “Converta-se o individuo e a sociedade se transformará” que, confrontava a nova ética articulada a partir de 1950, a qual defende que não basta o trabalho responsável e disciplinado, propõe mudar as estruturas econômicas e políticas.

Na composição da nova ética está uma teologia (Teologia da Crise) forjada em meio às grandes crises europeias “– a Primeira Guerra Mundial, a Revolução Comunista, a Segunda Guerra Mundial –,” Rubem Alves escreve:

“situações em que a Igreja se viu envolvida, contra a sua vontade, nas correntes da história. A passiva atitude dos protestantes na Alemanha, silenciosos, na melhor das hipóteses ativamente apoiando o nascimento e o desenvolvimento do nazismo, levantou sérias questões acerca das responsabilidades políticas dos cristãos. Pode a Igreja silenciar quando seis milhões de judeus estão sendo exterminados, alegando que a sua competência se restringe ao reino espiritual, sendo-lhe vedado envolver-se na política? Não. O Deus de Jesus Cristo implica uma radical negação de todos e quaisquer poderes totalitários, e, portanto, a relação do cristão com a ordem política não pode ser de ajustamento, mas antes de tensão crítica.”


Rubem Alves afirma que entra na composição da ética social protestante a Teologia Bíblica, apontando para os profetas que, confrontaram sacerdotes e reis, concluiu-se que, “a fé em Jesus Cristo tem de se expressar em termos de responsabilidade social”. Também citou o movimento ecumênico como importante elemento na construção desta ética, o qual, segundo ele, “iniciou com a preocupação pelas divisões da Igreja, através de todo mundo”, pois busca a reconciliação entre os povos. Ainda que alguém pense nas alternativas de participação e não participação política, neste ponto, concordamos, existem, inevitavelmente, apenas duas alternativas: “a participação responsável e consciente e a não participação irresponsável e não confessada.”

A crítica feita à ética social protestante pela nova ética afirma que a prioridade da Igreja não seja a salvação do corpo, mas uma antropologia teológica dualista que, separe o homem de seu corpo, não é protestante, mas gnóstica. Cremos na ressurreição do corpo. Mesmo antes da Teologia da Crise e do Movimento Ecumênico já existia uma ética protestante com a pressuposição de que a Igreja deveria ser um dos instrumentos para a promoção de justiça e bem-estar. O entendimento de Rubem Alves de que para o protestantismo a única tarefa que a Igreja se pôde propor foi de salvar almas e que entende as estruturas como produto da providencia e que não assumimos o papel de transforma-las, foi sem dúvida provocada não por uma ética social, mas por uma apologética frente a TL. Ao desqualificar a pretensão da nova ética social a Igreja sofreu e ainda sofre as consequências da não participação irresponsável e não confessada.

quinta-feira, 12 de março de 2015

OS DIREITOS DOS ESQUERDISTAS














Por Anatote Lopes

Os esquerdistas têm todos os direitos a mais que os outros, e a garantia a estes e a todos os demais direitos omitidos nesta lista:

a) O direito de negligenciar a todos os deveres e negar os direitos de quem quer que seja;

b) O direito de mentir quando lhe for conveniente;

c) O direito de cometer crimes e ficar impune;

d) O direito de defender terroristas em geral, inclusive radicais islâmicos e bandidos ligados às organizações criminosas que estupram e executam principalmente crianças e cristãos, identificando as reações contra assassinos, traficantes, estupradores e terroristas como conservadoras, sionistas e violação dos direitos humanos;

e) O direito de praticar explicitamente todo tipo de imoralidade, calar toda forma de censura e fazer todos os seus discordantes parecerem pessoas más e homofóbicas;

f) O direito de usar todos os meios ilícitos de forma justificável quando os fins sejam justificados pela alegação da causa maior da justiça social e do amor;

g) O direito de tornar todo o mau em bem: crime em heroísmo, imoralidade em amor, ilegalidade em moralidade, mentira em verdade e de fazer o que quiser em nome dos fins alegados de justiça social e de amor;

h) O direito de classificar as vozes dissidentes de elites do sudeste, do sul, colonialista, branca, racista, fascista, etc., mesmo quando o seu interlocutor for negro ou nordestino;

i) O direito de não ficar um só dia sem lembrar a escravidão dos negros do Brasil e de reivindicar todos os dias as reparações das injustiças histórias contra uma raça, e de sufocar as vozes que, denunciarem a escravidão indígena e de outros grupos étnicos no passado e no presente na China, na Coreia do Norte e em outros lugares, principalmente em países comunistas;

j) O direito de tirar os direitos dos outros quando não forem dos nossos, classificando os "sem direitos" como elites, burguesia e classe média raivosa;

k) O direito de ter mais direitos do que os outros;

l) O direito ao mimimi nas redes sociais: “Coxinha!” “Reaça!” “Racista!” “Fascista!” “Homofóbico!” “Fundamentalista!” “Opressor!” “Repressor!” “Golpista!” “Impitiman é meu zovo!”.

Parágrafo Único: O direito do esquerdista está acima da lei.

terça-feira, 10 de março de 2015

COMO ENCARAR O PAPEL DAS FORÇAS MILITARES NAS MANIFESTAÇÕES DO DIA 13 E 15 DE MARÇO


Não defendo intervenção militar constitucional porque acredito numa saída democrática para a crise atual. Apoio as manifestações porque elas são democráticas. A expectativa daqueles que pedem intervenção militar é que os militares batam em quem eles quiserem e não em quem o governo petista mandar.

Qual é a diferença da ditadura militar do passado para a “democracia” petista do presente? Sem entrar na questão da guerra por questões ideológicas e de disputas pelo poder entre os militares capitalistas e os guerrilheiros comunistas, quanto às manifestações NÃO TEM NENHUMA DIFERENÇA; exceto que, aqueles que apanharam dos militares no passado porque se manifestaram podem dar ordens aos militares hoje para baterem nos manifestantes.

A situação hoje tem o agravante das milícias de esquerda insufladas pelo discurso de racismo, ódio e inveja contra uma suposta elite branca, o que historicamente, se constitui em ingrediente explosivo para uma guerra civil.

Diante disso os movimentos contra a corrupção que protestam contra o governo buscaram garantias de segurança para os manifestantes junto às policias militares, mas, nós sabemos muito bem que, em caso de distúrbio civil os procedimentos militares para dispersar a multidão são padronizados, insensíveis e truculentos.

Deixo uma dica básica para a sua segurança: Quando a tropa de choque, estiver em formação e derem gritos de guerra para o Controle de Distúrbio Civil, não entrem em confronto com os militares, nem tentem dialogar, mas, entendam que é hora de dispersar a multidão; deixem as bombas de gás lacrimogêneo, os spray's de pimenta, as balas de borracha e os cassetetes elétricos para os milicianos do MST e do Black Bloc’s.

O QUE É ISSO COMPANHEIRO?


O QUE É ISSO COMPANHEIRO?
DILMA DISSE QUE NÃO VAI ADMITIR VIOLÊNCIA, SERÁ QUE ELA ESTAVA FALANDO DISSO?



Anatote Lopes







quarta-feira, 4 de março de 2015

UM ‘PERFUME’ PELO DIA INTERNACIONAL DA MULHER


À Juliane Lopes e a todas as mulheres que compartilham conosco da graça da Vida,
“Gaio – Proponho-me agora falar em nome das mulheres, para lhes tirar dos ombros a vergonha. Pois assim como a morte e a maldição entrou no mundo por causa da mulher, também dela vieram a vida e a saúde. Deus enviou seu Filho, nascido de mulher (Gl 4:4).
– Para mostrar o quanto as que vieram depois abominavam o ato da sua mãe – continuou –, no Antigo Testamento, as mulheres desejaram filhos na esperança de que uma delas fosse, quem sabe, a mãe do Salvador do mundo. E digo mais. Quando veio o Salvador, foram as mulheres que se alegraram nele, antes mesmo dos homens e dos anjos.
– Nunca li que homem algum tenha dado a Cristo sequer um centavo – acrescentou ele –, mas as mulheres o seguiam e o serviam, dando-lhe o que tinham. Foi uma mulher que lhe lavou os pés com lágrimas, e também uma mulher que lhe ungiu seu corpo para o sepultamento.
– Eram mulheres que choravam quando ele se encaminhava à cruz – disse –, e foram mulheres que o seguiram depois de descido da cruz e fizeram vigília diante do sepulcro onde ele foi enterrado. Quem primeiro encontrou a Cristo depois da ressurreição também foram as mulheres, e elas levaram aos discípulos a notícia de que ele havia ressurgido dos mortos. As mulheres, portanto, contam com muitas dádivas de Deus, e mostram com isso que compartilham conosco da graça da Vida.”
“Pois que todas as doutrinas desta vida gerem em você maior desejo de sentar-se à mesa da ceia do Senhor”
Dedico-lhe por ocasião do Dia Internacional da mulher este ‘extrato’ de: “A Peregrina”, de autoria de John Bunyan.

Anatote Lopes

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

“VALEU GALERA! FUI...”


Por Anatote Lopes


É preciso a força do amor de Deus em nossos corações para estarmos prontos a nos despedirmos das pessoas, dos lugares aprazíveis e dos tesouros que amamos para seguir a Jesus; quando e quantas vezes a circunstancia nos exigir; “Porque, onde estiver o seu tesouro, ali estará também o seu coração” (Lc 12.34).

A menor dificuldade do cristão verdadeiro é a superação do desanimo diante das ‘complicações’ da vida, por exemplo: relacionamentos, família, finanças e saúde; mas, se não estamos preparados para superar as complicações que surgem nestas áreas, não podemos dizer que estamos preparados para confessar a Cristo diante das ameaças de morte! O nosso desanimo diante de dificuldades cotidianas, indica que amamos mais aos nossos amores, amigos, familiares, bens, prazeres e o nosso próprio corpo e nome diante do mundo, mais do que a Cristo.

Jesus Cristo disse: "Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim." (Mt 10.37). Certamente, não são dignos d’Ele quem amar mais às pessoas, patrimônio e até a igreja, mais do que a Ele, quanto mais quem amar ao que não lhe pertence, o dinheiro ilícito e os prazeres do próprio corpo e se entregarem à corrupção e aos pecados sexuais.

Serão os salvos por Jesus Cristo todos aqueles que o amarem mais do que a seu pai e a sua mãe, e a seu filho e a sua filha, para entrarem pela Porta e Caminho da Salvação, os quais se tornaram seus discípulos, a quem ele prometeu: "Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo" (Jo 14:3).

Existe uma Porta Estreita de um Caminho apertado e são poucos os que acertam com Ela (Mt 7.14). Os que entram por esta porta recebem o dom do Espírito Santo: o arrependimento de seus pecados; concedido pela graça de Deus; arrepender-se de seus pecados, especificamente de terem desprendido amor por este mundo e pelo povo destinado a destruição, mais do que Àquele que nos amou e a si mesmo se entregou por nós, em sua encarnação e morte numa Cruz, para ressuscitar e resgatar a muitos do pecado e da morte, esta infeliz condição em que se encontram todos os seres humanos.

Peça perdão a Deus, e que Ele derrame de seu amor em seu coração, para que possa amar o suficiente ao seu próximo e a Deus sobre todas as coisas, para entrar no Reino de Deus (Mt 22.36-40). O perdão é o dom gratuito de Deus e a salvação pela graça em nosso Senhor Jesus Cristo, logo, quantos forem os salvos virão a Jesus, a Porta (Jo 10.9), entrarão por Ela e serão recebidos (Sl 51.17; Jo 6.37; Ef 2.8).

Graças a Deus que nos dá a vitória em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, pois a nós é imputada a Justiça mediante a fé (Gn 15.6; Jo 3.18; Mc 16.16), portanto "Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12:14).

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O CONHECIMENTO DO NATAL

por Anatote Lopes

É tempo de Natal! Desde o século IV, chamado de tempo do Advento, as quatro semanas que antecedem a comemoração do nascimento do Filho de Deus. O Natal começou a ser comemorado em um contexto de imposição imperial romana e de sincretismo religioso. Mas, devemos pensar em Jesus Cristo e obedecê-lo todos os dias. Logo, não é errado comemorar a primeira vinda do nosso Salvador, em qualquer dia, já que o nascimento do Filho de Deus se torna uma ocasião para o culto, uma vigília de oração e adoração e para a pregação do Evangelho, na narrativa do primeiro Natal.

É tempo de cantar hinos de Natal, ornamentar o ambiente e fazer uma alegre festa. Que seja uma comemoração e anunciação do Evangelho, da esperança da volta gloriosa do nosso Senhor, da Nova Jerusalém, onde habita a justiça e a paz, dos novos céus e da nova terra onde haverá júbilo e regozijo para sempre. Um futuro sem tristeza, dores, prantos, porque as primeiras coisas passarão e não haverá mais lembranças delas porque tudo se fará novo. (Ap 21.2 e 4).

Conservem-se “íntegros e irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”( I Ts 5.23); fujam da sedução do consumismo e do desperdício, pois estas coisas não tem nada haver com o Natal de Jesus Cristo. É fato que não temos uma proibição bíblica para a tradicional festa de troca de presentes realizada no Natal, então, que se faça fora do ambiente do Culto, o qual deve ser prestado somente a Deus. Não nos esqueçamos de trazer nossas ofertas, como fizeram os magos que, presentearam o Salvador. As cidades ficam iluminadas com as luzes e as cores e as lojas ficam cheias, e, nessa correria há quem se esqueça de Jesus, mesmo que Ele de nada necessite. Não se angustie com o excesso de compras, por trocar de carros, evite o consumo de supérfluos e o comer demais e o beber demais, pois Deus não se alegra disso. Evite o velho barbudo de vermelho, o tal de Papai Noel, ele não passa de uma lenda que distrai as pessoas do verdadeiro sentido do Natal. Ninguém distribui presentes num treno puxado por renas para as crianças pobres; todo bem deve ser feito generosa e obedientemente a Jesus Cristo e os Seus Mandamentos, não somente no Natal, lembre-se das pessoas que moram nas ruas e no sertão, sob o sol forte, passando fome e frio, em vez de desperdiçar doe.

Pensemos no Novo Céu e na Nova Terra, mas até a volta de Cristo, os pobres existirão e pela atenção dada a eles nossa fé é provada. Sempre existirão corruptos no mundo fingindo estar preocupados com os pobres para se promoverem e se enriquecerem fazendo do Natal ocasião para uma piedade falsa e compaixão hipócrita. Não imitemos as celebridades imorais da nossa pátria que, se entregam as idolatrias, a corrupção e às aparências, pois elas faturam alto para nos seduzir ao consumo desenfreado, ainda que se diga pessoas que se preocupam com os pobres, a realidade deles é outra, diferente de quem não é conhecido, daqueles que, para muitos, não existem mais e que já saíram da pobreza, não é verdade! Milhões de pessoas estarão a passar fome, enquanto você estiver passando mal de tanto comer.

Anuncie o nascimento de Jesus, não ignore o Seu nome, não despreze o seu chamado ao arrependimento, sua oferta de perdão, de alivio aos cansados e libertação dos oprimidos. Se o mundo ignora quem Ele é, nós cremos que é o Deus conosco, encarnado, o qual morreu por nossos pecados, mas ressuscitou, subiu ao Céu e voltará. Quando Cristo voltar implantará o Seu Reino e fará Justiça. Por isso, Natal também é tempo de arrependimento e reconciliação com Deus por meio de Jesus Cristo nosso Salvador.

Sejamos verdadeiros discípulos do Senhor, não vivendo como alguém que não conhece a Jesus. (João 1.10 e 18). Mesmo dentro das igrejas existem pessoas que, pelo seu estilo de vida, revelam que não conheceram a Cristo, exceto pelo nome, como uma personagem da história que, fez milagres, e, resolve os problemas financeiros e de saúde das pessoas, alguém para servi-los com um milagre de Natal, mas o verdadeiro milagre de Natal já aconteceu: Jesus Nasceu!

Conhecê-lo como Senhor é não apenas confessar com os lábios: Senhor! Senhor! Senhor! Somos chamados ao serviço, daquele que é servido ou adorado sem reservas, em obediência e amor, seguindo o Seu exemplo: “Eu não vim para ser servido, mas para servir” (Mc 10.45). Conhecer e servir a Jesus Cristo, como Senhor. Sempre presente. A Deus seja a honra, o louvor, a glória e a majestade no Natal e para sempre.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

JESUS VOLTARÁ. PREPARA-TE!


Por Anatote Lopes

Jesus Cristo veio e comissionou os seus discípulos para fazerem mais e mais discípulos, chamando-os ao arrependimento de seus pecados e anunciando o perdão e a reconciliação realizados pela sua morte na cruz. Ele disse que estivéssemos preparados porque a sua volta seria “como um ladrão”, referindo-se à surpresa, já que o ladrão não avisa a que dia e hora vem.

Esta volta, ou segunda vinda do nosso Senhor, será para libertar definitivamente a sua Igreja, ou seja, aos cristãos, os quais foram feitos discípulos, verdadeiros cristãos, inconformados com o mundo, os quais seguem os ensinos de Jesus Cristo (Mt 28.18-20) e não as religiões e tradições de seus antepassados, as ideologias e filosofias mundanas; os tais foram visitados e transformados pelo Espírito de Cristo quando nele creram (At 19.2), são inconformados com a corrupção do mundo (Rm 12.2) e são famintos e sedentos de justiça (Mt 5.6).

Esta segunda vinda do nosso Senhor acontecerá no futuro, mas estamos sendo preparados para ela no presente, congregados em estudo da Palavra de Deus, vigilância e oração, para não sermos surpreendidos por Aquele que vem como ladrão. Como nos dias de Noé, muitos serão absorvidos pelo espírito da época, pela acomodação cultural ao mal, à imoralidade e à corrupção, e serão surpreendidos na volta de Jesus. Ele vem buscar os que não se conformarem, nem lavarem as suas mãos, ou se mancomunarem com os ladrões, nem se entregarem à prostituição, depravação e imoralidade de toda sorte de corrupção da consciência, da conveniência, das palavras, das atitudes e dos costumes, traindo ao Seu Senhor.

Os senhores deste mundo passam. A morte e o esquecimento levam os poderosos deste mundo, mas nada impedirá a nossa esperança e a volta do nosso Senhor. A imoralidade e a injustiça estão sufocando a vida espiritual das pessoas, mesmo das que se dizem cristãs, as quais se esqueceram de que o Senhor disse: “fiquem vigiando, pois vocês não sabem em que dia vai chegar o seu Senhor ” (Mt 24.42). Só por meio da fé poderemos vigiar de modo correto, pois é somente por meio dela que podemos receber Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador. Quando ele vier, estaremos preparados, somente em Jesus Cristo, Único Mediador, somente por Ele, que foi morto na cruz pelos nossos pecados, o Ressurreto que subiu aos céus, o mesmo que disse “vigiem”, disse: “eis que venho sem demora” (Ap 3.11).

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

VOCÊ PRECISA DE TRANSFORMAÇÃO











Por Anatote Lopes

Esteja atento! Fortaleça o que resta e que estava para morrer, pois não achei suas obras perfeitas aos olhos do meu Deus.

Apocalipse 3:2 (NVI)

João escreveu a Palavra do Senhor para ser entregue à Igreja pelo pastor de Sardes, na época do Império Romano, quando o comportamento daquela comunidade não condizia com a vontade de Deus revelada nas Escrituras Sagradas.

O autor usou a figura de vestes brancas e tingidas para tipificar o comportamento deles, algumas estavam brancas outras já tinham sido contaminadas. O que significa que alguns viviam de maneira condizente com as Escrituras e outros tinham o seu comportamento desviado.

O imperialismo romano estava impondo a sua ideologia, havia prosperidade e riqueza sob o seu domínio, mas à custa de sacrifício, exploração, mentira e imoralidade. Esta Igreja precisava permanecer viva neste ambiente corrompido. Muitos já estavam perdidos; ou seja, em um estado de morte; enquanto outros estavam vivos, mas ainda não tinham se conformado com aquilo que Deus exige. Não é diferente nos dias de hoje. Aliás, o modo de vida dos nossos dias é uma manifestação antiga dos mesmos cadavéricos pecados do ser humano caído do passado.

Nos dias do imperialismo romano o modo de vida também era idólatra e imoral e crescia a incredulidade afastando as famílias da fé; também existia um plano de aculturação que visava à predominância de ideias ateístas e idolatras incompatíveis com os valores do Evangelho de Cristo; as exigências do trabalho e o desejo desenfreado de deleite dos prazeres do sexo e do consumismo também eram latentes no ser humano.

Tanto nos dias do Império Romano como nos nossos dias a nossa ganância continua insaciável em busca de prazer, fama, dinheiro e poder; cada vez mais, o individuo se sobrepõe à comunidade, com um discurso hipócrita de zelar do bem comum e dos direitos individuais, tingindo as suas vestes na lama do pecado e no sangue dos inocentes.

Por isso vivemos o tempo do desinteresse de participar da adoração comunitária, comprometer-se com Deus e com outras pessoas. A Igreja, neste contexto, para muitos, torna-se uma prestadora de serviços, e os cristãos deixam de ser servos de Deus e profetas no mundo, separados para o evangelho e uma vida santa. (Rm 1.1-7).

O cristão transformado vence e retorna à fé verdadeira. Arrepende-se de seus pecados, retoma a vigilância, oração e a congregação, atitudes coerentes que promovem a reconciliação uns com os outros e com Deus. Sendo o povo de Deus e a sua Igreja no mundo, não busca a Deus para livrar a própria pele de sofrimentos no mundo ou mesmo da condenação do inferno, o que ainda seria uma atitude pagã e não cristão, mas se converte a Deus para adorá-lo, servir, amar e obedecer ao Senhor acima de todas as coisas, e amar ao próximo como a si mesmo.

Passa a ser amado de Deus no mundo que, jaz no maligno. Cristo transforma todos os verdadeiros discípulos pelo poder do Seu Espírito. Os quais ouvindo este Evangelho creem e o seguem, àquele que morreu na cruz por seus discípulos, para os salvar e libertar do domínio do império das trevas: Jesus; Ele vem habitar em cada deles. Ele dá força e sabedoria do Espírito Santo para viverem em um mundo de violência, incredulidade e de imoralidade, e apesar disso, manterem-se fiéis ao Evangelho de Cristo e se tornarem agentes transformadores da realidade ao redor deles.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

IGREJA PRESBITERIANA DE DRACENA, 55 ANOS















Introdução
A Igreja Presbiteriana do Brasil tem 150 anos no Estado de São Paulo. A Igreja Presbiteriana de Dracena é uma igreja autentica, reformada, moderna e transformadora, herdeira do ministério e do martírio dos apóstolos e dos primeiros cristão, “Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos, a Comunhão, ao Partir do Pão e às Orações.” (Atos 2.42). Como igreja presbiteriana no Brasil desde 1859 pregando o evangelho, fazendo discípulos de nosso Senhor Jesus Cristo, celebrando os sacramentos por Ele ordenados e orando de casa em casa e de cidade em cidade, no Oeste de São Paulo.

Plantação
A Igreja Presbiteriana do Brasil começou com o trabalho pioneiro do Rev. Oscar Chaves em 1943, missionário da Junta de Missões Nacionais no campo de Adamantina até o Rio Paraná, sediado em Lucélia. O fenômeno do crescimento da “Cidade Milagre” fez com que em 1954 a Junta de Missões reestruturasse o trabalho no interior e transferisse a sede do campo para a cidade de Dracena.

Organização
Em 25 de Outubro de 1959 foi organizada a Igreja Presbiteriana de Dracena tendo como pastor o Rev. Oswaldo Dias de Lacerda. A evangelização do interior do Estado de São Paulo já havia colhido muitos frutos da obra missionários, irmãos e irmãs pioneiros que aqui chegaram, tornaram-se lideranças locais do longínquo oeste então ligado à Capital pela estrada de ferro, tornou-se então, a sede da microrregião de Dracena, na região de Presidente Prudente, e, passou a ser denominada de Nova Alta Paulista.

Tendência Atual
Desde 2011 pastoreada pelo Rev. Anatote Lopes da Silva. A comunidade recebeu novo ânimo e unidade para a adoração e realização de seus projetos para a glória de Deus.

Escola e Culto Dominical
O cumprimento da grande comissão é reunir adoradores. A ênfase da ordem está em “fazei discípulos”. Todos os domingos às 9 horas a igreja se reúne para a Escola Dominical; conta com professores, departamento infantil bem equipado e emprega tecnologia digital na apresentação dos estudos para jovens e adultos.
O Culto Dominical é oferecido a Deus às 19h e 30 minutos com ordem e decência, liturgia reformada e Palavra transformadora, espontaneidade, quebrantamento, confissão e adoração.

Ações de Evangelização e Missão
A Igreja promove ação social sob supervisão da Junta Diaconal, desenvolvimento humano e profissional, nutrição, inclusão social e digital de crianças e adultos e educação como ações de evangelização. Um dos braços sociais da Igreja é o Projeto Esperança, com quase 20 anos funcionando nas dependências da Igreja desde a sua fundação em parceria com APE.

Liderança
O ponto forte da liderança local é a renovação: jovens pastores e presbíteros buscando soluções; corpo de oficiais diáconos cooperando para mudança e conscientizando a comunidade para fazer análise crítica do processo e contribuir com propostas para melhorias e aprimoramento estratégico.

Missão e estratégia
Nosso Senhor Jesus Cristo que nos deu a missão (Mateus 28:18-20). Fazemos tudo para a glória de Deus. Trabalhamos para o crescimento e saúde física e espiritual de todos, pela unidade da Igreja e da Família, crescimento da Igreja e do Evangelho do Reino de Deus e desenvolvimento e transformação do ser humano, pela pregação da Palavra de Deus.
A visão e estratégia da Igreja são coerentes com os seus valores e as suas características: uma Igreja Autentica, Reformada, Moderna e Transformadora. Esta igreja adora, evangeliza, cuida dos pobres e necessitados, vive em comunhão, educa pela Palavra de Deus e ministrada aos corações para promover a transformação dos seres humanos em todas as áreas da vida.

Características Missionárias
A Igreja Presbiteriana de Dracena nasceu de missões e para missões. A SAF (Sociedade Auxiliadora Feminina) é uma organização interna de mulheres da igreja que, ora, evangeliza, educa e promove ação social. Distribui chá e literatura evangelística na Santa Casa (Hospital Local) uma vez por semana. Coopera na assistência às 60 famílias alcançadas pelo Projeto Esperança e conta com a simpatia da comunidade pelas obras que realiza.

Plantação de Novas Igrejas
A Igreja Presbiteriana de Dracena investe na plantação de duas igrejas, sendo uma congregação em Panorama e um ponto de pregação em Junqueirópolis, São Paulo; colabora financeiramente com a JMN – Junta de Missões Nacionais e a APMT – Agencia Presbiteriana de Missões Transculturais que, estão plantando igrejas presbiterianas no Brasil e no Mundo.

Relacionamento Comunitário
A Igreja presbiteriana de Dracena é a família e o corpo de Jesus Cristo; uma comunidade formada de irmão e irmãs inseridos e prestigiados na comunidade local. A Igreja é considerada importante para a sociedade e atuante em todas as áreas, sem perder o foco da sua missão.

Oportunidades
A Igreja é um corpo composto de pessoas inteligentes, acolhedoras, competentes, talentosas e ativas, leva o evangelho com música de qualidade, pregação fiel, engajamento e compromisso, realizam um lindo trabalho e serviço cristão, sinaliza vida e continua revitalização; está vencendo os novos desafios, refletindo e praticando novas ideias a luz da Bíblia, permanece fiel aos princípios confessionais e cumpre a sua missão de glorificar a Deus.

Conscientização
Nos próximos anos juntos, vamos construir um estúdio, participar mais no rádio e outras mídias, promover eventos maiores, acolher e receber mais membros em nossa igreja, e, para isso, devemos estar sempre prontos e preparados.

Reflexão

Cremos no poder de Deus, temos uma teologia bíblica, uma igreja linda e o Evangelho que o mundo precisa crer para salvação. Essa missão é nossa! Deus nos ordenou para isso e nos capacitou para esta obra. Essa missão é sua também, abra o seu coração para novos conhecimentos, estratégias e propostas; para o apoio e participação como novos membros, irmãos e parceiros neste projeto de Deus para nossas vidas, Família, Igreja e comunidade. Se você um dia se arrependeu de seus pecados e entregou a sua vida a Jesus Cristo que, morreu na cruz por você, remiu os teus pecados e te deu Nova Vida, você faz parte desta história. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

PREGAÇÃO EXPOSITIVA: POR QUÊ?

Por Anatote Lopes


O Pr. Mark Dever explica que o chamado não é uma autorização para falar o que quiser. Pregar não é falar ao microfone para um auditório o que vier no coração ou na mente. O pregador é chamado para pregar a Palavra de Deus. As pessoas precisam ouvir a Deus e não as opiniões das outras. O pregador expositivo é um estudante da Bíblia. Ele tem um texto específico e o ponto central deste será o mesmo da sua mensagem. Deus formará o seu povo gerando vida no vale de ossos secos (Ezequiel 37). A visão (1-10) é por Deus interpretada (11) e o profeta proclama a Palavra de Deus revelada. Israel estava no exílio por causa do pecado, então o povo diz: “pereceu a nossa esperança”, mas Deus lhe responde: “porei em voz o meu Espírito e vivereis” (14). A pregação expositiva é mais do que lições morais, históricas, sociais, ainda que, componham uma pregação, mas a Palavra pelo poder do Espírito gera vida.

O ministro faz outras coisas, mas ele é chamado para pregar a Palavra de Deus. O pastor compõe comissões, ouve a igreja, visita os doentes, lê bons livros, participa de conferencias, mas, nada disso foi recomendado por Paulo, a Timóteo. Ele recomendou: “Pregue a Palavra” (II Tm 4.2). Jesus e os apóstolos tinham como prioridade a pregação da Palavra de Deus, e diante das outras demandas da comunidade incumbiram a outros. Disseram os apóstolos: “Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da Palavra.” (Atos 6.4). A pregação expositiva não é popular, principalmente entre os jovens que, queixam-se: “por que todos nós temos que ficar quietos e apenas uma pessoa falar?”. O individualismo e o subjetivismo geram a suspeita contra a autoridade e leva a pessoa à confusão, mas os cristãos se assentam diante de uma pessoa em pé para ouvir a Palavra de Deus. É impróprio o abuso de imagens como os ortodoxo e romanistas que abusam de ícones e esculturas porque, de acordo com a Palavra de Deus, Jesus é a imagem de Deus; Ele é o ícone de Deus. Jesus nunca ensinou aos seus discípulos desenharem ou esculpirem imagens para comunicar o evangelho, embora neste tempo, elas já eram largamente utilizadas pelos pagãos. Deus deu o seu Espírito para que eles escrevessem livros, relembrassem e explicassem a Palavra com o devido cuidado para que, nem eles mesmos fossem idolatrados.

A imagem mais antiga de Cristo é uma zombaria da ideia de que o Deus de alguém teria sido crucificado, trata-se de um ícone encontrado em uma tumba em Roma, que retrata Jesus crucificado com corpo de homem e cabeça de jumento, embaixo está escrito: “Alexamanus cultua o seu deus”. Porque os homens se tornam semelhantes aos seus ídolos. (Sl 115.4-8). O povo politeísta tinha imagens de seus deuses, mas o povo de Deus, fala a Palavra de Deus e não o representa com imagem alguma. Com tanta tecnologia disponível para exibir imagens, para muito vivemos numa época visual e que somos seres visuais, devemos lembrar que na queda perdemos a visão de Deus por causa do pecado, mas na sua misericórdia ele se revelou em Cristo. Na verdade o homem sempre foi visual e se expressou através de imagens, não sendo isso que influenciou a lei divina, ou mesmo essa constatação que a justifique, pois percebemos primeiro pelo ouvido, não pelos olhos, mas haverá o dia em que a fé cederá à visão; os ministros da Palavra esperam com expectativa este dia e “contemplarão a Sua face” (Ap 22.4). A Palavra de Deus explica os sacramentos (I Co 14.26); o povo de Deus tem que centrar a sua vida na Palavra de Deus (Dt 17.18-20).

Temos exemplos bíblicos de sermões expositivos: Uma exposição de Joel 2, Salmos 16 e 110 em Atos 2 e o livro de Hebreus que expõe o Salmo 95 e 110; etc. Não devemos nos esquecer que Jesus nos deixou os sinais visuais do Batismo e da Ceia do Senhor, os quais igualmente apresentam uma exposição da Palavra de Deus pela pregação. O que não significa que na esfera pública o cristão não possa ser um artista. O que faz uma igreja ser saudável? Ela precisa ser amigável, confortável, ter boa musica? As pessoas quando a visitarem precisam se sentir valorizadas e as suas crianças ficarem distraídas? Ainda que essas coisas possam ser boas, uma igreja para ser saudável precisa ter um ministro que se doa a pregação expositiva da Bíblia, este ministro deve orientar a igreja como utilizar os símbolos e as artes e a ser acolhedora, mas antes de tudo ele deve mostrar algo visível ao mundo: a pregação bíblica pela sua obediência a Palavra de Deus, e, esta igreja também deve mostrar ao mundo que obedece ao seu salvador.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

SEXUALIDADE, RELIGIÃO E PODER: Como o Estado e a Igreja lidaram com a sexualidade e a reprodução humana

Por Anatote Lopes



Quando falamos de um ministro do evangelho fazemos referencia à tradição, liturgia, doutrina, atividade política, social e pastoral do encargo espiritual e institucional do ministro religioso; o qual é responsável pelo governo e ensino da Igreja. 

Assim também, quando falamos de um governante laico fazemos referencia ao poder do chefe de Estado e as suas atribuições políticas, jurídicas e sociais entre outras.

No Velho Testamento a religião e a política, embora distintas, pertencem à esfera pública e ambas são consideradas "sacerdócio", sendo, tanto os príncipes (políticos), quanto os sacerdotes (religiosos), denominados de "pastores do povo".

Existe alguma relação entre sexo, religião e política? Sim. Os indivíduos são influenciados socialmente e condicionados sexualmente por suas crenças religiosas e ideologias políticas nacionais.  

A religião e a política varias vezes orientaram e governaram/controlaram a sexualidade e a reprodução humana, consequentemente, a maior parte dos seres humanos sacralizou e politizou a sexualidade. 

Sexo, poder e religião tem relação simbólica no mundo, onde convivem os conceitos de pecado, juízo e salvação.

Nas alianças e rupturas políticas envolvendo a dominação imperialista ocorreram relações heterossexuais como matrimonio, adultério, estupro e as relações homossexuais nas orgias palacianas e relações de dominação escravagistas.

Os ministros do evangelho, com raras exceções, abençoam o matrimonio e ensinam valores como família, fidelidade conjugal e reprovam o adultério, as relações homossexuais e o aborto como pecados, e, através de sua mensagem chamam os pecadores ao arrependimento e a redenção para uma nova vida em Cristo.

Ao mesmo tempo em que a mensagem do evangelho traz esperança para alguns, ela gera uma expectativa de condenação para outros, designados de impenitentes e incrédulos. 

O Judaísmo e o islamismo condenam o adultério, toleram a poligamia e não admitem o homossexualismo. Mas, a maioria das religiões politeístas admite essas três possibilidades sem nenhum problema. 

O cristianismo além de excluir o homossexualismo exige o matrimonio monogâmico e a fidelidade conjugal. Ninguém deve ignorar que os pontos de vista, as crenças e a sexualidade aproximem as pessoas que, organizam-se em blocos políticos.

A sexualidade para muitos deveria pertencer à esfera da vida privada e permanecer separada da devoção e livre de críticas e debates.

A religião para muitos não deveria interferir nas pautas das reivindicações e disputas políticas, igualmente a sexualidade, longe da interferência da religião e do Estado.

Quando alguém se apresenta e reivindica a identidade de gênero, está falando de sua intimidade e relacionamento sexual com outra pessoa, o que deveria ser intimo e privado passa a fazer parte da esfera pública.

A religião e a política nunca se afastaram das questões de sexualidade, já que o ser humano é sexuado e essencialmente religioso e político. 

O exibicionismo e a violência na sexualidade humana são reações políticas, religiosas e antirreligiosas.

Parece que a baixa estima, a crise de realização profissional e a falta de referenciais levam o indivíduo a exibir a sua sexualidade com intenção dominadora opressora ou revolucionária.

Quando a sexualidade está no foco da existência do indivíduo ela determina a sua identidade e ela reage contra as normas da Religião e do Estado em busca da sua libertação. 

Se pensarmos, ainda como cristãos, com seriedade e lógica sobre isso, logo, ocorre reportarmos aos mucos, fluidos e órgãos sexuais e eróticos do corpo humano do ponto de vista da nossa moralidade cristã; as nossas reações serão ditadas pelas nossas crenças religiosas e ideologias políticas, inevitavelmente.

A sexualidade esteve inserida no contexto histórico de determinadas revoluções, em períodos de tentativa de tomada do poder ou reação a dominação, utilizando-se de determinado gênero, credo e ideal político por razões econômicas e políticas, trazendo consequentes períodos de devassidão, promiscuidade e violência ou períodos de paz e reconciliação. 

O direito e o respeito a vida humana desde sua concepção, as liberdades individuais, a liberdade religiosa e a liberdade sexual estão na pauta de reivindicações de direitos fundamentais, mas também estão na agenda da disputa pelo poder. 

As disputas pelo poder são demasiadamente corruptas e sórdidas. Nos dias de hoje se utilizam de atos públicos como marchas com pautas simbólicas. 

Semelhantes exércitos em marcha, multidões representando as crenças e ideologias políticas dos grupos em disputa pelo poder.

Os "cristãos" estão em luta pela liberdade religiosa e de expressão; os LGBT's e as feministas são os defensores de direitos e liberdades individuais e sexuais; incluem à pauta de reivindicação a descriminalização do aborto e a criminalização da homofobia.

O termo homofobia designava a violência física contra homossexuais, mas adquiriu um sentido subjetivo que, pode atingir o direito dos cristãos pregarem sobre pecado. Algumas passagens da Bíblia condenam o homossexualismo e foram consideradas homofóbicas e incitadoras de ódio e violência contra os homossexuais.

As duas marchas estão na agenda da disputa pelo poder. 

É fácil verificar na história que, o imperialismo na antiguidade utilizou a dominação e a exploração sexual para promover uma ocupação territorial, a introdução de indivíduos da etnia imperial, a miscigenação racial da população e aculturação pelas uniões matrimoniais e desconstrução de estruturas sociais, culturas, religiões e da unidade nacional.

A questão faz parte da pauta política e religiosa. 

Os muçulmanos estão dominando a Europa. Como? Yasser Arafat que foi o líder da Autoridade Palestina, presidente da Organização para a Libertação da Palestina e da Fatah, a maior das facções da OLP, e co-detentor do Nobel da Paz dizia nos anos 90 que, o Islã dominaria em 50 anos toda a Europa pelo crescimento de famílias introduzidas no continente.

O sexo foi usado como instrumento de violência e de humilhação dos povos dominados, tanto por bárbaros como por romanos na antiguidade. 

Os impérios da antiguidade removiam símbolos, profanavam templos, estupravam, extraiam os fetos das mulheres grávidas dos seus dominados externando sua sanha genocida e mantendo escravos sexuais. 

Na história do nosso século os terroristas também estupram sua vitimas e extraem os fetos das grávidas, bem como executam os homens que não se convertem ao Islã, mas tomam suas mulheres para reproduzirem.

Enquanto nas marchas e manifestações religiosas são reafirmados valores de família a partir do matrimônio e dos filhos de um casamento monogâmico o antagônico nas paradas sexistas fazem orgias em vias públicas enquanto quebram ou zombam de imagens e símbolos religiosos.

Os símbolos das partes são os primeiros alvos da disputa pelo poder; são religiosos e sexuais e sucumbe a imposição da moralidade dominante ou vitoriosa. 

Quanto aos indivíduos e as suas inclinações sexuais, quando divergem da prescrição das Escrituras judaico-cristãs, alegam terem nascido com elas e se rebelam contra a norma estabelecida.

Nas religiões politeístas encontramos numerosos rituais de prostituição cultual homo e heterossexual e também de aborto ritual. Logo, esta demanda não é moderna ou pós-moderna, mas reincidente na história das guerras antigas.

A tradição cristã afirma a doutrina do pecado original e o calvinismo enfatiza a depravação total do gênero humano; o pecado é inato por causa da natureza caída, logo, tudo inerente a essa humanidade está profundamente contaminado pelo pecado (sexualidade, religiosidade e a política)

A humanidade caída, desde Adão, está em tensão entre a transgressão da Lei de Deus e a consciência do pecado e essa humanidade precisa ser redimida.

Desde o princípio o homem é tentado pelo poder: "sereis iguais a Deus" foi o que a serpente disse a Eva para seduzi-la à comer do fruto proibido; logo, a disputa pelo poder inclui desde o princípio uma disputa contra Deus. 

A expectativa do castigo divino para quem rejeita a Lei e consequentemente aos profetas do juízo é considerada ultrajante e injusta, até que o homem se submeta ao senhorio de Cristo como Deus soberano.

Mas, nem tudo está perdido. Na perspectiva Cristã se acham as promessas de redenção futura. Contamos com a promessa de perdão para os pecadores arrependidos que crerem no salvador e a solução para o problema da disputa de poder entre os homens: a revelação do reino de Deus.

Enquanto essa humanidade rejeita a Deus, e, o Senhor Jesus ainda não voltou como prometeu, com os seus santos anjos no céu, poder e muita glória, os profetas, pregadores do Evangelho, chamam todos os pecadores ao arrependimento.

A idolatria é associada à prostituição, e a desobediência é associada à feitiçaria, a qual é rebelião contra o Deus soberano. Nesses dois pecados figuram todo tipo de pecado de rebelião contra Deus por meio da imoralidade, do culto pagão e das tradições primitivas dos povos. 

Finalmente, os profetas dos últimos dias chamam o povo para receberem o perdão de Deus, a redenção em Jesus Cristo, o qual morreu para salvar o seu povo dos pecados deles, a fim de escaparem das misérias deste mundo mal e do juízo final.