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sexta-feira, 22 de maio de 2015

UM COMPROMISSO RADICAL: PEQUENINOS APROVADOS (IV)


Exposição de Lucas 9.43-62, por Anatote Lopes


Cristo quer provar a nossa renuncia. Jesus prova aos seus discípulos neste texto (Lucas 9:57-62). Este texto da “mão no arado” foi cantado pelo Grupo Logos para uma geração de crentes que repetiram essa canção muitas vezes: “quem tem posto a mão no arado, não pode mais olhar atrás”... Todo crente conhece essa frase. Principalmente, os que são maiores de 40 anos, mas está aqui... É a palavra do Senhor Jesus Cristo que nós lemos.

Jesus prova seus discípulos quanto aos cuidados materiais: nosso compromisso com o mundo ou com o seu Reino de Deus. Quanto a este compromisso ele vai tocar num ponto nevrálgico do ser humano que, é exatamente, o relacionamento dele com os seus pais, seus irmãos, isto é com a sua família. Neste ponto que, os seus discípulos estão sendo provados, e, muitos neste ponto, foram reprovados segundo o texto das Escrituras Sagradas. Considerados não apenas fracos espiritualmente, cansados e desanimados, mas, inaptos para o reino de Deus.

O discípulo de Cristo não pode ficar embaraçado com tantas distrações e deleites no mundo e nem medir esforços e exigir condições favoráveis ou confortáveis para servir a Deus. As distrações e deleites do mundo precisam ser ordenados segundo o Quanto Mandamento para que, não nos atrapalhem de servir a Deus. Não podemos chegar diante de Deus com todas essas preocupações e interesses mundanos e pedir para o Senhor acomodar o Seu propósito à nossa agenda, ou, como um motivo para dizer para Deus: ‘Espere mais um pouco’.

Nós olhamos para o texto das Escrituras Sagradas e percebemos que o homem está constantemente numa corrida em busca de conforto e de prazeres, atendimento de suas necessidade e satisfação de suas ambições, mesmo que neguemos não raro nos esquecemos da esperança para a qual Cristo nos comprou com o seu sangue. Nós nem pensamos nisso!? Nós estamos muito preocupados com a vida neste mundo. Não pensamos na construção que Cristo foi realizar para nós quando ele disse: “vou preparar-vos morada”...

O compromisso que Cristo exige de nós é bem diferente da proposta do evangelho barato, da prosperidade, pregado nas igrejas falsas dos falsos profetas. Ele exige prioridade. Não faz uma oferta de solução para os nossos problemas de saúde, família e finanças, pelo contrário, nos ensina que essas soluções que nós muitas vezes buscamos não têm tanta importância.

Mesmo o tipo de amor pelas pessoas da nossa família, parentes e amigos que, não raro, impedem-nos de pregar, não tem a prioridade que ultrapasse a verdade e a urgência da mensagem de amor do Evangelho. O compromisso do Evangelho está acima do nosso amor por nós mesmos, o compromisso do Evangelho é levado como prioridade acima das nossas necessidades e sentimentos pecaminosos... O servo do Senhor está pronto para morrer... O compromisso do Evangelho é amarmos e seguirmos a Cristo sem qualquer reserva, pretexto ou desculpa para deixa-lO, nem dizer: ‘espere um pouco mais Jesus’.

O Senhor Jesus nos apresenta até uma situação como esta: “me deixa sepultar primeiro o meu pai”... Nem este motivo ele admitiu... Não vamos ver Jesus Cristo aceitando nossas desculpas em lugar nenhum das Escrituras. As nossas razões são muitas, mas, Jesus não aceita nenhuma delas... Não aceitou nenhuma das desculpas apresentadas por Moisés e nenhum dos profetas ou pelos apóstolos e nenhum dos primeiros cristãos. Todos eles tiveram que assumir um compromisso radical de sofrimento, de dor, de angustia e de morte.

O Evangelho exige um compromisso radical.

(Terceiro tópico do sermão pregado na Igreja Presbiteriana de Dracena no dia 26/04/2015; a primeira parte foi a introdução publicada no domingo 03/01/2015 no semanário n° 196. A introdução e o primeiro e o segundo tópico (identificado como parte II e III) podem ser encontrados nesta página e nas páginas da igreja no Facebook. Ainda continua...)